Patrimônio

Casa Cavé retoma imóvel original depois de dez anos

Patrimônio cultural carioca, a mais antiga confeitaria do Rio está de volta ao endereço onde tudo começou, na esquina das ruas Sete de Setembro e Uruguaiana 

Por: Fabio Codeço - Atualizado em

Cavé - Pastel de nata 1 baixa
Pastel de nata (Foto: Divulgação)

Famosa pelos deliciosos doces portugueses que fabrica, a Confeitaria Cavé está de volta ao endereço original. Fundado em 1860 no belo imóvel de fachada eclética na esquina das ruas Sete de Setembro e Uruguaiana, o estabelecimento precisou se mudar para uma discreta loja ao lado, depois que o proprietário do prédio pediu o imóvel, em 2000. Quinze anos depois, o ponto, que chegou a abrigar a concorrente Manon, gerando muitas confusões, recebe novamente o antigo inquilino. Confira dez curiosidades sobre a mais antiga confeitaria da cidade, que já recebeu de intelectuais a presidente da república.

1 Com 155 anos, é o estabelecimento gastronômico mais antigo ainda em funcionamento na cidade.

2 Seu pequeno salão já foi palco de grandes reuniões politicas e recebeu personalidades como Mário de Andrade, Olavo Bilac, Pereira Passos, Juscelino Kubitschek e Carlos Drumond de Andrade.

3 Nos últimos 10 anos, a casa fabricou cerca de 3 milhões de doces.

4 As caixinhas de papel usadas como embalagem para os biscoitos e doces são confeccionadas uma a uma pelas atendentes.

5 Apesar de ter sido fundada pelo francês Charles Auguste Cavé, que se inspirou nos cafés parisienses, o destaque do cardápio sempre foram os doces portugueses, nacionalidade dos atuais sócios. 

6 Em 1987, a prefeitura tombou o imóvel como patrimônio cultural carioca.

7 A atriz Dercy Gonçalves chegou a fechar a casa para comemorar seu aniversário

8 A decoração é um espetáculo à parte. Repare nos vitrais franceses em estilo art nouveau e no painel de azulejos que retrata a Torre de Belém, em Lisboa

9 São da Casa Cavé os mini pasteis de belém que o Antiquarius serve na hora do café

10 A maioria dos cerca de 50 funcionários trabalham ali há mais de três décadas

Fonte: VEJA RIO