vai uma pipoca aí?

Fique de olho nos 29 filmes no circuito carioca

Drama A Lição e documentário Últimas Conversas são alguns dos destaques da semana

Por: Redação Veja Rio

a lição
(Foto: Divulgação)

Confira a programação completa:

  • A DreamWorks vem conseguindo superar em qualidade as animações da Disney/Pixar. Embora Operação Big Hero (do estúdio do Mickey) tenha tirado o Oscar da concorrente (que competia com Como Treinar o Seu Dragão 2), neste ano a DreamWorks já brindou as plateias com o divertido Os Pinguins de Madagascar e, agora, acerta de novo. Ritmo acelerado, piadas bem sacadas, efeito fofura na medida certa e um protagonista carismático são os trunfos de Cada um na Sua Casa, livre adaptação do livro infantojuvenil homônimo, escrito pelo desenhista Adam Rex e lançado no Brasil pela Editora Gutenberg. Praticamente, apenas dois personagens são o centro da trama, mas isso não é sinônimo de tédio para a criançada. O início se dá no planeta dos Boovs, seres baixinhos de seis pernas e cor lilás que vão invadir a Terra. Oh, o personagem principal, destaca-se por ser o narrador e não se encaixar nos padrões de seus semelhantes. Ele é tagarela, inconveniente, destrambelhado e, por todos os seus defeitos, revela-se um Boov diferente, simpático e mais dócil. Quando os alienígenas chegam aqui, todos os terráqueos são removidos para uma parte inóspita do planeta. Oh instalou-se em Nova York e, atrapalhado, enviou uma mensagem para os Gorgs, inimigos número 1 de sua raça. Na missão de corrigir o erro, o pequeno extraterrestre encontra Tip, uma garota em busca de sua mãe, abduzida pelos Boovs. Começa aí uma amizade à força. Estreou em 9/4/2015.
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  • Diretor de Caro Francis (sobre o jornalista Paulo Francis) e Alô, Alô Terezinha (sobre Chacrinha), Nelson Hoineff resgata outra figura emblemática no documentário. Aos 84 anos, o grande cantor ainda mantém a voz firme e dá detalhes, até então inéditos, sobre sua homossexualidade. Há fatos curiosos, como a incursão pelos Estados Unidos, na década de 50, sob o codinome Ron Coby e a participação no filme Jamboree, de 1957. Também é bacana o foco sobre um fã de 15 anos obcecado pelo trabalho de Cauby. Hoineff foi atrás de imagens de shows e programas de TV para fazer compilações mixadas de canções como Bastidores e Conceição. Se há música até em excesso, faz falta um perfil mais afiado do biografado, seja por meio de depoimentos do próprio Cauby, seja através das palavras de quem convive(u) com ele. Estreou em 28/5/2015.
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  • Héctor (Lucio Giménez Cacho) tem 15 anos e, no fim da temporada de verão, vai passar uns dias num hotel do litoral, praticamente às moscas. A companhia de sua mãe, Paloma (María Renée Prudencio), parece ser ideal. Em sintonia, eles matam o tempo esticando-se ao sol e jogando cartas. A entrada da garota Jazmín (Danae Reynaud) na trama de Club Sandwich traz certa desarmonia à relação. Embora com uma premissa atraente sobre a intensidade do amor materno na adolescência, a comédia dramática mexicana fica na superfície da abordagem e, com uma narrativa contemplativa, despreza as palavras mais duras em nome de silêncios descartáveis. Estreou em 9/4/2015.
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  • Comédia

    Deixa Rolar
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    Na trama de Deixa Rolar, Chris Evans interpreta um roteirista que é obrigado por um produtor a escrever uma história de amor. Mas, por causa de um trauma do passado, o rapaz jamais se apaixonou. O destino, porém, o coloca cara a cara com uma jovem graciosa (Michelle Monaghan). Rola uma química, mas ela está comprometida com outro. Mesmo atraídos, eles tentam ser apenas bons amigos. Até quando? Embora sejam divertidas as referências aos romances de cinema, o longametragem carece de originalidade. Se o casal de protagonistas segura as pontas no quesito beleza, não convence como um apaixonado. Estreou em 11/6/2015.
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  • Susan Cooper (Melissa McCarthy) é uma despretensiosa analista de base da CIA, e heroína não reconhecida por trás das missões mais perigosas da Agência. Mas quando seu parceiro (Jude Law) sai da jogada, e outro agente (Jason Statham) fica comprometido, Susan se voluntaria para se infiltrar no mundo de um traficante de armas mortais e evitar um desastre global. Estreia prometida para 4/6/2015.
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  • Os Bélier moram na área rural de uma pequena cidade da França e, fazendeiros, vendem queijos na feirinha do centro. Como a mãe (Karin Viard), o pai (François Damiens) e o irmão (Luca Gelberg) da adolescente Paula (Louane Emera) são surdos-mudos, ela fica responsável pela comunicação com os clientes. A garota também carrega o peso de falar, literalmente, em nome da família. Vivendo as mudanças hormonais típicas da idade, Paula tem um temperamento instável. Nas aulas de canto, porém, seu talento é descoberto pelo professor (Eric Elmosnino), que a incentiva a participar de um concurso em Paris. O que o destino reserva para uma moça cheia de sonhos, mas presa aos vínculos familiares? Um conflito dramático ganha tratamento bem-humorado, culminando numa sequência musical capaz de aflorar emoção. Em sua estreia no cinema, Louane Emera, descoberta aos 16 anos no programa The Voice, consegue arrebatar soltando a voz em Je Vole (Eu Voo). Estreia prometida para 25/12/2014.
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  • Comédia dramática

    Um Fim de Semana em Paris
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    A cena de Bande à Part (1964), de Jean-Luc Godard, não está presente à toa nesta comédia dramática. Além da homenagem explícita ao expoente da nouvelle vague, o filme esbanja influências do movimento que revitalizou o cinema francês na década de 60. Ambientada nos dias de hoje, a trama apresenta o casal Nick e Meg, interpretados por Jim Broadbent e Lindsay Duncan. Para comemorar o aniversário de trinta anos de casamento, estes ingleses desembarcam na capital francesa a fim de resgatar as paixões do passado. Só que nada sai como planejado. O hotel de antes virou uma espelunca e, professores de classe média, eles decidem se instalar num cinco-estrelas e viver como reis por dois dias. O humor domina o enredo em vários momentos, mas, após um encontro com um antigo amigo de Nick (papel de Jeff Goldblum), o roteiro faz um rápido desvio para o drama. Em diálogos calibrados de Hanif Kureishi (o mesmo de Minha Adorável Lavanderia e Intimidade), o filme combina a melancolia da terceira idade com a travessura da juventude. Direção: Roger Michell (Le Week-End, Inglaterra/França, 2013, 93min). 14 anos. Estreou em 2/4/2015.
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  • Em 1976, Agnes Le Roux (Adèle Haenel) namora um advogado dez anos mais velho (papel de Guillaume Canet). A situação do drama se complica quando ela trai a própria mãe (Catherine Deneuve) ao aceitar a quantia de 3 milhões de francos para assumir o controle de um cassino concorrente ao da família. Estreia prometida para 28/5/2015.
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  • Assim como Mad Max — Estrada da Fúria, Jurassic World — O Mundo dos Dinossauros é uma espécie de recriação da cinessérie. Embora tenha elementos em cena do primeiro filme (uma camiseta e um crachá, por exemplo), não se trata de uma continuação do longa-metragem dirigido por Steven Spielberg em 1993. Com produção executiva e o aval do grande mestre, o novo trabalho dá o que o espectador espera: entretenimento com sabor de matinê, recheado de efeitos visuais de ponta em uma história de aventura, tensão e terror — tudo muito bem calculado e dosado para deixar a molecada grudada na poltrona. Jurassic World é um parque temático localizado numa ilha da América Central. Para lá, partem o adolescente Zach (Nick Robinson) e seu irmão caçula (Ty Simpkins). Eles devem ficar aos cuidados da tia Claire (Bryce Dallas How ard), poderosa coordenadora do megaempreendimento de um indiano (Irrfan Khan). A principal atração do local, um híbrido maior e muito mais feroz do que o T-Rex, ainda está em cativeiro. Segue-se, então, a trama de praxe: o bichão consegue escapar, os garotos se perdem e Claire pede ajuda a um valente tratador de animais (papel de Chris Pratt) para encontrá-los. Como se nota, o roteiro se vale de uma cartilha pouco original com personagens esquemáticos. Contudo, Jurassic World apresenta à nova geração um universo de fantasia com fascinantes dinossauros digitais. Conclusão: programa-pipoca sem medo de divertir. Estreou em 11/6/2015.
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  • Nadezhda (Margita Gosheva) é professora de inglês numa escola de uma cidade da Bulgária. Mora longe de onde trabalha e vive com o marido e a pequena filha. A Lição começa de forma contundente e se mantém firme e forte até o desfecho. Após uma aluna ter o dinheiro de sua carteira roubado, a protagonista quer, persistentemente, que o ladrão confesse o furto. Surge, então, mais um impasse em sua vida. Como seu companheiro não pagou a prestação de um empréstimo bancário, a casa deles vai a leilão. Tem início aí uma aflitiva corrida contra o tempo para saldar a dívida. O foco nos dilemas morais de Nadezhda provoca uma incômoda reflexão na plateia, e, mesmo tendo passagens previsíveis, o drama tira o fôlego com sua tensão constante. Estreou em 11/6/2015.
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  • Era a virada dos anos 70 para os 80 quando o diretor australiano George Miller criou um policial com sede de vingança para o filme Mad Max. Interpretado pelo então novato Mel Gibson, Max virou um símbolo da cultura pop e retornou em outros dois longas-metragens, Mad Max — A Caçada Continua (1981) e Mad Max — Além da Cúpula do Trovão (1985). Três décadas depois, o realizador estreia um quarto episódio da cinessérie. Mad Max — Estrada da Fúria não é uma sequência nem uma refilmagem. Miller aproveitou a ambiência pós-apocalíptica e o clima árido das fitas anteriores e substituiu Gibson, de 59 anos, pelo musculoso Tom Hardy, de 37, o vilão Bane de Batman — O Cavaleiro das Trevas Ressurge. No início da história, Max dá uma ideia da transformação do (fim) do mundo e de como grupos rivais disputam a água e o petróleo no deserto. Logo em seguida, o protagonista passa a ser caçado por uma gangue de carecas e é conduzido aos domínios do mascarado Immortan Joe, o todo- poderoso que controla um povo carente. Braço-direito do líder, a Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) o trai ao fugir com uma turma de belas parideiras. Para agradar a Joe, o jovem Nux (Nicholas Hoult) encara uma perseguição a Furiosa e leva junto o prisioneiro Max. Além da frenética abertura, Estrada da Fúria traz uma renovação à franquia com cenas alucinantes de ação — Velozes & Furiosos 7, por exemplo, já vai parecer “datado”. Miller não economiza em nada e não poupa ninguém. São duas horas agitadíssimas em um roteiro basicamente trivial, mas cuja violência extrema e insana combina perfeitamente com o caos explicitado na trama futurista. Estreou em 14/5/2015.
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  • Na comédia Simplesmente Feliz, de 2008, o diretor inglês Mike Leigh retratou uma personagem que, de tão otimista e radiante, chegava a irritar os mais sisudos de plantão. Neste longa-metragem, indicado ao Oscar de roteiro original em 2011, ele volta a revelar o desconforto provocado pela alegria alheia. O tom e o ponto de vista da narrativa, contudo, mudam por completo. No centro do drama está a frustradíssima Mary (Lesley Manville, perfeita no papel), uma secretária divorciada cujo maior desejo é ter uma vida parecida com a da amiga Gerri (Ruth Sheen), uma psicóloga sexagenária muito bem casada com o engenheiro Tom (Jim Broadbent). Flertar com o filho deles, o tranquilão Joe (Oliver Maltman), torna-se quase uma obsessão — não correspondida pelo rapaz. Desses encontros corriqueiros emergem, muito sutilmente, à moda inglesa, as diferenças entre os privilegiados (a família de Gerri) e os excluídos da plenitude. Leigh abre mão das explosões sentimentais do inesquecível Segredos e Mentiras (1996) para investir num registro mais sereno e contido. Quando o desespero de Mary vem definitivamente à tona, entretanto, resulta num desfecho de partir o coração. Estreou em 28/8/2014.
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  • Qiu (Yang Yingqiu) tem 12 anos e mora com o pequeno irmão e os avós nas montanhas de um vilarejo no sul da China. Quando sua avó morre, os pais de Qiu, que trabalham na construção civil de uma metrópole, regressam à terra natal. Agora, sem muito dinheiro para sustentar a família, o casal precisa contar com o bom tempo para obter uma farta colheita de arroz. Elenco de não profissionais e enquadramentos quadradões (com cara de telenovela antiga) enfraquecem o drama A Menina dos Campos de Arroz. O registro naturalista, contudo, capta as deslumbrantes paisagens do campo chinês, além de sua jovem protagonista combinar doçura e inocência genuínas. Estreou em 28/5/2015.
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  • Comédia dramática

    Não Olhe para Trás
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    Danny Collins é um astro de rock das antigas. Estourou nos anos 70 com baladas de refrão grudento, passou décadas sem compor canções e continua lotando estádios. Fora do palco, divide uma mansão com uma garota, abusa das drogas e adora carrões. Quem dá vida ao protagonista de Não Olhe para Trás é Al Pacino, num de seus melhores papéis dos últimos tempos. Inspirado em fragmentos da vida do cantor inglês de folk Steve Tilston, hoje com 65 anos, o filme mostra como a rotina de Collins vira do avesso quando ele recebe de seu agente, Frank (Christopher Plummer), uma carta assinada por John Lennon na qual o ex-beatle o aconselha sobre a carreira. Collins toma uma atitude drástica: abandona a turnê, aluga um aposento longe de casa e sai em busca de familiares. Aqui, a fita embala numa jornada comovente de reconquistas. O cantor ganha a companhia de Mary (Annette Bening), a gerente do hotel que resiste às investidas do galã, e do filho (Bobby Cannavale), casado com Samantha (Jennifer Garner) e pai da agitada Hope. Drama e humor na dose correta dão ritmo ao longa. O que sobressai, no entanto, é a química irresistível entre Pacino e Annette. Estreou em 16/4/2015.
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  • No mesmo ano do lançamento de E.T. — O Extraterrestre, o diretor Steven Spielberg, apenas como roteirista e produtor, estreou Poltergeist — O Fenômeno. Ambos os filmes, de 1982, marcaram época. Poltergeist deu uma revitalizada nas histórias sobrenaturais e, até hoje, possui um cena emblemática — a da garotinha tocando uma tela de TV e conversando com “amiguinhos imaginários” do outro lado do tubo. Por mais que a refilmagem apresente a mesma sequência e siga o roteiro original, tudo conspira contra o remake. A trama gira em torno da família Bowen. Como o patriarca, Eric (Sam Rockwell), perdeu o emprego, eles são obrigados a mudar para uma casa modesta. Lá, fatos estranhos têm início, e a situação piora numa noite em que Eric e a esposa (Rosemarie DeWitt) saem para jantar. A filha adolescente (Saxon Sharbino) fca presa numa gosma negra e seu pequeno irmão (Kyle Catlett) entra em desespero ao ser capturado pelos galhos de uma árvore. Após o sumiço da caçula (Kennedi Clements), o casal pede ajuda a um trio de caça-fantasmas para detectar o problema. Além da frágil tensão e do insípido clima de suspense, o novo Poltergeist carece de carga dramática. Uma resolução sem clímax só tende a tornar o programa bastante dispensável. Estreou em 21/5/2015.
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  • É inconfundível o estilo cinematográfico do diretor sueco Roy Andersson. Sete anos depois do devagar quase parando Vocês, os Vivos, o cineasta retorna com Um Pombo Pousou num Galho Refletindo sobre a Existência, premiado com o Leão de Ouro no Festival de Veneza de 2014. Como no filme anterior, estão de volta o roteiro de tom cômico e a filmagem com uma única câmera estática. São vários personagens em cenas curtas, quase esquetes de vidas monótonas, muitas vezes ambientados em lugares fechados, numa Suécia tomada por cores mortas. Entre uma e outra sequência dispensável, sobressai a história de dois vendedores. Na meia-idade e morando em quartos públicos, Sam e Jonathan (interpretados por Nils Westblom e Holger Andersson) passam os dias tentando comercializar artigos como dentadura de vampiro e saco de risadas. Bares, lojas e cômodos decorados com mobílias datadas representam a decadência, implícita em tramas de humor nonsense, surreal e singular. Entenda-se: para poucos. Estreou em 14/5/2015.
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  • Tati (Cléo Pires) e Conrado (Malvino Salvador) viajam a Cancún, onde ele participa de uma conferência para o lançamento de seu livro. Pronta para dar o próximo passo, ela aproveita a ocasião para pedi-lo em casamento. Estreia prometida para 4/6/2015.
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  • Durante a crise econômica asiática do fim da década de 90, a indonésia Teresa (Angeli Bayani) começa a trabalhar como doméstica para a família Lim, em Singapura. O marido (Tian Wen Chen) perdeu o emprego como vendedor, mas não teve coragem de contar à esposa (Yeo Yann Yann), que está grávida do segundo filho. Para aumentar as dores de cabeça do casal, o primogênito, Jialer (Jialer Koh), é um pestinha. Hiperativo, o menino de 10 anos comporta-se muito mal e revela-se uma criança indomável. Quando Meus Pais Não Estão em Casa aproveita os quatro personagens para, de um olhar microscópico, fazer uma ampla radiografa da situação dramática de uma classe média em risco. Ao se debruçar sobre sua infância, o jovem diretor Anthony Chen, de 30 anos, monta um painel realista costurado por relacionamentos conturbados e afetos reprimidos. Durante a crise econômica asiática do fim da década de 90, a indonésia Teresa (Angeli Bayani) começa a trabalhar como doméstica para a família Lim, em Singapura. O marido (Tian Wen Chen) perdeu o emprego como vendedor, mas não teve coragem de contar à esposa (Yeo Yann Yann), que está grávida do segundo filho. Para aumentar as dores de cabeça do casal, o primogênito, Jialer (Jialer Koh), é um pestinha. Hiperativo, o menino de 10 anos comporta-se muito mal e revela-se uma criança indomável. Quando Meus Pais Não Estão em Casa aproveita os quatro personagens para, de um olhar microscópico, fazer uma ampla radiografa da situação dramática de uma classe média em risco. Ao se debruçar sobre sua infância, o jovem diretor Anthony Chen, de 30 anos, monta um painel realista costurado por relacionamentos conturbados e afetos reprimidos. Estreou em 30/4/2015.
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  • Comédia romântica

    Retorno a Ítaca
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    A ligação do diretor francês Laurent Cantet com Cuba começou no filme em episódios 7 Dias em Havana (2012). De volta à ilha de Fidel, o cineasta propõe um registro intimista sobre as mudanças naquele país em Retorno a Ítaca. Trata-se de um reencontro de amigos, regado a risos e lágrimas, passado numa única noite e de formato teatral. O regresso do título é o de Amadeo (Néstor Jiménez), que, por dezesseis anos, morou em Madri. No terraço de um edifício, de frente para o Malecón, o calçadão da capital, ele recebe a companhia de Tania (Isabel Santos), Rafa (Fernando Hechavarria), Aldo (Pedro Julio Díaz Ferran) e Eddy (Jorge Perugorría). Notam-se, em alguns detalhes, as transformações da nação comunista — seja numa garrafa de Coca-Cola, seja no iPhone de um personagem. Contudo, estão nos diálogos, duros e certeiros, as amargas lembranças e os desabafos de uma geração. Estreou em 11/6/2015.
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  • Em Romance Policial, Daniel de Oliveira interpreta o funcionário público e aspirante a escritor Antonio, que, em crise de inspiração, sai do Rio de Janeiro para repensar a vida no Deserto do Atacama, no Chile. Num povoado, o protagonista se envolve em um assassinato. A vítima foi um homem que lhe deu carona e, como estava no local do crime, Antonio passa a ser apontado como o principal suspeito. Enquanto aguarda a investigação, o rapaz se relaciona com a enigmática Florência (Daniela Ramirez). Chileno radicado no Brasil, o diretor Jorge Durán (de Proibido Proibir) se debruça sobre uma intrigante história policial e faz ótimo uso das locações em seu país de origem. Não é difícil, contudo, encontrar o verdadeiro culpado e, por isso, a conclusão, além de previsível, mostra-se chocha.Estreou em 4/6/2015.
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  • Documentário

    O Sal da Terra
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    Indicado ao Oscar 2015 de melhor documentário, O Sal da Terra segue a linha cronológica para apresentar o fabuloso trabalho do mineiro Sebastião Salgado, radicado em Paris. É o diretor Wim Wenders quem narra a trajetória do economista que se exilou na capital francesa em 1973 e, lá, deu início a uma nova profissão. Das emblemáticas fotos de Serra Pelada, passando pelos refugiados africanos, Salgado relembra os momentos enfrentados em suas aventuras pelo mundo. Voltado à recuperação da Mata Atlântica, também se dedica ao Instituto Terra, organização sem fins lucrativos criada por ele e por sua esposa em 1998. Bem resolvido para mostrar a carreira do biografado, o filme, no entanto, passa de raspão por questões afetivas e pessoais. Estreou em 26/3/2015.
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  • O circo Netuno monta lona em uma ilha paradisíaca. Zolah (Daniel de Oliveira), o homem-bala, já conhece o local. Lá ele foi criado, junto com a irmã Raquel (Caroline Abras), até o dia em que a mãe, Sônia (Sandra Corveloni), o mandou para longe temendo um incesto entre as duas crianças. Já adulto, ele reecontra a família depois de vinte anos e é chegado o momento de resolver as questões do passado que ainda o atormentam. Estreia prometida para 4/6/2015.
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  • Comédia romântica

    Sob o Mesmo Céu
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    Promessa como diretor na década de 90 em trabalhos como Vida de Solteiro e Quase Famosos, Cameron Crowe foi caindo no ostracismo e, em Sob o Mesmo Céu, assina seu pior e mais entediante longa-metragem. O elenco estelar pouco ajuda a levantar os ânimos de uma trama confusa, conduzida entre o drama, a comédia e o romance — e sem conseguir satisfazer em nenhum dos gêneros. Bradley Cooper interpreta Brian Gilcrest, empreiteiro que trabalha de consultor de um bilionário (papel de Bill Murray) e regressa ao Havaí para participar do lançamento de um satélite no espaço. Sem revelar sua verdadeira atividade, o cara engana a militar Ng (Emma Stone) e também sua ex-namorada (Rachel McAdams), agora casada com um piloto aéreo (John Krasinski). Como se trata, igualmente, de uma trama romântica, Gilcrest envolve-se com as duas mulheres da história. Estreou em 11/6/2015.
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  • Roland Emmerich é hoje o maior especialista em filme-catástrofe, um gênero que teve seu auge na década de 70 com os já “clássicos” Terremoto, Aeroporto 75 e Inferno na Torre. Da mente de Emmerich, saíram de Independence Day a Godzilla, de O Dia Depois de Amanhã a 2012. Um diretor tão afiado no assunto faz falta em Terremoto — A Falha de San Andreas, comandado por Brad Peyton, responsável pelas fitas infantis Como Cães e Gatos 2 e Viagem 2: a Ilha Misteriosa. O roteiro segue o protocolo para apresentar personagens esquemáticos. Chefe do Corpo de Bombeiros de Los Angeles, Ray (Dwayne Johnson) está se divorciando da mulher (Carla Gugino), que vai se casar com um arquiteto milionário (Ioan Gruffudd). O casal perdeu uma filha e, por isso, zela por cada segundo da vida da outra, a adolescente Blake (Alexandra Daddario). Um terremoto vai reaproximar Ray de sua ex quando, após os tremores, a garota fica sob os escombros de um prédio em São Francisco. Além dessa família, há, entre os tipos importantes, dois irmãos ingleses, um sismólogo e uma repórter. São poucas pessoas para muitos desastres movidos a efeitos visuais, alguns deles arrebatadores. O cinema digital domina o espetáculo e raras cenas são feitas na raça. Se o tsunami engolindo a Golden Gate impressiona, pouco se vê a população em desespero. Trata-se, enfim, de um programa para encher os olhos, mas, frio como as emoções de um computador, não consegue empolgar. Estreou em 28/5/2015.
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  • Ao longo de 21 meses, o documentário faz um registro da atividade de brincar de várias crianças, em diversas regiões do Brasil. Estreou em 28/5/2015.
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  • Ligados por um destino, a jovem Casey e o gênio Frank, embarcam em uma incrível missão para desvendar os segredos de um local enigmático em algum lugar no tempo e no espaço conhecido como Tomorrowland. O que eles precisam fazer lá mudará o mundo e eles para sempre. Estreia prometida para 4/6/2015.
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  • Documentário

    Últimas Conversas
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    O mais importante documentarista brasileiro, Eduardo Coutinho foi assassinado pelo próprio filho em 2 de fevereiro de 2014. Poucos meses antes, o diretor havia terminado as entrevistas de seu derradeiro trabalho. Últimas Conversas é apresentado como tendo a montagem de Jordana Berg, antiga colaboradora, e finalização do produtor João Moreira Salles. Coutinho, como revela na cena de abertura, não estava contente com o resultado dos depoimentos no quarto dia das filmagens. Resmungão e contrariado, o grande mestre, diante da câmera, questiona até mesmo o próprio futuro. A partir daí, entram em cena adolescentes do 3º ano do ensino médio para contar casos da vida privada. Especialista na abordagem íntima, Coutinho extrai confissões de deixar os depoentes com lágrimas nos olhos — seja para falar de preconceitos, bullying, cota racial ou perspectivas profissionais. O cineasta não deu o ponto-final em seu canto do cisne, mas a fita faz jus à sua filmografia, equiparando- se a obras do nível de Edifício Master e O Fim e o Princípio. Estreou em 7/5/2015.
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  • A sequência da fita de ação Os Vingadores (2012) reúne mais uma vez a equipe de super-heróis da Marvel. Desta vez, Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Capitão América (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) terão de salvar o planeta da destruição enfrentando o vilão Ultron. Estreia prometida para 23/4/2015.
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Fonte: VEJA RIO