COM A PALAVRA, O CINEMA

Livros em movimento

Adaptações literárias dominam o 13º Festival Internacional de Cinema de Arquivo

Por: Thayz Guimarães

recine 2014
Camila Pitanga: em Para Sempre Teu Caio F. (Foto: Reprodução)

Na 13ª edição, o Recine — Festival Internacional de Cinema de Arquivo aposta na relação entre filmes e literatura. De segunda (24) a sexta, serão exibidos quase setenta títulos, entre curtas, médias e longas, que levam para a tela o universo das letras brasileiro e latino-americano. Além de sua sede habitual, o Arquivo Nacional, o festival ganha programação paralela no Cine Arte UFF, em Niterói, e na Escola Técnica Adolpho Bloch, em São Cristovão. Na sessão de abertura, às 19h, o público vai assistir a Grito da Terra (1964), primeiro longa de Olney São Paulo, um dos homenageados de 2014 — o outro, Nelson Pereira dos Santos, terá oito produções exibidas em 35mm. Outro destaque, Para Sempre Teu, Caio F., de Candé Salles, ganha sessão às 20h, na quinta (27). O documentário inédito resgata a obra e a vida do poeta gaúcho, morto aos 47 anos, vítima de AIDS. Sessões noturnas ao ar livre, sempre às 20h, no pátio do Arquivo Nacional, completam o programa.

+ Semana dos Realizadores exibe produções à margem do circuitão

Mostra de cinema gaúcho vai até 1º de dezembro

PROGRAMAÇÃO

SEGUNDA-FEIRA, DIA 24 DE NOVEMBRO, PÁTIO

19h – ABERTURA Apresentação da Companhia de Atores Bailarinos Adolpho Bloch Espetáculo: Em nós

20h – Cinema Letrado – A literatura a 24 quadros por segundo 2014 – 19 min. – Livre Dir. Ana Moreira – Produção do Arquivo Nacional

Homenagem a Olney São Paulo| 50 anos do filme Grito da terra

1964 – Brasil – P&B – 83 min. – 14 anos Dir. Olney São Paulo O filme gira em torno de duas personagens femininas: Loli, mulher sensual e perigosa, que quer sair do sertão para viver no sul do país; e Mariá, uma típica camponesa que acredita na força do nordestino para enfrentar a seca e as pressões dos latifundiários. O filme desvela o drama das famílias de lavradores, vítimas da ambição de Sebastião, dono do armazém local.

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Vidas Secas, o filme: direção Nelson Pereira dos Santos (Foto: Luiz Carlos Barreto e José Rosa)

TERÇA-FEIRA, DIA 25 de novembro, AUDITÓRIO PRINCIPAL

MOSTRA INFORMATIVA SESSÃO INFANTO-JUVENIL

9h – MANOEL DE BARROS Wenceslau e a árvore do Gramofone 2008 – Brasil – Cor – 15 min. – Livre Dir. Adalberto Müller O menino Wenceslau descobre a poesia das pequenas coisas lendo os escritos do avô (poemas de Manoel de Barros), que mora numa estranha árvore.

Pequenas histórias

2009 – Brasil – Cor – 83 min. – Livre Dir. Helvécio Ratton

O filme faz uma homenagem à tradição da cultura oral, responsável por passar adiante as histórias dos mais velhos.

MOSTRA COMPETITIVA

12h

Deslimite ou no meio do caminho circular ou tríptico para Mario Peixoto 2014 – Brasil – Cor/P&B – 7 min. – Experimental – Livre Dir. Sidney Schroeder Três personagens. Três posições frente à condição de solidão e isolamento. Do limite ao deslimite, da casa à cidade, do eu ao outro, qual distância teremos que ter para conviver? Inspirado no filme “Limite”, de Mário Peixoto.

Arquitetos do poder

2010 – Brasil – 98 min. – Cor – Documentário – 10 anos Dir. Vicente Ferraz e Alessandra Aldé Panorama das relações entre mídia e política no Brasil. Construído a partir de depoimentos e imagens de arquivo, o filme conta a história da comunicação política brasileira, desde as campanhas de Getúlio Vargas e JK até o presente, passando pela emblemática eleição de 1989 e ilustrando a crescente influência da comunicação na política, bem como a relação da mídia nacional com os escândalos do poder.

Democracia em preto e branco

2013 – Brasil – Cor – 90 min. – Documentário – 10 anos Dir. Pedro Asbeg Em 1982, a ditadura militar completava 18 anos de opressão e censura, a MPB sobrevivia de metáforas e o Corinthians era dominado pelo mesmo presidente em um período igualmente longo. Nesse contexto de política, futebol e rock foram vividos alguns dos mais importantes momentos recentes de nosso país.

15h20

A farra do Circo

2013 – Brasil – Cor – 94 min. – Documentário – 14 anos Dir. Roberto Berliner No início da década de 1980, o Brasil é palco de uma revolução na cena cultural. Documentário composto por imagens feitas por Roberto Berliner durante os anos 80, que retratam a geração responsável pela “usina de sonho”, ou Circo Voador, como hoje é conhecido.

Araponga

2014 – Brasil – Cor/P&B – 8 min. – Livre Dir. Ana Carolina Reyes, Eduardo de O. Lima e Fernando José F. Rocha O ano é 1992. Uma caixa é entregue na portaria do Arquivo Nacional por uma pessoa que preferiu não se identificar. Dentro da caixa, documentos que revelam o trabalho de um agente do serviço de informações do governo brasileiro da década de 50 até a ditadura militar. O documentário expõe fragmentos de uma época nebulosa de nossa história recente.

Casa sem janela (oficina de vídeo)

2014 – 13 min. Dir. Juliette Yu-Ming Lizeray, Marcelo Engster e Vitor Kruter Quintanilha

“Aquele que não sentiu a perda de um cinema que frequentou durante anos, tem o coração de pedra ou a memória nublada.” Carlos Drummond de Andrade.

Territórios negros urbanos (oficina de vídeo)

2014 – 10 min. Dir. Antonio de Abreu Rocha, Nadia Prestes Baptista, Marcos Artemio L. Macedo, Maristela da S. Cruz e Rosane de Freitas Pinheiro Serro A trajetória negra nos grandes centros urbanos não é contada na historia oficial, podendo ser resgatada através da memória, como um registro afetivo de como se deu e de como ver o que se passou. O que fica por saber mais detalhadamente é como a localização dos territórios negros se modifica a partir da concepção de urbanidade civilizada. Mergulharemos nestas histórias de resistência utilizando o universo sonoro como um fio condutor.

17:30 - MESA-REDONDA A literatura no cinema Palestrantes: Eduardo Morettin / Vera Lúcia Follain / Denise Lopes Mediação: Júlia Scamparini

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Vidas Secas, o filme: direção Nelson Pereira dos Santos (Foto: Luiz Carlos Barreto e José Rosa)

Miniauditório

13h – JORGE AMADO Seara vermelha 1964 – Brasil – P&B – 113 min. – Livre Dir. Alberto D’Aversa Baseado em obra de Jorge Amado, o filme é um drama sobre a migração de nordestinos.

15h – LYGIA FAGUNDES TELLES A consulta 1979 – Brasil – Cor – 15 min. – 14 anos Dir. Sílvio Matos

Sátira ao atendimento médico de uma clínica psiquiátrica.

FEDERICO GAMBO A Santa 1931 – México – P&B – 81 min. – Livre Dir. Antonio Morena Primeiro filme mexicano falado. Estrelado por Lupita Tovar, este melodrama trágico traz os infortúnios de Santa, uma jovem do interior que se envolve com um militar e acaba expulsa da cidade.

17h – RADUAN NASSAR Lavoura arcaica 2001 – Brasil – Cor – 163 min. – 14 anos Dir. Luiz Fernando Carvalho André (Selton Mello) é um filho desgarrado, que saiu de casa devido à severa lei paterna e o sufocamento da ternura materna. Pedro (Leonardo Medeiros), seu irmão mais velho, recebe de sua mãe a missão de trazê-lo de volta ao lar. Cedendo aos

apelos da mãe e de Pedro, André resolve voltar para a casa dos seus pais, mas irá quebrar definitivamente os alicerces da família ao se apaixonar por sua bela irmã Ana (Simone Spoladore).

Pátio

20h – GRACILIANO RAMOS Vidas secas 1963 – Brasil – P&B – 103 min. – 14 anos Dir. Nelson Pereira dos Santos Em 1941, pressionados pela seca, uma família de retirantes composta por Fabiano, Sinhá Vitória, dois meninos e a cachorra Baleia, atravessa o sertão em busca de meios para sobreviver. A família tem esperança de prosperar, Sinha Vitória sonha com uma cama com colchão de couro e Fabiano em ter seu próprio gado. Mas, ao final do primeiro ano de muito trabalho e dificuldades, perceberão que, apesar de tudo, a miséria da família persiste e nova seca está para assolar novamente o sertão.

QUARTA-FEIRA, DIA 26 DE NOVEMBRO

AUDITÓRIO PRINCIPAL

MOSTRA INFORMATIVA SESSÃO INFANTO-JUVENIL

9h - O lobisomem e o coronel 2002 – Brasil – Cor – 10 min. – Livre Dir. Elvis K. Figueiredo e Ítalo Cajueiro Um violeiro cego dedilha um repente e conta uma história passada na fazenda de um rico coronel da região.

CLARICE LISPECTOR Clandestina felicidade 1998 – P&B - Cor - 15 min. - Livre Dir. Beto Normal e Marcelo Gomes Fragmentos de infância, descoberta do mundo pelo olhar curioso, perplexo e profundo da criança-escritora Clarice Lispector.

FERNANDO SABINO O menino no espelho 2013 – Brasil – Cor – 78 min. – Livre Dir. Guilherme Fiúza Zenha Garoto de 10 anos, cansado de fazer as coisas chatas da vida, sonha em criar um sósia que fique com as tarefas enquanto ele se diverte. Até que um dia isso acontece.

MOSTRA COMPETITIVA

12h – Vagão do Armistício

2014 – Brasil – 14 min. – Documentário – Livre Dir. Paulo Soares Koehler Resgate da história do restaurante que nas décadas de 1940 a 1960 foi ponto de frequência obrigatório em Curitiba. Ícones da história política, intelectual e artística da época sentaram-se à única e longa mesa do “Vagão”, fartando-se com o risoto e a polenta de Dona Júlia. O delicioso texto de José Carlos Fernandes e a curiosa e interessante pesquisa de imagens realizada por Paulo Koehler conduz o expectador por paragens e ambientes de uma Curitiba hoje sepulta sob o viaduto do Capanema e da avenida Affonso Camargo.

Cine Paissandu: histórias de uma geração

2013 – Brasil – Cor – 15 min. – Documentário – Livre Dir. Christian Jafas Documentário sobre o cinema que formou a Geração Paissandu nos anos 60, e o impacto cultural e social desse período para a história do país.

Nervo óptico – Procura-se um novo olho

2014 – Brasil – Cor – 27 min. – Documentário – Livre Dir. Hopi Chapman e Karine Emerich A história do grupo que iniciou os movimentos da vanguarda artística no final dos anos 60 em Porto Alegre, na área de arte postal, performance, fotografia e cinema- arte. Com o protagonismo de seis artistas, Carlos Asp, Carlos Pasquetti, Clovis Dariano, Mara Alvarez, Telmo Lanes e Vera Chaves Barcellos, que, entre 1976 e 1977, publicaram 13 cartazetes e colocaram a cidade no cenário internacional da arte contemporânea.

Setenta

2013 – Brasil – Cor – 96 min. – Documentário – 12 anos Dir. Emilia Silveira Na década de 70 no Brasil, em pleno regime militar, um grupo de 70 presos políticos de diferentes organizações é enviado ao Chile em troca da libertação do embaixador suíço. O documentário reencontra esses personagens 40 anos depois do banimento. Quem são eles? Como eles veem o passado? Que sonhos têm para o futuro? Como sobreviveram e como vivem?

14h30

Militares da democracia: os militares que disseram não

2014 – Brasil – Cor – 132 min. – Documentário – 12 anos Dir. Silvio Tendler Eles lutaram pela Constituição, pela legalidade e contra o golpe de 1964, mas a sociedade brasileira pouco ou nada sabe a respeito dos oficiais que, até hoje, ainda buscam justiça e reconhecimento na história do país.

Marias (oficina de vídeo)

2014 – 13 min. Dir. Caio Neves de Castro, Gabriel Calil Maia Tardelli e Marcella Tovar Relatos de três moradoras do Bairro Carioca (conjunto habitacional localizado em Triagem, RJ) que, a partir de lembranças e do resgate de arquivos pessoais, remontam suas trajetórias. Oriundas de outras localidades da cidade, Maria José, Maria Isabel e Maria de Fátima apresentam a maneira pela qual se relacionam com suas fotografias, com os espaços urbanos e com a memória.

Achados e perdidos (oficina de vídeo)

2014 – 5 min. Dir. Camila Magalhães Lamha, Guilherme Rodrigues Ferraz Silva e Luísa Albuquerque de Mello Em busca de algo perdido, homem refaz o caminho de sua memória por meio das fotos de um Natal passado.

Cinelândia capixaba (oficina de vídeo)

2014 – 11 min. Dir. Bruno Leonardo de Lima O documentário busca resgatar um pouco da história das salas de cinema de rua de Vitória, que fizeram parte da cultura e diversão do povo capixaba por quase todo o século XX.

17:30h – MESA-REDONDA Como fazer cinema com literatura Palestrantes: Manfredo Caldas / Angélica Coutinho Mediação: Aline Novaes

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La cifra impar (1962) (Foto: Reprodução)

 Miniauditório

13h – ARIANO SUASSUNA Quaderna 2007 – Cor – 47 min. – Livre Dir. Alexandre Montoro

O personagem Pedro Quaderna é rei e palhaço; astrólogo e charadista; escritor de folhetos, bibliotecário e dono de circo; intelectual, pregador de uma fé católica sertaneja e conciliador de problemas.

GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ A Bela Palomera (Fábula de la Bella Palomera) 1987 – Brasil/Espanha – Cor – 78 min. – 16 anos Dir. Ruy Guerra

Orestes é o rico dono de uma fábrica de cachaça em Paraty, a sua autoridade não se discute. Tem amores ocasionais, encontros furtivos que não deixam rastros nele, pois só busca a satisfação dos seus impulsos carnais. Mas um dia conhece Fúlvia, a bela Palomera, e sua vida muda radicalmente.

SESSÃO REVISTA RECINE

15h – JORGE LUIS BORGES E ADOLFO BIOY CASARES Invasión 1971 – Argentina – P&B – 90 min. – Livre Dir. Hugo Santiago Grupo de homens tenta impedir uma invasão à cidade de Aquileia. Os invasores trazem máquinas para uma incursão maciça, mas com o desenvolvimento da trama percebe-se que a invasão é absoluta e impossível de definir. A derrota dos defensores é evidente desde o início, fazendo referência à Guerra de Troia.

17h – MARIO VARGAS LLOSA La ciudad y los perros 1985 – Peru – Cor – 144 min. – Livre Dir. Francisco Lombardi

A rotina bruta de uma academia militar resulta no assassinato de um dos alunos. Crítica ao obscurantismo, autoritarismo e às hierarquias sociais que escondem as perversidades humanas.

PÁTIO

20h – HOMENAGEM A LÚCIA ROCHA A mãe 1998 – Brasil – Cor – 16 min. – Livre Dir. Fernando Beléns e Umbelino Brasil Vida e memórias de D. Lúcia Rocha, mãe de Glauber. Depoimentos de João Ubaldo Ribeiro, Luiz Carlos Barreto, Nelson Pereira dos Santos, Waly Salomão e outros.

CENTENÁRIO DE JULIO CORTÁZAR La cifra impar 1962 – Argentino – P&B – 90 min. – Livre Dir. Manuel Antín

O filme relata a vida de Luís (Lautaro Murúa) e de Laura (María Rosa Gallo) em Paris. Um presente profundamente apoiado por um passado, que a distância não ajuda a desprender-se. A mãe lhes escreve a cada quinze dias, e as cartas são essa reafirmação de um passado latente que se nega a ficar em um canto escondido da memória. Entre a mãe, Luís e Laura há uma morte, ou a lembrança de uma morte: Nico, irmão de Luís e namorado de Laura até o momento em que Luís “rouba” a namorada do irmão.

QUINTA-FEIRA, DIA 27 DE NOVEMBRO

AUDITÓRIO PRINCIPAL

MOSTRA INFORMATIVA SESSÃO INFANTO-JUVENIL

9h – ARIANO SUASSUNA Suassuna, a peleja do sonho contra a injustiça 2012 – Brasil – Cor – 8 min. – Livre Dir. Filipe Gontijo Animação embalada pelas rimas de cordel que apresenta o universo literário e o posicionamento político-social de um dos escritores mais populares do Brasil, Ariano Suassuna. Destaque para o roteiro escrito em versos e narrado pelo músico Lirinha e para a música de encerramento, cuja letra é de Ariano Suassuna.

GUIMARÃES ROSA Mutum 2007 – Brasil – Cor – 90 min. – Livre Dir. Sandra Kogut Mutum é o nome de um lugar isolado no sertão de Minas Gerais, onde vivem Thiago e sua família. Thiago tem dez anos e é um menino diferente dos outros. Através do seu olhar enxergamos o mundo nebuloso dos adultos, com suas traições, violências e silêncios. Ao lado de Felipe, seu irmão e único amigo, Thiago será confrontado com este mundo, descobrindo-o ao mesmo tempo em que terá de aprender a deixá-lo.

MOSTRA COMPETITIVA

Sioma – o papel da fotografia

2014 – Brasil – Cor – 15 min. – Documentário – Livre Dir. Eneida Serrano e Karine Emerich A trajetória do fotógrafo ucraniano, Sioma Breitman. Radicado no sul do Brasil, ainda na primeira metade do século XX, o fotógrafo ficou conhecido pelos seus retratos com luzes e sombras dramáticas. Desenvolveu todo seu arquivo fotográfico em uma época onde o processo digital fotográfico não havia interferido diretamente no comportamento das pessoas, que lidavam com esses relatos visuais de uma forma mais íntima.

O peso da guerra 2013 – Brasil – Cor – 24 min. – Documentário – 12 anos Dir. Alexandre Neves de Almeida (Alexandre Naval) As diversas situações particulares vividas pelos nossos ex-combatentes nos campos de batalha da Segunda Guerra Mundial e na vida.

Petrópolis: uma joia entre montanhas 2014 – Brasil – Cor – 80 min. – Documentário – Livre Dir. Alexandre Pena O trabalho do jornalista petropolitano César Nunes em uma das maiores produtoras de cinejornais e documentários do Brasil. O filme entra na história dessa gloriosa equipe que contava com Cid Moreira, Lucio Smitch, entre outros.

Aquilo que fazemos com as nossas desgraças 2014 – Brasil – Cor – 60 min. – Experimental – Livre Dir. Arthur Tuoto Formado por imagens apropriadas de diversos suportes, o filme narra a fábula dos Monstros, descrevendo a condição humana a partir de uma percepção trágica e desoladora.

Luz, anima, ação 2013 – Brasil – Cor – 99 min. – Documentário – Livre Dir. Eduardo Calvet Quase centenária, a história da animação brasileira traz histórias e personagens tão ricos e estimulantes que sua influência extrapola a seara das artes e invade nosso cotidiano. Este documentário resgata a memória audiovisual brasileira voltada para a animação na TV, na publicidade e nos cinemas.

Indígenas na cidade do Rio (oficina de vídeo) 2014 – 10 min. Dir. Ana Paula da Silva e Joyce Rodrigues Ferreira Utilizando depoimentos e imagens de arquivo, o documentário propõe uma discussão sobre os indígenas na cidade do Rio de Janeiro. Tema, ainda, pouco discutido nas universidades e meios de comunicação, assim como desconhecido da opinião pública e desconsiderado pelas políticas governamentais.

Delenda Castello de Lenda (oficina de vídeo) 2014 – 11 min. Dir. Anna Júlia S. Oliveira, Daniel Oblitas Baca, Jean Carlos Pereira da Costa e Juliana Muylaert Mager O filme parte do arrasamento do Morro do Castelo ocorrido ao longo do século XX, no Rio de Janeiro, e das lendas associadas ao morro que povoaram o imaginário carioca para investigar os impactos desse processo de remodelação urbana na vida da cidade.

A alegria presta, a tristeza não presta... (oficina de vídeo) 2014 – 11 min. Dir. Flávio Rogério Rocha, João Gabriel Rabello Silva e Sylvia Amanda da Silva Um casal por cartas tenta vencer desencontros. Juras de amor, impossibilidades, distância... Entre liberdades possíveis e, em tempos difíceis, o medo das ilusões.

17:30h – CONFERÊNCIA DO ESCRITOR LUIZ RUFFATO

+ Veja o circuito completo da cidade

MINIAUDITÓRIO

13h – MACHADO DE ASSIS Missa do Galo 1981 – Brasil – Cor– 24 min. – Livre Dir. Nelson Pereira dos Santos Passado numa noite de Natal no Rio de Janeiro, no final do século XIX, narra o surgimento de uma platônica e não consumada relação entre uma tia e seu sobrinho.

MÁRIO DE ANDRADE Lição de amor 1978 – Brasil – Cor – 85 min. – 16 anos Dir. Eduardo Escorel Adaptação do romance “Amar, verbo intransitivo”. O trabalho de Fraulein é ensinar os meninos e meninas das boas famílias paulistanas a falar alemão e tocar piano. E aos meninos, exclusivamente, a amar, de forma a mantê-los longe dos prostíbulos, para que possam se casar bem e serem felizes. A tragédia é a impossibilidade da felicidade da própria Fraulein.

15h – CLARICE LISPECTOR Macabeia 2000 – Brasil – Cor – 19 min. – 16 anos Dir. Erly Vieira Filho, Lizandro Jorge e Virginia Jorge Jovem e suburbana, Marluce recebe de uma amiga uma fitinha do Senhor do Bonfim. Ela amarra a fitinha no pulso e faz três pedidos, a serem realizados quando a mesma arrebentar. Suas perspectivas são poucas e ela entra no dilema entre acelerar ou não a ruptura da fitinha, na esperança de seus desejos se realizarem o mais rápido possível.

EDMUNDO DESNOES Memórias do subdesenvolvimento 1968 - Cuba – P&B – 97 min. - Livre Dir.: Tomás Gutierrez Alea Retrato lúcido e poético de Cuba no começo dos anos 60, considerado um clássico do cinema latino-americano. Um olhar ao mesmo tempo carinhoso e crítico sobre os rumos da revolução de Fidel Castro, narrado pelos olhos de Sérgio, um homem que aos 38 anos se vê subitamente sozinho em Havana, depois que sua mulher e seus pais resolvem migrar para os Estados Unidos.

17h – CLARICE LISPECTOR O ovo 2003 – Brasil – P&B – 11 min. – Livre Dir. Nicole Algranti O que veio primeiro: o ovo ou a galinha? Clarice Lispector responde essa shakespeareana pergunta que a humanidade se faz desde que aprendeu a pensar.

CAIO FERNANDO ABREU Morangos mofados 1988 – Brasil – Cor – 10 min. – 14 anos Dir. Rubem Corveto Baseado no conto “Pela passagem de uma grande dor”, do livro “Morangos Mofados”, de Caio de Fernando Abreu.

MARCO DENEVI Rosaura a las diez 1958 - Argentina – P&B - 100 min. - Livre Dir. Mario Soficci Camilo Canegato é um homem tímido e pouco atraente que mora numa pensão. Seu romance com uma misteriosa mulher chamada Rosaura desperta desconfianças, até que a jovem é assassinada na noite do casamento. Camilo é o principal suspeito. Um dos melhores filmes do cinema argentino de todos os tempos.

PÁTIO

20h – CAIO FERNANDO ABREU Dama da noite 1999 – Brasil – Cor – 15 min. – 14 anos Dir. Mário Diamante

Sexo, solidão, aids, discriminação. Grandes questões que na voz da Dama da Noite, uma personagem pansexual que mistura em doses desequilibradas consciência política com extravagância poética, adquirem ineditismo diante de uma plateia desvairada e sedenta por muita alegria e alguma ideologia.

Para sempre teu, Caio F. 2014 – Brasil – Cor – 90 min. – Livre Dir. Candé Salles Inspirado no livro de Paula Dip, esta é uma biografia polêmica: morto aos 47 anos, Caio Fernando Abreu foi vítima de HIV e marcado por laços afetivos tão intensos quanto obras emblemáticas, como “Morangos mofados”. Com a mistura de linguagens inerentes à obra de Caio F. – cinema, teatro, música e literatura –, a linha narrativa é conduzida através de depoimentos de amigos, editores e estudiosos que mantiveram relação com o autor.

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Invasion: texto de Jorge Luiz Borges (Foto: Reprodução)

SEXTA-FEIRA, DIA 28 DE NOVEMBRO

AUDITÓRIO PRINCIPAL

MOSTRA INFORMATIVA SESSÃO INFANTO-JUVENIL

9h – HELENA MORLEY Vida de menina 2003 – Brasil – Cor – 118 min. – Livre Dir. Helena Solberg Filme baseado no diário de Helena Morley, que viveu em Diamantina, Minas Gerais, após a abolição da escravatura. Helena é uma adolescente que conta o seu cotidiano num diário, que chamou a atenção de grandes escritores.

MOSTRA COMPETITIVA

12h

Eu sou muito bom... e muito ruim 2013 – Brasil – 13 min. – Cor – Documentário – Livre Dir. Vinicius Nascimento Em 1973, após ter sido preso e torturado pela ditadura militar, o artista plástico Aloysio Zaluar parte para um autoexílio em Pedra de Guaratiba, na zona oeste do Rio de Janeiro. Lá, ele faz duas descobertas que mudarão para sempre a sua vida.

Mulheres olímpicas 2012 – Brasil – Cor – 52 min. – Documentário – Livre Dir. Laís Bodansky Enquanto tantas brasileiras lutavam pelo direito ao voto, ao divórcio e à livre expressão, algumas brasileiras lutavam pelo direito de marcar presença em um dos maiores eventos do planeta: as Olimpíadas. Com participações dramáticas, isoladas e até solitárias, a mulher brasileira no esporte, assim como na sociedade, teve que conquistar na marra seus direitos.

Indio cidadão? 2014 – Brasil – Cor – 52 min. – Documentário – Livre Dir. Rodrigo Siqueira O filme resgata a campanha popular das Nações Indígenas na Constituinte (1987/88) e documenta as duas Mobilizações Nacionais Indígenas em Brasília, ocorridas em 2013, contra os ataques legislativos do Congresso Nacional aos Direitos Constitucionais dos Povos Originários. Vinte e cinco anos depois, alheia ao direito e à justiça, a Nação Kaiowá e Guarani traz à tona a narrativa testemunhal do genocídio indígena em marcha no estado de Mato Grosso do Sul.

A deusa branca 2013 – Brasil – Cor/P&B – 30 min. – Documentário – Livre Dir. Alfeu França Em 1958, o polêmico artista e arquiteto Flávio de Carvalho integra uma expedição à região amazônica. Seu plano era realizar um filme que uniria pesquisa etnográfica e drama ficcional, sobre uma menina branca que teria sido raptada por índios, mas dificuldades, romances e intrigas no interior da selva impediram que o longa- metragem fosse concluído. Valendo-se do precioso material filmado durante a expedição, “A Deusa Branca” resgata esse obscuro episódio da vida desse genial artista brasileiro.

Il treno va a Mosca 2013 – Itália – Cor – 70 min. – Documentário – 16 anos Dir. Federico Ferrone e Michele Manzolini O fim de um mundo através do olhar e dos filmes em 8 mm do barbeiro comunista italiano Sauro Ravaglia. Em 1957, Alfonsine é um dos tantos vilarejos da região comunista da Emilia-Romagna destruída pela guerra. Sauro e os seus amigos sonham com um mundo de paz, fraternidade, igualdade: sonham com a União Soviética. Seu sonho por fim tem a possibilidade de se tornar real: visitar Moscou durante o festival mundial da juventude socialista. Sauro e os seus companheiros se armam de câmaras para filmar a grande viagem.

Outro sertão 2013 – Brasil – Cor – 73 min. – Documentário – 12 anos Dir. Adriana Jacobsen e Soraia Vilela A experiência de João Guimarães Rosa, então vice-cônsul do Brasil em Hamburgo, na Alemanha nazista. Através de seus escritos, bem como de imagens de arquivo da época, documentos, testemunhos de pessoas que o conheceram e uma entrevista inédita com o próprio escritor, o documentário revela novos aspectos de sua biografia.

Desaparecidos (oficina de vídeo) 2014 – 11min. Dir. Ana Paula Arantes, Isa Ferreira Lima e Lúcia Albuquerque Documentário de ficção que busca refletir sobre o desaparecimento de pessoas no Brasil, sobretudo no Rio de Janeiro, num período que vai da ditadura militar aos dias de hoje. Uma análise das possíveis razões que levam pessoas a partirem sem deixarem rastros.

Brincante com fogo (oficina de vídeo) 2014 – 13 min. Dir. Carmen Luz, Daniel Oliveira Santos, Juliette Yu-Ming e Neurivan de B. Neves

A potência do corpo revelada em ousadia, alegria, paixão, violência, superação, arte. O que pode um corpo? Eis a pergunta que nos levou a este filme.

17:30h – MESA-REDONDA A literatura na obra de Nelson Pereira dos Santos Palestrantes: Nelson Pereira dos Santos / José Carlos Avellar / Sílvia Oroz Mediação: Aída Marques

Miniauditório

13h – MOACYR SCLIAR No amor 1982 – Brasil – P&B – 11 min. – Livre Dir. Nelson Nadotti Um grupo de artesãos vende carteiras, cintos, bolsas e sandálias na rua da Ladeira, mas a produção é desorganizada e rende pouco. Um jovem empresário resolve investir nos garotos, divide-os em grupos de trabalho e diminui as horas de lazer. Em troca, oferece-lhes um ótimo lugar para morar. A “empresa” passa a dar lucro, mas os que trabalham continuam ganhando pouco.

JUAN RULFO E CARLOS FUENTES Pedro Páramo 1966 – México – P&B – 105 min. – Livre Dir. Carlos Velo

Juan Preciado, após a morte da mãe, vai ao lugar de Comala para conhecer Pedro Páramo, seu pai. Ao longo do caminho e acercando-se de Comala, cruza com vários habitantes, todos de algum modo ligados a Pedro Páramo. Contradições e absurdos sucedem-se, e os limites entre real e sobrenatural, sono e vigília, passado e presente, vão ganhando relevo.

15h – BRUNO TRAVEN La rosa blanca 1961 – México – P&B – 105 min. – 14 anos. Dir.: Roberto Gavaldon Em Veracruz, em 1937, o espólio de Jacinto Yáñez está no meio de campos de empresas petrolíferas estrangeiras, que tentam por todos os meios livrar-se do legítimo proprietário.

17h – IVAN JUNQUEIRA Ivan Junqueira, apenas um poeta 2012 – Brasil – Cor– 39 min. – Livre Dir. André Andries O acadêmico, poeta, ensaísta, crítico e tradutor Ivan Junqueira relembra, segundo o diretor, entre outras situações, seu tempo de menino amedrontado pela Grande Guerra, os amigos da praia e livros, além da desistência do curso de Medicina. Em diálogos com os poetas Antonio Carlos Secchin, Ferreira Gullar e Alexei Bueno, Ivan Junqueira debate questões sobre o fazer poético e a gênese da poesia moderna.

GUIMARÃES ROSA A terceira margem do Rio 1993 – Brasil – Cor – 98 min. – 16 anos Dir. Nelson Pereira dos Santos Um homem de meia-idade deixa sua família e amigos para viver isolado em uma canoa no meio de um rio, na região central do Brasil, e jamais volta a pisar em terra firme. Seu único contato com as pessoas acontece através de seu filho Liojorge, que lhe deixa comida na margem do rio.

+ Mostra combina cinema e design

PÁTIO

20h - Homenagem a Nelson Pereira dos Santos Exibição do vídeo Nelson, mito e amigo (2014) – Produção do Arquivo Nacional

Cerimônia de premiação da Mostra Competitiva

21h - Esse viver ninguém me tira 2014 – Brasil – Cor – 80 min. – Livre Dir. Caco Ciocler Documentário que busca reconstruir o período vivido por D. Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa em Hamburgo, quando se apaixona por João Guimarães Rosa. Trabalhando como chefe do setor de passaportes do consulado brasileiro, ela decide ajudar judeus a emigrarem para o Brasil, contrariando o regime nazista e as circulares secretas emitidas pelo governo Getúlio Vargas. Única brasileira inscrita na Avenida dos Justos entre as Nações, em Jerusalém, D. Aracy morreu com 103 anos.

MESAS-REDONDAS

TERÇA, 25 DE NOVEMBRO, 17:30H

AUDITÓRIO PRINCIPAL

LITERATURA NO CINEMA

De acordo com José Carlos Avellar, cinema e literatura se complementam - o cinema aprendeu a contar histórias com a literatura, e esta possibilitou ao cinema alcançar o espaço que ele tem hoje.

Palestrantes:

Eduardo Morettin - Doutor em Ciências da Comunicação e professor de História do Audiovisual da Escola de Comunicações e Artes da USP

Vera Lúcia Follain de Figueiredo - Doutora em Letras e professora do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio

Denise Costa Lopes – Jornalista, doutoranda em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFRJ e professora do Curso de Cinema da PUC-Rio

Mediação:

Júlia Scamparini Ferreira – Doutora em Letras Neolatinas pela UFRJ e coordenadora do Laboratório de Imagem e Som da UFF

QUARTA, 26 DE NOVEMBRO, 17:30H

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COMO FAZER CINEMA COM LITERATURA

O problema da adaptação de textos literários é praticamente tão antigo quanto o cinema. Transpor uma história para a tela implica dilemas diversos que passam pela fidelidade ao texto, o estilo pessoal de cada autor e a passagem para o campo audiovisual. Quando se leva uma obra literária ao cinema está se fazendo menos uma adaptação do que uma verdadeira transposição de um meio a outro, segundo Luiz Zanin.

Palestrantes:

Manfredo Caldas – Cineasta

Angélica Coutinho - Doutora em Letras pela PUC-Rio e especialista em Regulamentação Cinematográfica e Audiovisual na Agência Nacional do Cinema

Mediação:

Aline da Silva Novaes - Doutora em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio e professora licenciada das universidades Cândido Mendes e Estácio de Sá

SEXTA, 28 DE NOVEMBRO, 17:30H

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A LITERATURA NA OBRA DE NELSON PEREIRA DOS SANTOS

A transposição da obra literária para a linguagem do cinema foi bem-sucedida nos filmes de Nelson Pereira dos Santos, que captou na fotografia, montagem e som o espírito e as características mais marcantes dos autores com os quais trabalhou.

Palestrantes:

Nelson Pereira dos Santos – Cineasta

José Carlos Avellar – Jornalista, crítico de cinema e coordenador de cinema do Instituto Moreira Salles

Silvia Oroz – Cineasta, doutora em Notório Saber pelo Centro Cordinador y Difusor de Estudios Latinoamericanos

Mediação:

Aída Marques - Doutora em Artes pela USP e professora do Departamento de Cinema e Vídeo da UFF

QUINTA, 27 DE NOVEMBRO, 17:30H

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CONFERÊNCIA

LUIZ RUFFATO

Mineiro de Cataguases, Luiz Ruffato é um dos mais importantes escritores brasileiros da atualidade. Seus primeiros livros publicados são de contos, “Histórias de remorsos e rancores” (1998) e “Os sobreviventes” (2000). Lançou em 2001 o romance “Eles eram muitos cavalos”, que obteve grande repercussão e foi premiado pela APCA - Associação Paulista de Críticos de Arte – e pela Fundação Biblioteca Nacional, com o prêmio Machado de Assis. A obra foi editada na França, Itália, Argentina e Portugal.

Iniciou em 2005 a série “Inferno provisório”, com cinco volumes: “Mamma, son tanto felice”, “O mundo inimigo”, publicada no mesmo ano, “Vista parcial da noite” (2006), “O livro das impossibilidades” (2008) e “Domingos sem Deus” (2011). A ideia do projeto era narrar a história da classe operária brasileira dos anos 1950 até o começo do século XXI. Para dar continuidade a esse projeto, Ruffato se inspirou em suas próprias origens, mantendo assim um tom de denúncia social ao retratar em seus textos as mazelas e as opressivas condições de vida dos trabalhadores da classe proletária.

Ruffato já trabalhou como auxiliar de pipoqueiro, caixeiro, balconista de armarinho, operário têxtil, torneiro-mecânico, professor, gerente de lanchonete e vendedor de livros ambulante. Formou-se em Comunicação pela Universidade Federal de Juiz de Fora e atuou como jornalista até 2003, quando passou a se dedicar exclusivamente à literatura.

Publicou também livros de poesia, “As máscaras singulares” (2002) e “Paráguas verdes” (2011), e organizou antologias de contos no Brasil e no exterior.

Em 2013, seu discurso na abertura da Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, causou polêmica e arrancou muitos aplausos ao denunciar as desigualdades sociais brasileiras.

Fonte: VEJA RIO