Cinema

Insurgente e outros oito filmes estreiam esta semana

A continuação da série Divergente marca presença em boa parte das salas

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Insurgente
'Insurgente': Quatro (Theo James) e Tris (Shailene Woodley), fugitivos da facção Audácia (Foto: Divulgação)

Além da ficção científica Insurgente, estrelada por Theo James e Shailene Woodley, outros oito filmes entram para o circuito. Mapas Para as Estrelas, novo longa-metragem do canadense David Cronenberg, se destaca com a atuação de Julianne Moore, também no elenco de Para Sempre Alice, que lhe rendeu um Oscar de melhor atriz. Com direção de Tommy Lee Jones, o faroeste com alma feminina Dívida de Honra é protazonizado pela atriz Hilary Swank.

  • A ambiência dos faroestes está presente no segundo longa-metragem como diretor do astro Tommy Lee Jones. Em território inóspito de Nebraska, a fazendeira Mary Bee Cuddy (Hilary Swank), de 31 anos, busca, desesperadamente, um marido. Ela é uma mulher de traços rudes e carinhosa. Os pretendentes, porém, consideram-na chata e mandona. Seu destino, contudo, não será o altar. Quando três mulheres casadas enlouquecem no lugarejo, Mary encarrega-se de levá-las até uma igreja no Estado de Iowa em uma tortuosa viagem de carroça. O trajeto pode durar semanas e o malandro George Briggs (Tommy Lee Jones), a quem a valente protagonista salvou da forca, vai ajudá-la na missão. Extraída do livro homônimo de Glendon Swarthout, a adaptação dá um panorama original do Velho Oeste e tem uma diversidade de figuras femininas. Delicado na condução, Lee Jones também acerta no tom, entre o drama melancólico e o humor rebelde encarnado por seu personagem. Estreou em 19/3/2015.
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  • Um dos maiores equívocos nas indicações ao Oscar 2015 foi a Alemanha ter selecionado Duas Irmãs, Uma Paixão para concorrer à estatueta de melhor filme estrangeiro. Resultado: ficou fora da disputa. A trama começa em 1787 narrando a separação de Charlotte (Henriette Confurius) e Caroline von Lengefeld (Hannah Herzsprung), irmãs órfãs de pai. Enquanto Charlotte é enviada pela mãe a Weimar para aprender boas maneiras com a madrinha, Caroline arranja um casamento de conveniência para sustentar a família. Charlotte se encanta com o poeta Friedrich Schiller (1759-1805), papel de Florian Stetter, mas ele joga charme para Caroline. Elas, então, fazem um trato: dividir o mesmo amante e jamais se separar. Se pensou num triângulo amoroso escandaloso para o século XVIII, tire o cavalo da chuva. A história, além de careta, arrasta-se por anos, tem lances folhetinescos e produção de época com jeitão de telessérie. Estreou em 19/3/2015.
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  • Comédia

    O Duelo
    Veja Rio
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    Extraída do livro Os Velhos Marinheiros, de Jorge Amado, a comédia do diretor de Estômago tem algo de nostálgico em meio ao mofo daquelas produções típicas da década de 80. Virou “o duelo” por causa do embate entre os protagonistas. De um lado está o português Joaquim de Almeida e, na outra ponta, José Wilker (1946-2014), numa excelente atuação, em um de seus últimos trabalhos no cinema. A trama se passa na pacata cidadezinha balneária de Periperi, onde o Vasco Moscoso de Aragão (Almeida) se instala. Aposentado aos 60 anos, o comandante traz na bagagem incríveis aventuras que viveu nos mares. Os casos, cada vez mais intrigantes, ganham a atenção da população e Vasco vira o amigo número um dos moradores. Quem não vê com bons olhos a chegada do forasteiro é Chico Pacheco (Wilker), que, enciumado, vai tentar desmascará-lo. Estreou em 19/3/2015.
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  • Com os dias monótonos por causa da internação de seu pai, Janete (Silvia Lourenço) passa os dias escrevendo. Uma de suas personagens é a delegada Diana, que tem uma vida repleta de aventuras e contratempos. Além de protagonista, Silvia Lourenço escreveu o roteiro do drama. Estreou em 19/3/2015.
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  • Ficção científica

    Insurgente
    Veja Rio
    Sem avaliação
    Sagas com três ou quatro filmes, a exemplo de O Senhor dos Anéis e Crepúsculo, em geral, têm o meio mais fraco do que as pontas. Não à toa, Insurgente, sequência de Divergente e precedente do desfecho Convergente (que terá duas partes, em 2016 e 2017), também padece da síndrome do miolo mole. Na trama, Tris (Shailene Woodley), Quatro (Theo James) e Peter (Miles Teller) escaparam da facção Audácia e encontram abrigo junto dos pacifistas da Amizade. Igualmente fugitivo, Caleb (Ansel Elgort), irmão de Tris e integrante da Erudição, reencontrou-a após a morte da mãe (Ashley Judd). Ao serem descobertos, fogem de lá e, num trem, conhecem alguns rejeitados da sem-facção cuja líder é Evelyn (Naomi Watts). Em mais de uma hora, há poucas surpresas, a correria de praxe e efeitos visuais comedidos em meio a uma narrativa sem ritmo nem empolgação. A partir do momento em que Tris se entrega à vilã Jeanine (Kate Winslet), a ficção científica ganha agilidade e suspense, além de se encaminhar para um desenlace-surpresa. Estreou em 19/3/2015.
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  • Vinda da Flórida, a jovem Agatha Weiss (Mia Wasikowska) desembarca em Los Angeles e faz um tour pela “cidade dos artistas” com o motorista de limusine e aspirante a ator e roteirista Jerome Fontana (Robert Pattinson). Ela quer reencontrar a mansão da família de Benjie (Evan Bird), um ator mirim de sucesso que é filho de um terapeuta dos famosos (John Cusack). Por indicação da atriz Carrie Fisher (papel feito pela própria), Agatha vira secretária da estrela decadente Havana Segrand (Julianne Moore). São esses, basicamente, os personagens de Mapas para as Estrelas, uma cáustica visão do diretor canadense David Cronenberg da vida de astros do cinema e das pessoas que orbitam ao redor deles. Com diálogos desconcertantes e humor para lá de negro, o realizador faz um painel de uma gente arrogante, oportunista e pronta para puxar o tapete. Vale o aviso: o tom usado por Cronenberg para registrar o lado B (ou seria Z?) de Hollywood é o da extremidade — a pessoa mais, digamos, boazinha incendiou a mansão da família e ficou literalmente queimada por isso. Estreou em 19/3/2015.
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  • Baseado no conto Corpo Fechado, do livro Sagarana, de Guimarães Rosa, Meus Dois Amores traz à tona a trajetória de Manuel (Caio Blat). Rapaz fracote do sertão, ele está noivo de Das Dô (Maria Flor), mas dorme com sua mula de estimação. Considerado um perdedor nato, o protagonista terá um desafio pela frente. Ele vendeu um cavalo doente para o matador Targino (Alexandre Borges) e vai enfrentar o rival com a cara e a coragem. No competente elenco ainda estão nomes como Lima Duarte, Vera Holtz e Ana Lúcia Torre. Uma boa direção de arte também sustenta a comédia, cujo registro caipira soa, ao mesmo tempo, renovador e passadista. Estreou em 19/3/2015.
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  • Hospedado num hotel em Paris, o escritor americano Michael (Liam Neeson) reencontra a amante (Olivia Wilde) e, raramente, fala ao telefone com a esposa (Kim Basinger). Ele tenta escrever um novo livro sob a pressão de seu editor. Em Roma, um espertalhão (Adrien Brody) procura ajudar uma prostituta (Moran Atias) a resgatar a filha das mãos de bandidos. Quem também quer seu rebento de volta é uma batalhadora arrumadeira de um hotel de Nova York (papel de Mila Kunis), em guerra na Justiça com o pai (James Franco) do garoto. Duas das tramas com um tema em comum e um autor em crise, abalado por uma fatalidade. Premiado diretor e roteirista, Paul Haggis (de Crash) volta ao filme-coral (em que os personagens de núcleos diferentes se encontram), agora de um modo, digamos, menos óbvio. Mas isso não livra Terceira Pessoa de cair na vala comum das fitas do gênero, como seu próprio Crash (2004) ou Babel (2006), de Alejandro González Iñárritu. O prestígio de Haggis, porém, é inabalável e, não à toa, seu elenco estelar colabora para o longa-metragem, em pré-estreia na cidade, ser mais instigante do que parece. Estreou em 19/3/2015.
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Fonte: VEJA RIO