Esporte

Seleção brasileira de cheerleading disputa primeiro torneio mundial

Conheça a equipe de 26 cheerleaders profissionais que, sem patrocínio, arrecadou verba para participar da principal competição do mundo

Por: Daniela Pessoa - Atualizado em

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Laçarotes no cabelo, dancinhas coreografadas e versos de incentivo na ponta da língua. Assim são conhecidas as belas e animadas cheerleaders, tradição em eventos esportivos nos Estados Unidos desde a década de 20. A mais de 6 000 quilômetros de lá, porém, no Ginásio de Esportes Caio Martins, em Niterói, um grupo de 26 atletas treina incansavelmente, há dois meses, diferentes acrobacias e movimentos de ginástica olímpica e dança. Trata-se da seleção brasileira de cheerleading, criada no ano passado, que disputará pela primeira vez a Copa do Mundo da modalidade. Sim, para muitos, hoje, a atividade é considerada um esporte - e inclui até rapazes nos times. Marcado para os dias 23 e 24 de abril em Orlando, na Flórida, o torneio terá a participação de setenta países. O objetivo da nossa comitiva é ficar entre as dez melhores. “Ainda estamos engatinhando, mas não somos os piores do mundo”, diverte-se o professor de educação física Leandro Rente, 27 anos, um dos três treinadores do Brasil, tricampeão nacional e integrante da equipe carioca Rio Allstars. 

Sem patrocínio, nossos atletas não desanimaram diante dos desafios. Entre rifas, apresentações em sinais de trânsito e outros malabarismos para arcar com as despesas da viagem, foram arrecadados 100 000 reais, mas ainda falta a verba para os uniformes. “Se não conseguirmos, vamos competir assim mesmo. Somos movidos pelo sonho”, diz o biomédico Marcio Tavares, outro treinador da equipe formada por treze moças e treze rapazes entre 15 e 29 anos. Para quem estranha a presença dos meninos, é bom lembrar que a atividade era predominantemente masculina quando surgiu, na Universidade de Princeton. As mulheres só passaram a reinar absolutas a partir da década de 40. Democrático, o cheerleading prevê também funções para diferentes biótipos, dos magrinhos aos gordinhos. Não raro, ajuda a emagrecer. A estudante de biologia Júlia Lemos, por exemplo, perdeu 12 quilos. “Pode não parecer, mas exige muita força. E a gente ainda malha para fortalecer a musculatura”, conta a jovem de 22 anos, que nas peripécias já abriu o supercílio e até quebrou o nariz. “De bonitos meus hematomas não têm nada”, brinca.

Veja a seguir algumas manobras radicais dos atletas:

Agora, assista à apresentação da equipe carioca Rio Allstars no campeonato nacional do ano passado:

Fonte: VEJA RIO