Memória da Cidade

Nas asas de um Constellation

Musical no Teatro Vannucci adota o avião como símbolo dos glamourosos anos 50

Por: Lula Branco Martins

Escala no Santos Dumont, em foto de 1956: com hélices e quatro motores, ele ia até Nova York
(Foto: Acervo Cláudio Magnavita)

Maior companhia brasileira do ramo em sua época, a Viação Aérea Rio-Grandense (Varig) fez história em 1955, ao adquirir três aeronaves americanas, de nome técnico Lockheed L-1049 Super Constellation. Com elas, incrementou novos pacotes de viagem, inclusive internacionais, o principal deles saindo de Porto Alegre em direção a Nova York, nos Estados Unidos, com escalas em São Paulo, Rio, Belém e Caribe. Foi um tempo de mudanças no setor da aviação: dali em diante, toda a tripulação deveria falar inglês, e começaram a surgir as aeromoças, para um tipo de serviço antes executado por homens. Com tudo isso, andar de avião passou a ter uma dose de glamour. Atores de Hollywood em visita à cidade, e geralmente hospedados no Copacabana Palace, vinham e voltavam nas asas de um Costellation. Mas sua vida operacional não foi das mais longas — ele foi substituído, a partir da década de 60, por jatos da Caravelle e da Boeing. Pois esse quadrimotor dá nome ao musical de Cláudio Magnavita, com direção de Jarbas Homem de Mello, que estreia na quinta (13) no Teatro Vannucci, no Shopping da Gávea. Em cena, o romantismo do Rio de meados do século XX, ao som de canções como Only You, Blue Moon e Stand by Me.

Musical no Teatro Vanucci
(Foto: Fotos acervo Cláudio Magnavita)

Fonte: VEJA RIO