Em Cartaz

Velozes e Furiosos 7 e outros seis filmes estreiam esta semana

Homenagem ao ator Paul Walker é o ponto alto da trama. Confira também o Festival É Tudo Verdade 

Por: Redação Veja Rio - Atualizado em

Velozes e Furiosos 7
Novo filme da série 'Velozes' homenageia Paul Walker (Foto: Divulgação)

 

Os fãs de Velozes e Furiosos vão encontrar um fator diferente no sétimo longa da série: a emoção. O tributo ao ator Paul Walker, morto durante as filmagens,  é o momento auge da trama dirigida por James Wan. Além do filme de ação, outros seis filmes entram no circuito. Em Um Momento Pode Mudar Tudo, as atuações de Hilary Swank e Emmy Rossum são bônus do drama. O Festivel É tudo Verdade estreia na próxima semana em cinco salas de cinema. CidadãoQuatro, vencedor do Oscar de Melhor Documentário, mostra como o ex-funcionário da CIA Edward Snowden revelou os segredos da agência de espionagem.  Outro destaque da atração, Últimas Conversas contra a história do cineasta Eduardo Coutinho, morto em 2014.

  • A DreamWorks vem conseguindo superar em qualidade as animações da Disney/Pixar. Embora Operação Big Hero (do estúdio do Mickey) tenha tirado o Oscar da concorrente (que competia com Como Treinar o Seu Dragão 2), neste ano a DreamWorks já brindou as plateias com o divertido Os Pinguins de Madagascar e, agora, acerta de novo. Ritmo acelerado, piadas bem sacadas, efeito fofura na medida certa e um protagonista carismático são os trunfos de Cada um na Sua Casa, livre adaptação do livro infantojuvenil homônimo, escrito pelo desenhista Adam Rex e lançado no Brasil pela Editora Gutenberg. Praticamente, apenas dois personagens são o centro da trama, mas isso não é sinônimo de tédio para a criançada. O início se dá no planeta dos Boovs, seres baixinhos de seis pernas e cor lilás que vão invadir a Terra. Oh, o personagem principal, destaca-se por ser o narrador e não se encaixar nos padrões de seus semelhantes. Ele é tagarela, inconveniente, destrambelhado e, por todos os seus defeitos, revela-se um Boov diferente, simpático e mais dócil. Quando os alienígenas chegam aqui, todos os terráqueos são removidos para uma parte inóspita do planeta. Oh instalou-se em Nova York e, atrapalhado, enviou uma mensagem para os Gorgs, inimigos número 1 de sua raça. Na missão de corrigir o erro, o pequeno extraterrestre encontra Tip, uma garota em busca de sua mãe, abduzida pelos Boovs. Começa aí uma amizade à força. Estreou em 9/4/2015.
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  • Injustamente ignorada nas indicações ao Oscar, Hilary Swank traz uma performance de impacto no drama Um Momento Pode Mudar Tudo, extraído do livro You’re Not You (Você Não É Você), de Michelle Wildgen. Hilary interpreta a pianista Kate, que, assim como aponta o título nacional, perde os movimentos da mão de uma hora para a outra. Um ano e meio depois, ela se encontra praticamente inerte por causa de uma doença terminal, a esclerose lateral amiotrófica. Embora auxiliada pelo atarefado marido (Josh Duhamel), Kate precisa de uma cuidadora. Surge, então, a estabanada Bec (Emmy Rossum), universitária sem juízo nem habilidades que, por ser tão despreparada, acaba caindo nas graças da instrumentista. Não é difícil imaginar o restante da história, principalmente para quem viu a fita francesa Intocáveis – são duas pessoas com nada em comum tendo suas personalidades transformadas no contato diário. Conduzido com segurança por George C. Wolfe (Noites de Tormenta), o roteiro segue a cartilha emocional e fica quase impossível não chegar às lágrimas, sobretudo pela maneira cativante das duas atrizes de abraçar suas difíceis personagens. Estreou em 2/4/2015.
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  • Diretor de Margin Call (2011) e Até o Fim (2013), o excelente cineasta J.C. Chandor tem precisão cirúrgica no comando de seu terceiro longa. Com influência da cinematografia da década de 70, faz um registro seco de um empresário do ramo de transporte de óleo industrial. Filho de imigrante, Abel Morales (Oscar Isaac, emulando o Al Pacino de O Poderoso Chefão) quer crescer sem sujar as mãos – ou seja, evitando a corrupção. Ele é casado com Anna (Jessica Chastain), pai de dois filhos e pretende comprar uma grande área no Brooklyn, em Nova York, para expandir os negócios. O problema, aparentemente, são os outros. Seus caminhões estão sendo roubados e os motoristas não se sentem mais seguros. Em narrativa lenta, o roteiro desta fita de ação expõe, aos poucos, a violência até então enrustida em pequenos atos e palavras. Estreou em 2/4/2015.
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  • Parece ironia que este drama alemão chegue aos cinemas na semana da Páscoa. Criticando explicitamente o fanatismo religioso, a produção faz uma contundente provocação entre a via-sacra (trajeto de Jesus carregando a cruz) e o destino de Maria (Lea van Acken). A adolescente de 14 anos vive sob o severo regime de sua família católica e, fervorosa beata, quer virar santa. Contudo, ela conhece um garoto da mesma idade e, a partir daí, parece enxergar um novo caminho. Sabe-se de antemão o desfecho. Até lá, contudo, o espectador se depara com um mundo sombrio regido por condutas fundamentalistas. É ficção, mas não deixa de, à sua maneira, refletir os dias de hoje. Estreou em 2/4/2015.
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  • Comédia dramática

    Um Fim de Semana em Paris
    Veja Rio
    Sem avaliação
    A cena de Bande à Part (1964), de Jean-Luc Godard, não está presente à toa nesta comédia dramática. Além da homenagem explícita ao expoente da nouvelle vague, o filme esbanja influências do movimento que revitalizou o cinema francês na década de 60. Ambientada nos dias de hoje, a trama apresenta o casal Nick e Meg, interpretados por Jim Broadbent e Lindsay Duncan. Para comemorar o aniversário de trinta anos de casamento, estes ingleses desembarcam na capital francesa a fim de resgatar as paixões do passado. Só que nada sai como planejado. O hotel de antes virou uma espelunca e, professores de classe média, eles decidem se instalar num cinco-estrelas e viver como reis por dois dias. O humor domina o enredo em vários momentos, mas, após um encontro com um antigo amigo de Nick (papel de Jeff Goldblum), o roteiro faz um rápido desvio para o drama. Em diálogos calibrados de Hanif Kureishi (o mesmo de Minha Adorável Lavanderia e Intimidade), o filme combina a melancolia da terceira idade com a travessura da juventude. Direção: Roger Michell (Le Week-End, Inglaterra/França, 2013, 93min). 14 anos. Estreou em 2/4/2015.
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  • Aos marmanjos fissurados por fitas de ação, uma dica: lencinhos de papel (sim, acredite) são recomendados nas sessões de Velozes e Furiosos 7. Na parte final do longa-metragem, um tributo a Paul Walker deve sensibilizar até os fãs mais turrões. A “licença poética”, embalada em trilha chorosa, dura pouco. Antes disso, e felizmente, o ator é homenageado de uma maneira menos óbvia: este é o tipo de blockbuster vibrante, divertido e exagerado que apetecia ao astro californiano. Apesar das muitas turbulências no percurso (Walker morreu em novembro de 2013, aos 40 anos, quando as filmagens ainda estavam longe do fim), o esforço de recorrer a dublês e a efeitos digitais para concluir a “saga” compensou. A fórmula, aliás, não muda (nem precisaria mudar). Com uma pegada “quanto menos plausível, melhor” semelhante à do capítulo anterior, ela combina  cenas de perseguição inacreditáveis, paisagens de revistas turísticas (das praias da República Dominicana aos prédios espelhados de Abu Dhabi) e personagens sempre prontos para disparar frases de efeito engraçadinhas. Até o alvo da turma liderada por Dom Toretto (Vin Diesel) e Brian O’Conner (Walker) deixa sabor de reprise: o vingativo Deckard Shaw (papel de Jason Statham) é irmão de um vilão do sexto episódio. A trama? Serve apenas para costurar um e outro espetáculo de explosões e acrobacias, como de hábito. Firme no comando de uma máquina de saborosos absurdos, o diretor James Wan (das fitas de terror Jogos Mortais e Invocação do Mal) acerta ao pisar fundo no acelerador e, sem culpa, não se levar nem um pouco a sério. Estreou em 2/4/2015.
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  • No Rio, a exibição de 109 produções de 31 países — dezesseis em estreias mundiais — começa na sexta (10), para o público em geral, e vai até o dia 19. Em sua 20ª edição consecutiva, o festival internacional de documentários É Tudo Verdade ocupa cinco endereços cariocas: Auditório BNDES, CCBB, Espaço Itaú de Cinema, Instituto Moreira Salles e Oi Futuro Ipanema. O prestigiado evento fundado e dirigido pelo crítico Amir Labaki oferece na programação, sempre em sessões gratuitas, tributos a realizadores como o americano Orson Welles e o brasileiro Vladimir Carvalho. Também estão previstos longas inéditos por aqui, e cercados de expectativa, a exemplo de CidadãoQuatro, vencedor do Oscar de melhor documentário neste ano. Dirigido por Laura Poitras, o filme, que ganha exibição no Espaço Itaú de Cinema 4 às 15h de sábado (11), mostra como o ex-funcionário da CIA Edward Snowden desvendou ao mundo os métodos invasivos da agência de espionagem americana. Últimas Conversas, derradeiro trabalho de Eduardo Coutinho, morto em 2014, será projetado no mesmo dia e na mesma sala, às 19h, e no domingo (12), às 20h, no Instituto Moreira Salles. Na obra, o cineasta conversa abertamente com jovens estudantes a fim de revelar os sonhos e temores da geração atual. + Confira a programação completa
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Fonte: VEJA RIO