Moda

Coque faz sucesso entre os homens cariocas

Adotado por celebridades internacionais como Leonardo DiCaprio, Bradley Cooper e Jared Leto, o coque masculino ou no estilo samurai cai no gosto dos cariocas mais descolados

Por: Carolina Barbosa

Raphael Sander
O ator Raphael Sander: cabelos amarrados (Foto: Chico Cherchiaro)

Tradicionalmente usado por mulheres, o coque está fazendo a cabeça dos homens cariocas. É uma tendência que veio de fora. Celebridades como Leonardo DiCaprio, Colin Farrell, Chris Hemsworth, Bradley Cooper e Jared Leto, além de jogadores de futebol, a exemplo do inglês David Beckham (este, um pioneiro), já se mostraram fãs do estilo, que vai tomando as ruas do Rio em três versões: 1) cabelos presos em bolinha no topo da cabeça; 2) madeixas retorcidas na altura da nuca; e 3) uma espécie de rabinho, com fios soltos nas orelhas ou raspados nas laterais, tal qual um samurai.   

Há salões na cidade que vêm atendendo 100 interessados a cada mês. Famosos como Bruno Gagliasso, Caio Castro e Rômulo Neto têm ou tiveram um coque para chamar de seu. Recentemente foi a vez de Reynaldo Gianecchini ganhar os holofotes ao aparecer com esse look na coletiva de um filme. “Vivemos o revival de um modismo que fez sucesso há dois anos, e agora voltou com força total”, afirma o cabeleireiro Tiago Parente. “Acho estiloso e menos sério”, diz o modelo e ator Raphael Sander. Carol Castro, sua mulher, que o diga. 

Em voga atualmente, o coque já apareceu na figura masculina em outros momentos da história. Na Mesopotâmia, os capacetes de guerra tinham o formato do penteado. Em países orientais, imperaram por séculos. “O homem moderno vem incorporando essa facilidade a seu cotidiano”, analisa a pesquisadora Leusa Araujo, que escreveu Livro do Cabelo. Mas é bom avisar: o penteado parece mesmo fácil, só que pode dar trabalho. Especialistas sugerem não dormir com os cabelos molhados, passar o secador no couro cabeludo antes de prendê-los, usar creme sem enxágue, condicionador nas pontas, optar por prendedores revestidos de algodão para não quebrar os fios (esqueça aquele elástico de dinheiro), passar spray para finalizar e aparar as pontas a cada 45 dias.

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(Foto: Divulgação)

 

Fonte: VEJA RIO