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As principais exposições em cartaz na semana

Horizonte Generoso — Uma Experiência no Pará apresenta 36 obras de oito artistas do estado na Luciana Caravello Arte Contemporânea

Por: Rafael Teixeira

Luiz Braga
Banho Marajoara, da série Nightvisions: foto de Luiz Braga (Foto: Luiz Braga/Divulgação)
  • Cerveny estrela Glossário dos Nomes Próprios, com trinta obras. À exceção da pintura sobre linho que dá nome à mostra, todas as outras criações são desenhos com nanquim em papel de arroz, técnica a que ele começou a se dedicar após uma viagem à China, em 2013.
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  • Imagética (1968-2015), de Ana Vitória, apresenta 26 trabalhos em quatro salas do terceiro piso. Na maioria deles, ela desconstrói a ideia convencional de fotografia — como se vê em Mergulho na Imagem (2009), com a cena de uma mulher em queda aplicada sobre tijolos de vidro.
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  • Trazidas ilegalmente ao Brasil por compradores não identificados, as dezenove obras reunidas nesta coletiva poderiam estar hoje ocupando residências particulares. Em vez disso, apreendidas no Porto do Rio pela Polícia Federal, foram doadas à coleção do Museu Nacional de Belas Artes e integram Apreensões e Objetos do Desejo: Obras Doadas pela Receita Federal ao MNBA. Trata-se de uma notável seleção, recheada de nomes de ponta, a exemplo do italiano Michelangelo Pistoleto, do inglês Antony Gormley e dos brasileiros Cildo Meireles, Sérgio Camargo, Daniel Senise e Jorge Guinle Filho. Algumas das criações preenchem lacunas no acervo do MNBA. É o caso de Óleo e Madeira Pintado à Mão, acrílica sobre tela feita por Beatriz Milhazes nos anos 90 — a instituição só possui obras da artista produzidas na década anterior. O indiano Anish Kapoor comparece com um dos trabalhos mais convidativos da mostra, uma enorme concha espelhada em que o visitante se vê, ao mesmo tempo, de corpo inteiro e em detalhes estilhaçados.
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  • Artistas jovens e pouco conhecidos integram o movimento que dá nome à mostra, cujas exposições vêm ocupando espaços alternativos da cidade há quatro anos. Em sua primeira coletiva em uma galeria convencional, quinze deles exibem obras em diversas técnicas. Preços sob consulta.
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  • Na individual Polípticos, o premiado fotógrafo faz arte, através de dezoito imagens, a partir de fragmentos da propaganda política que tomou conta das ruas no processo eleitoral de 2014.
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  • Com quase sessenta anos de carreira, o artista mineiro desfruta de merecido reconhecimento da crítica e de seus pares, mas seu nome ainda tem reduzido alcance junto ao grande público. Atração no CCBB, a alentada retrospectiva Pintura & Permanência pode corrigir esse desequilíbrio. Mais de 100 trabalhos estão reunidos na individual, perpassando todas as fases e os interesses temáticos do pintor. Estão lá, por exemplo, dezenas de paisagens, reproduzidas nas pinceladas algo expressionistas que se tornaram sua marca. Nativo de Juiz de Fora, Bracher retratou Ouro Preto, cidade onde se radicou, além de outros cenários de Minas Gerais, mas também se voltou para imagens de Brasília e do Rio. Seus marcantes autorretratos também estão presentes, assim como alguns dos retratos que fez para amigos, como Chico Buarque, Milton Nascimento e Bibi Ferreira — em alguns deles, o verso da tela também é apresentado, o que permite ler a dedicatória do pintor.
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  • Uma instalação do artista mexicano ocupa o Salão Monumental do MAM. Durante o período da exposição, essa obra, um cubo de isopor de cerca de 6 metros cúbicos, será continuamente transformada por um grupo de escultores brasileiros que trabalham para as escolas de samba no Carnaval.
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  • Um dos grandes nomes da arte conceitual desde os anos 60, o francês Daniel Buren apresenta um site specific, tipo de instalação inteiramente desenvolvida em função do espaço em que é apresentada. 
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  • Recomenda-se ter alguma folga de tempo e disponibilidade de entrega para a apreciação desta individual da artista finlandesa. Longamente batizada de Sobre Assuntos Desconhecidos, Natureza dos Milagres e Possibilidades da Percepção, a mostra no Oi Futuro Flamengo reúne vídeos (técnica na qual Eija-Liisa é expoente na cena contemporânea) que evocam temas como alteridade e relação do indivíduo com o mundo. A duração de cada um é variável, podendo chegar a quase trinta minutos — mas o mergulho na experiência é sempre recompensador. Algumas obras são exibidas em apenas uma tela, caso de Pescadores (2007), registro de uma luta inglória de homens para avançar com seu barco mar adentro, além da arrebentação. Os trabalhos mais envolventes, no entanto, são aqueles em que a artista compõe uma instalação com projeções de diversas partes de uma mesma cena que dialogam entre si, a exemplo de A Casa (2002), narrativa algo surrealista concebida a partir de entrevistas e debates com mulheres que sofriam de psicose.
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  • Desde a sua inauguração, o MAR tem investido em mostras que estabelecem diálogos. Em Guignard e o Oriente, entre o Rio e Minas, a ideia é revelar conexões entre Alberto da Veiga Guignard (1896-1962), com mais de 100 obras apresentadas, e duas vertentes estéticas:as xilogravuras orientais e a tradição do barroco brasileiro, exibidas lado a lado com as criações do artista. No primeiro caso, as afinidades se revelam na subversão da perspectiva, como no óleo sobre madeira Noite de São João (1961). Além da presença de antigas gravuras japonesas, a “conversa” se estabelece na exposição de obras com evocações orientais, mas feitas por artistas de outras nacionalidades, como Adriana Varejão. Do outro lado, representações de imagens sacras feitas por Guignard aproximam-se de esculturas barrocas. Um ou outro trabalho pode soar deslocado, sem, no entanto, desvirtuar o conceito original nem prejudicar o prazer da visita.
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  • Depois de produzir uma coletiva inteiramente dedicada a artistas do Maranhão, realizada em 2013, a marchande Luciana Caravello dá sequência ao seu projeto de mapear a arte contemporânea do país. Agora, exibe trabalhos de criadores paraenses, em sua galeria no bairro de Ipanema. Organizada sob a curadoria de Bernardo Mosqueira, Horizonte Generoso — Uma Experiência no Pará apresenta 36 obras de oito autores: Alberto Bitar, Alexandre Sequeira, Armando Queiroz, Elza Lima, Guy Veloso, Keyla Sobral, Luiz Braga e Orlando Maneschy. Os trabalhos selecionados variam entre pinturas, desenhos, criações em técnica mista, objetos e fotografias. Dessa última ala, são especialmente belas as três imagens da série Nightvisions, assinada por Luiz Braga.
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  • Entre os integrantes da Missão Artística Francesa, movimento que revolucionou o panorama das belas-artes no Brasil no início do século XIX, Debret (1768-1848) tornou-se referência máxima por conta do seu minucioso e seminal trabalho de registro iconográfico de personagens e cenários brasileiros — notadamente do Rio, onde residiu entre 1816 e 1831. Com 120 obras reunidas no Centro Cultural Correios (aquarelas e desenhos originais, todos pertencentes à Coleção Castro Maya), O Rio de Janeiro de Debret oferece um alentado painel da visão do artista sobre paisagens, cenas urbanas e costumes sociais daquele período. Uma visita à mostra é como viajar no tempo rumo a uma cidade que já não existe mais: chamam a atenção, por exemplo, o casario antigo do Largo da Carioca e outros logradouros, a Baía de Guanabara com a orla absolutamente despovoada e estabelecimentos pitorescos, como uma loja de rapé. Tema caro ao artista, questões oriundas da polarização entre homens livres e escravos no país estão preswentes em grande parte das imagens, como se vê nos muitos registros de negros fazendo funções braçais, principalmente de venda de produtos como carvão, leite e alimentos, por ordem de seus senhores. Em uma delas, especialmente rica em detalhes, mulheres servem elegantes homens brancos na antiga Praça do Palácio, atual Praça Quinze.
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  • Em Fora de Sítio, o escultor português Jmostra peças que flertam com a ideia de descontextualização na arte.
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  • Austríaco de nascimento, o fotógrafo radicou-se no Brasil em 1939, fugindo do nazismo. Seu talento com as câmeras foi empregado com notável afinco no Rio, onde, estima-se, Klagsbrunn (1918-2005) clicou mais de 100 000 fotos. Aproximadamente 200 delas estão na alentada individual em cartaz no Museu de Arte do Rio. À parte uma minúscula parcela de registros de outros lugares, o foco recai sobre cenas cariocas, flagradas em lindas composições em preto e branco. Figuras populares, como um engraxate na Cinelândia (com o já demolido Palácio Monroe ao fundo) e dançarinos de gafieira, dividem espaço com o luxo dos bailes no Theatro Municipal e dos páreos no Jockey Club. Retratos de personalidades, a exemplo de Oscar Niemeyer, Oscarito e Bibi Ferreira, também contribuem para embelezar o acervo.
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  • Centros culturais

    Made in Brasil
    Veja Rio
    Sem avaliação
    Inaugurada em 2013, a Casa Daros abriga, desde o início, obras de artistas brasileiros em seus salões. Faltava, porém, uma coletiva de peso inteiramente voltada para eles — questão resolvida com Made in Brasil. O acervo exposto reúne mais de sessenta trabalhos de oito autores. Logo na entrada, o hipnótico vídeo Entre os Olhos, o Deserto (1997), de Miguel Rio Branco, dá as boas-vindas ao visitante com belas fotografias que se sucedem na parede. Em uma mesma sala estão agrupados 23 objetos de Waltercio Caldas, todos relacionados à ideia de livro, permitindo uma rara apreciação em conjunto dessa vertente de sua obra. Convidativa e algo misteriosa, a instalação Missão/Missões (Como Construir Catedrais), de Cildo Meireles, tem o piso repleto de moedas e o teto cheio de ossos ligados por uma torre de hóstias. Milton Machado, Ernesto Neto, Vik Muniz, Antonio Dias e José Damasceno são os outros nomes reunidos.
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  • Com 450 anos recém-completados, o Rio é alvo de uma espécie de crônica visual na exposição Paisagens Não Vistas, do artista carioca Marcos Chaves. Boa parte das mais de trinta obras exibidas, porém, desvirtua o senso comum dos cartões-postais da cidade. É o caso de uma de suas séries mais conhecidas, Sugar Loafer, com treze fotografias na seleção. O ponto em comum é a presença do Pão de Açúcar, mas desprovido do enquadramento turístico — em primeiro plano invariavelmente aparece um mendigo ou, no mínimo, algum indício de sua passagem pela cena. Com seis trabalhos expostos, a série Buracos é composta de flagrantes de crateras no asfalto, preenchidas de maneira insólita com todo tipo de objeto, para alertar o motorista que transita pela via. Tão belas quanto imponentes em suas dimensões são as quatro montagens fotográficas em que Chaves estilhaça uma paisagem em cubos que se elevam das paredes, causando um efeito tridimensional, como se vê em Arquipélago (2010).
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  • Com 140 metros quadrados de área e mais de 7 metros de pé-direito, o imponente salão central do térreo da Anita Schwartz Galeria de Arte, na Gávea, recebe uma ambientação inusitada para a individual Aforismas, Rizomas e Selvageria, da carioca Maria Lynch. O piso é inteiramente coberto por pipocas e as sete pinturas em grande formato reunidas estão dispostas próximas ao chão, em vez de ficarem na altura dos olhos, como de hábito em exposições. Produzidas neste ano especialmente para a mostra, as telas algo abstratas exibem cores fortes e vibrantes, característica do trabalho de Maria. Além disso, o acervo conta com uma escultura de parede e quatro de chão, batizadas como Dramatização Invertida, feitas com brinquedos de plástico, e pintadas cada uma de uma cor: verde, branco, rosa e laranja.
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  • Artista destacado em seu país, o argentino faz sua primeira individual na cidade. A seleção inclui 103 obras realizadas nos últimos quinze anos. 
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  • Galerias de arte costumam ser lugares impessoais, algo como câmaras gélidas, silenciosas e imaculadamente brancas. Subverter essa imagem tão recorrente é, de saída, uma virtude de Mécanique des Femmes — La Suíte, individual do fotógrafo Miguel Rio Branco na Silvia Cintra + Box 4. Para recebê-la, o espaço expositivo passou por total transformação: paredes foram pintadas de cinza, o chão ganhou placas de MDF em diversos tons de vermelho, a iluminação foi reduzida, objetos pessoais do artista se espalham e trilha sonora de jazz suave domina o ambiente. O clima ao mesmo tempo uterino e sensual se estende apropriadamente às obras — como o nome da mostra entrega, evocativas da feminilidade. Trata-se de uma sequência da exposição que o artista realizou na mesma galeria, há dois anos. Agora, catorze trabalhos foram reunidos, naturalmente com o predomínio de fotografias. A maioria está arrumada em dípticos e trípticos, caso do belíssimo Hotel Mónaco (2014) e de Água Verde (2015), este exibido sobre uma caixa de luz. Dezenas de imagens dispostas de maneira aleatória numa grande placa de zinco em uma das paredes sugerem o processo criativo através do qual Rio Branco chega a essas combinações de fotos. Igualmente curiosas são três obras sem relação com fotografia, técnica pela qual o artista se consagrou: uma pintura abstrata, uma série de aquarelas sobre papel e uma espécie de instalação formada por uma enorme caixa de vidro cheia de objetos em uma mesa.
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  • Um dos integrantes do movimento neoconcreto, Dillon (1930-2013) tem obras produzidas entre 1959 e 1972 reunidas na individual Não-Objetos Poéticos. Alguns dos trabalhos foram expostos apenas uma vez há mais de cinquenta anos, caso de Som, do início dos anos 60.
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  • Em todo o primeiro andar do Paço Imperial, Espaços Articulados reúne cerca de 100 telas e três instalações de Leal, artista morto prematuramente, aos 46 anos.
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  • Como o título entrega, esta coletiva reúne artistas estrangeiros presentes nas coleções do MAM. Não são exatamente os trabalhos mais expressivos de cada criador, mas trata-se de uma chance rara para o público carioca: ver, no mesmo lugar, criações de Pollock, Warhol, Cruz-Díez, Miró, Richter mais um punhado de grandes nomes da história da arte. Entre as obras, chama atenção um enorme óleo do americano Keith Haring, um dos expoentes da pop art, com seu traço inconfundível. Peça especialmente cara ao museu, por ter escapado do trágico incêndio que consumiu 90% do acervo da instituição em 1978, a escultura Quatro Mulheres sobre Base, do suíço Alberto Giacometti, também está na mostra.
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  • Entre as diversas ações que têm pipocado em comemoração dos 450 anos do Rio, esta imperdível mostra ocupa um lugar destacado. Possível somente graças a um consistente trabalho do Instituto Moreira Salles na restauração e conservação de fotos antigas, Rio: Primeiras Poses — Visões da Cidade a Partir da Chegada da Fotografia (1840-1930) reúne mais de 400 registros da cidade, pertencentes ao acervo da instituição. Sob a curadoria de Sergio Burgi, a alentada seleção traz pioneiros como Marc Ferrez (1843-1923), Georges Leuzinger (1813-1892) e Augusto Malta (1864-1957), entre muitos outros. Trata-se de fotografias para admirar sem pressa — à parte a beleza das imagens, há a graça de tentar localizar edifícios, monumentos e logradouros de hoje em cenas da virada do século XIX para o seguinte. Duas mesas interativas, sensíveis ao toque, potencializam a experiência: nelas, os visitantes podem ampliar dezenas de fotos, passear por seus detalhes e ainda descobrir, por meio de um mapa da cidade, o ponto exato onde foram clicadas. No fundo da galeria, uma projeção de 2,74 metros de altura por 9 metros de largura exibe outras imagens, todas de Ferrez, também expandidas de modo a revelar seus pormenores. Dois monitores apresentam fotosem estereoscopia, que, vistas com óculos especiais, criam um efeito tridimensional.
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  • A coletiva Rio — Uma Paixão Francesa reúne 75 fotografias e vídeos pertencentes a acervos de instituições da França: Centro Georges Pompidou, Maison Européenne de la Photographie, Société Française de la Photographie e Musée Nièpce. Entre os brasileiros presentes estão Augusto Malta e Rogério Reis, este com seu emblemático registro de jovens surfistas de trem.
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  • Conhecido por sua pesquisa sobre a relação entre homem e natureza, o artista nasceu em Manaus, foi criado em Recife e mora no Rio há quatro anos. Para esta mostra, ele criou uma instalação, batizada como Tombo, com troncos de palmeiras imperiais.
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  • A coletiva aborda as relações entre arte, imagem e psicanálise, através de cerca de setenta obras pertencentes às coleções do MAM. Compõem o acervo sessenta artistas brasileiros e estrangeiros, como Artur Barrio, Anna Maria Maiolino, Djanira, Gustavo Speridião, José Damasceno, Mira Schendel, Vieira da Silva, Waltercio Caldas e Wesley Duke Lee.
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  • Palco de uma improvável sequência de ótimas exposições de fotografia nos últimos anos, o Instituto Moreira Salles acerta mais uma vez — e bem no centro do alvo — com esta belíssima individual. Em uma confluência rara, aqui estão reunidos um nome de indiscutível reputação em sua área, uma montagem impecável, uma seleção de obras tão numerosa quanto relevante e uma consistência artística que convive harmoniosamente com um irresistível apelo pop. Aos 76 anos e ainda fazendo seus cliques, o americano trouxe o status de arte para a fotografia colorida, até certa época considerada vulgar e própria apenas de publicitários e amadores. Em 1976, uma icônica exposição de suas fotos no MoMA de Nova York desnorteou os colegas e especialistas, acostumados ao habitual preto e branco. Parte significativa dessas imagens, dotadas de enorme senso de composição, está entre as 170 de A Cor Americana. Há, porém, outras séries, a exemplo da importante Los Alamos, produzida em viagens pelo sul dos Estados Unidos entre 1965 e 1974. As cores vibrantes do acervo não escondem um fio de melancolia, notável em personagens que parecem saídos de uma tela de Edward Hopper. Na mesma linha, o que dá a impressão de ser uma ode à modernização americana em fotos de carros, letreiros e outdoors deixa antever certa decadência.
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Fonte: VEJA RIO