samba

Zeca Pagodinho e Mumuzinho

O bamba consagrado e o novato reúnem ginga e alegria de sobra. Eles representam um certo jeito carioca de deixar a vida levar

Por: Lula Branco Martins - Atualizado em

 Foto: Fernando Lemos   Produção: Daniela Arend
(Foto: Redação Veja rio)

A despeito do nome, ele prefere ser chamado de sambista a ser reconhecido como pagodeiro. No decorrer das duas últimas décadas, Zeca Pagodinho não só se consolidou no firmamento da música brasileira como virou símbolo da picardia das nossas esquinas. Frasista de primeira e artista melhor ainda, ele tornou-se o mensageiro de um certo jeito carioca de ser, com bom humor soberano diante das mazelas do dia a dia. Sua imagem junta alegria de viver, gosto pelo bate-bapo e altas doses de boemia (mais no passado que no presente, é verdade). Isso tudo, é claro, em volta de um mesão e ao som de hits como Deixa a Vida Me Levar, que virou um hino da conquista da Copa de 2002, e Quando a Gira Girou. Criado em Irajá, proprietário de um famoso sítio em Xerém e hoje morador da Barra, Zeca escolheu a roda de samba do Barril 8000 realizada toda quarta como a melhor da cidade. Lá, conheceu de perto a arte de Mumuzinho (nascido Márcio Batista, em Realengo), músico que tem como madrinha a apresentadora Regina Casé. Aos 27 anos, o cantor está cotado para integrar o Exaltasamba, grupo que resolveu dar um tempo após a saída do vocalista Thiaguinho. O convite ainda é especulação no meio batuqueiro, mas o sucesso de Estonteante e Curto Circuito já se mostra real. Conversando após brindarem com tulipas de louras, o bamba experiente e o novato se deram conta de que têm objetivos bem parecidos. Zeca sonha em fazer um DVD no Engenhão, enquanto Mumuzinho, mais modesto, quer apenas gravar um DVD. Simples assim.

Fonte: VEJA RIO