CINEMA

Roteiro de O Juiz sobrevive graças aos seus intérpretes

No drama de tribunal, Robert Duvall e Robert Downey Jr. vivem pai e filho 

Por: Miguel Barbieri Jr.

O-Juiz
Robert Downey Jr. e Robert Duvall: como filho e pai em drama de tribunal (Foto: Divulgação)

 Hank Palmer (Robert Downey Jr.) é um bem-sucedido advogado de Chicago que foi traído pela mulher. Seu instável momento emocional fica ainda mais abalado quando tem de retornar à pequena cidade onde nasceu, no Estado de Indiana, para o funeral de sua mãe. Lá, reencontra os dois irmãos (Vincent D’Onofrio e Jeremy Strong) e o pai (Robert Duvall), com quem nunca se deu bem. Assim começa a trama de O Juiz, drama de tribunal cuja força se concentra na atuação dos intérpretes. O desenrolar segue com parcial interesse. Duvall entra na pele do intrépido juiz Joseph Palmer, um exemplo de justiça para a comunidade local. Embora queira voltar para casa e retomar seu trabalho, Hank, o filho do meio, sente-se na obrigação de permanecer ao lado da família após seu pai ser acusado da morte por atropelamento de um antigo desafeto. O irredutível Joseph recusa o apoio jurídico, contrata um fraco profissional, mas muda de ideia ao perceber que Hank se mostra afiado na profissão. Se o roteiro ficasse restrito aos embates no tribunal e à reconciliação entre os protagonistas, estaria no prumo. Contudo, há dispensáveis apêndices no enredo, prolongando a história para mais de duas horas de duração. Direção: David Dobkin (The Judge, EUA, 141min). 12 anos. Estreou em 16/10/2014.

Fonte: VEJA RIO