A vez das animações

O Conto da Princesa Kaguya é um dos 38 filmes em cartaz

Além da animação japonesa, os companheiros de gênero Divertida Mente e Minions estão entre os destaques da semana

Por: Redação VEJA RIO - Atualizado em

o conto da princesa
(Foto: Divulgação)

Fique de olho na programação completa:

  • A fim de mudar de vida, o jovem traficante Alex (Pio Marmaï) decide sair da França e mudar para Israel. Na trama do drama, ele vai encontrar dificuldades nos negócios e ficar balançado por um novo amor. Estreia prometida para 23/7/2015.
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  • Documentário

    Campo de Jogo
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    Filmado em 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil, o documentário do filho de Glauber Rocha (1939-1981) registra uma partida de ato futebol entre dois times de favelas do Rio de Janeiro. O olhar do diretor foge, claro, do convencional, para honrar a origem paterna. Assim, o filme se arrasta mostrando lances em ângulos inusitados e faz uso de câmera lenta para parecer “artístico”. No fim das contas, é um trabalho pretensioso e de interesse muito, muito restrito. Estreou em 23/7/2015.
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  • A novela infantil, que foi ao ar pelo SBT entre maio de 2012 e julho de 2013, ganha seu primeiro longa-metragem, em pré-estreia e lançamento marcados para quinta (23/7). Deve fazer sucesso porque fã que é fã deve aprovar. Os personagens de Carrossel — O Filme são os mesmos, assim como os atores, mas a sala de aula foi trocada por um acampamento de férias. Para lá rumam a diretora Olívia (Noemi Gerbelli), a faxineira Graça (Márcia de Oliveira) e dezesseis alunos. O dono, Sr. Campos (Orival Pessini), e o assistente dele, Alan (Gabriel Calamari), o “colírio” das meninas, os recebem. Começa aí a aventura? Não! Pelo roteiro raquítico, cenas de pastelão são enxertadas numa história nada empolgante, cujos conflitos se resolvem de modo óbvio e rasteiro. Entre eles está o romance de David (Guilherme Seta) e Valéria (Maisa da Silva), ameaçado pela divisão do grupo para participar de gincanas. O maior problema, porém, leva o nome de Gonzáles (Paulo Miklos). Acompanhado de seu fiel escudeiro (Oscar Filho), esse sujeito asqueroso quer comprar o sítio e, sem sucesso, passa a sabotar a propriedade. O cinema nacional perde, outra vez, a oportunidade de entregar um produto criativo para crianças e pré-adolescentes. A fórmula deu certo na TV e segue aqui pelo mesmo caminho: o filme se vale de piadinhas manjadas, situações românticas extremamente ingênuas e, além de vilões estereotipados, as armadilhas para pegá-los lembram as peripécias de Macaulay Culkin em Esqueceram de Mim, uma fita com mais de duas décadas (!!). A trilha sonora e os números musicais garantem, ao menos, sopros de harmonia. Último alerta: Cirilo (papel de Jean Paulo Campos) e Maria Joaquina (Larissa Manoela), estrelas do folhetim da TV, têm aqui participação igual à dos outros colegas, fato que pode causar certa decepção nos pequenos. Estreia prometida para 23/7/2015.
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  • Banhos, de 1999, era um eficiente retrato da China, dividida entre gerações. Diretor daquele filme, Zhang Yang tenta algo semelhante em seu novo trabalho, O Ciclo da Vida. A história cobre a trajetória de idosos numa casa de repouso, mas concentra-se, sobretudo, no senhor Ge (Xu Huanshan), que perdeu a segunda esposa, foi despejado por seu enteado em troca de dinheiro e tem rusgas permanentes com o filho. Ele vai, então, à procura do velho amigo Zhou (Wu Tian- Ming). Lá, ambos ficam às voltas com as durezas da idade e, para descontrair, ensaiam uma divertida apresentação para um concurso de TV. Apesar de muitas vezes ser um registro duro e realista da velhice, o longa-metragem escorrega em concessões sentimentais. A melosa trilha sonora instrumental, por exemplo, pontua cada momento de emoção. Também são dispensáveis as forçosas sequências para arrancar lágrimas do espectador à custa de uma morte anunciada. Estreou em 16/7/2015.
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  • O vilarejo onde mora Nils Dickman (Stellan Skarsgard), na Noruega, é extremamente gelado no inverno. Não à toa, ele foi condecorado com a honraria do título do filme, O Cidadão do Ano, por dirigir um caminhão que retira toneladas de neve da estrada em direção a Oslo. Homem acima de qualquer suspeita, Dickman vai virar um Charles Bronson com desejo de matar após o assassinato de seu filho. O rapaz roubou drogas e foi morto por ordem de um poderoso traficante. Até chegar ao mandachuva, o protagonista vai, sedento por justiça, eliminando os subordinados do bandido. Por mais que a situação seja pesada e dramática, o diretor Hans Petter Moland leva a trama na base do humor... nórdico(!). Isso se traduz na quantidade de homicídios e na forma como eles são praticados, uma referência ao cinema de Quentin Tarantino. A ironia também se dá bem no roteiro elegendo como tipo exemplar um matador sanguinário. Estreou em 18/6/2015.
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  • Com mais de 6 milhões de espectadores, A Culpa É das Estrelas foi recordista de público no Brasil em 2014. Seu escritor, John Green, bancou o espertinho ao ser um dos produtores executivos de Cidades de Papel, longa-metragem também inspirado em livro de sua autoria. Embora se espere que a renda nas bilheterias seja gorda, a adaptação é uma furada. Tão bem explorado no filme anterior, o cotidiano dos adolescentes atinge aqui um grau insípido (e muitas vezes sonolento). Dá saudade, por exemplo, dos trabalhos assinados por John Hughes na década de 80, como Clube dos Cinco e Curtindo a Vida Adoidado. Em Cidades de Papel, o protagonista, Quentin (interpretado de forma insossa por Nat Wolff), é um jovem de 18 anos que, desde criança, tem uma queda por sua vizinha, Margo (Cara Delevingne). O tempo tratou de afastá-los. Enquanto ele se entregou à vidinha careta, ela mostrou ser uma garota disposta a conquistar a liberdade muito cedo. Os dois se reencontram quando ela pede a Quentin que a ajude a se vingar do namorado e da melhor amiga. No dia seguinte, Margo desaparece. A história se desenrola, até aqui, numa simpática mistura de ação, humor e romance platônico. Não demora para a trama ganhar características de um road movie e ser acrescida de dois personagens insuportáveis, Radar e Ben, amigos do protagonista e interpretados pelos péssimos atores Justice Smith e Austin Abrams. Os poucos conflitos evaporam e manjadas frases de efeito (tipo “precisei me perder para me encontrar”) dominam um curtíssimo repertório sobre o universo teen. Estreou em 9/7/2015.
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  • Héctor (Lucio Giménez Cacho) tem 15 anos e, no fim da temporada de verão, vai passar uns dias num hotel do litoral, praticamente às moscas. A companhia de sua mãe, Paloma (María Renée Prudencio), parece ser ideal. Em sintonia, eles matam o tempo esticando-se ao sol e jogando cartas. A entrada da garota Jazmín (Danae Reynaud) na trama de Club Sandwich traz certa desarmonia à relação. Embora com uma premissa atraente sobre a intensidade do amor materno na adolescência, a comédia dramática mexicana fica na superfície da abordagem e, com uma narrativa contemplativa, despreza as palavras mais duras em nome de silêncios descartáveis. Estreou em 9/4/2015.
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  • Finalista do Oscar 2015 de melhor animação, O Conto da Princesa Kaguya perdeu o prêmio para Operação Big Hero. Dá para compreender a decisão. Ao contrário do desenho animado vencedor, da Disney, com apelo muito mais popular, a pequena obra-prima japonesa segue a “antiga” técnica dos traços manuais e traz à tona uma fábula, por vezes complexa, do século X. Embora seja um (longo) filme para a admiração dos adultos, os mais crescidinhos podem se entreter com a magia da trama. Nela, um cortador de bambu encontra um minúsculo bebê dentro de um caule e o leva para casa. Como não têm filhos, ele e a esposa decidem criar a menina, cuja velocidade de crescimento se revela espantosa. O pai deseja o melhor para a filha e, ao receber uma fortuna, deixa o campo em direção à cidade, constrói um casarão e espera a visita de pretendentes para sua princesa Kaguya. Rebelde, a jovem despreza as tradições e quer ter opinião e escolhas próprias. Em cores esmaecidas e estilo impressionista, o desenho arrebata pelo esplêndido visual, um precioso trabalho do veterano cineasta Isao Takahata, de 79 anos, um dos fundadores do já lendário estúdio Ghibli. Estreou em 16/7/2015.
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  • Na nova animação da Pixar, Riley tem 11 anos e acabou de mudar-se com seus pais para São Francisco. Sua mente é controlada pelos personagens Alegria, Medo, Raiva, Nojinho e Tristeza, que tentam deixar a menina sempre em  alto astral. Infeliz na nova cidade, Riley vai ficar temperamental enquanto suas emoções tentam deixá-la mais controlada. Estreia prometida para 18/6/2015.
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  • Comédia dramática

    Enquanto Somos Jovens
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    Cornelia (Naomi Watts) e Josh Srebnick (Ben Stiller) são casados há anos. Incomodados com o envelhecimento, estão cansados da maneira conservadora como vivem. Jamie (Adam Driver) e Darby (Amanda Seyfried) se aproximam dos dois e Josh, encantado com o estilo de vida e o ânimo da dupla, sonha voltar a ser jovem. Estreia prometida para 4/6/2015.
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  • O novo filme da franquia de ficção científica volta às origens para mostrar os fatos ocorridos antes do episódio original. John Connor (Jason Clarke) envia Kyle Reese (Jai Courtney) ao passado para proteger Sarah Connor (Emilia Clarke) e, ao chegar em 1984, o futuro não é o que ele esperava. Arnold Schwarzenegger retoma o papel de protagonista. Estreia prometida para 2/7/2015.
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  • Os Bélier moram na área rural de uma pequena cidade da França e, fazendeiros, vendem queijos na feirinha do centro. Como a mãe (Karin Viard), o pai (François Damiens) e o irmão (Luca Gelberg) da adolescente Paula (Louane Emera) são surdos-mudos, ela fica responsável pela comunicação com os clientes. A garota também carrega o peso de falar, literalmente, em nome da família. Vivendo as mudanças hormonais típicas da idade, Paula tem um temperamento instável. Nas aulas de canto, porém, seu talento é descoberto pelo professor (Eric Elmosnino), que a incentiva a participar de um concurso em Paris. O que o destino reserva para uma moça cheia de sonhos, mas presa aos vínculos familiares? Um conflito dramático ganha tratamento bem-humorado, culminando numa sequência musical capaz de aflorar emoção. Em sua estreia no cinema, Louane Emera, descoberta aos 16 anos no programa The Voice, consegue arrebatar soltando a voz em Je Vole (Eu Voo). Estreia prometida para 25/12/2014.
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  • Drama

    O Gorila
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    Entre dois trabalhos comerciais (Billi Pig e Alemão), o brasiliense José Eduardo Belmonte dirigiu o drama autoral O Gorila. Inspirada em novela publicada no livro O Voo da Madrugada, de Sérgio Sant’Anna, a história passeia pelo suspense psicológico e é uma atraente surpresa da recente filmografia nacional. Impecável no papel, Otávio Müller interpreta Afrânio. Aposentado precocemente do trabalho de dublador por causa de um problema dentário, ele acredita ainda carregar uma maldição: o ator a quem emprestava sua voz morreu de câncer. Solitário em seu apartamento em São Paulo, Afrânio tem o pervertido hábito de passar trotes eróticos pelo telefone. Entre suas vítimas está uma vizinha (Alessandra Negrini), a quem importuna insistentemente. Como num pesadelo kafkiano, o protagonista embarca numa jornada para impedir o suicídio de uma mulher. Estreou em 25/6/2015.
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  • Primeiro longa da diretora Bárbara Tavares, o documentário aborda a vida e a obra de um dos precursores da ioga no Brasil. Com depoimentos de personalidades como Chico Xavier, Marcelo Yuka e Jackson Antunes, o filme traz imagens inéditas e a última entrevista do militar José Hermógenes de Andrade Filho (1921-2015), que dedicou mais de cinquenta anos à técnica indiana.
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  • Mais um personagem da Marvel chega aos cinemas, agora tendo Paul Rudd (Eu Te Amo, Cara) na pele do ladrão Scott Lang. Ele sabe de suas habilidades para encolher de tamanho e precisa aceitar que é um herói e ajudar a salvar o mundo de novas ameaças. A primeira aventura do Homem-Formiga ganha a direção de Peyton Reed, o mesmo da comédia Sim, Senhor. Estreia prometida para 16/7/2015.
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  • O início lento do média-metragem sugere ao espectador o que está por vir. Nas cenas do filme experimental do cineasta malaio Tsai Ming-liang, um monge budista com indumentárias vermelhas caminha vagarosamente pelas ruas de Marselha, na França, enquanto as pessoas ao seu redor mantêm o ritmo acelerado da cidade. A câmera revela pequenos fragmentos da influência que esse andarilho incomum provoca nos habitantes da cidade.
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  • Assim como Mad Max — Estrada da Fúria, Jurassic World — O Mundo dos Dinossauros é uma espécie de recriação da cinessérie. Embora tenha elementos em cena do primeiro filme (uma camiseta e um crachá, por exemplo), não se trata de uma continuação do longa-metragem dirigido por Steven Spielberg em 1993. Com produção executiva e o aval do grande mestre, o novo trabalho dá o que o espectador espera: entretenimento com sabor de matinê, recheado de efeitos visuais de ponta em uma história de aventura, tensão e terror — tudo muito bem calculado e dosado para deixar a molecada grudada na poltrona. Jurassic World é um parque temático localizado numa ilha da América Central. Para lá, partem o adolescente Zach (Nick Robinson) e seu irmão caçula (Ty Simpkins). Eles devem ficar aos cuidados da tia Claire (Bryce Dallas How ard), poderosa coordenadora do megaempreendimento de um indiano (Irrfan Khan). A principal atração do local, um híbrido maior e muito mais feroz do que o T-Rex, ainda está em cativeiro. Segue-se, então, a trama de praxe: o bichão consegue escapar, os garotos se perdem e Claire pede ajuda a um valente tratador de animais (papel de Chris Pratt) para encontrá-los. Como se nota, o roteiro se vale de uma cartilha pouco original com personagens esquemáticos. Contudo, Jurassic World apresenta à nova geração um universo de fantasia com fascinantes dinossauros digitais. Conclusão: programa-pipoca sem medo de divertir. Estreou em 11/6/2015.
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  • Depois de Kiriku e a Feiticeira (1998) e Kiriku — Os Animais Selvagens (2005), o diretor francês Michel Ocelot encerra uma trilogia com Kiriku — Os Homens e as Mulheres. O trabalho segue a técnica da tradicional animação em 2D para contar curtas histórias do valente e serelepe Kiriku. Garotinho de uma aldeia africana, ele está sempre pronto para resolver os problemas dos adultos. Dois contos se destacam no longa-metragem: a jornada de Kiriku para encontrar um velho desaparecido na floresta e a insistência do protagonista em acolher um menino tuaregue que se perdeu dos pais numa tempestade de areia. Ao contrário dos concorrentes americanos em cartaz, como Divertida Mente e Minions, o desenho animado tem um ritmo calmo e, sempre no desfecho das tramas, a cantoria marca discreta presença. Embora as fábulas sejam bonitinhas, o esplêndido visual, feito em uma palheta de cores fortes e vibrantes, fascina mais. Estreou em 2/7/2015.
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  • Na comédia Simplesmente Feliz, de 2008, o diretor inglês Mike Leigh retratou uma personagem que, de tão otimista e radiante, chegava a irritar os mais sisudos de plantão. Neste longa-metragem, indicado ao Oscar de roteiro original em 2011, ele volta a revelar o desconforto provocado pela alegria alheia. O tom e o ponto de vista da narrativa, contudo, mudam por completo. No centro do drama está a frustradíssima Mary (Lesley Manville, perfeita no papel), uma secretária divorciada cujo maior desejo é ter uma vida parecida com a da amiga Gerri (Ruth Sheen), uma psicóloga sexagenária muito bem casada com o engenheiro Tom (Jim Broadbent). Flertar com o filho deles, o tranquilão Joe (Oliver Maltman), torna-se quase uma obsessão — não correspondida pelo rapaz. Desses encontros corriqueiros emergem, muito sutilmente, à moda inglesa, as diferenças entre os privilegiados (a família de Gerri) e os excluídos da plenitude. Leigh abre mão das explosões sentimentais do inesquecível Segredos e Mentiras (1996) para investir num registro mais sereno e contido. Quando o desespero de Mary vem definitivamente à tona, entretanto, resulta num desfecho de partir o coração. Estreou em 28/8/2014.
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  • O sucesso da série no canal Multishow gerou um bem-sucedido longa-metragem em 2013 e também uma peça em cartaz no Teatro Shopping Frei Caneca. Era esperada, portanto, uma continuação da trajetória conjugal de Fábio e Miá, sempre interpretados pelos atores Fábio Porchat e Miá Mello. A trama de Meu Passado Me Condena 2 se passa três anos após o casamento deles. Uma crise abateu-se sobre o relacionamento e, de Portugal, vem a oportunidade de reaquecer a paixão. A avó de Fábio morreu e o avô (Antônio Pedro) pede a presença do neto no enterro. Em uma bela quinta no interior, desenrolam-se as confusões amorosas. Fábio reencontra uma namoradinha de infância (Mafalda Rodiles), que está noiva de Álvaro (Ricardo Pereira), antigo desafeto do protagonista. Entre briguinhas e reconciliações, o roteiro expõe seu humor em piadas ora espertas, ora manjadas, e se dá melhor no quesito romântico — a idílica paisagem portuguesa contribui para isso. Porchat e Miá, parceiros de três anos na vida profissional, resistem aos altos e baixos da história com uma química invejável. Estreou em 2/7/2015.
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  • Comédia dramática

    Meu Verão na Provença
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    Contrariados por sair de Paris durante as férias de verão, os irmãos adolescentes Lea (Chloe Jouannet) e Adrien (Hugo Dessioux), mais o caçula surdo-mudo Theo (Lukas Pelissier), são obrigados pela avó (Anna Galiena) a passar dois meses na companhia de Paul (Jean Reno), o avô que eles não conhecem. A chegada a uma remota fazenda na Provença é cheia de tumultos. Plugados na tecnologia e sem deixar de lado o celular e o laptop, os jovens não conseguem embarcar no modo de vida rústico do ermitão Paul, um cultivador de oliveiras. Aos poucos, o humor desponta nos contrastes entre os caipiras do interior e os protagonistas da capital e ainda na visita-surpresa dos amigos hippies ao casal de idosos. O sol e as cores ardentes da estação também aquecem os sentimentos. A trama, antes com um acento de drama familiar, ganha contornos suaves em romances idílicos e reconciliações comoventes. Embora o longa-metragem seja francês, a história tem alcance e apelos para o espectador de qualquer nacionalidade e geração. Estreou em 2/7/2015.
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  • Comédia dramática

    Minha Querida Dama
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    Comédia dramática. Mathias Gold (Kevin Kline), rico e solitário, herda um grande imóvel em Paris. Ao chegar à capital francesa, descobre que na propriedade mora Mathilde (Maggie Smith), uma senhora de 90 anos, nem um pouco disposta a mudar de endereço. É o começo de uma bela amizade. Com Kristin Scott Thomas.
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  • Animação

    Minions
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    Assim como os pinguins de Madagascar ganharam um desenho animado próprio neste ano, os personagens amarelinhos de Meu Malvado Favorito chegam às telas com a intenção de arrebentar nas bilheterias em um 2015 repleto de sucessos gigantescos, a exemplo de Velozes & Furiosos 7, Vingadores — Era de Ultron e Jurassic World. Minions, embora tenha um roteiro pouco criativo, vai agradar. Contam pontos o carisma e a graça dos baixinhos, além de piadas espirituosas pipocando na trama principal. Um narrador relembra quem são os minions, seres pequenos que apareceram na Terra antes do homem. Como vivem em grupo, sentem a necessidade de ter um líder. Buscam, então, um vilão para chamar de seu — e vale tudo, de Drácula a Napoleão Bonaparte. A procura é em vão. Por causa da depressão de seus amiguinhos, três deles decidem sair de onde moram para buscar ajuda. Stuart, Kevin e Bob chegam, então, à Nova York de 1968. Eles descobrem uma convenção de vilões em Orlando e se mandam para a Flórida a fm de conhecer a malvada número 1 do planeta, Scarlett Overkill (dublada por Adriana Esteves). Uma deliciosa trilha sonora, com Beatles, The Doors e Rolling Stones, embala a saga do trio, ambientada em Londres. A partir daí, Minions sobrevive das gags com os fofos protagonistas, que, mesmo falando uma língua incompreensível, divertem crianças e adultos. Estreou em 25/6/2015.
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  • Drama

    Neruda
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    O drama biográfico tem início em 1971 quando o poeta Pablo Neruda recebeu o Prêmio Nobel de Literatura, em 1971. Logo a ação se desloca para 1948. Neruda (interpretado por José Secall), então senador oposicionista, passou a ser perseguido pelo governo do presidente González Videla e precisou de ajuda para fugir do Chile. Em produção com cara de telefilme barato, o roteiro não faz jus à importância cultural de seu protagonista e foca um trecho restrito (e de pouca relevância) da vida de Neruda (1904-1973). Estreou em 9/7/2015.
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  • François Ozon tem uma das filmografas mais instigantes do novo cinema francês em trabalhos como Sob a Areia, O Tempo que Resta, Ricky e Dentro da Casa. Soma-se à sua carreira Uma Nova Amiga, mais um ótimo longa-metragem disposto a fazer refletir sobre um tema atual, o cross-dressing. O drama começa com a morte de Laura (Isild Le Besco), amiga de Claire (Anaïs Demoustier) desde a infância. Ainda emocionalmente arrasada, ela se aproxima de David (Romain Duris), o viúvo que, sozinho, precisa cuidar de um bebê. O reencontro é regado a uma grande surpresa: dentro de casa, ele gosta de se vestir de mulher. A princípio, Claire acha tudo muito estranho, mas, aos poucos, entende a vontade do novo amigo e, casada com Gilles (Raphaël Personnaz), passa a questionar seu estreito modo de vida. Inspirado num conto da inglesa Ruth Rendell, que morreu em maio, aos 85 anos, o filme põe na roda um assunto tabu por meio de situações que flertam com a seriedade e o humor. O amplo painel dos desejos (secretos ou não) e das relações sexuais ganha ainda mais credibilidade pela excepcional atuação de seu protagonista, que foge da caricatura e manda muito bem no salto alto. Estreou em 16/7/2015.
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  • Iris (Emmanuelle Béart), desde criança, sempre foi a filha predileta de sua mãe (Alice Isaaz). “Patinho feio” da família, Joséphine (Julie Depardieu) desfez o casamento, anda encrencada em dívidas e tem um casal de filhos para criar. Embora casada com um homem rico (Patrick Bruel), Iris nunca engrenou numa profissão e, agora, entrou numa enrascada por ter prometido escrever um livro. Pede, então, ajuda da irmã,estudiosa da Idade Média. Elas fazem um trato. Em troca de grana, Joséphine será a ghost writer da mana dondoca. Relações familiares são um prato cheio para o cinema francês e, em Os Olhos Amarelos dos Crocodilos, os personagens pensam e agem com naturalidade tornando a história, além de crível, digestiva. O problema está nos arredores do enredo central. Nas dispensáveis subtramas, o filme perde o ritmo e ganha duração excessiva. Estreou em 2/7/2015.
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  • Drama

    Phoenix
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    O diretor e roteirista Christian Petzold já havia sido superestimado por seu trabalho anterior, Barbara, indicação da Alemanha ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2013. A volta ao cinema se dá com Phoenix, longa-metragem cuja credibilidade da trama se esvai em meia hora. Logo após o término da II Guerra, a cantora judia Nelly Lenz (Nina Hoss) volta a Berlim. Ela saiu de um campo de concentração com o rosto desfigurado e, assim como a fênix, o pássaro mitológico renascido das cinzas, pretende refazer a vida. Embora tenha indícios de que o marido a entregou aos nazistas, Nelly sai à sua procura depois de passar por uma plástica e ganhar outra face. No reencontro com Johnny (Ronald Zehrfeld), ele não a reconhece. Além do argumento absurdo, o filme falha na continuidade de cenas e apresenta uma heroína de comportamento irritante. Assim, fica difícil compartilhar da dor da personagem. Estreou em 9/7/2015.
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  • Comédia

    Pixels
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    A inspiração de Pixels veio de um curta-metragem homônimo, dirigido por Patrick Jean, em 2010. No filminho de dois minutos, personagens de jogos eletrônicos saem de uma televisão para destruir Nova York. O mesmo argumento existe na nova comédia de Adam Sandler, só que com muitos acréscimos para a trama ter fôlego e estofo a fim de completar a duração de um longa. A história começa em 1982 enfocando a amizade de Brenner e Cooper, adolescentes fanáticos por fliperama. Nos dias de hoje, Cooper (Kevin James) virou presidente dos Estados Unidos enquanto Brenner (Sandler) faz instalação de televisores e afins. Os amigos ainda se dão bem, mas, por causa das profissões, se separaram. Algo, porém, voltará a reuni-los. A Terra está sendo invadida por personagens dos games da década de 80, como Pac-Man e Centopeia, e Brenner, um nerd desde criança, pode ser capaz de liderar uma batalha. Pixels vem da produtora de Sandler, e um dos roteiristas, Tim Herlihy, assinou vários trabalhos do ator, a exemplo de O Paizão e Gente Grande 2. Ou seja: o terreno pisado é conhecido. Como de hábito, o personagem de Sandler tem a fala mansa, o olhar carente, a malícia com as mulheres e, menino em corpo de adulto, consegue conquistar a fdelidade da molecada. Mas Pixels revela algo bem melhor na brincadeira espirituosa e esperta com ícones dos anos 80, representados por uma cantora pop ou um seriado de TV. Além de repleta de referências (algumas delas seletivas), a fita se segura em efeitos visuais propositalmente ingênuos, na intenção de entrar no espírito da coisa. Por mais que a mistura “comédia de Adam Sandler” e “filme de invasão extraterrestre” não dê liga, Pixels garante uma porção de risadas em clima de deliciosa nostalgia. Estreou em 23/7/2015.
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  • Tati (Cléo Pires) e Conrado (Malvino Salvador) viajam a Cancún, onde ele participa de uma conferência para o lançamento de seu livro. Pronta para dar o próximo passo, ela aproveita a ocasião para pedi-lo em casamento. Estreia prometida para 4/6/2015.
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  • Também atriz da comédia francesa, Audrey Dana estreia como diretora de um longa-metragem com um registro abominável do universo feminino. Mulheres histéricas, que traem ou são traídas, participam de situações na beira da vulgaridade. Pouca coisa se salva, como a relação de crescente amizade entre uma executiva prepotente (Vanessa Paradis) e sua traumatizada assistente (Alice Belaïdi). Há muitas personagens em tramas ora improváveis, ora em tom exagerado, resultando em um retrato forçado e sem graça dos relacionamentos. Estreou em 23/7/2015.
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  • A diretora francesa Lisa Azuelos foi revelada na comédia dramática Rindo à Toa (2008), que ganhou até uma refilmagem americana (Lola), feita por ela mesma. Em registro leve, curto e simpático, a cineasta volta às relações amorosas. A trama de Um Reencontro traz o dilema de Elsa (Sophie Marceau) e Pierre (François Cluzet, de Intocáveis). Escritora, divorciada e mãe de uma adolescente, a quarentona evita qualquer tipo de envolvimento com homens casados — e gosta de deixar isso bem claro. O peixe, contudo, morre pela boca quando Elsa se encanta com o advogado Pierre — e vice-versa. Rolam um clima, troca de olhares, identificações e química. Embora tenha um casamento estável, ele não resiste a passar infalíveis cantadas em sua nova paixão. Realizadora e roteirista, Lisa mantém-se antenada com as conexões tecnológicas do mundo moderno rendendo-se, porém, a um romance à moda antiga. Estreou em 23/7/2015.
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  • Documentário

    O Sal da Terra
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    Indicado ao Oscar 2015 de melhor documentário, O Sal da Terra segue a linha cronológica para apresentar o fabuloso trabalho do mineiro Sebastião Salgado, radicado em Paris. É o diretor Wim Wenders quem narra a trajetória do economista que se exilou na capital francesa em 1973 e, lá, deu início a uma nova profissão. Das emblemáticas fotos de Serra Pelada, passando pelos refugiados africanos, Salgado relembra os momentos enfrentados em suas aventuras pelo mundo. Voltado à recuperação da Mata Atlântica, também se dedica ao Instituto Terra, organização sem fins lucrativos criada por ele e por sua esposa em 1998. Bem resolvido para mostrar a carreira do biografado, o filme, no entanto, passa de raspão por questões afetivas e pessoais. Estreou em 26/3/2015.
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  • Comédia dramática

    Samba - Filme
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    Olivier Nakache e Eric Toledano foram responsáveis por Intocáveis (2011), um dos maiores sucessos do cinema francês dos últimos anos. Revelação do filme anterior, o ator Omar Sy volta no recente trabalho dos diretores na pele do protagonista Samba, um senegalês que mora ilegalmente em Paris há dez anos. Ele faz bicos em restaurantes e é preso por agentes do departamento de imigração. Na outra ponta da história está Alice (Charlotte Gainsbourg), executiva em licença médica cujo novo trabalho é colaborar com uma ONG que tenta regularizar a situação dos clandestinos no país. O destino se encarrega de fazer o encontro de Samba e Alice. Enquanto ele tem energia contagiante (muito semelhante à de seu personagem em Intocáveis), a moça se encaixa num quadro depressivo. Não à toa, os realizadores usam a mesma fórmula de antes: uma combinação de drama e humor com uma pegada mais alto-astral. A graça da trama, contudo, vem da presença do francês Tahar Rahim. Quase sempre visto em papéis sisudos, o ator de origem argelina interpreta um brasileiro e rouba a cena ao ensaiar um strip-tease ao som de Palco, de Gilberto Gil. Estreou em 9/7/2015.
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  • Comédia dramática

    Sentimentos que Curam
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    Diagnosticado como maníaco-depressivo, Cameron (Mark Ruffalo) não consegue arranjar um emprego, recusa ajuda da família e, casado com Maggie (Zoe Saldana), tem duas filhas para criar. A esposa toma uma decisão radical ao decidir estudar em outra cidade e deixar o marido cuidando das duas meninas (papéis de Imogene Wolodarsky e Ashley Aufderheide). Ambientado em 1978, o drama não se aprofunda na relação conjugal conturbada nem na doença do protagonista e tampouco em seu comportamento bipolar. Em uma hora e meia, há desperdício do empenho de Rufallo (o Hulk) e um tema sério tratado de forma vazia e sentimentóide. Estreou em 16/7/2015.
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  • Roland Emmerich é hoje o maior especialista em filme-catástrofe, um gênero que teve seu auge na década de 70 com os já “clássicos” Terremoto, Aeroporto 75 e Inferno na Torre. Da mente de Emmerich, saíram de Independence Day a Godzilla, de O Dia Depois de Amanhã a 2012. Um diretor tão afiado no assunto faz falta em Terremoto — A Falha de San Andreas, comandado por Brad Peyton, responsável pelas fitas infantis Como Cães e Gatos 2 e Viagem 2: a Ilha Misteriosa. O roteiro segue o protocolo para apresentar personagens esquemáticos. Chefe do Corpo de Bombeiros de Los Angeles, Ray (Dwayne Johnson) está se divorciando da mulher (Carla Gugino), que vai se casar com um arquiteto milionário (Ioan Gruffudd). O casal perdeu uma filha e, por isso, zela por cada segundo da vida da outra, a adolescente Blake (Alexandra Daddario). Um terremoto vai reaproximar Ray de sua ex quando, após os tremores, a garota fica sob os escombros de um prédio em São Francisco. Além dessa família, há, entre os tipos importantes, dois irmãos ingleses, um sismólogo e uma repórter. São poucas pessoas para muitos desastres movidos a efeitos visuais, alguns deles arrebatadores. O cinema digital domina o espetáculo e raras cenas são feitas na raça. Se o tsunami engolindo a Golden Gate impressiona, pouco se vê a população em desespero. Trata-se, enfim, de um programa para encher os olhos, mas, frio como as emoções de um computador, não consegue empolgar. Estreou em 28/5/2015.
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  • Atores como Antonio Banderas, Josh Brolin, Penélope Cruz e Scarlett Johansson são alguns dos entrevistados do documentário sobre o grande diretor americano. Estreia prometida para 2/7/2015.
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Fonte: VEJA RIO