Roteiro

As melhores atrações infantis do Rio

O Barbeiro de Ervilha é atração gratuita na quinta (17), às 14h, na Cidade das Artes

Por: Carolina Barbosa

O Barbeiro de Ervilha
O Barbeiro de Ervilha: atração na Cidade das Artes (Foto: Divulgação)
  • Marcella Dale e Marcela Coelho promovem um jogo de musicalidade e dramatização sobre conhecidos trava-línguas, aquelas frases difíceis de dizer rapidamente. A encenação é simples, com um tapete vermelho sobre o qual a dupla se apresenta. Em figurinos que lembram trajes de bonecas de pano, elas ganham a plateia com enorme entrosamento e pleno domínio do texto (45min). Rec. a partir de 4 anos.
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  • Antonio Tigre, autor do livro homônimo levado ao palco, é professor de ioga. No musical em cartaz no Galpão das Artes do Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico, os adaptadores tiveram o cuidado de usar posturas bem características, mas sem exageros: a serviço da história, uma fábula de toque oriental. Estreantes no teatro infantil, os diretores Arlindo Lopes e Juliana Terra entregam um espetáculo de colorido rico, reforçado por belos figurinos de Beth Passi de Moraes, Joana Passi e Rebeca Dallmaier. Máscaras confeccionadas pela artista peruana María Arribasplata se destacam entre os elementos cênicos usados. Luciana Bollina, intérprete talentosa já vista em Hair e Sweet Charity, encarna a narradora Parvati. Em cena, ela demonstra versatilidade ao cantar, dançar e tocar instrumentos indianos. Ao longo da trama sobre o príncipe Shridhara, em sua aventura rumo ao topo dos Himalaias, o protagonista aparece no palco como um boneco (criado por Alexandre Guimarães) manipulado por Tigre. A trilha sonora de Gui Cavalcanti, executada ao vivo, mistura temas da cultura hindu à sonoridade nordestina. Apresentada com leveza e bom humor — Ganesha, a divindade em forma de elefante, passeia de patinete pelo palco —, a história do menino iogue empolga a plateia, que embarca sem esforço na viagem por paisagens pouco comuns por aqui. Rec. a partir de 4 anos.
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  • Vencedora na categoria música do prêmio Zilka Salaberry de Teatro Infantil 2010, a comédia musical inspirada na ópera O Barbeiro de Sevilha, de Gioacchino Rossini, ganhou versão de Vanessa Dantas adaptada para o sertão nordestino. Dirigido por Daniel Herz, o espetáculo, embalado por instrumentos como viola, rabeca, sanfona e flauta, tocados ao vivo, narra a história do faz-tudo Fígaro (Leandro Castilho), envolvido em uma história de amor proibido. Rec. a partir de 5 anos.
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  • A fauna brasileira é o tema das canções, em ritmos variados, apresentadas pelo grupo BeBossa Kids. O show do sexteto tem direção musical de Zeca Rodrigues. Rec. a partir de 3 anos.
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  • O espetáculo infantil Forró Miudinho, concebido pela atriz Ana Veloso, revisita músicas como Isso Aqui Tá Bom Demais (Dominguinhos e Chico Buarque) e outras letras consagradas do gênero. Teatro Riachuelo. Rua do Passeio, 38, Centro. Domingo (23), 11h; e sábado (29), 16h. R$ 40,00. Leia a crítica: Último título de uma adorável trilogia musical, composta ainda de Sambinha (2013) e Bossa Novinha — A Festa do Pijama (2014), a produção em cartaz no Oi Futuro Ipanema é apresentada em ritmo de arrasta-pé. Mais um acerto da parceria entre a autora Ana Velloso e o diretor Sergio Módena, o espetáculo explora com humor e pitadas de emoção novas aventuras na vida de Júnior, protagonista das duas montagens anteriores. Édio Nunes encarna o papel com desenvoltura, solta a voz e ainda criou as coreografias da peça. Em cena, o garoto, morador do subúrbio carioca, embarca num ônibus, ao lado da tia Jurema (Patrícia Costa), rumo a Juazeirinho, na Paraíba. O motivo da viagem é a suposta doença da avó (Vera Novello), mas a matriarca, na verdade, está contando uma lorota para rever a filha e reaproximá-la de Firmino (Gabriel Manita), um antigo amor de Jurema. Dezesseis canções, interpretadas ao vivo, costuram a dramaturgia — um dos (muitos) pontos altos é Isso Aqui Tá Bom Demais (Dominguinhos e Chico Buarque). O elenco afinado, que conta ainda com os excelentes Ana Velloso e Milton Filho, e a paisagem nordestina no cenário de Ney Madeira e Dani Vidal, também autores dos coloridos figurinos, contribuem para tornar o programa imperdível. Rec. a partir de 5 anos. 
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  • Na divertida história, ambientada na floresta em belo cenário, o Lobo Mau (Nil Neves) é julgado por seu comportamento com os três porquinhos (Marcelo Felga). Chapeuzinho Vermelho (Brenda Henzel) é testemunha e a Coruja (Marta Guedes) é a juíza. O papel de júri fica com as crianças, na plateia. São elas que decidem o veredicto e, dessa forma, o fim do espetáculo interativo. Rec. a partir de 4 anos. Reestreou em 8/8/2015.
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  • Encenado pela Artesanal Cia. de Teatro, o sombrio conto de fadas, ganhador nas categorias figurino e iluminação do Prêmio Zil­ka Sallaberry de Teatro Infantil 2009, recebe inspiração visual gótica e toques de surrealismo. Músicas de ­Prokofiev pontuam a história de um príncipe que nas­ceu com rosto em um reino onde ninguém o tem. Preocupados, o rei e a rainha o mantêm escondido na torre do castelo. Direção de Gustavo Bicalho e Henrique Gonçalves. Rec. a partir de 5 anos.
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  • Em cartaz na Biblioteca Parque Estadual, a mostra em homenagem aos 50 anos da famosa personagem de quadrinhos proporciona duas alegrias. Uma delas, evidente, vem do mergulho no universo de Mafalda, a menina questionadora criada em 1964 por Joaquín Salvador Lavado Tejón, o Quino, 83 anos. Reunido pela primeira vez em 2014, em Buenos Aires, o acervo inclui esboços originais do desenhista argentino, muita informação, tirinhas, fotos de grafites inspirados pela HQ e homenagens de outros artistas — entre eles, o conterrâneo Liniers e o brasileiro Mauricio de Sousa. A garotada encontra ainda uma divertida oficina de criação no 1º piso. Frequentadores mais velhos vão se comover com o painel de cartas de leitores, com textos que incluem desde convites de casamento (para os personagens) até depoimentos emocionantes sobre a insuspeita importância de Mafalda em momentos trágicos do país. A segunda alegria citada é provocada pela simples visita ao espaço, uma estrutura monumental e bem cuidada dedicada aos livros. Na abertura da mostra, no último dia 5, a presença de uma multidão alheia a Mafalda, gente de todas as idades e classes explorando a coleção local em estudos e leituras, ofereceu o vislumbre de um futuro melhor para a nossa sociedade.
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  • De volta ao palco, a clássica história narra as aventuras do personagem do título (interpretado por Rafael de Oliveira). O menino que não quer crescer vive na Terra do Nunca em eterno conflito com o pirata Capitão Gancho (Alison Weler). Direção de Roberto Resende (50min). Rec. a partir de 2 anos. Estreou em 21/2/2016. Teatro Vanucci (450 lugares). Rua Marquês de São Vicente, 52, Loja 346, ☎ 2274-7246. → Sábado e domingo, 17h10. R$ 60,00. Bilheteria: a partir das 14h (ter. a dom.). Até o dia 28.
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  • Livremente inspirado no clássico conto do dinamarquês Hans Christian Andersen, a montagem de Dharck Tavares gira em torno de uma sereia (Rayssa Bentes) que vive num reino subaquático à espera de completar 15 anos. Quando isso ocorrer, ela poderá nadar até a superfície para escutar as histórias que seus parentes e amigos contam quando retornam de suas visitas. Rec. a partir de 2 anos. Estreou em 22/8/2015.
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  • Projeto dos professores e músicos Janaína Rita e Leonardo Lois, o show mostra aos pequenos faixas do DVD A Turma do Tikuntá (2014). Acompanhados da banda formada por Bernardo Pellon (baixo), Fabrizio Iorio (teclados), Pedro Nogueira (guitarra) e Diego Andrade (bateria), os dois cantam músicas do repertório, a exemplo de Lili Muzzarela, Garoto Espuma e O Som da Gente, além de inéditas como Mariana Vegetariana e Pra Sempre Nós. Durante a apresentação, a dupla conta como cria seus personagens e suas canções educativas. Rec. a partir de 4 anos.
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  • Em 2004, homenageado na inauguração de uma creche no Paraná, Ziraldo assistiu a uma apresentação amadora organizada por Fernando Philbert, funcionário da prefeitura local. Em belo texto, o cartunista elogiou o trabalho e manifestou o desejo de ver o espetáculo no Rio. Hoje diretor-assistente de Aderbal Freire-Filho, Philbert dirige a inspirada montagem em cartaz no Teatro Fashion Mall, uma versão daquela encenação. Com texto de Luiz Estellita Lins, a trama é valorizada por cenário criativo de Natália Lana, figurino caprichado de Alessandra Padilha e iluminação viva de Vilmar Olos. Em cena, seis crianças brincam com seus dispositivos eletrônicos até que um trovão corta o sinal da internet. A saída é contar uma história para passar o tempo. A partir daí, o medroso Zeca (João Velho), encorajado por Clarinha (Júlia Oristânio), embarca numa aventura em busca de Sombra Machada (Raoni Costa), responsável por roubar as cores das coisas. No caminho, esbarram com personagens de Ziraldo, a exemplo de Flicts e da Supermãe. O elenco, formado ainda por Mayara Travassos, Eliane Carmo e Juliana Moulin, canta divertidas músicas compostas pelas irmãs Mart’nália e Maíra Freitas. Rec. a partir de 4 anos.
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Fonte: VEJA RIO