CRIANÇAS

Fábula contemporânea

Versão atualizada de Chapeuzinho Vermelho estreia no Espaço Sesc, em Copacabana

Por: Bruna Talarico - Atualizado em

Marcio Martins/divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Originalmente, o conto foi registrado no século XVII pelo francês Charles Perrault (1628-1703) ? e não acabava nada bem. Depois, os irmãos Grimm, Jacob (1785-1863) e Wilhelm (1786-1859), trataram de introduzir na trama o caçador que salva a menina e sua avó das garras do lobo mau. Escritora carioca, Denise Crispun entrou na dança: criou uma versão contemporânea para o clássico Chapeuzinho Vermelho, intitulada O Lobo sem Chapéu, que será encenada no Espaço Sesc a partir de quinta (21).

No teatro adulto, os atores Marta Paret e Rogério Barros já contracenaram em Navalha na Carne, texto barra-pesada de Plínio Marcos. Agora, sob a direção de Beto Brown, vão entreter as crianças encarnando nove papéis. A adaptação da autora traz personagens questionadores. Chapeuzinho pensa seriamente em mudar o rumo da história e o Lobo não quer mais carregar a fama de mau. Quando some, ela deixa um bilhete, a única pista disponível para o detetive convocado a solucionar o mistério.

Há outras novidades: vovó, enquanto aguarda seu suprimento de brioches e queijadinhas, não larga o controle remoto da TV. A mãe de Chapeuzinho vive ocupada com atividades como a malhação no spinning, a manicure e compromissos sociais. Dois músicos, Frederico Cavaliere (clarinete e clarone) e Evelyne Garcia (acordeão), executam ao vivo a trilha sonora composta para a peça. O diretor Brown e Marta Paret vão ensinar mais sobre o mundo do teatro em Era uma Vez..., oficina gratuita que será realizada nos dias 2, 4, 9 e 11 de abril, das 10h30 às 12 horas.

O Lobo sem Chapéu (54min). Rec. a partir de 6 anos. Estreia prevista para quinta (21). Espaço Sesc ? Teatro de Arena (222 lugares). Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, ☎ 2548-1088. Quinta, 14h30; sexta, 10h30; sábado e domingo, 17h. R$ 20,00. Bilheteria: a partir das 9h30 (qui. a dom.). Até 14 de abril.

Fonte: VEJA RIO