SOM E FÚRIA

Excepcional, Whiplash pulsa no ritmo da história

No filme, o jovem baterista Andrew Neiman sofre nas mãos de seu mestre perfeccionista

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

whiplash
O aluno (Teller) e o professor (Simmons): encontro (Foto: Reprodução)

AVALIAÇÃO ✪✪✪✪ 

Andrew Neiman (Miles Teller) tem 19 anos e estuda bateria em um prestigiado conservatório musical de Nova York. Seu talento ganha o reconhecimento do professor Terrence Fletcher (J.K. Simmons). Andrew, então, passa a integrar a banda de jazz do mestre. Começa apenas virando as páginas das partituras do baterista titular, mas logo assume as baquetas. A partir daí, sua vida transforma-se num cotidiano cheio de som e fúria. Perfeccionista, o instrutor procura um gênio à altura de Charlie Parker. Se o professor se mostra um carrasco irascível, o aluno parece ter prazer com a extrema rigidez. Assim como o jovem protagonista, o diretor Damien Chazelle, prestes a completar 30 anos, tem uma fabulosa capacidade de entrega para o trabalho. Enxuto na duração e tenso em seu desenrolar, seu segundo longa pulsa no ritmo da história — a excepcional montagem colabora para deixar o resultado mais azeitado. No Globo de Ouro, realizado no último dia 11, J.K. Simmons levou a estatueta de melhor ator coadjuvante, a única indicação do filme. Tomara que o Oscar reconheça melhor seu valor. Direção: Damien Chazelle (Whiplash, EUA, 2014, 107min). 12 anos. Estreou em 8/1/2015.

Fonte: VEJA RIO