Memória da Cidade

Arte e cultura em uma sigla

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) comemora suas bodas de prata com chuva de ouro e prepara uma megaexposição do pintor Kandinsky

Por: Lula Branco Martins

Banco
O banco nos anos 40: trabalhar ali era um prêmio (Foto: Acervo arquivo histórico banco do brasil)

Em 1989, quatro letrinhas (na verdade, duas, se considerarmos a repetição) começaram a fazer história na cidade, simbolizando arte, cultura, lazer e entretenimento. No fim daquele ano era inaugurado o CCBB, iniciais de Centro Cultural Banco do Brasil. A partir daí, a rotina do belo prédio do começo da Rua Primeiro de Março, no Centro, que um dia abrigou a principal agência bancária do país, jamais voltaria a ser a mesma. Enquanto funcionou normalmente, com os caixas, as gravatas e a burocracia pertinente a uma instituição financeira, o lugar era tido como um prêmio aos funcionários: somente aos melhores era dada a oportunidade de bater o ponto ali. Especialmente os que trabalhavam no salão principal, na rotunda da edificação (com 36 metros de altura, do chão à cúpula), se orgulhavam de atender os clientes com tanta imponência ao redor. Cenário de novelas e filmes, o prédio foi usado, por exemplo, em O que É Isso, Companheiro?, longa de 1997 dirigido por Bruno Barreto, nos momentos que retratam jovens integrantes da luta armada assaltando um banco, nos anos 60, para financiar o combate ao regime dos generais. Completando em 2014 bodas de prata como centro cultural (veja ao lado alguns dos principais eventos), o CCBB fecha a programação anual com uma chuva diária de folhas de ouro (obra da artista plástica Laura Vinci) e prepara a próxima grande exposição, do pintor russo Kandinsky, a começar em janeiro.

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(Foto: Acervo arquivo histórico banco do brasil)

 

Fonte: VEJA RIO