CINEMA

Magia ao Luar

Woody Allen prova, mais uma vez, ser capaz de oferecer gratas surpresas, sem abandonar velhas manias

Por: Tiago Faria - Atualizado em

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(Foto: Redação Veja rio)

Prepare-se para ouvir muitas comparações entre esta comédia romântica de Woody Allen e suas outras fitas, sobretudo as simpáticas Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos (2010) e Meia-Noite em Paris (2011). Isso porque, mais uma vez, o diretor americano de 78 anos transita da realidade para a fantasia para retornar a um de seus temas prediletos: a dificuldade de encontrar encanto em um mundo cinzento.

Em seu 44° filme, ele prova ser capaz de oferecer gratas surpresas, sem abandonar velhas manias. A melhor delas é usar um tom primaveril de crônica, pontuado por trilha sonora retrô e fotografia de encher os olhos, para suavizar um ponto de vista pessimista sobre a falta de ética no dia a dia. Stanley Crawford (papel de Colin Firth), o herói da trama, está a "cara" de Allen. Esse inglês rabugento se torna conhecido nos anos 20 por aparecer com fantasias chinesas exuberantes (e um tanto ridículas) no palco durante espetáculos de mágica. Nos bastidores, ele usa o conhecimento no ramo para desmascarar falsos ilusionistas. A segunda habilidade o levará à mansão de uma família americana na Riviera Francesa. A pedido de um amigo, terá ali a missão de investigar Sophie (Emma Stone), moça que diz prever o futuro, ler pensamentos e falar com espíritos. Uma embusteira como tantas outras? Aparentemente, sim. Mas, ao se deixar seduzir pela cativante jovem, Stanley abandonará o rigor e passará a acreditar nos fabulosos efeitos do otimismo, ao menos por alguns instantes. Direção: Woody Allen (Magic in the Moonlight, EUA, 2014, 97min). 12 anos. Estreou em 28/8/2014.

Fonte: VEJA RIO