suspense e sutileza

Homem Irracional: um dos 34 longas no circuito

Além do drama dirigido por Woody Allen, público poderá conferir também Uma Nova Amiga e Que Horas Ela Volta?

Por: Redação VEJA RIO - Atualizado em

homem irracional
Homem Irracional (Foto: Divulgação)

Entre as fitas em cartaz, fique de olho nos destaques: Missão Impossível – Nação Secreta, Homem Irracional, A Dama Dourada, Dior e Eu, Shaun, o Carneiro, Diário de uma Camareira, O Agente da U.N.C.L.E.  e Gemma Bovery – A Vida Imita a Arte.

Fique de olho nos horários e nas salas de cinema:

 

  • Aos 84 anos, o veterano diretor francês Jean- Luc Godard, expoente da nouvelle vague na década de 60, faz uso do 3D em seu novo trabalho. Trata-se de um drama envolvendo um homem (Kamel Abdeli) e uma mulher casada (Héloïse Godet) discutindo filosofia. sob o olhar atento de um cão. Estreia prometida para 30/7/2015.
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  • Numa época em que até as superproduções de James Bond ganham tons sombrios e violentos, uma fta de espionagem leve e espirituosa como O Agente da U.N.C.L.E. pode parecer um tanto ultrapassada. No caso, porém, vale desconfar dessa primeira impressão. O charme do filme se encontra justamente na maneira saborosa, sem um pingo de pretensão, como brinca com referências pop dos anos 60. O visual extravagante e a atmosfera cool daquela década são atualizados com muito estilo pelo diretor inglês Guy Ritchie, o homem que transformou Robert Downey Jr. em um atrevido Sherlock Holmes. Exibido entre 1964 e 1968, o seriado de TV tinha o dedo do escritor Ian Fleming (o “pai” de 007) e partia de uma premissa tão absurda quanto divertida: e se, em plena Guerra Fria, um agente secreto americano e um soviético decidissem unir forças na luta contra ameaças globais? Assim nasceram os “chapas” Napoleon Solo (interpretado por Henry Cavill, o Super-Homem de O Homem de Aço) e Illya Kuryakin (papel de Armie Hammer). Na nova trama, eles são atraídos pela misteriosa Gaby Teller (Alicia Vikander), filha de um homem procurado pelos espiões por carregar uma mala com segredos atômicos. O roteiro, apesar de pecar pela falta de engenhosidade e se alongar exageradamente, é mero pretexto para sequências de ação beirando o nonsense e diálogos engraçadinhos escorados nas diferenças de temperamento entre os heróis. Enquanto Solo se revela mulherengo e desencanado, o russo Kuryakin dá conta de missões quase impossíveis graças a um jeitão sisudo e metódico. Risco de colapso mundial? Sim, existe. Mas, para esses tipos antiquados e adoráveis, o ramo das intrigas internacionais era acima de tudo um deleite — ao menos na fcção, claro. Estreou em 3/9/2015.
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  • Documentário

    Campo de Jogo
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    Filmado em 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil, o documentário do filho de Glauber Rocha (1939-1981) registra uma partida de ato futebol entre dois times de favelas do Rio de Janeiro. O olhar do diretor foge, claro, do convencional, para honrar a origem paterna. Assim, o filme se arrasta mostrando lances em ângulos inusitados e faz uso de câmera lenta para parecer “artístico”. No fim das contas, é um trabalho pretensioso e de interesse muito, muito restrito. Estreou em 23/7/2015.
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  • A novela infantil, que foi ao ar pelo SBT entre maio de 2012 e julho de 2013, ganha seu primeiro longa-metragem, em pré-estreia e lançamento marcados para quinta (23/7). Deve fazer sucesso porque fã que é fã deve aprovar. Os personagens de Carrossel — O Filme são os mesmos, assim como os atores, mas a sala de aula foi trocada por um acampamento de férias. Para lá rumam a diretora Olívia (Noemi Gerbelli), a faxineira Graça (Márcia de Oliveira) e dezesseis alunos. O dono, Sr. Campos (Orival Pessini), e o assistente dele, Alan (Gabriel Calamari), o “colírio” das meninas, os recebem. Começa aí a aventura? Não! Pelo roteiro raquítico, cenas de pastelão são enxertadas numa história nada empolgante, cujos conflitos se resolvem de modo óbvio e rasteiro. Entre eles está o romance de David (Guilherme Seta) e Valéria (Maisa da Silva), ameaçado pela divisão do grupo para participar de gincanas. O maior problema, porém, leva o nome de Gonzáles (Paulo Miklos). Acompanhado de seu fiel escudeiro (Oscar Filho), esse sujeito asqueroso quer comprar o sítio e, sem sucesso, passa a sabotar a propriedade. O cinema nacional perde, outra vez, a oportunidade de entregar um produto criativo para crianças e pré-adolescentes. A fórmula deu certo na TV e segue aqui pelo mesmo caminho: o filme se vale de piadinhas manjadas, situações românticas extremamente ingênuas e, além de vilões estereotipados, as armadilhas para pegá-los lembram as peripécias de Macaulay Culkin em Esqueceram de Mim, uma fita com mais de duas décadas (!!). A trilha sonora e os números musicais garantem, ao menos, sopros de harmonia. Último alerta: Cirilo (papel de Jean Paulo Campos) e Maria Joaquina (Larissa Manoela), estrelas do folhetim da TV, têm aqui participação igual à dos outros colegas, fato que pode causar certa decepção nos pequenos. Estreia prometida para 23/7/2015.
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  • Banhos, de 1999, era um eficiente retrato da China, dividida entre gerações. Diretor daquele filme, Zhang Yang tenta algo semelhante em seu novo trabalho, O Ciclo da Vida. A história cobre a trajetória de idosos numa casa de repouso, mas concentra-se, sobretudo, no senhor Ge (Xu Huanshan), que perdeu a segunda esposa, foi despejado por seu enteado em troca de dinheiro e tem rusgas permanentes com o filho. Ele vai, então, à procura do velho amigo Zhou (Wu Tian- Ming). Lá, ambos ficam às voltas com as durezas da idade e, para descontrair, ensaiam uma divertida apresentação para um concurso de TV. Apesar de muitas vezes ser um registro duro e realista da velhice, o longa-metragem escorrega em concessões sentimentais. A melosa trilha sonora instrumental, por exemplo, pontua cada momento de emoção. Também são dispensáveis as forçosas sequências para arrancar lágrimas do espectador à custa de uma morte anunciada. Estreou em 16/7/2015.
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  • Héctor (Lucio Giménez Cacho) tem 15 anos e, no fim da temporada de verão, vai passar uns dias num hotel do litoral, praticamente às moscas. A companhia de sua mãe, Paloma (María Renée Prudencio), parece ser ideal. Em sintonia, eles matam o tempo esticando-se ao sol e jogando cartas. A entrada da garota Jazmín (Danae Reynaud) na trama de Club Sandwich traz certa desarmonia à relação. Embora com uma premissa atraente sobre a intensidade do amor materno na adolescência, a comédia dramática mexicana fica na superfície da abordagem e, com uma narrativa contemplativa, despreza as palavras mais duras em nome de silêncios descartáveis. Estreou em 9/4/2015.
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  • Finalista do Oscar 2015 de melhor animação, O Conto da Princesa Kaguya perdeu o prêmio para Operação Big Hero. Dá para compreender a decisão. Ao contrário do desenho animado vencedor, da Disney, com apelo muito mais popular, a pequena obra-prima japonesa segue a “antiga” técnica dos traços manuais e traz à tona uma fábula, por vezes complexa, do século X. Embora seja um (longo) filme para a admiração dos adultos, os mais crescidinhos podem se entreter com a magia da trama. Nela, um cortador de bambu encontra um minúsculo bebê dentro de um caule e o leva para casa. Como não têm filhos, ele e a esposa decidem criar a menina, cuja velocidade de crescimento se revela espantosa. O pai deseja o melhor para a filha e, ao receber uma fortuna, deixa o campo em direção à cidade, constrói um casarão e espera a visita de pretendentes para sua princesa Kaguya. Rebelde, a jovem despreza as tradições e quer ter opinião e escolhas próprias. Em cores esmaecidas e estilo impressionista, o desenho arrebata pelo esplêndido visual, um precioso trabalho do veterano cineasta Isao Takahata, de 79 anos, um dos fundadores do já lendário estúdio Ghibli. Estreou em 16/7/2015.
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  • Maria Altmann (na fase madura interpretada por Helen Mirren) nasceu na Áustria e, acompanhada do marido, deixou a família em seu país, já dominado por Hitler, em 1938. Radicada em Los Angeles desde então, Maria é dona de uma butique feminina e possui um padrão econômico de classe média. Sua vida sofre uma guinada quando, em 1998, ela decide reaver cinco telas do pintor Gustav Klimt, entre elas o famoso Retrato de Adele Bloch-Bauer (conhecido como A Dama Dourada), que foram roubadas de sua família pelos nazistas — Maria era sobrinha de Adele. A batalha será árdua e complicada. Símbolo da arte austríaca, o quadro integra o acervo da Galeria Nacional, e o governo não tem intenção de repatriar a obra. Para ajudá-la no caso, entra na parada o perseverante advogado Randy Schoenberg (Ryan Reynolds). Com roteiro inspirado livremente no livro-reportagem de Anne-Marie O’Connor, o filme faz um bom equilíbrio de drama de tribunal e suspense e registra, com forte carga emocional, a agonia dos judeus na iminência da II Guerra. Simon Curtis, diretor de Sete Dias com Marilyn, dá ritmo e tensão à história. Embora de gerações e filmografias muito distintas, a dupla de protagonistas consegue ótima química em cena. Estreou em 13/8/2015.
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  • Dois mestres adaptaram o romance Diário de uma Camareira, de Octave Mirbeau, para o cinema: Jean Renoir em 1946, cujo título em português foi traduzido como Segredos de Alcova, e Luis Buñuel em 1964. Trata-se portanto de uma tarefa arriscada a do francês Benoît Jacquot, que resolveu contar novamente nas telas a história de Célestine, uma jovem camareira de Paris que, no início do século XX, é alocada por um agente para trabalhar na casa de uma família burguesa no interior da França. Apesar das inevitáveis comparações, o diretor se sai bem ao dar um toque moderno ao espírito libertário da protagonista. A escolha da estonteante Léa Seydoux, que ganhou projeção em Cannes com o longa Azul É a Cor Mais Quente e será a próxima “Bond girl”, foi fundamental para dar frescor ao enredo. Ela consegue esconder atrás de uma aparência angelical o jeito atrevido e arrojado da personagem, falsamente submissa diante dos ataques pervertidos dos homens à sua volta. Hervé Pierre, no papel do bonachão patrão Lanlaire, é um deles. Vive cercando a criada pelos cantos da residência, enquanto sua mulher (Clotilde Mollet) personifica o deslumbre autoritário da classe burguesa ao exigir dela, ao toque de um irritante sino, tudo ao mesmo tempo. Situações cômicas, a exemplo da madame que carrega um vibrador em uma viagem de trem, dão um ar de crônica ao filme, sem que isso oculte a tensão social. Aos poucos, a empregada se sente atraída por Joseph (Vincent Lindon), o jardineiro fascista da mansão que trama na surdina contra os patrões e oferece a Célestine a oportunidade de se libertar da opressão. Estreou em 3/9/2015.
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  • Na nova animação da Pixar, Riley tem 11 anos e acabou de mudar-se com seus pais para São Francisco. Sua mente é controlada pelos personagens Alegria, Medo, Raiva, Nojinho e Tristeza, que tentam deixar a menina sempre em  alto astral. Infeliz na nova cidade, Riley vai ficar temperamental enquanto suas emoções tentam deixá-la mais controlada. Estreia prometida para 18/6/2015.
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  • Comédia dramática

    Enquanto Somos Jovens
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    Cornelia (Naomi Watts) e Josh Srebnick (Ben Stiller) são casados há anos. Incomodados com o envelhecimento, estão cansados da maneira conservadora como vivem. Jamie (Adam Driver) e Darby (Amanda Seyfried) se aproximam dos dois e Josh, encantado com o estilo de vida e o ânimo da dupla, sonha voltar a ser jovem. Estreia prometida para 4/6/2015.
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  • Sequência do filme A Entidade, lançado em 2012 e dirigido por Scott Derrickson, a fita de horror exagera nos sustos forçados para compensar uma história pouco original. Mãe de dois garotos, Courtney (Shannyn Sossamon) mora em uma casa onde ocorreu um misterioso incêndio. Trata-se do esconderijo que ela encontrou para fugir das ameaças do marido (Lea Coco). Dylan, o filho de Courtney que costuma conversar com crianças mortas no porão da residência, enfrenta os maus-tratos do irmão e terríveis alucinações. Assume o papel de pai protetor um detetive particular (James Ransone) que se aproxima da família ao investigar uma série de assassinatos gravados por garotos em vídeos caseiros. Estreou em 3/9/2015.
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  • O diretor André Moraes, no seu primeiro longa- metragem, conseguiu reunir um elenco de peso, composto de nomes como Deborah Secco e Julio Andrade, para fazer um filme de ação e humor com cara de cinema independente. Ponto positivo para o estilo criativo do jovem autor, que combina boa trilha sonora e uma montagem eletrizante, mas há ressalvas quanto à história, difícil de engolir e repleta de dramas superficiais pouco convincentes. Após o lançamento de um filme malsucedido, um grupo de amigos faz bicos para sobreviver. No papel de uma atriz, Deborah Secco se apresenta como palhaça em festas infantis, ao lado do destemperado Walter (Lucio Mauro Filho), que se entope de antidepressivos e sofre com alucinações. Dá para dizer que a derrocada da turma tem a ver com o sucesso do pastor Alex (Marcos Veras), que passou a perna nos ex - amigos em proveito próprio. Daí vem a vingança planejada por Eric (Julio Andrade): assaltar postos de gasolina como se estivesse realizando uma filmagem e dar o troco em Alex. Estreou em 3/9/2015.
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  • Não basta reunir humoristas talentosos da televisão para obter êxito na hora de rodar um filme. O tempo é outro, e a estrutura baseada em esquetes muitas vezes não funciona. É desse mal que sofre a comédia A Esperança É a Última que Morre, ficção de estreia do diretor Calvito Leal. Dani Calabresa, no papel de Hortência, uma repórter de TV ora ingênua, ora esperta demais, protagoniza o longa, que tira sarro dos bastidores de um telejornal interiorano. Para assumir a vaga de âncora, ela entra numa disputa ferrenha com a arqui-inimiga de profissão Vanessa (interpretada por Katiuscia Canoro). Com o auxílio de dois atrapalhados funcionários do Instituto Médico-Legal, Eric (Danton Mello) e Ramon (Rodrigo Sant’anna), Hortência forja assassinatos em série, destaca-se no noticiário e ganha a atenção do chefe sem escrúpulos (Augusto Madeira). É óbvio, no entanto, que a armação será desmascarada. Dani tem sua graça com o jeitão caipira que dá à personagem, mas as piadas não ajudam, tampouco as reviravoltas previsíveis do roteiro e o romance sem tempero que pinta entre Calabresa e Mello. Estreou em 3/9/2015.
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  • Madame Bovary, clássico de 1857, escrito por Gustave Flaubert, ganhou uma releitura em Gemma Bovery — A Vida Imita a Arte, comédia dramática da diretora Anne Fontaine (de Coco Antes de Chanel). O terreno aqui não é o da adaptação (nem livre nem contemporânea). Roteirista e realizadora, Anne leva Emma Bovary, a protagonista do livro, para a Normandia e a ela dá um nome quase igual. Inglesa, Gemma Bovery (papel de Gemma Arterton) muda-se com o marido (Jason Flemyng) para o vilarejo francês e lá, com o passar do tempo, nota ser uma estranha no ninho, embora consiga enxergar qualidades na vida campestre. O tédio bate à porta e, assediada por um jovem herdeiro (Niels Schneider), Gemma, tal qual a personagem de Flaubert, não resiste à tentação. O conturbado cotidiano dela passa a ser observado pelo vizinho: Martin Joubert (Fabrice Luchini), um padeiro que trocou Paris pela tranquilidade rural, consegue, assim, animar seu dia a dia. O casamento entre literatura e cinema, tão lugar-comum desde os primórdios, ganha aqui uma variante criativa. Além da narrativa fluente, elegante e pontilhada de humor e tensão, o longa-metragem presta uma homenagem a Flaubert sem que o espectador precise ter lido nem mesmo a orelha de Madame Bovary. Estreou em 6/8/2015.
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  • De uma fita de ação inspirada no universo dos games, espera-se um visual de cair o queixo. Eis o maior dos pecados cometidos por esta nova versão cinematográfica para a série de jogos Hitman (a primeira, um fiasco total, saiu em 2007). Sem inspiração para misturar ficção científca e thriller, o diretor estreante Aleksander Bach cai na mesmice das fitas de espionagem e entedia o público com uma encenação tão pobre quanto a de um seriado de segundo escalão. O personagem-título, interpretado laconicamente pelo inglês Rupert Friend (de Orgulho e Preconceito), é um assassino de elite programado geneticamente para eliminar os alvos de uma agência misteriosa. Esse homem-máquina, vestido impecavelmente com terno e gravata vermelha, é escalado para proteger uma mulher (papel de Hannah Ware) cujo pai, um cientista brilhante, tem a chave para a multiplicação de clones superpoderosos. Os leigos em videogame sairão da sessão sem entender por que esses personagens tão monótonos provocam tamanho entusiasmo. Estreou em 27/8/2015.
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  • Mais um personagem da Marvel chega aos cinemas, agora tendo Paul Rudd (Eu Te Amo, Cara) na pele do ladrão Scott Lang. Ele sabe de suas habilidades para encolher de tamanho e precisa aceitar que é um herói e ajudar a salvar o mundo de novas ameaças. A primeira aventura do Homem-Formiga ganha a direção de Peyton Reed, o mesmo da comédia Sim, Senhor. Estreia prometida para 16/7/2015.
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  • Um thriller sobre assassinato pode, sim, ser narrado com a leveza de uma comédia romântica. Como? Woody Allen mostra. Em seu novo longa-metragem, o 45‚ da carreira, o nova-iorquino de 79 anos combina suspense hitchcockiano, filosofia e um humor discreto (porém ácido) para contar a história de um professor universitário obcecado pela ideia de cometer o crime perfeito. Na cabeça de Abe Lucas (Joaquin Phoenix), matar um desconhecido corrupto seria a melhor maneira de ganhar paz de espírito. Ao maquinar esse plano, o acadêmico fica mais otimista e se envolve com uma estudante (Emma Stone) e uma professora (Parker Posey). Golpes do acaso vão bagunçar as expectativas do trio — e não pouparão o espectador. Embora os minutos finais guardem uma surpresinha cruel, o mais curioso é como Allen opta por um discurso sutil para rir das certezas do protagonista. Estreou em 27/8/2015.
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  • Para o diretor Walter Salles, de Central do Brasil e Diários de Motocicleta, o cineasta mais importante em atividade é o chinês Jia Zhang-ke. De tanto admirar a obra dele, o brasileiro resolveu dedicar um documentário ao realizador. Jia Zhang-ke, um Homem de Fenyang deixa transparecer o carinho de Salles por uma filmografia que, entre a contemplação e o tom político, analisa as transformações sociais da China. Acompanhado do crítico francês Jean-Michel Frodon, o brasileiro convidou o autor de dramas como Plataforma, O Mundo e Um Toque de Pecado a uma viagem aos vilarejos pobres de Shanxi, província onde nasceu. Lá, ele reencontra atores, papeia com velhos amigos e visita lugares onde seus longas foram rodados. Para quem compartilha com Salles o entusiasmo pelo diretor, trata-se de um programa obrigatório: relatos como o da atribulada produção de Em Busca da Vida, produzido em uma região prestes a ser submersa por uma represa, são tão curiosos quanto a própria trama da fita. Complicado, no entanto, será fisgar a atenção dos não iniciados. Para esses, resta se contentar com momentos bem dosados de sentimentalismo, típicos do cinema de Salles. Estreou em 3/9/2015.
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  • Diretor inglês politizado, Ken Loach deu uma relaxada em seus últimos trabalhos, as comédias À Procura de Eric (2009) e A Parte dos Anjos (2012). Jimmy’s Hall faz o cineasta retomar a veia política, contestatória e rebelde de sua filmografia. No enredo do drama, inspirado em personagem real, James Gralton (Barry Ward) retorna à sua cidade natal, no interior da Irlanda, após viver dez anos nos Estados Unidos. Lá, encontra um grupo de jovens sedentos de novidades, carentes de diversão e cultura. Embora marcado por seu passado libertário, Jimmy (seu apelido) decide reabrir um salão (o hall do título) para abrigar aulas de dança, literatura e artes. Um padre católico, porém, não vê a iniciativa com bons olhos e força os conservadores a boicotar o local. A persistência do protagonista em manter-se fel à causa traz à tona outras discussões, como a luta de classes e a liberdade de expressão. Estreou em 6/8/2015.
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  • Uma das mais queridas estrelas da TV, Glória Pires já mandou muito também no cinema em trabalhos dramáticos, como Flores Raras, e comédias, a exemplo de Se Eu Fosse Você. Sua volta ao humor se dá em Linda de Morrer, cuja premissa é atraente. Na pele da dermatologista Paula, a atriz inventa um remédio capaz de acabar com a celulite. A médica não tem tempo para nada. Trata-se de uma egocêntrica que mal conversa com a filha, Alice (Antonia Moraes), e só pensa na carreira e no sucesso de vendas do medicamento. No dia do lançamento do Milagra, porém, Paula morre em decorrência dos efeitos colaterais. No além, encontra com uma mãe de santo (Susana Vieira) e, por meio dela, chega até Daniel (Emilio Dantas). Embora seja psicólogo, o rapaz possui o dom da mediunidade e pode ajudar Paula a ter contato com a herdeira. Seguem-se, então, as brincadeiras de gosto duvidoso com o espiritismo, a entrada de um vilão estereotipado (o sócio de Paula, papel de Angelo Paes Leme) e, claro, os momentos de redenção e reconciliações. A fórmula vem pronta para que a plateia caia na risada — isso no caso de alguém (ainda) achar graça em um homem fazer trejeitos femininos por estar “tomado” por uma mulher. A produção pobrinha, incluindo aí os modelitos de Glória e os efeitos visuais, conta pontos para derrubar do cavalo a grande intérprete. Estreou em 20/8/2015.
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  • Animação

    Minions
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    Assim como os pinguins de Madagascar ganharam um desenho animado próprio neste ano, os personagens amarelinhos de Meu Malvado Favorito chegam às telas com a intenção de arrebentar nas bilheterias em um 2015 repleto de sucessos gigantescos, a exemplo de Velozes & Furiosos 7, Vingadores — Era de Ultron e Jurassic World. Minions, embora tenha um roteiro pouco criativo, vai agradar. Contam pontos o carisma e a graça dos baixinhos, além de piadas espirituosas pipocando na trama principal. Um narrador relembra quem são os minions, seres pequenos que apareceram na Terra antes do homem. Como vivem em grupo, sentem a necessidade de ter um líder. Buscam, então, um vilão para chamar de seu — e vale tudo, de Drácula a Napoleão Bonaparte. A procura é em vão. Por causa da depressão de seus amiguinhos, três deles decidem sair de onde moram para buscar ajuda. Stuart, Kevin e Bob chegam, então, à Nova York de 1968. Eles descobrem uma convenção de vilões em Orlando e se mandam para a Flórida a fm de conhecer a malvada número 1 do planeta, Scarlett Overkill (dublada por Adriana Esteves). Uma deliciosa trilha sonora, com Beatles, The Doors e Rolling Stones, embala a saga do trio, ambientada em Londres. A partir daí, Minions sobrevive das gags com os fofos protagonistas, que, mesmo falando uma língua incompreensível, divertem crianças e adultos. Estreou em 25/6/2015.
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  • Com J.J. Abrams e Brad Bird no comando, respectivamente, do terceiro e quarto episódios, a cinessérie poderia correr um grande risco com a troca de diretor. Mas Missão: Impossível — Nação Secreta passa muito bem pelo padrão de qualidade e, sem arranhões, consegue respeitar o eletrizante pique dos filmes anteriores. É uma surpresa, sobretudo, porque o novo cineasta (e roteirista), Christopher McQuarrie, dirigiu Tom Cruise no insosso e pouco notado Jack Reacher (2012). Ele se redime aqui com uma trama de fôlego intenso, vibrantes cenas de ação e um tempero de humor provocado pelo ator inglês Simon Pegg. Nada estaria tão azeitado, contudo, se Tom Cruise não estivesse na linha de frente — além de protagonista, ele é produtor. Quanto mais absurdo, melhor. A frase, que também vale para a franquia Velozes & Furiosos, aplica-se nesta fita em diversos momentos, e, por isso, convém pôr o realismo de lado para embarcar na fantasia. A história começa com a já famosa sequência em que Ethan Hunt (Cruise) se agarra à porta de um avião em decolagem. Após a missão, ele e sua equipe caem em desgraça diante de um chefão da CIA (papel de Alec Baldwin). Fica decidido, então, que o IMF, órgão supersecreto para o qual eles atuam, chegou ao fim. Entretanto, Hunt decide manter-se, secretamente, na função para encontrar o líder do Sindicato, organização terrorista responsável por atentados no mundo. Há locações em Londres, Marrocos e Viena, uma boa espiã dissimulada (Rebecca Ferguson) e um senso de ritmo para não deixar a peteca cair. Quer programa pipoca melhor? Estreou em 13/8/2015.
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  • François Ozon tem uma das filmografas mais instigantes do novo cinema francês em trabalhos como Sob a Areia, O Tempo que Resta, Ricky e Dentro da Casa. Soma-se à sua carreira Uma Nova Amiga, mais um ótimo longa-metragem disposto a fazer refletir sobre um tema atual, o cross-dressing. O drama começa com a morte de Laura (Isild Le Besco), amiga de Claire (Anaïs Demoustier) desde a infância. Ainda emocionalmente arrasada, ela se aproxima de David (Romain Duris), o viúvo que, sozinho, precisa cuidar de um bebê. O reencontro é regado a uma grande surpresa: dentro de casa, ele gosta de se vestir de mulher. A princípio, Claire acha tudo muito estranho, mas, aos poucos, entende a vontade do novo amigo e, casada com Gilles (Raphaël Personnaz), passa a questionar seu estreito modo de vida. Inspirado num conto da inglesa Ruth Rendell, que morreu em maio, aos 85 anos, o filme põe na roda um assunto tabu por meio de situações que flertam com a seriedade e o humor. O amplo painel dos desejos (secretos ou não) e das relações sexuais ganha ainda mais credibilidade pela excepcional atuação de seu protagonista, que foge da caricatura e manda muito bem no salto alto. Estreou em 16/7/2015.
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  • Aviso aos navegantes: embora contenha trechos do best-seller de Antoine de Saint-Exupéry, O Pequeno Príncipe vai além do romance. E talvez seu deslize esteja, justamente, na pretensão de ter uma história maior. Produção francesa dirigida pelo americano Mark Osborne (do primeiro Kung Fu Panda), a animação, com uma beleza tão arrebatadora quanto poética, é um primor esteticamente. Enquanto os tempos modernos ganharam técnica em 3D, a trajetória do personagem do livro foi feita em stop motion (quadro a quadro). A trama começa divertida focando uma menina treinada pela mãe para ingressar numa prestigiada escola. Como ela não passa no teste, as duas se mudam para um condomínio e, durante as férias de verão, a garota será obrigada a estudar muito e seguir regras severas. Seu metódico cotidiano, contudo, sofre uma reviravolta quando ela conhece o vizinho da casa ao lado. O idoso mora sozinho e tenta convencer a criança a ser sua amiga. Ela resiste, mas, aos poucos, se interessa pela história contada pelo velho. Nela, seu novo companheiro relembra a vida de aviador e como conheceu, no deserto, o pequeno príncipe, habitante único de um planeta um pouco maior do que ele. No vaivém dos dois contos, o enredo principal (a inusitada amizade dos protagonistas) perde o fôlego. Para o público infantil, o desenho tem ingenuidade e pureza para satisfazer os menorzinhos, embora a duração seja longa e o ritmo, às vezes, lento. Adultos também podem curtir, caso ainda tenham uma criança chorona dentro de si. Estreou em 20/8/2015.
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  • Drama

    Phoenix
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    O diretor e roteirista Christian Petzold já havia sido superestimado por seu trabalho anterior, Barbara, indicação da Alemanha ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2013. A volta ao cinema se dá com Phoenix, longa-metragem cuja credibilidade da trama se esvai em meia hora. Logo após o término da II Guerra, a cantora judia Nelly Lenz (Nina Hoss) volta a Berlim. Ela saiu de um campo de concentração com o rosto desfigurado e, assim como a fênix, o pássaro mitológico renascido das cinzas, pretende refazer a vida. Embora tenha indícios de que o marido a entregou aos nazistas, Nelly sai à sua procura depois de passar por uma plástica e ganhar outra face. No reencontro com Johnny (Ronald Zehrfeld), ele não a reconhece. Além do argumento absurdo, o filme falha na continuidade de cenas e apresenta uma heroína de comportamento irritante. Assim, fica difícil compartilhar da dor da personagem. Estreou em 9/7/2015.
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  • Dez anos separam o Quarteto Fantástico “original” deste lançamento homônimo. De lá para cá, muita coisa mudou nas adaptações dos heróis dos quadrinhos, sobretudo com a entrada do gigante Marvel no reino cinematográfico — vide, por exemplo, o estrondoso sucesso dos dois filmes de Vingadores. Eis a pergunta que não quer calar: embora o gênero seja, na maioria das vezes, uma promessa de êxito nas bilheterias, por que recontar a mesma história menos de uma década depois? Em princípio, a escolha do diretor foi acertada. Josh Trank comandou, em 2012, o curioso Poder sem Limites, uma produção menor, porém muito criativa. Ao migrar para o universo dos blockbusters, o cineasta, cercado de produtores, se embolou numa narrativa sonolenta e recheada de efeitos visuais genéricos. A primeira meia hora chega a empolgar ao enfocar a infância e a juventude estudantil de Reed Richards (o bom Miles Teller, de Whiplash). Pequeno gênio, o garoto inventou o teletransporte por meio da eletricidade. É, por isso, convidado pelo Dr. Franklin Storm (Reg E. Cathey) a trabalhar em seu instituto e pôr o projeto em prática. Para resumir a ladainha, Reed mais seu inseparável amigo Ben Grimm (Jamie Bell), Johnny Storm (Michael B. Jordan) e o invejoso Victor von Doom (Toby Kebbell) entram na máquina e vão parar em outra dimensão. Uma fonte de energia por lá os torna seres especiais. Os braços e pernas de Reed ficam elásticos, Ben virou um brutamontes de pedras (chamado Coisa) e Johnny tem o poder do fogo em seu corpo. Sue Storm (Kate Mara), que estava na Terra mas também foi atingida, ganhou o dom da invisibilidade. Para chegar ao momento “transformação”, o roteiro enrola a plateia durante uma hora. O restante resume-se ao chocho enfrentamento dos personagens com o vilão (convém não revelar sua identidade). Na comparação com o primeiro Quarteto Fantástico, o atual só ganha no quesito elenco e atuações. Querendo ser mais “cinzento” e dramático (na cola dos “colegas” de X-Men), o longa-metragem perdeu a cor, a graça e o sentido. Estreou em 6/8/2015.
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  • Filmes nacionais recentes como O Som ao Redor e Casa Grande mostraram a força de dramas que trazem à tona discussões atuais sobre a sociedade brasileira. O paulistano Que Horas Ela Volta? acrescenta a essa onda um “algo mais” irresistível: a capacidade de comover o espectador. O prestígio internacional do novo longa de Anna Muylaert (de Durval Discos e É Proibido Fumar), vencedor de prêmio de público no Festival de Berlim, pode ser creditado ao apelo universal de uma trama sobre amor de mãe. O impacto, no entanto, teria sido muito menor sem Regina Casé à frente do elenco. Desde Eu Tu Eles, de 2000, a atriz estava devendo uma interpretação memorável. No papel da empregada doméstica Val, ela garante alma às provocações da cineasta, que discute por um viés intimista as relações de poder escondidas no nosso cotidiano. Conformada com uma vidinha estável, mas sem perspectivas, a pernambucana mora num cômodo abafado de uma mansão no Morumbi e se considera uma segunda mãe do adolescente Fabinho (Michel Joelsas). Esse clima de falsa harmonia cai por terra quando sua filha, Jéssica (Camila Márdila, que dividiu com Casé o troféu de melhor atriz no festival americano de Sundance), resolve passar uma temporada em São Paulo para prestar vestibular. O choque de temperamentos será bombástico. Sem a menor vontade de ser tratada como cidadã de segunda classe, a jovem irritará a patroa (Karine Teles) e será desejada pelo pai da família (Lourenço Mutarelli). Embora pese um pouco a mão na solução dos confitos, amarrados sem tanta sutileza, Muylaert dá conta de transformar, pouco a pouco, a maneira como o espectador vê essa personagem “invasora”: de visitante inconveniente a uma força rebelde capaz de mostrar à mãe que a vida pode ir além do quartinho dos fundos. Estreou em 27/8/2015.
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  • Meryl Streep interpretando uma roqueira especialista no repertório de ídolos como os Rolling Stones e Bruce Springsteen? A ideia é palpitante o suficiente para justificar a existência desta comédia. E, convenhamos, quando empunha uma guitarra Telecaster e solta a voz, a atriz faz valer o preço do ingresso. Pena que o filme perca boa parte de seu “punch” quando, fora do palco, se transforma num drama familiar dos mais frouxos. O diretor nova-iorquino Jonathan Demme (de O Silêncio dos Inocentes) acerta ao dar a devida atenção às apresentações musicais, que dizem muito sobre a relação entre Ricki, sua banda de músicos experientes e o público do bar decadente na Califórnia onde eles se apresentam. A narrativa desafina, contudo, quando o lado mais folhetinesco do roteiro escrito por Diablo Cody (de Juno) pede passagem. Convocada pelo ex-marido (Kevin Kline) para visitar a família, deixada de lado por ela ao seguir o sonho do estrelato, Ricki acertará contas com a recém-divorciada Maureen (Mamie Gummer, também filha de Streep na vida real), em crise depressiva. O reencontro poderia ter rendido conflitos tão vibrantes quanto um hit de hard rock, mas descamba em mornas discussões de relação. Estreou em 3/9/2015.
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  • Comédia dramática

    Samba - Filme
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    Olivier Nakache e Eric Toledano foram responsáveis por Intocáveis (2011), um dos maiores sucessos do cinema francês dos últimos anos. Revelação do filme anterior, o ator Omar Sy volta no recente trabalho dos diretores na pele do protagonista Samba, um senegalês que mora ilegalmente em Paris há dez anos. Ele faz bicos em restaurantes e é preso por agentes do departamento de imigração. Na outra ponta da história está Alice (Charlotte Gainsbourg), executiva em licença médica cujo novo trabalho é colaborar com uma ONG que tenta regularizar a situação dos clandestinos no país. O destino se encarrega de fazer o encontro de Samba e Alice. Enquanto ele tem energia contagiante (muito semelhante à de seu personagem em Intocáveis), a moça se encaixa num quadro depressivo. Não à toa, os realizadores usam a mesma fórmula de antes: uma combinação de drama e humor com uma pegada mais alto-astral. A graça da trama, contudo, vem da presença do francês Tahar Rahim. Quase sempre visto em papéis sisudos, o ator de origem argelina interpreta um brasileiro e rouba a cena ao ensaiar um strip-tease ao som de Palco, de Gilberto Gil. Estreou em 9/7/2015.
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  • Os desenhos do estúdio inglês Aardman são alternativas certeiras para fãs de animação um pouco cansados do padrão Disney. Desde Wallace & Gromit, passando pelos fabulosos A Fuga das Galinhas e Piratas Pirados!, a produtora de fitas de massinha segue teimosamente na contramão das superproduções do gênero. Nesta adaptação do seriado de TV exibido pela Cultura, a ousadia vem em dobro: além de trazer uma técnica démodé, não há um único diálogo nos 85 minutos de narrativa. E o público, vidrado nas sacadas hilariantes da trama, provavelmente não vai se importar com esse “detalhe”. Embora possam estranhar o formato econômico, as crianças não encontrarão dificuldade para embarcar na aventura de um intrépido carneiro junto de um rebanho atrapalhado à solta nas ruas de uma metrópole. A confusão começa quando Shaun, aborrecido com uma rotina cada vez mais repetitiva, tem a ideia de pregar uma peça no “patrão”. O plano dá errado, e o dono vai parar em um hospital na cidade grande, sem memória. As reviravoltas malucas do resgate ganham ritmo acelerado, temperadas com gags espertas sobre as futilidades do mundo dos famosos. Ironias bem inglesas, é claro. Mas sem perder a leveza de uma graciosa sessão-pipoca. Estreou em 3/9/2015.
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  • Após sofrer um ataque cardíaco, o cinquentão Antoine Chevalier (Lambert Wilson) decide repensar seu modo de vida. A comédia, então, enfoca seu novo cotidiano. Estreia prometida para 6/8/2015.
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  • Comédia

    Ted 2
    Veja Rio
    Sem avaliação
    Quem apostaria que um ursinho de pelúcia beberrão, mulherengo e desbocado teria cacife para virar fenômeno pop? Superando as expectativas mais otimistas de Hollywood, foi exatamente esse o destino do tipinho politicamente incorreto criado pelo comediante Seth Mac Farlane (autor do desenho para adultos Family Guy). Graças a ele, o longa-metragem Ted, de 2012, arrecadou quase 550 milhões de dólares no mundo todo e... rendeu uma continuação caça-níquel, claro. Com porte de superprodução, Ted 2 não teve a mesma sorte e acabou rejeitado pelo público americano. A explicação para o fracasso é, infelizmente, de ordem criativa: embora mantenha o es(e esdrúxulo, como esperado), mas desenvolvido num roteiro tão bobinho e “adultescente” quanto os protagonistas. Em um dos momentos mais embaraçosos, um acidente num banco de esperma dá a “deixa” para uma piada racista sobre a vida sexual da socialite Kim Kardashian. O humor vale-tudo, usado de maneira acertada na fita anterior, não combina com uma mensagem em defesa dos direitos das minorias. Em vez de divertir, a brincadeira apenas incomoda. Estreou em 27/8/2015.
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  • Escrito pela dupla Chuck Konzelman e Cary Solomon (ambos de Deus Não Está Morto), o drama cristão mostra a relação de doze pessoas com a fé em trajetórias que se cruzam, entre elas a de um pastor (Ted McGinley) e a de um mendigo (Delroy Lindo) que prega a palavra de Deus pelas ruas de Chicago. Temas como suicídio, intolerância religiosa e crises familiares são discutidos no longa. Estreou em 3/9/2015.
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Fonte: VEJA RIO