o mundo dos colecionadores

Como começar uma coleção de obras de arte

A pedido de VEJA RIO, especialista dá dicas para compradores de primeira viagem aproveitarem a ArtRio

Por: Rafael Teixeira e Luna Vale - Atualizado em

ArtRio
ArtRio é uma ótima oportunidade para começar uma coleção de obras de arte (Foto: Alexandre Macieira/RioTur)

O mundo dos colecionadores de arte pode parecer bem intimidante e complexo para quem está de fora, mas começar uma coleção pode ser mais fácil do que se imagina. Para pessoas que têm vontade de entrar nesse mundo, a ArtRio é uma ótima oportunidade de comprar a primeira obra. “Na galeria você tem que transpor uma porta, se apresentar e aí sim você terá acesso à exposição. Na feira, os espaços são abertos e o atendimento mais democrático. Se você quiser simplesmente olhar, ninguém vai impedi-lo. Muito pelo contrário”, explica Max Perlingeiro, membro do comitê de seleção da ArtRio e galerista da Galeria Pinakotheke.

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A pedido de VEJA RIO, Perlingeiro respondeu algumas dúvidas para ajudar quem nunca comprou uma obra de arte e está querendo começar a coleção.

  • Por onde começar?

A feira está dividida por setores, o que facilita uma melhor compreensão: mercado primário, mercado secundário, projetos especiais e design.

  • Como escolher a obra certa para começar uma coleção?

Primeiro saber qual a faixa de valores que se pretende investir. As obras de mercado secundário tendem a ser as mais caras. As de mercado primário são mais acessíveis. Os artistas emergentes também têm valores que cabem para uma coleção inicial.

  • Como abordar a pessoa da galeria?

Todos os galeristas estarão identificados com um crachá, o que facilita a forma de comunicação com o visitante. Em primeiro lugar, só compre o que você goste muito. Afinal, quem vai conviver com a obra é você. Depois, procure saber se o seu olhar está dirigido para os artistas que tendem a valorizar no mercado atual. Veja o seu currículo, os curadores que já escreveram sobre ele e as exposições institucionais e comerciais mais recentes que participou.

  • O que se pode perguntar? O que não pode?

Tire todas as suas dúvidas na hora: negocie o valor de aquisição, condições de pagamento, logística de recebimento da obra e procure saber quais os cuidados especiais com a sua conservação.  Deve-se perguntar sobre tudo.

  • E se eu quiser obras que não estejam expostas no estande?

Nem sempre é possível apresentar na feira tudo o que as galerias têm em seus acervos. O visitante pode e deve perguntar caso tenha interesse em outros artistas e obras específicas.

  • Como se fala sobre preço e pagamento em cartão ou parcelado?

 A negociação comercial deve ficar bem clara. E peça por escrito para que não exista dúvida sobre valores e condições. Muitas galerias de mercado primário trabalham com cartões de crédito. E hoje em dia fazer o pagamento em parcelas é bastante usual, sobretudo em numa feira.

  • Como levar a obra pra casa?

Depende da galeria e do comprador. Deixe bem claro como você gostaria de receber. A feira não irá se opor se você levar a sua obra na hora. Claro que tudo vai depender do tamanho da obra e a logística para sua retirada. 

Fonte: VEJA RIO