luz, câmera, ação

Fique de olhos nos 32 filmes em cartaz

Além da fita de ação Mad Max, os longas Força Maior e Entre Abelhas estão no circuito

Por: Redação Veja Rio

mad max
(Foto: Divulgação)

Confira a programação completa:

  • Sebástian (papel do fofo Félix Bossuet) tem 10 anos e foi criado por um senhor (Tchéky Karyo) a quem ele chama de avô. Sua mãe, segundo os adultos, partiu “para a América” e, solitário, o garoto passa os dias nas montanhas pastoreando ovelhas. Em 1942, os nazistas tomaram a França e estão à procura de moradores que ajudam os judeus a atravessar a fronteira com a Suíça. Para piorar, um animal anda fazendo estragos na região. O menino, porém, descobre algo surpreendente: a tal “besta” é uma cadela de grande porte e, embora selvagem, mostra-se amigável quando domada. Há duas tramas em Belle e Sebástian que parecem não se entrosar. De um lado está uma aventura nos moldes da Disney. Na outra ponta encontra-se um frágil drama de guerra. Especialidade do documentarista da natureza Nicolas Vanier, as deslumbrantes paisagens dominam a atração, sobretudo no registro do rigoroso inverno europeu. Estreou em 12/2/2015.
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  • Exibida no canal pago Nickelodeon a partir de 2000, a série de desenhos animados Bob Esponja virou um sucesso. Faltava um longa-metragem em 3D para o cinema a fim de coroar o projeto. Bob Esponja — Um Herói Fora d’Água, porém, conserva a ingenuidade das tramas televisivas e não consegue alcançar um público além do infantil. Benfeitinha, a animação começa com os traços à moda antiga mostrando a vida na Fenda do Biquíni. Lá, no fundo do mar, o chapeiro Bob Esponja trabalha na lanchonete cuja especialidade é o hambúrguer de siri. Quando a fórmula da guloseima desaparece, o povo fica em polvorosa. Cabe ao protagonista e seu grupo de amigos ir à procura do ladrão. A partir do momento em que os personagens saem da água, a projeção ganha as três dimensões. A trama, então, aposta na ação tendo Bob e sua turma como super-heróis de corpo sarado. Estreou em 5/2/2015.
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  • A DreamWorks vem conseguindo superar em qualidade as animações da Disney/Pixar. Embora Operação Big Hero (do estúdio do Mickey) tenha tirado o Oscar da concorrente (que competia com Como Treinar o Seu Dragão 2), neste ano a DreamWorks já brindou as plateias com o divertido Os Pinguins de Madagascar e, agora, acerta de novo. Ritmo acelerado, piadas bem sacadas, efeito fofura na medida certa e um protagonista carismático são os trunfos de Cada um na Sua Casa, livre adaptação do livro infantojuvenil homônimo, escrito pelo desenhista Adam Rex e lançado no Brasil pela Editora Gutenberg. Praticamente, apenas dois personagens são o centro da trama, mas isso não é sinônimo de tédio para a criançada. O início se dá no planeta dos Boovs, seres baixinhos de seis pernas e cor lilás que vão invadir a Terra. Oh, o personagem principal, destaca-se por ser o narrador e não se encaixar nos padrões de seus semelhantes. Ele é tagarela, inconveniente, destrambelhado e, por todos os seus defeitos, revela-se um Boov diferente, simpático e mais dócil. Quando os alienígenas chegam aqui, todos os terráqueos são removidos para uma parte inóspita do planeta. Oh instalou-se em Nova York e, atrapalhado, enviou uma mensagem para os Gorgs, inimigos número 1 de sua raça. Na missão de corrigir o erro, o pequeno extraterrestre encontra Tip, uma garota em busca de sua mãe, abduzida pelos Boovs. Começa aí uma amizade à força. Estreou em 9/4/2015.
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  • Do Festival de Paulínia do ano passado, Casa Grande saiu com os prêmios do júri, ator coadjuvante (Marcello Novaes), atriz coadjuvante (Clarissa Pinheiro) e roteiro. É uma estreia na ficção de muita qualidade do também roteirista Fellipe Barbosa. A bela mansão do título, localizada no Itanhangá, bairro vizinho à Barra da Tijuca, pertence a Hugo (Novaes), um executivo do ramo financeiro desempregado. Vivendo de empréstimos dos amigos, ele se esforça para manter o padrão e a postura de patrão dos tempos de vacas gordas. O protagonista, porém, é seu filho, Jean (Thales Cavalcanti), um adolescente que procura entender a transformação do mundo à sua volta. Ele recorre ao colo da empregada (Clarissa) para desabafar e tenta conquistar uma garota a fim de diferenciar sexo de amor. O Rio de Janeiro dos ricos falidos e da classe média fica registrado numa história de situações triviais que ganha força nos embates familiares e sociais diários. Longe das favelas, lugar-comum no cinema nacional, e mais próximo do cotidiano carioca das telenovelas da Rede Globo, Barbosa traz à tona conflitos comuns e, por isso, de fácil assimilação. Estreou em 16/4/2015.
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  • Documentário

    Cássia Eller
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    Loki — Arnaldo Baptista (2008) foi o primeiro acerto do diretor Paulo Henrique Fontenelle. O segundo ocorre com um novo documentário, Cássia Eller, tributo afetuoso a uma das mais eletrizantes cantoras brasileiras, que morreu, precocemente, em dezembro de 2001, aos 39 anos. O realizador foi atrás de imagens caseiras, feitas em família ou das turnês, e também dos registros nos programas de TV. À tona, vêm as várias faces de Cássia: a mulher tímida diante das câmeras, a intérprete de voz potente e atitudes provocativas no palco, a mãe biológica e dedicada de Chicão, a esposa não muito fiel de Maria Eugênia, sua companheira até a morte. Há também o passo a passo da carreira — dos primórdios num espetáculo de Oswaldo Montenegro ao derradeiro (e espetacular) Acústico MTV, em que mesclou de Edith Piaf (Non, Je Ne Regrette Rien) a Cazuza (Malandragem) e Riachão (Vá Morar com o Diabo). No mais emocionante dos depoimentos, Nando Reis relembra a parceria em hits como O Segundo Sol. Drogas, sexo e rock and roll permeiam a biografia, mas sem muitas polêmicas, justamente para cair no agrado dos fãs. Fontenelle, no entanto, comete um excesso e um deslize: alonga o filme com cenas dispensáveis e, sem nenhuma canção na íntegra, perde a oportunidade de deixar Cássia apenas cantando. Estreou em 29/1/2015.
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  • alvez o maior erro das adaptações dos contos infantis com atores seja “trair” as histórias originais, a exemplo de Malévola e Espelho, Espelho Meu. Cinderela segue à risca o desenho animado da Disney e, por isso, não tem como desagradar. No papel-título, a graciosa Lily James (do seriado Downton Abbey) interpreta Ella, que, após a morte do pai, é obrigada a morar com a segunda esposa dele. A madrasta (papel de Cate Blanchett) mostra-se amigável a princípio, mas, aos poucos, comporta-se como uma víbora, transformando a enteada em sua serviçal. As filhas da megera (Holliday Grainger e Sophie McShera) são igualmente venenosas. O destino da moça, contudo, tende a mudar quando o príncipe (Richard Madden) convoca as mulheres do reino para um baile. O filme tem encanto e magia em porções ideais para fazer brilhar os olhos da criançada. Contribui para o esplêndido visual um time de profissionais de primeira linha, encabeçado pelo diretor de arte italiano Dante Ferretti e pela figurinista inglesa Sandy Powell, a dupla por trás de A Invenção de Hugo Cabret. Estreou em 26/3/2015.
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  • Héctor (Lucio Giménez Cacho) tem 15 anos e, no fim da temporada de verão, vai passar uns dias num hotel do litoral, praticamente às moscas. A companhia de sua mãe, Paloma (María Renée Prudencio), parece ser ideal. Em sintonia, eles matam o tempo esticando-se ao sol e jogando cartas. A entrada da garota Jazmín (Danae Reynaud) na trama de Club Sandwich traz certa desarmonia à relação. Embora com uma premissa atraente sobre a intensidade do amor materno na adolescência, a comédia dramática mexicana fica na superfície da abordagem e, com uma narrativa contemplativa, despreza as palavras mais duras em nome de silêncios descartáveis. Estreou em 9/4/2015.
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  • Protagonista do novo Mad Max, Tom Hardy volta às telas e se dá muito mal ao falar inglês com sotaque russo na confusa trama de Crimes Ocultos. Tudo começa em 1933, quando está em foco o drama de órfãos ucranianos cujos pais foram castigados pela fome na ditadura de Stalin. Um deles consegue escapar da miséria e vira um herói na II Guerra sob o nome de Leo (Hardy). Na Moscou da década de 50, o protagonista virou um investigador militar às voltas com a morte (ou assassinato) do filho de um amigo. Por ter defendido a esposa (Noomi Rapace), acusada de traição pelo Partido Comunista, Leo, como castigo, é enviado com a mulher para a cidade de Volsk. Lá, novos crimes com crianças chamam sua atenção. O roteiro, inspirado no livro Child 44, de Tom Rob Smith, tenta atirar para vários lados em mais de duas cansativas horas de duração. Ora tem ecos das tragédias de guerra, ora traz à tona um filme policial como outro qualquer. Joel Kinnaman (o RoboCop) e Gary Oldman ficam igualmente perdidos. Estreou em 21/5/2015.
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  • Em tempos bicudos de intolerância, chega em boa hora às telas um documentário que trata abertamente da diversidade sexual. A diretora e psicanalista Miriam Chnaiderman expõe, em De Gravata e Unha Vermelha, casos curiosos de transexuais (masculinos e femininos) e colhe confissões, muitas vezes emocionantes, de homossexuais. O estilista Dudu Bertholini, curador do projeto, surge em cena também como entrevistador. Há valor histórico nos registros, embora alguns relatos chovam no molhado, a exemplo daqueles feitos pelo cantor Ney Matogrosso e pelo(a) cartunista Laerte. Miriam dispersa um pouco o foco ao abordar um grupo de gaúchos héteros que se vestem de mulher no Carnaval. Faz falta, também, o depoimento de lésbicas, além de uma unidade cinematográfica para enriquecer o painel. Estreou em 7/5/2015.
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  • Romance

    Divã a 2
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    O diretor Paulo Fontenelle já assinou uma bomba chamada Se Puder, Dirija! e, agora, apresenta uma comédia romântica dura de engolir. Atenção: embora o título (quase) remeta ao sucesso Divã, com Lília Cabral, este longa-metragem oportunista só aproveita a terapia da história anterior. Em crise, o casal Eduarda (Vanessa Giácomo) e Marcos (Rafael Infante) faz análise para tentar salvar o casamento. Ele, um produtor de eventos, trabalha além da conta e ela, ortopedista, se queixa demais. O jeito, então, é a separação. Enquanto Marcos aproveita a solteirice, Eduarda conhece o viúvo Leo (Marcelo Serrado) e fica encantada com ele. Piadas manjadas, cenários precários, romantismo e azaração estereotipados sugerem que o cinema comercial nacional está buscando uma fórmula pior que as das mais banais novelas. Estreou em 14/5/2015.
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  • Comédia dramática

    Entre Abelhas
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    Esqueça o Fábio Porchat dos esquetes do Porta dos Fundos, de comédias como Meu Passado Me Condena e do programa de TV Tudo pela Audiência. O humor de Entre Abelhas passa de raspão pelos clichês e pela baixaria para investir num drama psicológico. O início dá sinal de ser igual a tantos outros filmes. Bruno (Porchat) separou-se da mulher (Giovanna Lancellotti) e, com amigos, comemora numa boate de garotas de programa. Com o passar dos dias, a suposta alegria da solteirice vira um pesadelo. De volta à casa da mãe (Irene Ravache), ele sente a solidão bater à porta. O melhor amigo (Marcos Veras) só olha para o próprio umbigo, e Bruno perdeu a vontade de se divertir. O pior está adiante. Numa noite, o protagonista não enxerga um motorista de táxi e, a partir daí, as pessoas, até as mais próximas, começam a sumir. Não se trata de um problema de visão, e sim de fundo traumático, alerta seu psiquiatra (Marcelo Valle). Sim, há motivos para o riso rolar solto, sobretudo nas hilárias aparições do personagem de Luis Lobianco. Ao se aproximar da conclusão, o espectador vai se surpreender. Sem resposta pronta, os roteiristas Porchat e Ian SBF bancam uma história sobre depressão com um desfecho sem concessão e sem se importar em contentar as plateias. Estreou em 30/4/2015.
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  • Comédia dramática

    O Exótico Hotel Marigold 2
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    O primeiro filme reuniu um grupo de atores ingleses da terceira idade em aventuras e desventuras na Índia. Era uma simpática comédia com dramas e romances plausíveis, temperada em locações em Jaipur. Não havia motivo nenhum (a não ser o de caçar níqueis) para o longa-metragem ganhar uma continuação. Quatro anos depois, eis que surge O Exótico Hotel Marigold 2, com o mesmo elenco e a presença caça-mulherada do galã grisalho Richard Gere. Na nova trama, Muriel Donnelly (Maggie Smith) virou uma senhora mais amigável e ajuda o jovem indiano Sonny Kapoor (Dev Patel, numa atuação estridente e insuportável) a tocar seu hotel. Ambos voltam dos Estados Unidos com a esperança de unir o Marigold a uma rede hoteleira americana. Os velhos hóspedes de antes permanecem por lá. Evelyn Greenslade (Judi Dench), aos 78 anos, arrumou um emprego e está sendo paquerada pelo amigo Douglas Ainslie (Bill Nighy). O misterioso escritor Guy Chambers (Gere) caiu de amores pela mãe do proprietário (papel de Lillete Dubey) enquanto o ex-casal Madge (Celia Imrie) e Norman (Ronald Pickup) continua às voltas com amantes e pretendentes. São conflitos banais, muitas vezes tratados com infantilidade, para o ótimo elenco mostrar seu valor. Estreou em 7/5/2015.
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  • Os Bélier moram na área rural de uma pequena cidade da França e, fazendeiros, vendem queijos na feirinha do centro. Como a mãe (Karin Viard), o pai (François Damiens) e o irmão (Luca Gelberg) da adolescente Paula (Louane Emera) são surdos-mudos, ela fica responsável pela comunicação com os clientes. A garota também carrega o peso de falar, literalmente, em nome da família. Vivendo as mudanças hormonais típicas da idade, Paula tem um temperamento instável. Nas aulas de canto, porém, seu talento é descoberto pelo professor (Eric Elmosnino), que a incentiva a participar de um concurso em Paris. O que o destino reserva para uma moça cheia de sonhos, mas presa aos vínculos familiares? Um conflito dramático ganha tratamento bem-humorado, culminando numa sequência musical capaz de aflorar emoção. Em sua estreia no cinema, Louane Emera, descoberta aos 16 anos no programa The Voice, consegue arrebatar soltando a voz em Je Vole (Eu Voo). Estreia prometida para 25/12/2014.
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  • Comédia dramática

    Um Fim de Semana em Paris
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    A cena de Bande à Part (1964), de Jean-Luc Godard, não está presente à toa nesta comédia dramática. Além da homenagem explícita ao expoente da nouvelle vague, o filme esbanja influências do movimento que revitalizou o cinema francês na década de 60. Ambientada nos dias de hoje, a trama apresenta o casal Nick e Meg, interpretados por Jim Broadbent e Lindsay Duncan. Para comemorar o aniversário de trinta anos de casamento, estes ingleses desembarcam na capital francesa a fim de resgatar as paixões do passado. Só que nada sai como planejado. O hotel de antes virou uma espelunca e, professores de classe média, eles decidem se instalar num cinco-estrelas e viver como reis por dois dias. O humor domina o enredo em vários momentos, mas, após um encontro com um antigo amigo de Nick (papel de Jeff Goldblum), o roteiro faz um rápido desvio para o drama. Em diálogos calibrados de Hanif Kureishi (o mesmo de Minha Adorável Lavanderia e Intimidade), o filme combina a melancolia da terceira idade com a travessura da juventude. Direção: Roger Michell (Le Week-End, Inglaterra/França, 2013, 93min). 14 anos. Estreou em 2/4/2015.
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  • Candidato da Suécia para concorrer a uma vaga no Oscar de melhor filme estrangeiro, Força Maior nem sequer esteve entre os cinco finalistas. Mas tinha qualidades até para levar o prêmio. De um acontecimento inesperado, o diretor e roteirista Ruben Östlund extrai uma reflexão profunda sobre relacionamentos, intimidades entre pares e o papel do homem e da mulher no núcleo familiar. A trama flagra o casal sueco Tomas (Johannes Bah Kuhnke) e Ebba (Lisa Loven Kongsli) chegando a uma estação de esqui nos Alpes franceses, acompanhado dos filhos. A ideia é aproveitar a estada para relaxar, mas, durante um almoço, algo tira a família dos eixos. Uma avalanche, vinda em direção ao hotel, faz com que o marido se separe da mulher. A partir daí, os questionamentos vêm à tona em discussões oportunas, incômodas e necessárias. Estreou 5/3/2015.
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  • Adaline Bowman (Blake Lively) nasceu no início do século XX e, aos 30 anos e viúva, sofreu um acidente de carro e morreu por alguns minutos. A descarga elétrica de um raio a fez reviver e, a partir daí, a jovem passou por uma transformação que mudou seu destino para sempre. Sem envelhecer, ela atravessou as décadas com a mesmíssima aparência e até sua filha ficou parecendo sua avó (papel de Ellen Burstyn). A eterna juventude, porém, trouxe problemas. Adaline nunca mais se envolveu em relacionamentos afetivos e, quando descoberta por algum conhecido, precisou mudar de cidade. Nos dias de hoje, ela trabalha numa biblioteca e foge dos homens para não ter compromisso. Mas eis que o sedutor Ellis Jones (Michiel Huisman) surge no pedaço. A fantasia na linha de O Curioso Caso de Benjamin Button e Questão de Tempo ronda a trama de A Incrível História de Adaline. Há momentos saborosos, sobretudo nas competentes recriações de época. A trama também ganha igualmente certa empolgação quando Harrison Ford (convém não revelar o personagem) surge em cena para uma participação especial. Contudo, o drama romântico, sem se arriscar ou comover, caminha, em sequências previsíveis, para o inevitável final feliz. Estreou em 21/5/2015.
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  • — A História de uma Lenda (2013), Chadwick Boseman interpretou de forma soberba Jackie Robinson (1919-1972), o primeiro jogador negro na principal liga de beisebol americana. Um ano depois, dobrou a aposta ao encarnar outro personagem real, inconfundível no seu modo de falar, cantar e dançar. Na pele do ídolo do funk, do soul e do showbiz, Boseman porta-se diante das câmeras como a força da natureza que foi James Brown (1933-2006). Estreia exclusiva no Estação NET Botafogo 1, o drama musical dirigido por Tate Taylor (Histórias Cruzadas) ziguezagueia no tempo. Começa em 1988, em um dos momentos de violenta piração do astro, volta para sua infância miserável, na década de 30, dali salta até o sucesso na década de 60. Algumas cenas são narradas pelo próprio Brown (Boseman), recurso que reforça o caráter controlador do biografado. A trama é enriquecida por coadjuvantes talentosos nos papéis da mãe ausente (uma altiva Viola Davis), do empresário Ben Bart (Dan Aykroyd) e de Bobby Byrd (Nelsan Ellis), parceiro musical desde o princípio, quando Brown era apenas um jovem presidiário sem muito futuro. Na trilha sonora, um empolgante desfile de clássicos, do pioneiro hit Please, Please, Please a I Got You (I Feel Good).
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  • Era a virada dos anos 70 para os 80 quando o diretor australiano George Miller criou um policial com sede de vingança para o filme Mad Max. Interpretado pelo então novato Mel Gibson, Max virou um símbolo da cultura pop e retornou em outros dois longas-metragens, Mad Max — A Caçada Continua (1981) e Mad Max — Além da Cúpula do Trovão (1985). Três décadas depois, o realizador estreia um quarto episódio da cinessérie. Mad Max — Estrada da Fúria não é uma sequência nem uma refilmagem. Miller aproveitou a ambiência pós-apocalíptica e o clima árido das fitas anteriores e substituiu Gibson, de 59 anos, pelo musculoso Tom Hardy, de 37, o vilão Bane de Batman — O Cavaleiro das Trevas Ressurge. No início da história, Max dá uma ideia da transformação do (fim) do mundo e de como grupos rivais disputam a água e o petróleo no deserto. Logo em seguida, o protagonista passa a ser caçado por uma gangue de carecas e é conduzido aos domínios do mascarado Immortan Joe, o todo- poderoso que controla um povo carente. Braço-direito do líder, a Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) o trai ao fugir com uma turma de belas parideiras. Para agradar a Joe, o jovem Nux (Nicholas Hoult) encara uma perseguição a Furiosa e leva junto o prisioneiro Max. Além da frenética abertura, Estrada da Fúria traz uma renovação à franquia com cenas alucinantes de ação — Velozes & Furiosos 7, por exemplo, já vai parecer “datado”. Miller não economiza em nada e não poupa ninguém. São duas horas agitadíssimas em um roteiro basicamente trivial, mas cuja violência extrema e insana combina perfeitamente com o caos explicitado na trama futurista. Estreou em 14/5/2015.
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  • Eduardo (Caíque Oliveira) mora no Jardim Ângela e, batalhador, vive à procura de trabalho. A mãe (Einat Falbel) também está desempregada. Ao conhecer o playboy Jeff (Caio Blat), Eduardo embarca numa trajetória errante pelo mundo das drogas. Começa fumando maconha, passa para o crack e, viciado, vira um sujeito arredio. O passo seguinte é frequentar a Cracolândia, na região central de São Paulo. O drama Metanoia, feito na raça, aborda um tema atual e oportuno, além de trazer uma mensagem cristã ao desfecho. As boas intenções, contudo, são quase ofuscadas pela precariedade da produção e pela realização esquemática de um roteiro didático. Estreou em 14/5/2015.
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  • Companheira e musa do cineasta sueco Ingmar Bergman, Liv Ullmann, além de excelente atriz, tem uma carreira como diretora, incluindo os sensíveis dramas Sofe (1992) e Infiel (2000). Catorze anos depois deste seu penúltimo trabalho, a estrela retorna atrás das câmeras comandando uma adaptação da peça Senhorita Júlia, de August Strindberg (1849-1912). São apenas três personagens envolvidos num texto sobre poder e sedução. Na noite do solstício de verão, na Irlanda de 1890, a aristocrata Julie (Jessica Chastain) sente atração por John (Colin Farrell), um empregado faz-tudo da mansão. Para conquistá-lo, a senhorita joga charme e usa seu poder de patroa. Acontece que John é namorado da cozinheira (Samantha Morton) e, a princípio, afasta-se como o diabo da cruz. Aos poucos, a situação se inverte. John passa a dominá-la pondo a relação em pratos limpos. Liv não ousa na montagem para o cinema e entrega à plateia uma espécie de teatro (bem) filmado, com atuações no ponto certo e diálogos cortantes. Estreou em 21/5/2015.
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  • Comédia dramática

    Não Olhe para Trás
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    Danny Collins é um astro de rock das antigas. Estourou nos anos 70 com baladas de refrão grudento, passou décadas sem compor canções e continua lotando estádios. Fora do palco, divide uma mansão com uma garota, abusa das drogas e adora carrões. Quem dá vida ao protagonista de Não Olhe para Trás é Al Pacino, num de seus melhores papéis dos últimos tempos. Inspirado em fragmentos da vida do cantor inglês de folk Steve Tilston, hoje com 65 anos, o filme mostra como a rotina de Collins vira do avesso quando ele recebe de seu agente, Frank (Christopher Plummer), uma carta assinada por John Lennon na qual o ex-beatle o aconselha sobre a carreira. Collins toma uma atitude drástica: abandona a turnê, aluga um aposento longe de casa e sai em busca de familiares. Aqui, a fita embala numa jornada comovente de reconquistas. O cantor ganha a companhia de Mary (Annette Bening), a gerente do hotel que resiste às investidas do galã, e do filho (Bobby Cannavale), casado com Samantha (Jennifer Garner) e pai da agitada Hope. Drama e humor na dose correta dão ritmo ao longa. O que sobressai, no entanto, é a química irresistível entre Pacino e Annette. Estreou em 16/4/2015.
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  • No mesmo ano do lançamento de E.T. — O Extraterrestre, o diretor Steven Spielberg, apenas como roteirista e produtor, estreou Poltergeist — O Fenômeno. Ambos os filmes, de 1982, marcaram época. Poltergeist deu uma revitalizada nas histórias sobrenaturais e, até hoje, possui um cena emblemática — a da garotinha tocando uma tela de TV e conversando com “amiguinhos imaginários” do outro lado do tubo. Por mais que a refilmagem apresente a mesma sequência e siga o roteiro original, tudo conspira contra o remake. A trama gira em torno da família Bowen. Como o patriarca, Eric (Sam Rockwell), perdeu o emprego, eles são obrigados a mudar para uma casa modesta. Lá, fatos estranhos têm início, e a situação piora numa noite em que Eric e a esposa (Rosemarie DeWitt) saem para jantar. A filha adolescente (Saxon Sharbino) fca presa numa gosma negra e seu pequeno irmão (Kyle Catlett) entra em desespero ao ser capturado pelos galhos de uma árvore. Após o sumiço da caçula (Kennedi Clements), o casal pede ajuda a um trio de caça-fantasmas para detectar o problema. Além da frágil tensão e do insípido clima de suspense, o novo Poltergeist carece de carga dramática. Uma resolução sem clímax só tende a tornar o programa bastante dispensável. Estreou em 21/5/2015.
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  • Durante a crise econômica asiática do fim da década de 90, a indonésia Teresa (Angeli Bayani) começa a trabalhar como doméstica para a família Lim, em Singapura. O marido (Tian Wen Chen) perdeu o emprego como vendedor, mas não teve coragem de contar à esposa (Yeo Yann Yann), que está grávida do segundo filho. Para aumentar as dores de cabeça do casal, o primogênito, Jialer (Jialer Koh), é um pestinha. Hiperativo, o menino de 10 anos comporta-se muito mal e revela-se uma criança indomável. Quando Meus Pais Não Estão em Casa aproveita os quatro personagens para, de um olhar microscópico, fazer uma ampla radiografa da situação dramática de uma classe média em risco. Ao se debruçar sobre sua infância, o jovem diretor Anthony Chen, de 30 anos, monta um painel realista costurado por relacionamentos conturbados e afetos reprimidos. Durante a crise econômica asiática do fim da década de 90, a indonésia Teresa (Angeli Bayani) começa a trabalhar como doméstica para a família Lim, em Singapura. O marido (Tian Wen Chen) perdeu o emprego como vendedor, mas não teve coragem de contar à esposa (Yeo Yann Yann), que está grávida do segundo filho. Para aumentar as dores de cabeça do casal, o primogênito, Jialer (Jialer Koh), é um pestinha. Hiperativo, o menino de 10 anos comporta-se muito mal e revela-se uma criança indomável. Quando Meus Pais Não Estão em Casa aproveita os quatro personagens para, de um olhar microscópico, fazer uma ampla radiografa da situação dramática de uma classe média em risco. Ao se debruçar sobre sua infância, o jovem diretor Anthony Chen, de 30 anos, monta um painel realista costurado por relacionamentos conturbados e afetos reprimidos. Estreou em 30/4/2015.
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  • Documentário

    O Sal da Terra
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    Indicado ao Oscar 2015 de melhor documentário, O Sal da Terra segue a linha cronológica para apresentar o fabuloso trabalho do mineiro Sebastião Salgado, radicado em Paris. É o diretor Wim Wenders quem narra a trajetória do economista que se exilou na capital francesa em 1973 e, lá, deu início a uma nova profissão. Das emblemáticas fotos de Serra Pelada, passando pelos refugiados africanos, Salgado relembra os momentos enfrentados em suas aventuras pelo mundo. Voltado à recuperação da Mata Atlântica, também se dedica ao Instituto Terra, organização sem fins lucrativos criada por ele e por sua esposa em 1998. Bem resolvido para mostrar a carreira do biografado, o filme, no entanto, passa de raspão por questões afetivas e pessoais. Estreou em 26/3/2015.
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  • Documentário

    Últimas Conversas
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    O mais importante documentarista brasileiro, Eduardo Coutinho foi assassinado pelo próprio filho em 2 de fevereiro de 2014. Poucos meses antes, o diretor havia terminado as entrevistas de seu derradeiro trabalho. Últimas Conversas é apresentado como tendo a montagem de Jordana Berg, antiga colaboradora, e finalização do produtor João Moreira Salles. Coutinho, como revela na cena de abertura, não estava contente com o resultado dos depoimentos no quarto dia das filmagens. Resmungão e contrariado, o grande mestre, diante da câmera, questiona até mesmo o próprio futuro. A partir daí, entram em cena adolescentes do 3º ano do ensino médio para contar casos da vida privada. Especialista na abordagem íntima, Coutinho extrai confissões de deixar os depoentes com lágrimas nos olhos — seja para falar de preconceitos, bullying, cota racial ou perspectivas profissionais. O cineasta não deu o ponto-final em seu canto do cisne, mas a fita faz jus à sua filmografia, equiparando- se a obras do nível de Edifício Master e O Fim e o Princípio. Estreou em 7/5/2015.
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  • É inconfundível o estilo cinematográfico do diretor sueco Roy Andersson. Sete anos depois do devagar quase parando Vocês, os Vivos, o cineasta retorna com Um Pombo Pousou num Galho Refletindo sobre a Existência, premiado com o Leão de Ouro no Festival de Veneza de 2014. Como no filme anterior, estão de volta o roteiro de tom cômico e a filmagem com uma única câmera estática. São vários personagens em cenas curtas, quase esquetes de vidas monótonas, muitas vezes ambientados em lugares fechados, numa Suécia tomada por cores mortas. Entre uma e outra sequência dispensável, sobressai a história de dois vendedores. Na meia-idade e morando em quartos públicos, Sam e Jonathan (interpretados por Nils Westblom e Holger Andersson) passam os dias tentando comercializar artigos como dentadura de vampiro e saco de risadas. Bares, lojas e cômodos decorados com mobílias datadas representam a decadência, implícita em tramas de humor nonsense, surreal e singular. Entenda-se: para poucos. Estreou em 14/5/2015.
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  • Aos marmanjos fissurados por fitas de ação, uma dica: lencinhos de papel (sim, acredite) são recomendados nas sessões de Velozes e Furiosos 7. Na parte final do longa-metragem, um tributo a Paul Walker deve sensibilizar até os fãs mais turrões. A “licença poética”, embalada em trilha chorosa, dura pouco. Antes disso, e felizmente, o ator é homenageado de uma maneira menos óbvia: este é o tipo de blockbuster vibrante, divertido e exagerado que apetecia ao astro californiano. Apesar das muitas turbulências no percurso (Walker morreu em novembro de 2013, aos 40 anos, quando as filmagens ainda estavam longe do fim), o esforço de recorrer a dublês e a efeitos digitais para concluir a “saga” compensou. A fórmula, aliás, não muda (nem precisaria mudar). Com uma pegada “quanto menos plausível, melhor” semelhante à do capítulo anterior, ela combina  cenas de perseguição inacreditáveis, paisagens de revistas turísticas (das praias da República Dominicana aos prédios espelhados de Abu Dhabi) e personagens sempre prontos para disparar frases de efeito engraçadinhas. Até o alvo da turma liderada por Dom Toretto (Vin Diesel) e Brian O’Conner (Walker) deixa sabor de reprise: o vingativo Deckard Shaw (papel de Jason Statham) é irmão de um vilão do sexto episódio. A trama? Serve apenas para costurar um e outro espetáculo de explosões e acrobacias, como de hábito. Firme no comando de uma máquina de saborosos absurdos, o diretor James Wan (das fitas de terror Jogos Mortais e Invocação do Mal) acerta ao pisar fundo no acelerador e, sem culpa, não se levar nem um pouco a sério. Estreou em 2/4/2015.
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  • A sequência da fita de ação Os Vingadores (2012) reúne mais uma vez a equipe de super-heróis da Marvel. Desta vez, Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Capitão América (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) terão de salvar o planeta da destruição enfrentando o vilão Ultron. Estreia prometida para 23/4/2015.
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  • Nuri Bilge Ceylan, de 56 anos, é o mais importante cineasta turco da atualidade e um cronista afiado de seu país — vide seus trabalhos em Climas (2006) e 3 Macacos (2008). Winter Sleep, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes no ano passado, tem mais de três horas de duração, recompensáveis ao fi m da sessão. Ambientada na Capadócia, a trama está centrada em Aydin (Haluk Bilginer). Esse ator aposentado e prestes a escrever um livro possui um gracioso hotel, além de ter herdado outras propriedades na região. Aydin leva um cotidiano a passos lentos, ao contrário da esposa (Melisa Sözen), ligada em causas sociais, e da irmã (Demet Akbag), que sente falta da agitação de Istambul. Um fato, porém, vai mexer com a rotina do protagonista. Ex-presidiário, Ismail (Nejat Isler) aluga uma casa dele e está com as prestações atrasadas. Por ver o pai em situação humilhante, seu pequeno filho atira uma pedra no carro de Aydin, detonando conflitos familiares e sociais. O roteiro, inspirado em contos de Tchecov, não rotula os personagens de bons ou maus nem de vilões ou mocinhos. Cada um, à sua maneira, se acha dono da razão diante das contradições da vida. Estreou em 7/5/2015.
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Fonte: VEJA RIO