CINEMA

Eles dirigem e atuam

Valeria Bruni Tedeschi e Oswaldo Montenegro têm dupla função em seus novos filmes

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

Divulgação; Mariana Vianna/divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Irmã da cantora e ex-primeira dama da França Carla Bruni, a italiana Valeria Bruni Tedeschi atua desde a década de 80. Virou diretora em 2003 e, quatro anos depois, realizou o mediano Atrizes. Um pouco mais fraco é seu terceiro longa-metragem atrás das câmeras. À frente dos holofotes, Valeria interpreta a quarentona Louise, às voltas com a venda de um casarão da família no interior da Itália. Amarga e solitária, ela tem no irmão Ludovic (Filippo Timi) o maior companheiro. Isso até o surgimento do jovem galanteador Nathan (Louis Garrel). Ele insiste numa relação amorosa, mas, temerosa e indecisa por Nathan ser tão mais novo, Louise o rejeita. O romance segue em banho-maria e não cola, assim como o forçado lado dramático que desponta quando Ludovic adoece.

✪ Um Castelo na Itália, de Valeria Bruni Tedeschi (Un Château en Italie, França, 2013, 104min). 14 anos. Estação Barra Point 2, Estação Ipanema 1, Estação Rio 1.

Cantor e compositor, Oswaldo Montenegro arrisca-se pela segunda vez no cinema como diretor, roteirista, montador e, claro, autor da trilha sonora. No drama, ele constrói um painel sobre pessoas solitárias de vários cantos do Brasil. Uns episódios funcionam mais do que outros. É bem contada e comovente a história do músico que sai de Minas Gerais para tentar a carreira no Rio de Janeiro. Também atrai o relacionamento de um casal de jovens sertanejos obrigado a sofrer uma separação. Montenegro entra no enredo no papel do demônio que quer fazer uma ?transação? com uma mulher. Em meio às boas tramas, contudo, surge Vanessa Giácomo na pele de uma dispensável narradora e dona de um conto pouco aproveitável. Último aviso: quem não curte o cancioneiro do diretor deve passar longe.

✪✪ Solidões, de Oswaldo Montenegro (Brasil, 2013, 93min). 14 anos. Estreou em 1º/11/2013. Espaço Itaú de Cinema 3.

Fonte: VEJA RIO