cheiro de pipoca no ar

Confira os 32 filmes em cartaz

Os longas Os Vingadores 2 e Velozes e Furiosos 7 são uma boa pedida para quem gosta de ação

Por: Redação Veja Rio - Atualizado em

em um fim de semana em paris
(Foto: Divulgação)

De títulos que concorreram ao Oscar de Melhor Filme a animações infantis, passando pelos documentários. A variedade das obras em cartaz chama diferentes públicos para as salas de cinema. Entre os nacionais, o destaque vai para Cada um em Sua Casa e Não Olhe Para Trás. Outros filmes que merecem a atenção do espectador são Um Fim de Semana em Paris, As Maravilhas, Sniper Americano, Kingsman e Casa Grande. 

  • Parece ironia que este drama alemão chegue aos cinemas na semana da Páscoa. Criticando explicitamente o fanatismo religioso, a produção faz uma contundente provocação entre a via-sacra (trajeto de Jesus carregando a cruz) e o destino de Maria (Lea van Acken). A adolescente de 14 anos vive sob o severo regime de sua família católica e, fervorosa beata, quer virar santa. Contudo, ela conhece um garoto da mesma idade e, a partir daí, parece enxergar um novo caminho. Sabe-se de antemão o desfecho. Até lá, contudo, o espectador se depara com um mundo sombrio regido por condutas fundamentalistas. É ficção, mas não deixa de, à sua maneira, refletir os dias de hoje. Estreou em 2/4/2015.
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  • O artista plástico aposentado Ben (John Lithgow) e o professor de música George (Alfred Molina) são companheiros há 39 anos. Pouco tempo depois de se casarem, precisam vender o apartamento do Greenwich Village, em Nova York, por um triste motivo: George perdeu o emprego em um colégio católico após sua união vir à tona. Sem muita grana e desnorteado, o casal toma rumos distintos. Enquanto Ben se instala na casa da família de um sobrinho, George se muda para o apartamento de dois policiais gays. O recomeço para ambos será penoso, e O Amor É Estranho trata com delicadeza vários temas de uma só tacada. Envelhecimento, casamento homossexual e solidão na terceira idade são, contudo, abordados superficialmente. O desfecho acena para a emoção, trazendo uma conclusão realista, porém amarga e infeliz. Estreou em 12/3/2015.
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  • A DreamWorks vem conseguindo superar em qualidade as animações da Disney/Pixar. Embora Operação Big Hero (do estúdio do Mickey) tenha tirado o Oscar da concorrente (que competia com Como Treinar o Seu Dragão 2), neste ano a DreamWorks já brindou as plateias com o divertido Os Pinguins de Madagascar e, agora, acerta de novo. Ritmo acelerado, piadas bem sacadas, efeito fofura na medida certa e um protagonista carismático são os trunfos de Cada um na Sua Casa, livre adaptação do livro infantojuvenil homônimo, escrito pelo desenhista Adam Rex e lançado no Brasil pela Editora Gutenberg. Praticamente, apenas dois personagens são o centro da trama, mas isso não é sinônimo de tédio para a criançada. O início se dá no planeta dos Boovs, seres baixinhos de seis pernas e cor lilás que vão invadir a Terra. Oh, o personagem principal, destaca-se por ser o narrador e não se encaixar nos padrões de seus semelhantes. Ele é tagarela, inconveniente, destrambelhado e, por todos os seus defeitos, revela-se um Boov diferente, simpático e mais dócil. Quando os alienígenas chegam aqui, todos os terráqueos são removidos para uma parte inóspita do planeta. Oh instalou-se em Nova York e, atrapalhado, enviou uma mensagem para os Gorgs, inimigos número 1 de sua raça. Na missão de corrigir o erro, o pequeno extraterrestre encontra Tip, uma garota em busca de sua mãe, abduzida pelos Boovs. Começa aí uma amizade à força. Estreou em 9/4/2015.
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  • Do Festival de Paulínia do ano passado, Casa Grande saiu com os prêmios do júri, ator coadjuvante (Marcello Novaes), atriz coadjuvante (Clarissa Pinheiro) e roteiro. É uma estreia na ficção de muita qualidade do também roteirista Fellipe Barbosa. A bela mansão do título, localizada no Itanhangá, bairro vizinho à Barra da Tijuca, pertence a Hugo (Novaes), um executivo do ramo financeiro desempregado. Vivendo de empréstimos dos amigos, ele se esforça para manter o padrão e a postura de patrão dos tempos de vacas gordas. O protagonista, porém, é seu filho, Jean (Thales Cavalcanti), um adolescente que procura entender a transformação do mundo à sua volta. Ele recorre ao colo da empregada (Clarissa) para desabafar e tenta conquistar uma garota a fim de diferenciar sexo de amor. O Rio de Janeiro dos ricos falidos e da classe média fica registrado numa história de situações triviais que ganha força nos embates familiares e sociais diários. Longe das favelas, lugar-comum no cinema nacional, e mais próximo do cotidiano carioca das telenovelas da Rede Globo, Barbosa traz à tona conflitos comuns e, por isso, de fácil assimilação. Estreou em 16/4/2015.
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  • Documentário

    Cássia Eller
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    Loki — Arnaldo Baptista (2008) foi o primeiro acerto do diretor Paulo Henrique Fontenelle. O segundo ocorre com um novo documentário, Cássia Eller, tributo afetuoso a uma das mais eletrizantes cantoras brasileiras, que morreu, precocemente, em dezembro de 2001, aos 39 anos. O realizador foi atrás de imagens caseiras, feitas em família ou das turnês, e também dos registros nos programas de TV. À tona, vêm as várias faces de Cássia: a mulher tímida diante das câmeras, a intérprete de voz potente e atitudes provocativas no palco, a mãe biológica e dedicada de Chicão, a esposa não muito fiel de Maria Eugênia, sua companheira até a morte. Há também o passo a passo da carreira — dos primórdios num espetáculo de Oswaldo Montenegro ao derradeiro (e espetacular) Acústico MTV, em que mesclou de Edith Piaf (Non, Je Ne Regrette Rien) a Cazuza (Malandragem) e Riachão (Vá Morar com o Diabo). No mais emocionante dos depoimentos, Nando Reis relembra a parceria em hits como O Segundo Sol. Drogas, sexo e rock and roll permeiam a biografia, mas sem muitas polêmicas, justamente para cair no agrado dos fãs. Fontenelle, no entanto, comete um excesso e um deslize: alonga o filme com cenas dispensáveis e, sem nenhuma canção na íntegra, perde a oportunidade de deixar Cássia apenas cantando. Estreou em 29/1/2015.
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  • alvez o maior erro das adaptações dos contos infantis com atores seja “trair” as histórias originais, a exemplo de Malévola e Espelho, Espelho Meu. Cinderela segue à risca o desenho animado da Disney e, por isso, não tem como desagradar. No papel-título, a graciosa Lily James (do seriado Downton Abbey) interpreta Ella, que, após a morte do pai, é obrigada a morar com a segunda esposa dele. A madrasta (papel de Cate Blanchett) mostra-se amigável a princípio, mas, aos poucos, comporta-se como uma víbora, transformando a enteada em sua serviçal. As filhas da megera (Holliday Grainger e Sophie McShera) são igualmente venenosas. O destino da moça, contudo, tende a mudar quando o príncipe (Richard Madden) convoca as mulheres do reino para um baile. O filme tem encanto e magia em porções ideais para fazer brilhar os olhos da criançada. Contribui para o esplêndido visual um time de profissionais de primeira linha, encabeçado pelo diretor de arte italiano Dante Ferretti e pela figurinista inglesa Sandy Powell, a dupla por trás de A Invenção de Hugo Cabret. Estreou em 26/3/2015.
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  • Héctor (Lucio Giménez Cacho) tem 15 anos e, no fim da temporada de verão, vai passar uns dias num hotel do litoral, praticamente às moscas. A companhia de sua mãe, Paloma (María Renée Prudencio), parece ser ideal. Em sintonia, eles matam o tempo esticando-se ao sol e jogando cartas. A entrada da garota Jazmín (Danae Reynaud) na trama de Club Sandwich traz certa desarmonia à relação. Embora com uma premissa atraente sobre a intensidade do amor materno na adolescência, a comédia dramática mexicana fica na superfície da abordagem e, com uma narrativa contemplativa, despreza as palavras mais duras em nome de silêncios descartáveis. Estreou em 9/4/2015.
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  • Inspirado em fatos reais, ocorridos em Teerã em 2009, o drama segue a trajetória do bailarino iraniano Afshin Ghaffarian (Reece Ritchie), que desafiou as convenções em seu país ao formar uma companhia de dança clandestina. Estreia prometida para 16/4/2015.
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  • Ainda é possível lançar um olhar sobre a II Guerra Mundial com originalidade? A resposta encontra-se em O Diário da Esperança, indicado pela Hungria para concorrer ao Oscar no ano passado. Na trama, conduzida com segurança e surpresas por Janos Szász, gêmeos de 12 anos (papéis de András e László Gyémánt) são enviados pelos pais para viver com a avó materna (Piroska Molnár). Lá, a dupla vai comer o pão que o diabo amassou. Amarga, ressentida e sem um pingo de afeto, a velha mora reclusa numa casa decrépita na área rural de um vilarejo e, não à toa, é conhecida como “a bruxa”. Inocentes, os meninos encontram uma nova realidade, que inclui trabalhos forçados, comida da pior espécie e vizinhos aproveitadores, além de bombardeios e mortes. A transformação dos garotos lembra a do personagem de Christian Bale em Império do Sol (1987). Antes frágeis e amorosos, eles ganham coragem no cotidiano violento. O diretor assume um tom frio e áspero para focar um trágico período da história sob a ótica dos pequenos sobreviventes. Estreou em 16/4/2015.
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  • O drama é ambientado numa cidade litorânea da República Dominicana. Lá, a francesa Anne (Geraldine Chaplin) tem um caso de três anos com Noeli (Yanet Mojica), uma jovem que, em conluio com o namorado, explora estrangeiros de ambos os sexos. Estreia prometida para 23/4/2015.
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  • Comédia dramática

    Entre Abelhas
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    Esqueça o Fábio Porchat dos esquetes do Porta dos Fundos, de comédias como Meu Passado Me Condena e do programa de TV Tudo pela Audiência. O humor de Entre Abelhas passa de raspão pelos clichês e pela baixaria para investir num drama psicológico. O início dá sinal de ser igual a tantos outros filmes. Bruno (Porchat) separou-se da mulher (Giovanna Lancellotti) e, com amigos, comemora numa boate de garotas de programa. Com o passar dos dias, a suposta alegria da solteirice vira um pesadelo. De volta à casa da mãe (Irene Ravache), ele sente a solidão bater à porta. O melhor amigo (Marcos Veras) só olha para o próprio umbigo, e Bruno perdeu a vontade de se divertir. O pior está adiante. Numa noite, o protagonista não enxerga um motorista de táxi e, a partir daí, as pessoas, até as mais próximas, começam a sumir. Não se trata de um problema de visão, e sim de fundo traumático, alerta seu psiquiatra (Marcelo Valle). Sim, há motivos para o riso rolar solto, sobretudo nas hilárias aparições do personagem de Luis Lobianco. Ao se aproximar da conclusão, o espectador vai se surpreender. Sem resposta pronta, os roteiristas Porchat e Ian SBF bancam uma história sobre depressão com um desfecho sem concessão e sem se importar em contentar as plateias. Estreou em 30/4/2015.
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  • Os Bélier moram na área rural de uma pequena cidade da França e, fazendeiros, vendem queijos na feirinha do centro. Como a mãe (Karin Viard), o pai (François Damiens) e o irmão (Luca Gelberg) da adolescente Paula (Louane Emera) são surdos-mudos, ela fica responsável pela comunicação com os clientes. A garota também carrega o peso de falar, literalmente, em nome da família. Vivendo as mudanças hormonais típicas da idade, Paula tem um temperamento instável. Nas aulas de canto, porém, seu talento é descoberto pelo professor (Eric Elmosnino), que a incentiva a participar de um concurso em Paris. O que o destino reserva para uma moça cheia de sonhos, mas presa aos vínculos familiares? Um conflito dramático ganha tratamento bem-humorado, culminando numa sequência musical capaz de aflorar emoção. Em sua estreia no cinema, Louane Emera, descoberta aos 16 anos no programa The Voice, consegue arrebatar soltando a voz em Je Vole (Eu Voo). Estreia prometida para 25/12/2014.
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  • Comédia dramática

    Um Fim de Semana em Paris
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    A cena de Bande à Part (1964), de Jean-Luc Godard, não está presente à toa nesta comédia dramática. Além da homenagem explícita ao expoente da nouvelle vague, o filme esbanja influências do movimento que revitalizou o cinema francês na década de 60. Ambientada nos dias de hoje, a trama apresenta o casal Nick e Meg, interpretados por Jim Broadbent e Lindsay Duncan. Para comemorar o aniversário de trinta anos de casamento, estes ingleses desembarcam na capital francesa a fim de resgatar as paixões do passado. Só que nada sai como planejado. O hotel de antes virou uma espelunca e, professores de classe média, eles decidem se instalar num cinco-estrelas e viver como reis por dois dias. O humor domina o enredo em vários momentos, mas, após um encontro com um antigo amigo de Nick (papel de Jeff Goldblum), o roteiro faz um rápido desvio para o drama. Em diálogos calibrados de Hanif Kureishi (o mesmo de Minha Adorável Lavanderia e Intimidade), o filme combina a melancolia da terceira idade com a travessura da juventude. Direção: Roger Michell (Le Week-End, Inglaterra/França, 2013, 93min). 14 anos. Estreou em 2/4/2015.
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  • Candidato da Suécia para concorrer a uma vaga no Oscar de melhor filme estrangeiro, Força Maior nem sequer esteve entre os cinco finalistas. Mas tinha qualidades até para levar o prêmio. De um acontecimento inesperado, o diretor e roteirista Ruben Östlund extrai uma reflexão profunda sobre relacionamentos, intimidades entre pares e o papel do homem e da mulher no núcleo familiar. A trama flagra o casal sueco Tomas (Johannes Bah Kuhnke) e Ebba (Lisa Loven Kongsli) chegando a uma estação de esqui nos Alpes franceses, acompanhado dos filhos. A ideia é aproveitar a estada para relaxar, mas, durante um almoço, algo tira a família dos eixos. Uma avalanche, vinda em direção ao hotel, faz com que o marido se separe da mulher. A partir daí, os questionamentos vêm à tona em discussões oportunas, incômodas e necessárias. Estreou 5/3/2015.
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  • O Golpista do Ano (2009), estrelado por Jim Carrey, e Amor a Toda Prova (2011), com Steve Carell e Ryan Gosling, foram os dois primeiros longas-metragens da dupla de diretores e roteiristas Glenn Ficarra e John Requa. No terceiro trabalho, a aventura Golpe Duplo, eles não conseguem ter o mesmo bom resultado de antes. O roteiro possui uma divisão (não só por causa da passagem do tempo), que prejudica a fluência da narrativa. A segunda metade perde o brilho e a graça da primeira (e empolgante) trama. Os protagonistas são os mesmos, mas é como se o espectador comprasse ingresso para ver um filme e assistisse a dois. Nicky (Will Smith) participa de um grupo de golpistas profissionais com um esquema muito bem armado. Pelas ruas, homens e mulheres batem carteiras e furtam artigos valiosos. Tudo vai parar num depósito onde o fruto dos roubos é vendido pela internet. Ao notar que a belezura Jess (Margot Robbie) é uma sedutora mão-leve, Ricky a introduz na quadrilha e na arte do crime. Corte rápido para três anos depois. Nicky abandonou a turma e está em Buenos Aires na intenção de espionar uma escuderia a mando de Garriga (Rodrigo Santoro), um magnata da Fórmula 1. Detalhe: Jess também se encontra por lá e, bingo!, namora o poderoso empresário. Haverá novos golpes, contratempos e reviravoltas. Mas muito aquém dos sessenta minutos iniciais. Estreou em 12/3/2015.
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  • Ficção científica

    Insurgente
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    Sagas com três ou quatro filmes, a exemplo de O Senhor dos Anéis e Crepúsculo, em geral, têm o meio mais fraco do que as pontas. Não à toa, Insurgente, sequência de Divergente e precedente do desfecho Convergente (que terá duas partes, em 2016 e 2017), também padece da síndrome do miolo mole. Na trama, Tris (Shailene Woodley), Quatro (Theo James) e Peter (Miles Teller) escaparam da facção Audácia e encontram abrigo junto dos pacifistas da Amizade. Igualmente fugitivo, Caleb (Ansel Elgort), irmão de Tris e integrante da Erudição, reencontrou-a após a morte da mãe (Ashley Judd). Ao serem descobertos, fogem de lá e, num trem, conhecem alguns rejeitados da sem-facção cuja líder é Evelyn (Naomi Watts). Em mais de uma hora, há poucas surpresas, a correria de praxe e efeitos visuais comedidos em meio a uma narrativa sem ritmo nem empolgação. A partir do momento em que Tris se entrega à vilã Jeanine (Kate Winslet), a ficção científica ganha agilidade e suspense, além de se encaminhar para um desenlace-surpresa. Estreou em 19/3/2015.
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  • Ainda é possível fazer um filme sobre espiões depois de tantas aventuras com James Bond mais as paródias do gênero? Sim, e o resultado de Kingsman — Serviço Secreto mostra que há vida inteligente no planeta 007. No entanto, para embarcar na façanha do diretor e roteirista Matthew Vaughn será preciso encarar a trama como uma fantasia violenta, sem limite de imaginação e politicamente incorreta — e isso só conta pontos a seu favor. A história gira em torno de uma liga secreta inglesa chamada Kingsman, na qual homens e mulheres são treinados para matar ou morrer em nome da pátria. Quando um dos integrantes é assassinado, o grupo se reúne para encontrar um substituto. Harry Hart (Colin Firth) indica o jovem Eggsy (Taron Egerton), o desajustado filho de um colega morto numa missão na década de 90. Ao mesmo tempo, um vilão de língua presa (interpretado com galhofa por Samuel L. Jackson) pretende dar um “jeitinho” na humanidade usando o celular num plano maquiavélico. Vaughn, produtor dos primeiros longas-metragens de Guy Ritchie (Snatch) e realizador de Kick-Ass e X-Men: Primeira Classe, não brinca em serviço. Além das referências ao cinema do “mentor” Ritchie, traz a efervescência da filmografia de Quentin Tarantino e o humor sem noção do seriado Agente 86. A combinação dá certo, sobretudo pela maneira livre, leve e solta com que os protagonistas, Firth e Egerton, dividem a ação e se empenham em divertir a plateia. Estreou em 5/3/2015.
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  • Em seu segundo longa-metragem de ficção (e o primeiro lançado por aqui), a diretora Alice Rohrwacher, irmã da atriz Alba Rohrwacher (de A Bela que Dorme), mostra um invejável domínio dramatúrgico em roteiro de sua autoria. O drama As Maravilhas, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2014, remonta ao neorrealismo italiano ao enfocar uma família de humildes apicultores na região da Toscana. Casado com Angelica (Alba), o estrangeiro Wolfgang (Sam Louwyck) é pai de quatro garotas. A adolescente Gelsomina (Maria Alexandra Lungu), a primogênita, encarrega-se dos trabalhos mais pesados, além de ser a cabeça do clã e responsável pelas irmãs. Eles vivem em dificuldades financeiras vendendo mel em feiras e ganham a oportunidade de faturar uma grana extra hospedando um garoto delinquente em recuperação. Além disso, a sorte pode estar ao lado deles quando os produtores de um programa de TV, apresentado por Milly Catena (Monica Bellucci), chegam à cidade para escolher os nativos que melhor representam as origens e tradições do campo. Em registro naturalista, a realizadora monta um painel vivo de uma Itália afogada em sonhos e ideologias (personificada pelo pai) e, na figura de Gelsomina, à procura de saídas para emergir do buraco econômico. Estreou em 16/4/2015.
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  • Comédia dramática

    Não Olhe para Trás
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    Danny Collins é um astro de rock das antigas. Estourou nos anos 70 com baladas de refrão grudento, passou décadas sem compor canções e continua lotando estádios. Fora do palco, divide uma mansão com uma garota, abusa das drogas e adora carrões. Quem dá vida ao protagonista de Não Olhe para Trás é Al Pacino, num de seus melhores papéis dos últimos tempos. Inspirado em fragmentos da vida do cantor inglês de folk Steve Tilston, hoje com 65 anos, o filme mostra como a rotina de Collins vira do avesso quando ele recebe de seu agente, Frank (Christopher Plummer), uma carta assinada por John Lennon na qual o ex-beatle o aconselha sobre a carreira. Collins toma uma atitude drástica: abandona a turnê, aluga um aposento longe de casa e sai em busca de familiares. Aqui, a fita embala numa jornada comovente de reconquistas. O cantor ganha a companhia de Mary (Annette Bening), a gerente do hotel que resiste às investidas do galã, e do filho (Bobby Cannavale), casado com Samantha (Jennifer Garner) e pai da agitada Hope. Drama e humor na dose correta dão ritmo ao longa. O que sobressai, no entanto, é a química irresistível entre Pacino e Annette. Estreou em 16/4/2015.
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  • Quem viu O Filho da Noiva (2001) e Longe Dela (2006) enfrentou dramas pesados sobre personagens com a doença de Alzheimer. Perto das histórias desses longas-metragens, Para Sempre Alice vai parecer fichinha. A atuação de Julianne Moore, recompensada com o Oscar de melhor atriz, é qualidade à parte. Ela interpreta a professora de linguística Alice Howland, casada e mãe de três filhos. Aos 50 anos, sua vida muda radicalmente após ser diagnosticada com uma rara doença cerebral degenerativa. O roteiro, elaborado em elipses, capta momentos ao longo do tempo da protagonista — do primeiro sintoma na  caminhada diária aos cuidados recebidos da caçula (Kristen Stewart), quando Alice já apresenta graves lapsos de memória. Brando na apresentação do caso, o filme também não se aprofunda no relacionamento da personagem com a família. É como se o longa-metragem fosse feito exclusivamente para Julianne e também Kristen brilharem. Estreou em 12/3/2015.
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  • Inspirado no livro homônimo de Paula Dip, o filme é um documentário biográfico sobre o escritor Caio Fernando Abreu (1948-1996), com depoimentos de amigos, editores e estudiosos que mantiveram alguma relação com o autor de Morangos Mofados. Estreou em 16/4/2015.
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  • Abandonada pela mãe, Kat (Shailene Woodley) passa a morar apenas com o pai e, aos poucos, descobre que há algo estranho no relacionamento do casal. O drama traz Shailene, de Divergente e A Culpa É das Estrelas, num papel atípico em sua carreira. Estreia prometida para 23/4/2015.
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  • Assim como o Gato de Botas de Shrek e os Minions, de Meu Malvado Favorito, os pinguins da animação Madagascar ganharam o próprio desenho. As aves marinhas surgiram como coadjuvantes no primeiro longa-metragem, de 2005, foram conquistando espaço maior nas duas continuações e têm até uma série de TV. A volta ao cinema se dá em grande estilo, com um roteiro repleto de tiradas muito divertidas e ação incessante, na medida para agradar a crianças e adultos. A trama volta rapidamente no tempo para mostrar como os adolescentes Capitão, Kowalski e Rico acolheram o bebê órfão Recruta desde que ele saiu do ovo. Na sequência, já adulto, o quarteto embarca para Veneza a fim de eliminar o maligno Octavius Brine. Por trás da aparência humana, esse geneticista é o polvo Dave, e suas péssimas intenções têm ligação com o passado dos protagonistas. Para ajudar os pinguins a derrotar o vilão, obcecado em acabar com o mundo, entram em cena quatro integrantes da organização secreta Vento Forte, especializada na proteção aos animais. Destaque entre os personagens, Capitão responde pelos melhores momentos de humor devido à sua suposta inteligência. Estreou em 15/1/2015.
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  • Documentário

    O Sal da Terra
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    Indicado ao Oscar 2015 de melhor documentário, O Sal da Terra segue a linha cronológica para apresentar o fabuloso trabalho do mineiro Sebastião Salgado, radicado em Paris. É o diretor Wim Wenders quem narra a trajetória do economista que se exilou na capital francesa em 1973 e, lá, deu início a uma nova profissão. Das emblemáticas fotos de Serra Pelada, passando pelos refugiados africanos, Salgado relembra os momentos enfrentados em suas aventuras pelo mundo. Voltado à recuperação da Mata Atlântica, também se dedica ao Instituto Terra, organização sem fins lucrativos criada por ele e por sua esposa em 1998. Bem resolvido para mostrar a carreira do biografado, o filme, no entanto, passa de raspão por questões afetivas e pessoais. Estreou em 26/3/2015.
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  • Embora seja um estrondoso sucesso nas bilheterias dos Estados Unidos, Sniper Americano vem dividindo opiniões. Alguns saíram em defesa e outros atacaram a visão heroica que o diretor Clint Eastwood dá a um atirador de elite, responsável por matar 160 pessoas (confirmadas) em nome da defesa de militares americanos e civis iraquianos. Nem tanto ao céu, nem tanto à terra. Eastwood, um veterano à frente e atrás das câmeras, de 84 anos, faz um registro seco para enfocar as feridas de uma guerra no cotidiano de Chris Kyle (papel de Bradley Cooper). Deixa para os créditos finais o sentimentalismo genuíno acompanhando as imagens reais do biografado. A primeira cena tem um grande impacto. No teto de uma casa em Fallujah, no Iraque, Kyle precisa tomar uma decisão em segundos: acerta ou não um tiro num garoto que muito provavelmente carrega um explosivo nas mãos a fim de atingir um tanque americano? O desfecho da sequência será retomado mais adiante. Partindo da infância do protagonista, a história concentra-se em sua fase adulta, passando pelo casamento com Taya (Sienna Miller), os treinamentos militares e, sobretudo, as operações no Iraque, após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Eastwood afasta-se da “patriotada” e dos julgamentos morais para ir fundo nos dilemas íntimos de um homem a serviço de uma nação. Ignorado no Globo de Ouro, o longa-metragem surpreeendeu na corrida do Oscar e, neste domingo (22/2/2015), concorre a melhor filme, ator (Cooper), roteiro adaptado, montagem, mixagem de som e edição de som. Estreou em 19/2/2015.
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  • O filme traz o relato das transformações do processo socioeconômico brasileiro pontuado por interpretações de um grupo de economistas e historiadores que tem em comum o reconhecimento de que os avanços desde 1930 até os dias atuais não foram suficientes para eliminar algumas características do subdesenvolvimento brasileiro. Estreia prometida para 23/4/2015.
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  • Drama

    Timbuktu
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    Com uma pegada de denúncia, o diretor Abderrahmane Sissako, da Mauritânia, escancara os absurdos desmandos dos extremistas muçulmanos num pobre vilarejo do Mali chamado Timbuktu, nome deste drama vencedor de sete prêmios no César 2015 (o Oscar francês), incluindo o de melhor filme. O personagem central é Kidane (Ibrahim Ahmed), um tuaregue que vive com a mulher e a filha pequena numa tenda do deserto, a alguns quilômetros de Timbuktu. Quando um vizinho mata uma vaca de Kidane, este revida sem violência, mas a briga termina em morte. Mesmo sem ter culpa, o protagonista segue os desígnios de Alá e vai a julgamento. Em registro de flerte com o documentário, o longa-metragem abre espaço para a poesia, representada numa tocante sequência em que meninos jogam futebol sem bola porque o esporte também está fora da lei. Estreou em 22/1/2015.
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  • Inspirada no livro de Philip Roth, a comédia dramática segue a trajetória de Simon Axler (Al Pacino). Após surtar num espetáculo na Broadway, o ator vai parar numa clínica de reabilitação. Ao sair de lá, reencontra Pegeen (Greta Gerwig), a filha de um casal de amigos que, embora lésbica, sente-se atraída por ele. Estreia prometida para 2/4/2015.
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  • Aos marmanjos fissurados por fitas de ação, uma dica: lencinhos de papel (sim, acredite) são recomendados nas sessões de Velozes e Furiosos 7. Na parte final do longa-metragem, um tributo a Paul Walker deve sensibilizar até os fãs mais turrões. A “licença poética”, embalada em trilha chorosa, dura pouco. Antes disso, e felizmente, o ator é homenageado de uma maneira menos óbvia: este é o tipo de blockbuster vibrante, divertido e exagerado que apetecia ao astro californiano. Apesar das muitas turbulências no percurso (Walker morreu em novembro de 2013, aos 40 anos, quando as filmagens ainda estavam longe do fim), o esforço de recorrer a dublês e a efeitos digitais para concluir a “saga” compensou. A fórmula, aliás, não muda (nem precisaria mudar). Com uma pegada “quanto menos plausível, melhor” semelhante à do capítulo anterior, ela combina  cenas de perseguição inacreditáveis, paisagens de revistas turísticas (das praias da República Dominicana aos prédios espelhados de Abu Dhabi) e personagens sempre prontos para disparar frases de efeito engraçadinhas. Até o alvo da turma liderada por Dom Toretto (Vin Diesel) e Brian O’Conner (Walker) deixa sabor de reprise: o vingativo Deckard Shaw (papel de Jason Statham) é irmão de um vilão do sexto episódio. A trama? Serve apenas para costurar um e outro espetáculo de explosões e acrobacias, como de hábito. Firme no comando de uma máquina de saborosos absurdos, o diretor James Wan (das fitas de terror Jogos Mortais e Invocação do Mal) acerta ao pisar fundo no acelerador e, sem culpa, não se levar nem um pouco a sério. Estreou em 2/4/2015.
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  • O documentário A Viagem de Yoani registra a primeira visita da blogueira Yoani Sánchez ao Brasil. Em casa e sem ter acesso a internet, a cubana criou o blog chamado Geração Y, onde ela conta seu cotidiano em Cuba e faz críticas ao regime. O filme acompanha os principais eventos na vida dela nestes cinco anos até a reaproximação diplomática entre Cuba e EUA. Estreia prometida para 23/4/2015.
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  • A sequência da fita de ação Os Vingadores (2012) reúne mais uma vez a equipe de super-heróis da Marvel. Desta vez, Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Capitão América (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) terão de salvar o planeta da destruição enfrentando o vilão Ultron. Estreia prometida para 23/4/2015.
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Fonte: VEJA RIO