CINEMA

Jam session

É o Jazz!, no CCBB, mostra como o gênero musical foi historicamente representado na tela

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

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(Foto: Redação Veja rio)

Criados em fins do século XIX, cinema e jazz sempre interagiram. Prova disso, o primeiro filme sonoro da história, lançado em 1927, chama-se O Cantor de Jazz. Dirigido por Alan Crosland, conta a história de um jovem judeu que desafia as tradições de sua família entoando músicas populares para ganhar a vida. O protagonista foi vivido por Al Jolson, grande cantor de jazz da época. A frutífera parceria é o fio condutor da mostra É o Jazz!, em cartaz de sexta (9) a 2 de outubro no CCBB.

Idealizada pela historiadora da arte Amanda Bonan, a programação reúne documentários, cinebiografias, filmes de trilha sonora jazzística, animações e películas ?com clima de jazz?, como descreve Amanda ? encaixa-se nesse caso Assassinos (1946), de Robert Siodmak, fita noir estrelada por Burt Lancaster e Ava Gardner, com exibição marcada para sexta (9), às 19h. Antes, às 16h, tem A História do Jazz (1994), documentário de Matthew Seig sobre o gênero. Também dele são duas produções exibidas em sequência no sábado (10), a partir das 16h, relembrando dois mestres: O Mundo segundo John Coltrane e Thelonious Monk ? Um Compositor Americano (ambas de 1991). Às 19h, é a vez de A Embriaguez do Sucesso (1957), clássico de Alexander Mackendrick, com Lancaster e Tony Curtis. No domingo (11), às 16h, tem Por Volta da Meia-Noite (1986), de Bertrand Tavernier, com o saxofonista Dexter Gordon no elenco e trilha recheada de nomes do jazz. Encerra o primeiro fim de semana, às 19h, Anatomia de um Crime (1959), de Otto Preminger.

Até o fim da mostra, estão previstos o pioneiro O Cantor de Jazz e animações infantis como A Princesa e o Sapo, da Disney. No mesmo endereço, é bom lembrar, segue em cartaz a ótima exposição Queremos Miles, sobre vida e obra do trompetista Miles Davis. Fica a sugestão de um programa duplo.

É o Jazz!. Centro Cultural Banco do Brasil ? Cinema 2 (50 lugares). Rua Primeiro de Março, 66, Centro, ☎ 3808-2020. → R$ 6,00 (o passe dá direito a todas as sessões da mostra, mediante retirada de senhas uma hora antes). Confira a programação na coluna Salas de Cinema.

Fonte: VEJA RIO