Retrato da Semana

Arena do Futuro, na Barra da Tijuca, é apresentada à cidade

A ideia é de que  vire legado pós-olímpico. O aço e as estruturas ali utilizadas servirão para erguer quatro escolas públicas

Por: Lula Branco Martins

Tom
Tom, mascote paralímpico, e atletas na apresentação oficial do ginásio: capacidade para 12 000 pessoas e um conceito de arquitetura nômade (Foto: Divulgação)

Observado pelos operários na arquibancada, o boneco cabeludo Tom, mascote paralímpico, adentra a quadra de handebol da Arena do Futuro, dentro do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Atrás dele, caminhando devagar, cada um com a mão no ombro do outro, atletas com deficiência visual, praticantes de goalball, modalidade que também terá seus jogos realizados ali naquele palco, em setembro de 2016. Na terça (8) o espaço esportivo foi apresentado oficialmente ao público pela prefeitura — e o prefeito Eduardo Paes fez as honras da casa. De fato, ele tem motivos para estar empolgado. Em meio às más notícias na economia e ao clima político adverso no país, a cidade entra na reta final para os Jogos seguindo exatamente o roteiro previsto, e esta primeira arena a ser entregue funciona como símbolo do legado a que se pretende chegar: após a Olimpíada, ela não vai virar um elefante branco sem função. Pelo contrário, a ideia é aproveitar o aço e os painéis modulares utilizados em sua estrutura para erguer quatro escolas públicas (em Camorim, Cidade de Deus, Anil e São Cristóvão), valendo-se do conceito de arquitetura nômade. Com capacidade para 12 000 pessoas, o ginásio ainda está sendo concluído — faltam, por exemplo, as cadeiras, que serão instaladas daqui a três meses, antes dos eventos que servem como teste. É um primeiro movimento, positivo, na corrida para estar tudo pronto a tempo. Mas não se deve esquecer que há um longo caminho pela frente até o acender da pira no Maracanã.

Fonte: VEJA RIO