14/9 A 20/9

As principais exposições em cartaz na semana

MAM e Pinakotheke recebem a mostra Opinião - 50 anos, que lembra clássica mostra que marcou um geração de artistas brasileiros

Por: Pedro Moraes

Opinião 65 — 50 Anos
(Foto: Reprodução)
  • A Galeria de Arte Ipanema comemora 50 anos de atividade, e celebra a data com as exposições 50 Anos de Arte: Parte I e 50 Anos de Arte: Parte II. Para a primeira parte, a galeria vai homenagear os artistas Tomie Ohtake (1913-2015) e Hélio Oiticica (1937-1980), com uma seleção de dez obras de cada um, feitas nas décadas de 1950 e 1960, pertencentes a acervos particulares e ao Projeto Hélio Oiticica.
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  • Em Movimentos, o artista (cujo “De” no nome é grafado com maiúscula) exibe um painel formado por telas em silk screen com retratos de jovens que participaram de manifestações políticas no Brasil e na Turquia, em 2013, nos Estados Unidos, em 2011, e na Grécia, em 2010. Duas séries de trabalhos relacionadas a essa temática também são exibidas.
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  • Temas como infância desamparada, maternidade em situações críticas, mães presas, mães adolescentes, relação entre mãe e filha são alguns dos trabalhados pela fotógrafa argentina. A mostra O que se Vê exibe  82 trabalhos em preto e branco, cobrindo um período de produção de Adriana que vai 1982 até 2005.
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  • Questões íntimas são evocadas na coletiva que ocupa todas as salas do Centro de Arte Hélio Oiticica a partir de segunda (3). Batizada de Álbum de Família, a mostra vai além do trivial para sugerir perspectivas mais diversificadas, perpassando temas como diferentes configurações de matrimônio, abuso de poder e violência doméstica, além de ausência, perda e solidão. Estão reunidos cerca de quarenta trabalhos, em técnicas distintas. Entre os vinte artistas escalados figuram os brasileiros Adriana Varejão, Fábio Morais e Anna Bella Geiger, o americano Bill Viola e a sul-africana Candice Breitz — que, em Mother (2015), reúne estrelas de Hollywood em papéis maternos que interpretaram no cinema.
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  • Influenciada pelo seu casamento com o geógrafo brasileiro Pedro Geiger, Anna Bella Geiger desenvolveu um trabalho único com mapas, pelos quais é conhecida no mundo todo. Em Gaveta de Memórias, a artista plástica faz um apanhado de suas obras ao longo de seis décadas de carreira, acompanhada por um vídeo documental que revela todas as suas etapas da produção. Todos os dias, às 18h, o espaço é ocupado também pela performance teatral Solos de Memórias (60min, 12 anos). A entrada é gratuita para a mostra e para o espetáculo.
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  • O espaço abre suas portas com Boiada de Ouro, individual de Ronald Duarte. Sob a curadoria de Cesar Oiticica Filho, a mostra é formada por fotos de intervenções urbanas elaboradas pelo artista no Rio.
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  • Centros culturais

    Cássio Loredano
    Veja Rio
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    Habituado a flanar pela cidade — sempre a pé, de táxi ou de ônibus, já que não tem carteira de motorista —, o artista empresta seu ilustre traço a cenas cariocas na mostra Rio, Papel e Lápis. Em 35 belos desenhos, todos em preto e branco, produzidos com grafite, nanquim, esferográfica e aquarela, o conceituado ilustrador retrata o chafariz do Mestre Valentim, o imóvel em Santa Teresa chamado de Casa dos Azulejos, o edifício do Museu de Arte Moderna, a fachada da Confeitaria Colombo, a sede do Botafogo e a do Fluminense, entre tantas outras paisagens. É uma oportunidade rara de ver o superlativo talento de Loredano, colaborador de importantes veículos da imprensa mundial, mais conhecido por suas caricaturas, a serviço de outro tipo de trabalho. Curiosamente, ele foge dos clichês de natureza atribuídos à cidade e investe em obras do engenho humano. Para além da sofisticação do traço, singular em sua harmonia entre detalhismo e despojamento, chama atenção a completa ausência de pessoas nas ilustrações, valorizando ainda mais a beleza das construções.
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  • Em sua primeira mostra no Rio, Em Trânsito, o artista exibe obras em estêncil: pinturas, instalações e objetos que trazem uma reflexão sobre a vida caótica nas grandes cidades.
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  • Centros culturais

    CFB: 25 Anos
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    Projetado por Grandjean de Montigny, integrante da Missão Artística Francesa que chegou ao Brasil em 1816, o solar neoclássico onde hoje funciona a Casa França-Brasil foi a primeira praça do comércio da cidade. O imóvel ainda seria utilizado como sede da alfândega, depósito e tribunal, antes de ser convertido em centro cultural, em 1990. O quarto de século de seu uso mais recente é celebrado com CFB: 25 Anos. Uma parte do acervo reúne trabalhos de vários artistas. Do chileno Alfredo Jaar será exibido Cultura = Capital, letreiro suspenso a 3,5 metros. Cildo Meireles comparece com dezesseis obras icônicas criadas a partir da moeda brasileira. Uma das salas laterais será ocupada pela instalação Remediações, do paulistano Beto Shwafaty, enquanto a outra receberá três filmes inspirados na recente história cultural e política do Brasil, cada um deles exibido por cerca de dez dias. Por fim, no espaço central estará exposto um arquivo histórico da Casa.
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  • Centros culturais

    Claudia Andujar
    Veja Rio
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    Tão alto quanto constante, o nível de excelência das mostras de fotografia realizadas no Instituto Moreira Salles já se tornou uma marca do endereço. A situação segue inalterada na individual da consagrada artista suíça, radicada no Brasil na década de 50. Resultado de uma pesquisa de dois anos no arquivo da fotógrafa, No Lugar do Outro traz um apanhado de sua trajetória desde a chegada a São Paulo — cidade que ela clicou para instigantes ensaios experimentais, com uso de filme infravermelho, entre outros recursos. Uma das salas é dedicada à série Famílias Brasileiras, de registros do cotidiano de quatro grupos: uma família baiana, dona de próspera fazenda de cacau, outra de classe média paulistana, a terceira formada por pescadores, isolada em uma praia de Ubatuba, em São Paulo, e, por fim, um clã mineiro de profundos valores religiosos. Especialmente interessante é a produção da fotógrafa para a revista Realidade, onde trabalhou de 1966 a 1971. Nesse lote encontram-se registros impactantes do trabalho do médium Zé Arigó em Congonhas do Campo, Minas Gerais. Sua rotina incluía impressionantes operações a sangue-frio. Fotografias de natureza feitas durante as primeiras viagens de Claudia à Amazônia, no começo dos anos 1970, algumas de contornos quase abstratos, completam o acervo.
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  • Centros culturais

    Daniel Senise
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    Questões ligadas à memória são evocadas em Quase Aqui, individual do carioca Daniel Senise, um dos nomes mais destacados da chamada Geração 80. Com quatro obras exibidas, a série que dá nome à mostra é um exemplo disso: as criações são mesas de trabalho do próprio Senise, com um retângulo no centro feito com tinta a óleo branca, rodeado por marcas residuais de pinturas anteriores. Na instalação Caminhante, uma referência a Caminhante sobre o Mar de Névoa, conhecida obra do alemão Cas­par David Friedrich (1774-1840), o artista retira o gesso que reveste as paredes e janelas originais do edifício, o que revela detalhes ocultos do prédio de 1918. Também inspirada por lembranças do passado, a videoinstalação Mundial traz projetada uma fotografia do quarto em que Senise passou a juventude. Completa o acervo um painel, sem título, de 3 metros por 12 metros, na entrada da instituição.
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  • O artista catalão que vive no Brasil Daniel Steegmann e o belga Philippe Van Snick fazem, pela primeira vez, uma mostra em conjunto em um museu brasileiro. Um dos elementos centrais da proposta curatorial para o MAM Rio é a apresentação do trabalho dos dois sobre um conjunto de mesas de madeira, aproximando os artistas e o olhar do visitante. Dentre estes trabalhos sobre as mesas, Steegmann Mangrané remonta Mesa com Objetos, diversos objetos de trabalho que o artista tem recolhido entre 1998 e 2015, e Van Snick apresenta cerca de vinte obras – fotografia, aquarela, desenho e maquetes, produzidos na década de 1970, e obras recentes, produzidas entre 2011 e 2015.
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  • A dupla apresenta a videoinstalação Nada Absolutamente Nada, feita a partir de uma série de oficinas realizadas pelos artistas com pacientes do Instituto de Psiquiatria da UFRJ e inspiradas pela leitura de contos do escritor suíço Robert Walser (1878-1956). Para ver apenas esta obra, a entrada é franca.
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  • Centros culturais

    Eduardo Berliner
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    Transformada em centro cultural em 1995, a casa onde viveu a colecionadora Eva Klabin (1903-1991) reúne um notável acervo artístico de mais de 2 000 peças, que incluem desde itens do Egito antigo até telas impressionistas, passando por pinturas holandesas do século XVII e preciosidades italianas da era renascentista. Em si digno de contemplação, esse conjunto de obras tem ganhado curioso realce através do Projeto Respiração, que começou em 2004. Sob curadoria de Marcio Doctors, a iniciativa convida nomes da cena contemporânea a criar trabalhos para exibição no imóvel. Em sua vigésima edição, o evento recebe pela primeira vez um pintor. Espalhadas pelos cômodos, mais de vinte obras de Berliner estabelecem um intrigante diálogo com elementos do casarão, ainda hoje decorado como uma residência particular, portanto repleto de móveis e objetos utilitários e decorativos. Por vezes, há uma evocação por similaridade, como em pinturas do artista que lembram enfeites que pertenceram à dona da mansão. Mais impactantes, no entanto, são os momentos de contraste, como na desnorteante pintura que adorna o quarto de decoração tradicional ou no forro de veludo com figuras monstruosas sobre a porta de uma sala que reúne obras clássicas.
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  • Aluno da Escola Naval de Nápoles, o italiano foi oficial da Marinha de Guerra de seu país entre 1849 e 1855. A admiração pelo mar logo seria incorporada a outro de seus objetos de apreço: as artes plásticas. Como pintor, Martino (1838-1912) acabou se especializando em marinhas, de veleiros singrando paisagens tranquilas a violentos combates entre navios. Uma parcela enxuta, mas representativa, dessa enorme produção, cultivada ao longo de uma vida inteira, está reunida na individual em cartaz no Museu Nacional de Belas Artes. Mesmo as pequenas dimensões de boa parte dos óleos não escondem a beleza da pincelada do artista, na qual a riqueza de detalhes convive harmoniosamente com um aspecto geral por vezes meio enevoado. Algumas obras do acervo guardam relação com o Brasil, país onde Martino se radicou em 1868. Encarregado oficialmente por dom Pedro II, ele registrou os eventos da Guerra do Paraguai, travada de 1864 a 1870. Entre os episódios do conflito, imortalizados em toda a sua dramaticidade por seus pincéis, está a Batalha Naval do Riachuelo, ocorrida em 1865, em impactante tela presente na mostra. Além dos óleos, há belos desenhos que revelam certa urgência em sua execução.
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  • Um dos principais ilustradores de capas da indústria fonográfica brasileira, o artista gráfico tem cerca de quarenta trabalhos exibidos. Estações multimídia apresentam depoimentos do próprio Andreato sobre sua obra.
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  • A segunda edição do festival reúne esculturas de 26 artistas de diferentes regiões do Brasil e do exterior. Beatriz Milhazes, Gonçalo Ivo, Manfredo de Souzanetto e Marçal Athayde são alguns dos nomes que se reúnem ao uruguaio Boris Romero e ao francês Eric Collette. Dedicada a vários estilos e linguagens, a exposição dialoga, de certa forma, com a Mostra Rio de Esculturas Monumentais, que, também em sua segunda edição, permanece na Praça Paris até 2 de outubro.
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  • A mostra estabelece uma ponte entre história, geologia e mineralogia em fósseis e pedras preciosas da chamada Região das Geraes, formada pelos estados de Minas, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Espírito Santo e São Paulo.
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  • Em cartaz no Museu de Arte Moderna, este desconcertante panorama foi criado para celebrar o centenário do artista gaúcho, natural de Restinga Seca, que se radicou no Rio ao longo de quatro décadas. A mostra Iberê Camargo: um Trágico nos Trópicos reúne 134 trabalhos, pinturas, desenhos, gravuras e matrizes, produzidos entre os anos 50 e 90. Melancolia e certa desilusão com a vida sobressaem nas grandes obras das conhecidas séries Ciclistas, Tudo Te É Falso e Inútil (nome tirado de um verso de Fernando Pessoa) e As Idiotas, essa sem dúvida a mais impactante de todas as criações presentes. Com quase 2 metros de largura, a imponente tela A Idiota (1991) expõe uma personagem em tons de roxo, de aparência disforme e expressão assombrosa, retratada sobre fundo de cores opacas. Pinturas de carretéis, brinquedos da infância que o levaram à abstração, também estão representadas em trabalhos como Fiada de Carretéis (1960). Fotografias e artigos sobre outras exposições de Iberê Camargo (1914-1994) no MAM completam o acervo, pinçado sob cuidadosa curadoria de Luiz Camillo Osorio.
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  • Na individual O Peso de Cada Um, a artista exibe uma instalação, feita especialmente para o local, composta por três esculturas de grandes dimensões, duas suspensas e uma no chão, em aço inox espelhado e fosco.
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  • Centros culturais

    Jac Siano
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    Em Coleções Marítimas, a artista apresenta uma instalação formada por objetos encontrados na praia, trazidos pelas ondas, como conchas, garrafas e placas. A ideia é propor uma reflexão sobre o sentimento de ausência e a sensação de espera.
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  • Com trabalhos que lembram mosaicos, com grande carga autoral e todos eles inéditos, Jean-François Rauzier propõe uma nova forma de olhar o Rio em Hiperfoto. São 31 imagens da arquitetura carioca e de nossa paisagem urbana. O processo de produção de cada uma, que resulta em retratos incomuns como o Cristo Redentor saindo de uma favela, é complicado e envolve minúcias. Manipuladas no computador, algumas fotos chegam a alcançar um sugerido volume e podem até ser enxergadas como uma escultura bidimensional. 
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  • Na individual Atlântico: Dupla Margem, a artista apresenta quinze obras produzidas entre 2008 e 2015. Para os trabalhos, ela utiliza técnicas e suportes variados, como tinta acrílica, carvão, nanquim, madeira, tecido, papel de pipa e embrulho de presente.
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  • Fruto de uma pesquisa sobre as transformações sofridas pelo Rio, a exposição reúne fotografias e instalações que convidam o visitante a refletir sobre a cidade. A mostra é do Coletivo Singular Plural, um grupo composto por sete fotógrafos cariocas que trabalham juntos desde 2012, a partir do convite do fotógrafo e professor Mickele Petrucelli Pucarelli.
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  • O artista plástico ítalo-brasileiro apresenta a exposição Fragmento #2015_1, com curadoria de Fernando Cocchiarale. A mostra reúne instalações no primeiro piso e vídeos no segundo.
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    Marc Chagall
    Veja Rio
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    Separados por quase dois séculos de história, o fabulista Jean de La Fontaine (1621-1695) e o pintor Marc Chagall (1887-1985) tiveram seus superlativos talentos reunidos em uma alentada série de 100 gravuras em metal, realizadas entre 1927 e 1930, nas quais o artista plástico ilustrava as histórias do autor. Esse representativo conjunto, editado pelo marchand Ambroise Vollard, é apresentado no Centro Cultural Correios, em mostra com curadoria do crítico de arte Enock Sacramento. Alternam-se nas paredes imagens em preto e branco, marcadas por uma profusão de traços que lhes emprestam certa densidade. Algumas obras são mais realistas, como a que retrata a fábula A Perdiz e os Galos. Em outras, o traço de Chagall assume sua reconhecida faceta onírica, evidenciada, por exemplo, nas figuras aparentemente voadoras presentes na gravura de O Cavalo que Quer se Vingar do Cervo. Na ambientação, árvores cenográficas são enfeitadas por dez dos trabalhos, dentre os quais cinco foram escolhidos para terem as histórias correspondentes musicadas pelo compositor Luciano Oze, em canções de pegada meio roqueira ouvidas pelo visitante por meio de alto-falantes.
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  • Sem expor no Brasil desde 1998, o artista carioca, que reside em Paris desde 1990, apresenta cerca de quinze trabalhos em óleo sobre tela e óleo sobre papel, com curadoria de Luiz Camillo Osorio.
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  • A coletiva de fotografia reúne sete artistas: Sandra Andujas, Sandra Palma, Aryanne Valgas, Gabi Mateus, Isa Godoy, Natália Sarges e Montserrat Baches.
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  • Fotos, painéis, cartazes, vídeos, áudios e textos compõem a exposição, resultado de uma pesquisa sobre a produção musical brasileira, com temas inspirados em episódios políticos ou em personagens a eles ligados.
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  • A primeira exposição itinerante com obras da Coleção Santander Brasil reúne 36 artistas, com destaque para expoentes do modernismo brasileiro, como Candido Portinari, Emiliano Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, Tomie Ohtake, Cícero Dias e Gilvan Samico, além de trabalhos recentes, de artistas como Tuca Reinés, Flavia Metzler, Fernanda Rappa e Renata de Bonis.
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  • Alexandre Mury, Arthur Scovino, Berna Reale, Gustavo Speridião, Luiza Baldan, Matheus Rocha Pitta, Paulo Nazareth, Raphael Couto, Rodrigo Braga e Yuri Firmeza são os artistas que integram esta coletiva de fotógrafos emergentes na cena artística brasileira. Cinquenta trabalhos integram o acervo exposto.
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  • Inspirados por um espetáculo que viria a fazer história, estrelado por Nara Leão, João do Vale e Zé Keti no Teatro Opinião, o marchand Jean Boghici e a crítica de arte Ceres Franco reuniram nomes proeminentes das artes plásticas na mostra Opinião 65, no Museu de Arte Moderna. Meio século depois, para celebrar aquele momento, a coletiva Opinião 65 — 50 Anos ocupa o mesmo endereço no Aterro e estende-se a um segundo espaço, o da Pinakotheke Cultural. O MAM vai abrigar 57 obras de artistas que participaram da exposição original. Na Pinakotheke, em Botafogo, o público encontrará todos os trinta participantes da montagem original. São nomes como Wesley Duke Lee, Hélio Oiticica e Rubens Gerchman. Desse último, volta ao MAM Miss Brasil, uma das atrações da mostra de 1965.
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  • A sexta edição do PIPA tem como finalistas os artistas Cristiano Lenhardt (Itaara, RS, 1975), Leticia Ramos (Santo Antônio da Patrulha, RS, 1976), Marina Rheingantz  (Araraquara, SP, 1983) e Virginia de Medeiros (Feira de Santana, BA, 1973), todos os quatro com obras exibidas aqui. O trabalho de Lenhardt se caracteriza pela multiplicidade de técnicas, como desenho, pintura, fotografia, vídeo, instalação e colagem, e de materiais que utiliza. Leticia foca sua investigação artística na criação de aparatos fotográficos próprios para a captação e reconstrução do movimento e sua apresentação em vídeo, instalação e fotografia. Marina produz obras com tinta à óleo sobre telas de grande escala, onde predominam paisagens e figuras abstratas. Virginia se apropria de estratégias documentais para ir além do testemunho, questionando os limites entre realidade e ficção.
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  • Centros culturais

    As Primeiras Cores do Rio
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    Primeiro método economicamente viável de obtenção de imagens em cores, o autocromo começou a ser comercializado pelos irmãos Louis e Auguste Lumière, pioneiros do cinema, na Europa em 1907. Apenas dois anos depois, paisagens do Rio já eram registradas pelo mesmo processo graças ao banqueiro e mecenas francês Albert Kahn, que mandou à época uma série de fotógrafos para diversas partes do mundo com o objetivo de documentar os mais variados aspectos da vida humana. Vinte dessas imagens preciosas, atribuídas a Auguste Léon, estão reunidas em mostra enxuta, mas de incontestável valor histórico, no CCBB. No caminho inverso das pinturas hiper-realistas, as fotografias por vezes enganam os olhos e se assemelham a telas algo nostálgicas. Como de hábito nesse tipo de exposição, as fotos propiciam a viagem ao passado de uma Rua Paissandu, no Flamengo, ainda repleta de casarões, e do Corcovado sem a estátua do Cristo Redentor.
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  • Luisa Duarte assina a terceira mostra do programa Curador Visitante, na EAV do Parque Lage. Cinthia Marcelle, Claudia Andujar, Marilá Dardot, Matheus Rocha Pitta, Mauro Restiffe e Miguel Rio Branco são alguns dos artistas reunidos.
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  • Entre as diversas ações que têm pipocado em comemoração dos 450 anos do Rio, esta imperdível mostra ocupa um lugar destacado. Possível somente graças a um consistente trabalho do Instituto Moreira Salles na restauração e conservação de fotos antigas, Rio: Primeiras Poses — Visões da Cidade a Partir da Chegada da Fotografia (1840-1930) reúne mais de 400 registros da cidade, pertencentes ao acervo da instituição. Sob a curadoria de Sergio Burgi, a alentada seleção traz pioneiros como Marc Ferrez (1843-1923), Georges Leuzinger (1813-1892) e Augusto Malta (1864-1957), entre muitos outros. Trata-se de fotografias para admirar sem pressa — à parte a beleza das imagens, há a graça de tentar localizar edifícios, monumentos e logradouros de hoje em cenas da virada do século XIX para o seguinte. Duas mesas interativas, sensíveis ao toque, potencializam a experiência: nelas, os visitantes podem ampliar dezenas de fotos, passear por seus detalhes e ainda descobrir, por meio de um mapa da cidade, o ponto exato onde foram clicadas. No fundo da galeria, uma projeção de 2,74 metros de altura por 9 metros de largura exibe outras imagens, todas de Ferrez, também expandidas de modo a revelar seus pormenores. Dois monitores apresentam fotosem estereoscopia, que, vistas com óculos especiais, criam um efeito tridimensional.
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  • Entre as diversas mostras realizadas desde o início de 2015 em celebração aos 450 anos do Rio, esta merece destaque pela especificidade do seu recorte. Trata-se, como o nome já entrega, de um alentado panorama das transformações ocorridas na cidade a partir do século XVIII, época em que o Rio de Janeiro se tornou a capital do Vice-Reino do Brasil, embora não se prenda exclusivamente a esse período. A curadoria primou pela diversidade: com cerca de 700 peças, o acervo inclui itens como gravuras de Jean-Baptiste Debret, talhas de Mestre Valentim, fotografias de Augusto Malta e até uma obra de Adriana Varejão. Na profusão de trabalhos, desvenda-se um Rio que não existe mais, entre ilustrações de escravos e índios e paisagens como a de um bucólico Passeio Público retratado do seu terraço. Também chamam atenção dezenas de objetos antigos, de móveis a instrumentos de tortura, passando por talheres, castiçais, leques e enfeites. Peças de arte sacra da coleção do próprio Museu de Arte do Rio, além de artefatos vindos de diversas igrejas da cidade e de acervos particulares, compõem uma expressiva e bela fatia da exposição.
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  • Nascido em Macaíba, pequena cidade do Rio Grande do Norte, em 1932, Rossini Perez mudou-se com a família na década seguinte para o Rio. Por aqui, viria a descobrir sua vocação artística, desenvolvida a partir de aulas com mestres como Oswaldo Goeldi, Iberê Camargo e Fayga Ostrower. A cidade foi tema de suas obras já a partir dos anos 50, quando Perez, morador da Zona Portuária, se dedicou a retratar barcos, morros e favelas cariocas, especialmente em gravuras — embora sua produção tenha se espraiado por outras técnicas. Parte significativa dessa trajetória, cerca de 200 trabalhos, está em Rossini Perez, entre o Morro da Saúde e a África, mostra que ocupa o Museu de Arte do Rio a partir de terça (28). Obras de artistas que se relacionam com Perez, a exemplo de Anna Bella Geiger e Thereza Miranda, que, como ele, participaram do Ateliê de Gravura do MAM no fim dos anos 50, também estão no acervo.
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  • O nome da coletiva entrega uma carta de intenções: em foco está a construção da ideia de modernidade no Brasil por meio do olhar de mulheres artistas, notadamente Tarsila do Amaral (1886-1973), ou de obras que abordam o universo feminino. O alentado acervo não discrimina técnicas nem se prende à arte moderna: há óleos de Djanira pintados nos anos 50, uma escultura de Lygia Clark da emblemática série Bicho, produzida em 1960, vídeos de Lygia Pape feitos em 1975 e impressões digitais de Rosangela Rennó, de 2009. De Tarsila são exibidos 25 pinturas e dez desenhos, a maioria com as formas arredondadas pelas quais sua obra é comumente reconhecida, como em Composição (Figura Só), óleo de 1930.
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Fonte: VEJA RIO