CINEMA

O Grande Hotel Budapeste

Em seu oitavo longa, o diretor americano Wes Anderson superou trabalhos anteriores ao fazer um filme de incrível beleza

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

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(Foto: Redação Veja rio)

Em seu oitavo longa, o diretor americano Wes Anderson superou trabalhos anteriores (como Moonrise Kingdom e Viagem a Darjeeling) e fez um filme que vale ser visto duas vezes - a segunda só para contemplar sua incrível beleza. A trama traz um escritor (interpretado por Tom Wilkinson) que relembra o passado, quando se hospedou no Grande Hotel Budapeste. Ele tinha 40 e poucos anos (Jude Law assume o personagem) e ouviu do proprietário, Moustafa (F. Murray Abraham), como o imenso imóvel nas montanhas da fictícia República de Zubrowka foi parar em suas mãos. O enredo volta então a 1932 para flagrar a rotina de Moustafa (agora Tony Revolori), um novato mensageiro a serviço de Monsieur Gustave (Ralph Fiennes, excelente), o gerente almofadinha exigente e amante de velhas hóspedes. Eis que uma dessas senhoras morre e Gustave vai ao velório acompanhado do jovem empregado. Ao chegar lá, descobre que ganhou de herança um valioso quadro. Mas não será fácil levar a relíquia porque o filho da falecida (Adrien Brody) também está de olho na tela. Convém parar por aqui e não estragar novas surpresas. Além da narrativa ágil e do humor abrangente, a paleta de cores da brilhante direção de arte enche os olhos e cria um visual acachapante. A simetria dos enquadramentos alinha Anderson entre os realizadores contemporâneos plugados no preciosismo estético. Direção: Wes Anderson (The Grand Budapest Hotel, EUA/Alemanha, 2014, 100min). 14 anos. Estreou em 3/7/2014.

Fonte: VEJA RIO