CINEMA

Interestelar se embola em complexa teoria científica

Apesar disso, o diretor Christopher Nolan, responsável também pela trilogia Batman, atinge seu ápice com este trabalho

Por: Miguel Barbieri

interestelar
Matthew McConaughey: em busca de um planeta (Foto: Divulgação)

Impossível desassociar Christopher Nolan da palavra ousadia. Desde Amnésia (2000), passando pela trilogia Batman (2005, 2008 e 2012) até A Origem (2010), o diretor tem se destacado por comandar projetos autorais que torram a grana de grandes estúdios. O ápice de seu trabalho se dá neste mais recente filme, uma ficção científica complexa e longa (quase três horas de duração) cujo trunfo está na grandiosidade estética e nos sutis efeitos visuais. Entre Gravidade e 2001 — Uma Odisseia no Espaço, Interestelar se aproxima muito mais da trama espacial-existencialista da fita de Stanley Kubrick. Aqui, Matthew McConaughey é Cooper, viúvo, pai de Murph (Mackenzie Foy), menina com que tem uma forte ligação, e do adolescente Tom (Timothée Chalamet). Num futuro indefinido (embora a ambiência seja vintage), a Terra está sendo devastada por tempestades de poeira. A solução da Nasa consiste em levar uma equipe ao redor de Saturno para buscar um novo planeta e realocar os humanos. Ex-piloto, Cooper abandona a família e lidera a expedição rumo ao desconhecido. Anne Hathaway interpreta uma das tripulantes. Depois de um belo prólogo melancólico, seguem-se sequências que alternam imagens de rara beleza com blá-blá-blá científico. ✪✪ Interestelar, de Christopher Nolan (Interstellar, EUA/Inglaterra, 2014, 169min). 12 anos. Estreou em 6/11/2014. 

Fonte: VEJA RIO