ROCK IN RIO

O melhor e o pior do Rock in Rio

Sobraram boa música e empolgação, mas falta de segurança e filas por comida atrapalharam. De sexta (23) a domingo (25), os altos e baixos do primeiro fim de semana de festival

Por: Louise Peres - Atualizado em

Em três dias, o público pulou, gritou, se descabelou - fosse ao som do axé ou do rock pauleira. Quem veio ao Rock in Rio saiu satisfeito pelos shows que viu, mas lamentou que um festival de tamanhas dimensões não oferecesse um mínimo de conforto e segurança ao público que se despencou até a Cidade do Rock. Acompanhando de perto apresentações empolgantes de grandes nomes da música assim como as filas quilométricas para comprar comida, listamos os altos e baixos deste primeiro fim de semana de festival.

Deixou a desejar

Faltou segurança. Pequenos arrastões nas proximidades e dentro da Cidade do Rock assustaram o público - tanto as pessoas que foram ao Rock in Rio quanto os milhões que acompanharam a transmissão pela TV. Furtos e roubos pontuais espalharam insegurança e queimaram a imagem do festival. Na tentativa de reverter a situação e reestabelecer a ordem, a organização acionou a Guarda Municipal, que passou a rondar entre os presentes.

Pouca informação. Nas proximidades do festival ou dentro dele, ninguém sabia informar se o portão de entrada era aquele mesmo, se havia um achados e perdidos ou onde ficava o posto da polícia. A sinalização para chegar à Cidade do Rock também foi insuficiente.

A luta pela comida. Filas imensas e pouco planejamento fizeram da alimentação um dos maiores problemas dentro do Rock in Rio. Apesar de espalhados por vários cantos do espaço, o que facilitava o acesso aos quiosques, eles não suportaram a alta demanda. Chegou a faltar comida em alguns boxes antes mesmo das oito da noite. O serviço de venda volante, com ambulantes espalhados pela Cidade do Rock, também não deu vazão. Conseguir chope virou uma guerra, com os vendedores sendo encurralados assim que saíam da área de reabastecimento.

Muita sujeira. O número insuficiente de lixeiras na Cidade do Rock foi comprovado diante da quantidade de lixo acumulado por toda parte ao fim de cada noite. Mesmo que estivesse disposto a dar o destino correto às embalagens de seu lanche, o cidadão precisava procurar uma lata, nem sempre próxima. Como nem todo mundo foi educado a ponto de jogar o lixo no lixo, o Rock in Rio virou um mar de copos, papéis, capas de chuva e guimbas de cigarro.

Valeu à pena

A animação do público. Dez anos depois, o público voltou em massa para o curtir o festival, esgotando os ingressos bem antes do início dos shows. No caminho da entrada da Cidade do Rock, os espectadores, sozinhos, em duplas, ou bandos, entoavam a música tema do festival, ansiosos para entrar no local dos shows. Mesmo enfrentando filas para comer e aproveitar as atrações, ninguém perdia o bom humor.

As atrações paralelas. Além do Palco Mundo, do Palco Sunset, da tenda de música eletrônica, o festival contou com atrações variadas, que incluíram brinquedos dignos de parques de diversão. Na Rock Street, era possível passear entre casinhas que imitavam a Bourbon Street, em Nova Orleans. Os estandes patrocinados também ficaram lotados com atrações para curtir entre um show e outro.

A quantidade de banheiros. Em qualquer evento de grande porte, ir ao banheiro é sempre uma grande aventura. Desta vez, no entanto, os produtores do Rock in Rio acertaram em cheio ao optar pela construção de banheiros de verdade, que receberam vasos sanitários e lavatórios de louça, aumentando o conforto dos espectadores. O investimento valeu à pena.

A grama sintética. Em outras edições, ficou uma lama, literalmente. Desta vez, a produção optou por grama sintética, ao invés da natural. Mesmo com algumas pancadas de chuva no segundo dia, foi possível ir e vir sem enfiar o pé na lama. Muita gente, inclusive, sentou e deitou na grama, mesmo molhada, sem se sujar.

O show do Red Hot Chili Peppers. Uma das melhores atrações do Rock in Rio até agora. O grupo californiano, que fechou a última edição do festival, subiu ao palco para uma apresentação ímpar, empolgante, que contagiou a todos. Ao final, num gesto de generosidade, o grupo vestiu a camisa com a estampa do rosto de Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, morto no ano passado. O público aplaudiu.

E não para por aqui! A partir de quinta voltaremos à Cidade do Rock, contando tudo sobre o Rock in Rio! Acompanhe nossa cobertura em www.vejario.com.br e pelo Twitter, @VEJARio!

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Fonte: VEJA RIO