luz, câmera, ação

Fique de olho nos 31 filmes em cartaz

Entre os longas, o destaque vai para a comédia Entre Abelhas e o drama Força Maior

Por: Redação Veja Rio

Força Maior
Força Maior traz reflexão sobre o papel do homem e da mulher na família (Foto: Divulgação)

Confira a programação completa:

  • Após perder seu trem noturno de volta para Paris, Marc conhece Sylvie em uma pequena cidade francesa. O encontro revela aos dois uma surpreendente afinidade e, juntos, eles andam pelas ruas até o amanhecer conversando sobre tudo, menos sobre si mesmos. Estreia prometida para 30/4/2015.
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  • O artista plástico aposentado Ben (John Lithgow) e o professor de música George (Alfred Molina) são companheiros há 39 anos. Pouco tempo depois de se casarem, precisam vender o apartamento do Greenwich Village, em Nova York, por um triste motivo: George perdeu o emprego em um colégio católico após sua união vir à tona. Sem muita grana e desnorteado, o casal toma rumos distintos. Enquanto Ben se instala na casa da família de um sobrinho, George se muda para o apartamento de dois policiais gays. O recomeço para ambos será penoso, e O Amor É Estranho trata com delicadeza vários temas de uma só tacada. Envelhecimento, casamento homossexual e solidão na terceira idade são, contudo, abordados superficialmente. O desfecho acena para a emoção, trazendo uma conclusão realista, porém amarga e infeliz. Estreou em 12/3/2015.
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  • Drama

    Anna K.
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    É um desastre sem tamanho o primeiro longa-metragem do artista plástico José Roberto Aguilar. Trata-se de uma história original, mas comandada com afetações estéticas, roteiro anêmico, direção de arte e figurinos chinfrins. No drama, o professor de literatura russa Nikitin (papel de Vadim Nikitin) vai ajudar uma mulher que sofre de dupla personalidade. Joana (Leona Cavalli) é Joana e, às vezes, transforma- se em Anna Karenina, a personagem do romance de Tolstói (1828-1910). O tom solenemente teatral da atriz não combina com o modo despojado de atuação de seu único parceiro de cena — e este é apenas um dos problemas. Estreou em 30/4/2015.
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  • Em seu segundo longa-metragem de ficção (e o primeiro lançado por aqui), a diretora Alice Rohrwacher, irmã da atriz Alba Rohrwacher (de A Bela que Dorme), mostra um invejável domínio dramatúrgico em roteiro de sua autoria. O drama As Maravilhas, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2014, remonta ao neorrealismo italiano ao enfocar uma família de humildes apicultores na região da Toscana. Casado com Angelica (Alba), o estrangeiro Wolfgang (Sam Louwyck) é pai de quatro garotas. A adolescente Gelsomina (Maria Alexandra Lungu), a primogênita, encarrega-se dos trabalhos mais pesados, além de ser a cabeça do clã e responsável pelas irmãs. Eles vivem em dificuldades financeiras vendendo mel em feiras e ganham a oportunidade de faturar uma grana extra hospedando um garoto delinquente em recuperação. Além disso, a sorte pode estar ao lado deles quando os produtores de um programa de TV, apresentado por Milly Catena (Monica Bellucci), chegam à cidade para escolher os nativos que melhor representam as origens e tradições do campo. Em registro naturalista, a realizadora monta um painel vivo de uma Itália afogada em sonhos e ideologias (personificada pelo pai) e, na figura de Gelsomina, à procura de saídas para emergir do buraco econômico. Estreou em 16/4/2015.
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  • A DreamWorks vem conseguindo superar em qualidade as animações da Disney/Pixar. Embora Operação Big Hero (do estúdio do Mickey) tenha tirado o Oscar da concorrente (que competia com Como Treinar o Seu Dragão 2), neste ano a DreamWorks já brindou as plateias com o divertido Os Pinguins de Madagascar e, agora, acerta de novo. Ritmo acelerado, piadas bem sacadas, efeito fofura na medida certa e um protagonista carismático são os trunfos de Cada um na Sua Casa, livre adaptação do livro infantojuvenil homônimo, escrito pelo desenhista Adam Rex e lançado no Brasil pela Editora Gutenberg. Praticamente, apenas dois personagens são o centro da trama, mas isso não é sinônimo de tédio para a criançada. O início se dá no planeta dos Boovs, seres baixinhos de seis pernas e cor lilás que vão invadir a Terra. Oh, o personagem principal, destaca-se por ser o narrador e não se encaixar nos padrões de seus semelhantes. Ele é tagarela, inconveniente, destrambelhado e, por todos os seus defeitos, revela-se um Boov diferente, simpático e mais dócil. Quando os alienígenas chegam aqui, todos os terráqueos são removidos para uma parte inóspita do planeta. Oh instalou-se em Nova York e, atrapalhado, enviou uma mensagem para os Gorgs, inimigos número 1 de sua raça. Na missão de corrigir o erro, o pequeno extraterrestre encontra Tip, uma garota em busca de sua mãe, abduzida pelos Boovs. Começa aí uma amizade à força. Estreou em 9/4/2015.
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  • Mais de dez anos depois do término de Friends, Jennifer Aniston ainda é lembrada como a Rachel do seriado. Cake — Uma Razão para Viver, que lhe valeu uma indicação ao Globo de Ouro 2015 de melhor atriz, dá uma boa guinada na carreira da estrela. Em papel dramático, sem maquiagem e totalmente entregue à personagem, Jennifer interpreta Claire Bennett. Essa quarentona tem as costas travadas, entope-se de medicamentos para dores e quase não vive sem a ajuda da empregada doméstica (papel da ótima mexicana Adriana Barraza). Como pouco sai de casa, Claire procura saber os motivos do suicídio de uma colega (Anna Kendrick) e encontra o viúvo dela (Sam Worthington), também em crise. O diferencial, além da performance irretocável de Jennifer, está no roteiro, que foge do óbvio e das respostas explícitas e fáceis. Aos poucos, a história se abre ao espectador, revelando detalhes do passado de Claire. Perdas e separações não são assuntos leves, e, por isso, o filme possui um clima pesado, suavizado pelo humor cáustico da protagonista e pelos constantes apelos da história para fazer com que ela supere os traumas. Estreou em 30/4/2015.
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  • Do Festival de Paulínia do ano passado, Casa Grande saiu com os prêmios do júri, ator coadjuvante (Marcello Novaes), atriz coadjuvante (Clarissa Pinheiro) e roteiro. É uma estreia na ficção de muita qualidade do também roteirista Fellipe Barbosa. A bela mansão do título, localizada no Itanhangá, bairro vizinho à Barra da Tijuca, pertence a Hugo (Novaes), um executivo do ramo financeiro desempregado. Vivendo de empréstimos dos amigos, ele se esforça para manter o padrão e a postura de patrão dos tempos de vacas gordas. O protagonista, porém, é seu filho, Jean (Thales Cavalcanti), um adolescente que procura entender a transformação do mundo à sua volta. Ele recorre ao colo da empregada (Clarissa) para desabafar e tenta conquistar uma garota a fim de diferenciar sexo de amor. O Rio de Janeiro dos ricos falidos e da classe média fica registrado numa história de situações triviais que ganha força nos embates familiares e sociais diários. Longe das favelas, lugar-comum no cinema nacional, e mais próximo do cotidiano carioca das telenovelas da Rede Globo, Barbosa traz à tona conflitos comuns e, por isso, de fácil assimilação. Estreou em 16/4/2015.
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  • Documentário

    Cássia Eller
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    Loki — Arnaldo Baptista (2008) foi o primeiro acerto do diretor Paulo Henrique Fontenelle. O segundo ocorre com um novo documentário, Cássia Eller, tributo afetuoso a uma das mais eletrizantes cantoras brasileiras, que morreu, precocemente, em dezembro de 2001, aos 39 anos. O realizador foi atrás de imagens caseiras, feitas em família ou das turnês, e também dos registros nos programas de TV. À tona, vêm as várias faces de Cássia: a mulher tímida diante das câmeras, a intérprete de voz potente e atitudes provocativas no palco, a mãe biológica e dedicada de Chicão, a esposa não muito fiel de Maria Eugênia, sua companheira até a morte. Há também o passo a passo da carreira — dos primórdios num espetáculo de Oswaldo Montenegro ao derradeiro (e espetacular) Acústico MTV, em que mesclou de Edith Piaf (Non, Je Ne Regrette Rien) a Cazuza (Malandragem) e Riachão (Vá Morar com o Diabo). No mais emocionante dos depoimentos, Nando Reis relembra a parceria em hits como O Segundo Sol. Drogas, sexo e rock and roll permeiam a biografia, mas sem muitas polêmicas, justamente para cair no agrado dos fãs. Fontenelle, no entanto, comete um excesso e um deslize: alonga o filme com cenas dispensáveis e, sem nenhuma canção na íntegra, perde a oportunidade de deixar Cássia apenas cantando. Estreou em 29/1/2015.
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  • Ação / Ficção científica

    Chappie
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    Diretor de Distrito 9 e Elysium, o sul-africano Neill Blomkamp adora inserir mensagens políticas e filosóficas em suas tramas de ficção científica. Desde que bem trabalhadas, não há mal nisso. Em Chappie, no entanto, a fórmula soa pretensiosa demais. Criado pelo jovem e genial Deon (interpretado pelo inglês de origem indiana Dev Patel), o robô que dá nome ao filme nasce como uma criança, sem ter noção do mundo, e se desenvolve aos poucos, adquirindo movimentos e construindo a própria consciência. Como pano de fundo, tem-se uma África do Sul em estado de calamidade por causa do avanço da violência. Nesse futuro indeterminado, criminosos são perseguidos por robôs policiais produzidos em série numa indústria. Quem comanda a empreitada (e lucra alto com isso) é Michelle (Sigourney Weaver). Um Hugh Jackman robotizado, vestido como um turista no meio de um safári, dá vida ao ambicioso Vincent, funcionário da empresa cuja obsessão é criar uma máquina de guerra ainda mais potente. De coração mole, Chappie seria uma evolução na linha de montagem, um Robocop com alma. O projeto, porém, vai por água abaixo assim que a criatura é raptada pelos marginais Ninja e Yolandi (interpretados pelos rappers sul-africanos homôninos e cheios de estilo). Nos momentos mais divertidos do longa, Chappie aprende a soltar gírias, andar como um malandro e praticar assaltos. Mas, fazendo o mal, ele entra em crise. E Blomkamp embarca numa viagem rasa sobre moral e imoral, vida e morte. Estreou em 16/4/2015.
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  • alvez o maior erro das adaptações dos contos infantis com atores seja “trair” as histórias originais, a exemplo de Malévola e Espelho, Espelho Meu. Cinderela segue à risca o desenho animado da Disney e, por isso, não tem como desagradar. No papel-título, a graciosa Lily James (do seriado Downton Abbey) interpreta Ella, que, após a morte do pai, é obrigada a morar com a segunda esposa dele. A madrasta (papel de Cate Blanchett) mostra-se amigável a princípio, mas, aos poucos, comporta-se como uma víbora, transformando a enteada em sua serviçal. As filhas da megera (Holliday Grainger e Sophie McShera) são igualmente venenosas. O destino da moça, contudo, tende a mudar quando o príncipe (Richard Madden) convoca as mulheres do reino para um baile. O filme tem encanto e magia em porções ideais para fazer brilhar os olhos da criançada. Contribui para o esplêndido visual um time de profissionais de primeira linha, encabeçado pelo diretor de arte italiano Dante Ferretti e pela figurinista inglesa Sandy Powell, a dupla por trás de A Invenção de Hugo Cabret. Estreou em 26/3/2015.
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  • Héctor (Lucio Giménez Cacho) tem 15 anos e, no fim da temporada de verão, vai passar uns dias num hotel do litoral, praticamente às moscas. A companhia de sua mãe, Paloma (María Renée Prudencio), parece ser ideal. Em sintonia, eles matam o tempo esticando-se ao sol e jogando cartas. A entrada da garota Jazmín (Danae Reynaud) na trama de Club Sandwich traz certa desarmonia à relação. Embora com uma premissa atraente sobre a intensidade do amor materno na adolescência, a comédia dramática mexicana fica na superfície da abordagem e, com uma narrativa contemplativa, despreza as palavras mais duras em nome de silêncios descartáveis. Estreou em 9/4/2015.
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  • Ainda é possível lançar um olhar sobre a II Guerra Mundial com originalidade? A resposta encontra-se em O Diário da Esperança, indicado pela Hungria para concorrer ao Oscar no ano passado. Na trama, conduzida com segurança e surpresas por Janos Szász, gêmeos de 12 anos (papéis de András e László Gyémánt) são enviados pelos pais para viver com a avó materna (Piroska Molnár). Lá, a dupla vai comer o pão que o diabo amassou. Amarga, ressentida e sem um pingo de afeto, a velha mora reclusa numa casa decrépita na área rural de um vilarejo e, não à toa, é conhecida como “a bruxa”. Inocentes, os meninos encontram uma nova realidade, que inclui trabalhos forçados, comida da pior espécie e vizinhos aproveitadores, além de bombardeios e mortes. A transformação dos garotos lembra a do personagem de Christian Bale em Império do Sol (1987). Antes frágeis e amorosos, eles ganham coragem no cotidiano violento. O diretor assume um tom frio e áspero para focar um trágico período da história sob a ótica dos pequenos sobreviventes. Estreou em 16/4/2015.
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  • Comédia dramática

    Entre Abelhas
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    Esqueça o Fábio Porchat dos esquetes do Porta dos Fundos, de comédias como Meu Passado Me Condena e do programa de TV Tudo pela Audiência. O humor de Entre Abelhas passa de raspão pelos clichês e pela baixaria para investir num drama psicológico. O início dá sinal de ser igual a tantos outros filmes. Bruno (Porchat) separou-se da mulher (Giovanna Lancellotti) e, com amigos, comemora numa boate de garotas de programa. Com o passar dos dias, a suposta alegria da solteirice vira um pesadelo. De volta à casa da mãe (Irene Ravache), ele sente a solidão bater à porta. O melhor amigo (Marcos Veras) só olha para o próprio umbigo, e Bruno perdeu a vontade de se divertir. O pior está adiante. Numa noite, o protagonista não enxerga um motorista de táxi e, a partir daí, as pessoas, até as mais próximas, começam a sumir. Não se trata de um problema de visão, e sim de fundo traumático, alerta seu psiquiatra (Marcelo Valle). Sim, há motivos para o riso rolar solto, sobretudo nas hilárias aparições do personagem de Luis Lobianco. Ao se aproximar da conclusão, o espectador vai se surpreender. Sem resposta pronta, os roteiristas Porchat e Ian SBF bancam uma história sobre depressão com um desfecho sem concessão e sem se importar em contentar as plateias. Estreou em 30/4/2015.
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  • Os Bélier moram na área rural de uma pequena cidade da França e, fazendeiros, vendem queijos na feirinha do centro. Como a mãe (Karin Viard), o pai (François Damiens) e o irmão (Luca Gelberg) da adolescente Paula (Louane Emera) são surdos-mudos, ela fica responsável pela comunicação com os clientes. A garota também carrega o peso de falar, literalmente, em nome da família. Vivendo as mudanças hormonais típicas da idade, Paula tem um temperamento instável. Nas aulas de canto, porém, seu talento é descoberto pelo professor (Eric Elmosnino), que a incentiva a participar de um concurso em Paris. O que o destino reserva para uma moça cheia de sonhos, mas presa aos vínculos familiares? Um conflito dramático ganha tratamento bem-humorado, culminando numa sequência musical capaz de aflorar emoção. Em sua estreia no cinema, Louane Emera, descoberta aos 16 anos no programa The Voice, consegue arrebatar soltando a voz em Je Vole (Eu Voo). Estreia prometida para 25/12/2014.
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  • Comédia dramática

    Um Fim de Semana em Paris
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    A cena de Bande à Part (1964), de Jean-Luc Godard, não está presente à toa nesta comédia dramática. Além da homenagem explícita ao expoente da nouvelle vague, o filme esbanja influências do movimento que revitalizou o cinema francês na década de 60. Ambientada nos dias de hoje, a trama apresenta o casal Nick e Meg, interpretados por Jim Broadbent e Lindsay Duncan. Para comemorar o aniversário de trinta anos de casamento, estes ingleses desembarcam na capital francesa a fim de resgatar as paixões do passado. Só que nada sai como planejado. O hotel de antes virou uma espelunca e, professores de classe média, eles decidem se instalar num cinco-estrelas e viver como reis por dois dias. O humor domina o enredo em vários momentos, mas, após um encontro com um antigo amigo de Nick (papel de Jeff Goldblum), o roteiro faz um rápido desvio para o drama. Em diálogos calibrados de Hanif Kureishi (o mesmo de Minha Adorável Lavanderia e Intimidade), o filme combina a melancolia da terceira idade com a travessura da juventude. Direção: Roger Michell (Le Week-End, Inglaterra/França, 2013, 93min). 14 anos. Estreou em 2/4/2015.
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  • Candidato da Suécia para concorrer a uma vaga no Oscar de melhor filme estrangeiro, Força Maior nem sequer esteve entre os cinco finalistas. Mas tinha qualidades até para levar o prêmio. De um acontecimento inesperado, o diretor e roteirista Ruben Östlund extrai uma reflexão profunda sobre relacionamentos, intimidades entre pares e o papel do homem e da mulher no núcleo familiar. A trama flagra o casal sueco Tomas (Johannes Bah Kuhnke) e Ebba (Lisa Loven Kongsli) chegando a uma estação de esqui nos Alpes franceses, acompanhado dos filhos. A ideia é aproveitar a estada para relaxar, mas, durante um almoço, algo tira a família dos eixos. Uma avalanche, vinda em direção ao hotel, faz com que o marido se separe da mulher. A partir daí, os questionamentos vêm à tona em discussões oportunas, incômodas e necessárias. Estreou 5/3/2015.
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  • O Golpista do Ano (2009), estrelado por Jim Carrey, e Amor a Toda Prova (2011), com Steve Carell e Ryan Gosling, foram os dois primeiros longas-metragens da dupla de diretores e roteiristas Glenn Ficarra e John Requa. No terceiro trabalho, a aventura Golpe Duplo, eles não conseguem ter o mesmo bom resultado de antes. O roteiro possui uma divisão (não só por causa da passagem do tempo), que prejudica a fluência da narrativa. A segunda metade perde o brilho e a graça da primeira (e empolgante) trama. Os protagonistas são os mesmos, mas é como se o espectador comprasse ingresso para ver um filme e assistisse a dois. Nicky (Will Smith) participa de um grupo de golpistas profissionais com um esquema muito bem armado. Pelas ruas, homens e mulheres batem carteiras e furtam artigos valiosos. Tudo vai parar num depósito onde o fruto dos roubos é vendido pela internet. Ao notar que a belezura Jess (Margot Robbie) é uma sedutora mão-leve, Ricky a introduz na quadrilha e na arte do crime. Corte rápido para três anos depois. Nicky abandonou a turma e está em Buenos Aires na intenção de espionar uma escuderia a mando de Garriga (Rodrigo Santoro), um magnata da Fórmula 1. Detalhe: Jess também se encontra por lá e, bingo!, namora o poderoso empresário. Haverá novos golpes, contratempos e reviravoltas. Mas muito aquém dos sessenta minutos iniciais. Estreou em 12/3/2015.
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  • Ficção científica

    Insurgente
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    Sagas com três ou quatro filmes, a exemplo de O Senhor dos Anéis e Crepúsculo, em geral, têm o meio mais fraco do que as pontas. Não à toa, Insurgente, sequência de Divergente e precedente do desfecho Convergente (que terá duas partes, em 2016 e 2017), também padece da síndrome do miolo mole. Na trama, Tris (Shailene Woodley), Quatro (Theo James) e Peter (Miles Teller) escaparam da facção Audácia e encontram abrigo junto dos pacifistas da Amizade. Igualmente fugitivo, Caleb (Ansel Elgort), irmão de Tris e integrante da Erudição, reencontrou-a após a morte da mãe (Ashley Judd). Ao serem descobertos, fogem de lá e, num trem, conhecem alguns rejeitados da sem-facção cuja líder é Evelyn (Naomi Watts). Em mais de uma hora, há poucas surpresas, a correria de praxe e efeitos visuais comedidos em meio a uma narrativa sem ritmo nem empolgação. A partir do momento em que Tris se entrega à vilã Jeanine (Kate Winslet), a ficção científica ganha agilidade e suspense, além de se encaminhar para um desenlace-surpresa. Estreou em 19/3/2015.
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  • Ainda é possível fazer um filme sobre espiões depois de tantas aventuras com James Bond mais as paródias do gênero? Sim, e o resultado de Kingsman — Serviço Secreto mostra que há vida inteligente no planeta 007. No entanto, para embarcar na façanha do diretor e roteirista Matthew Vaughn será preciso encarar a trama como uma fantasia violenta, sem limite de imaginação e politicamente incorreta — e isso só conta pontos a seu favor. A história gira em torno de uma liga secreta inglesa chamada Kingsman, na qual homens e mulheres são treinados para matar ou morrer em nome da pátria. Quando um dos integrantes é assassinado, o grupo se reúne para encontrar um substituto. Harry Hart (Colin Firth) indica o jovem Eggsy (Taron Egerton), o desajustado filho de um colega morto numa missão na década de 90. Ao mesmo tempo, um vilão de língua presa (interpretado com galhofa por Samuel L. Jackson) pretende dar um “jeitinho” na humanidade usando o celular num plano maquiavélico. Vaughn, produtor dos primeiros longas-metragens de Guy Ritchie (Snatch) e realizador de Kick-Ass e X-Men: Primeira Classe, não brinca em serviço. Além das referências ao cinema do “mentor” Ritchie, traz a efervescência da filmografia de Quentin Tarantino e o humor sem noção do seriado Agente 86. A combinação dá certo, sobretudo pela maneira livre, leve e solta com que os protagonistas, Firth e Egerton, dividem a ação e se empenham em divertir a plateia. Estreou em 5/3/2015.
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  • Em dezesseis anos, dez livros de Nicholas Sparks foram adaptados para o cinema, tornando- o um dos mais bem-sucedidos escritores na área. Uma Longa Jornada segue a trilha dos filmes anteriores, como Querido John e Um Homem de Sorte. Trata-se de uma história de amor, regada a contratempos e temperada com açúcar, afeto e clichês românticos. Filho de Clint Eastwood e promessa de galã, Scott Eastwood é um desastre como ator dramático. Mas o abdômen tanquinho e o olhar de cachorro abandonado ajudam a fazer a mulherada suspirar por seu personagem, o peão de rodeios Luke Collins. Um ano após sofrer um acidente na arena, o rapaz volta à ativa e conhece a loirinha Sophia Danko (Britt Robertson). O destino do casal acaba cruzando com o de Ira Levinson (Alan Alda), que, em recuperação num hospital, narra sua trajetória para Sophia. Na década de 40, Ira (na juventude interpretado por Jack Huston) apaixonou-se por Ruth (Oona Chaplin), filha de imigrantes judeus. A trama, então, segue em dois tempos distintos. No presente, o caso entre Luke e Sophia fica em banho-maria. Enquanto o caipira quer fincar raízes na Carolina do Norte, a namorada pretende ingressar no mundo das artes aceitando um estágio em Nova York. No enredo do passado, Ruth, admiradora de artistas contemporâneos, tem desentendimentos com o marido, que não pode ter filhos. Deu para sacar qual o objetivo de Nicholas Sparks? Mostrar como os dilemas afetivos versus profissionais são os mesmos na travessia das décadas. Na xaropada, cabe até um desfecho arranca- lágrimas para as moçoilas não saírem da sessão insatisfeitas. Estreou em 30/4/2015.
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  • Comédia dramática

    Não Olhe para Trás
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    Danny Collins é um astro de rock das antigas. Estourou nos anos 70 com baladas de refrão grudento, passou décadas sem compor canções e continua lotando estádios. Fora do palco, divide uma mansão com uma garota, abusa das drogas e adora carrões. Quem dá vida ao protagonista de Não Olhe para Trás é Al Pacino, num de seus melhores papéis dos últimos tempos. Inspirado em fragmentos da vida do cantor inglês de folk Steve Tilston, hoje com 65 anos, o filme mostra como a rotina de Collins vira do avesso quando ele recebe de seu agente, Frank (Christopher Plummer), uma carta assinada por John Lennon na qual o ex-beatle o aconselha sobre a carreira. Collins toma uma atitude drástica: abandona a turnê, aluga um aposento longe de casa e sai em busca de familiares. Aqui, a fita embala numa jornada comovente de reconquistas. O cantor ganha a companhia de Mary (Annette Bening), a gerente do hotel que resiste às investidas do galã, e do filho (Bobby Cannavale), casado com Samantha (Jennifer Garner) e pai da agitada Hope. Drama e humor na dose correta dão ritmo ao longa. O que sobressai, no entanto, é a química irresistível entre Pacino e Annette. Estreou em 16/4/2015.
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  • Ação / Drama

    Noite Sem Fim
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    O catalão Jaume Collet-Serra é o melhor diretor para fazer de Liam Neeson, de 62 anos, um herói da pancadaria e das fitas de ação — vide a parceria deles em Desconhecido (2011) e Sem Escalas (2014). Noite sem Fim mostras-se ainda melhor e, recheado de reviravoltas, não deixa a peteca cair em quase duas horas. A história, de ritmo alucinante, concentra-se em dezesseis horas, e, logo nos primeiros trinta minutos, um turbilhão de acontecimentos vira do avesso a vida de Jimmy Conlon (Neeson). Esse capanga de um mafioso irlandês (Ed Harris) está sem grana, bebe até dar vexame e coleciona uma série de assassinatos em seu passado. Para resumir a trama e sem adiantar detalhes, dá para dizer que o filho dele (papel de Joel Kinnaman, de RoboCop), um honesto motorista de limusine de Nova York, se enrola numa rede de crimes e será perseguido por policiais e gângsteres furiosos. O pai vai ajudá-lo a sair da enrascada. Embora o conteúdo seja o de rotina, a forma revitalizante da realização do cineasta espanhol faz a diferença. Estreou em 30/4/2015.
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  • Abandonada pela mãe, Kat (Shailene Woodley) passa a morar apenas com o pai e, aos poucos, descobre que há algo estranho no relacionamento do casal. O drama traz Shailene, de Divergente e A Culpa É das Estrelas, num papel atípico em sua carreira. Estreia prometida para 23/4/2015.
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  • Documentário

    O Sal da Terra
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    Indicado ao Oscar 2015 de melhor documentário, O Sal da Terra segue a linha cronológica para apresentar o fabuloso trabalho do mineiro Sebastião Salgado, radicado em Paris. É o diretor Wim Wenders quem narra a trajetória do economista que se exilou na capital francesa em 1973 e, lá, deu início a uma nova profissão. Das emblemáticas fotos de Serra Pelada, passando pelos refugiados africanos, Salgado relembra os momentos enfrentados em suas aventuras pelo mundo. Voltado à recuperação da Mata Atlântica, também se dedica ao Instituto Terra, organização sem fins lucrativos criada por ele e por sua esposa em 1998. Bem resolvido para mostrar a carreira do biografado, o filme, no entanto, passa de raspão por questões afetivas e pessoais. Estreou em 26/3/2015.
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  • Documentário

    Últimas Conversas
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    O mais importante documentarista brasileiro, Eduardo Coutinho foi assassinado pelo próprio filho em 2 de fevereiro de 2014. Poucos meses antes, o diretor havia terminado as entrevistas de seu derradeiro trabalho. Últimas Conversas é apresentado como tendo a montagem de Jordana Berg, antiga colaboradora, e finalização do produtor João Moreira Salles. Coutinho, como revela na cena de abertura, não estava contente com o resultado dos depoimentos no quarto dia das filmagens. Resmungão e contrariado, o grande mestre, diante da câmera, questiona até mesmo o próprio futuro. A partir daí, entram em cena adolescentes do 3º ano do ensino médio para contar casos da vida privada. Especialista na abordagem íntima, Coutinho extrai confissões de deixar os depoentes com lágrimas nos olhos — seja para falar de preconceitos, bullying, cota racial ou perspectivas profissionais. O cineasta não deu o ponto-final em seu canto do cisne, mas a fita faz jus à sua filmografia, equiparando- se a obras do nível de Edifício Master e O Fim e o Princípio. Estreou em 7/5/2015.
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  • O filme traz o relato das transformações do processo socioeconômico brasileiro pontuado por interpretações de um grupo de economistas e historiadores que tem em comum o reconhecimento de que os avanços desde 1930 até os dias atuais não foram suficientes para eliminar algumas características do subdesenvolvimento brasileiro. Estreia prometida para 23/4/2015.
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  • Drama

    Timbuktu
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    Com uma pegada de denúncia, o diretor Abderrahmane Sissako, da Mauritânia, escancara os absurdos desmandos dos extremistas muçulmanos num pobre vilarejo do Mali chamado Timbuktu, nome deste drama vencedor de sete prêmios no César 2015 (o Oscar francês), incluindo o de melhor filme. O personagem central é Kidane (Ibrahim Ahmed), um tuaregue que vive com a mulher e a filha pequena numa tenda do deserto, a alguns quilômetros de Timbuktu. Quando um vizinho mata uma vaca de Kidane, este revida sem violência, mas a briga termina em morte. Mesmo sem ter culpa, o protagonista segue os desígnios de Alá e vai a julgamento. Em registro de flerte com o documentário, o longa-metragem abre espaço para a poesia, representada numa tocante sequência em que meninos jogam futebol sem bola porque o esporte também está fora da lei. Estreou em 22/1/2015.
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  • O documentário A Viagem de Yoani registra a primeira visita da blogueira Yoani Sánchez ao Brasil. Em casa e sem ter acesso a internet, a cubana criou o blog chamado Geração Y, onde ela conta seu cotidiano em Cuba e faz críticas ao regime. O filme acompanha os principais eventos na vida dela nestes cinco anos até a reaproximação diplomática entre Cuba e EUA. Estreia prometida para 23/4/2015.
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  • Volta ao cartaz o filme de maior bilheteria (até agora) do ano: quase 11 milhões de brasileiros já foram conferir a fita de ação. A ideia de reunir, pela primeira vez no cinema, seis personagens da Marvel rende uma guerrinha de egos e boas piadas internas. Nesse quesito, os embates verbais entre o tecnológico Tony Stark (Robert Downey Jr.), sem a armadura do Homem de Ferro, e o datado Capitão América (Chris Evans) viram o centro das atenções. Ainda são divertidas as demonstrações de força do monstro verde Hulk. A trama meia-boca enfoca Tesseract, um cubo mágico cuja imensa fonte de energia pode arrasar a Terra. Vindo do planeta Asgard, Loki (Tom Hid dleston), irmão de Thor (Chris Hemsworth), invade o porta-aviões espacial onde fica a agência secreta S.H.I.E.L.D. para roubar o objeto. Bela e lutadora elástica, Scarlett Johansson reencarna Natasha Romanoff, a Viúva Negra. Estreou em 27/04/2012.
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Fonte: VEJA RIO