no escurinho do cinema

Fique de olho nas 37 fitas no circuito carioca

Gemma Bovery - A Vida Imita a Arte, Uma Nova AmigaParty Girl são alguns dos filmes em destaque 

Por: Jana Sampaio - Atualizado em

party girl
(Foto: Divulgação)

Confira a programação completa:

  • Aos 84 anos, o veterano diretor francês Jean- Luc Godard, expoente da nouvelle vague na década de 60, faz uso do 3D em seu novo trabalho. Trata-se de um drama envolvendo um homem (Kamel Abdeli) e uma mulher casada (Héloïse Godet) discutindo filosofia. sob o olhar atento de um cão. Estreia prometida para 30/7/2015.
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  • Diretor de Nós que Aqui Estamos por Vós Esperamos (1999), Marcelo Masagão faz uma colagem com mais de 2 000 atores na livre adaptação de O Mal-Estar na Civilização, de Sigmund Freud. Estreou em 30/7/2015.
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  • Documentário

    Campo de Jogo
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    Filmado em 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil, o documentário do filho de Glauber Rocha (1939-1981) registra uma partida de ato futebol entre dois times de favelas do Rio de Janeiro. O olhar do diretor foge, claro, do convencional, para honrar a origem paterna. Assim, o filme se arrasta mostrando lances em ângulos inusitados e faz uso de câmera lenta para parecer “artístico”. No fim das contas, é um trabalho pretensioso e de interesse muito, muito restrito. Estreou em 23/7/2015.
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  • Banhos, de 1999, era um eficiente retrato da China, dividida entre gerações. Diretor daquele filme, Zhang Yang tenta algo semelhante em seu novo trabalho, O Ciclo da Vida. A história cobre a trajetória de idosos numa casa de repouso, mas concentra-se, sobretudo, no senhor Ge (Xu Huanshan), que perdeu a segunda esposa, foi despejado por seu enteado em troca de dinheiro e tem rusgas permanentes com o filho. Ele vai, então, à procura do velho amigo Zhou (Wu Tian- Ming). Lá, ambos ficam às voltas com as durezas da idade e, para descontrair, ensaiam uma divertida apresentação para um concurso de TV. Apesar de muitas vezes ser um registro duro e realista da velhice, o longa-metragem escorrega em concessões sentimentais. A melosa trilha sonora instrumental, por exemplo, pontua cada momento de emoção. Também são dispensáveis as forçosas sequências para arrancar lágrimas do espectador à custa de uma morte anunciada. Estreou em 16/7/2015.
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  • Héctor (Lucio Giménez Cacho) tem 15 anos e, no fim da temporada de verão, vai passar uns dias num hotel do litoral, praticamente às moscas. A companhia de sua mãe, Paloma (María Renée Prudencio), parece ser ideal. Em sintonia, eles matam o tempo esticando-se ao sol e jogando cartas. A entrada da garota Jazmín (Danae Reynaud) na trama de Club Sandwich traz certa desarmonia à relação. Embora com uma premissa atraente sobre a intensidade do amor materno na adolescência, a comédia dramática mexicana fica na superfície da abordagem e, com uma narrativa contemplativa, despreza as palavras mais duras em nome de silêncios descartáveis. Estreou em 9/4/2015.
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  • Finalista do Oscar 2015 de melhor animação, O Conto da Princesa Kaguya perdeu o prêmio para Operação Big Hero. Dá para compreender a decisão. Ao contrário do desenho animado vencedor, da Disney, com apelo muito mais popular, a pequena obra-prima japonesa segue a “antiga” técnica dos traços manuais e traz à tona uma fábula, por vezes complexa, do século X. Embora seja um (longo) filme para a admiração dos adultos, os mais crescidinhos podem se entreter com a magia da trama. Nela, um cortador de bambu encontra um minúsculo bebê dentro de um caule e o leva para casa. Como não têm filhos, ele e a esposa decidem criar a menina, cuja velocidade de crescimento se revela espantosa. O pai deseja o melhor para a filha e, ao receber uma fortuna, deixa o campo em direção à cidade, constrói um casarão e espera a visita de pretendentes para sua princesa Kaguya. Rebelde, a jovem despreza as tradições e quer ter opinião e escolhas próprias. Em cores esmaecidas e estilo impressionista, o desenho arrebata pelo esplêndido visual, um precioso trabalho do veterano cineasta Isao Takahata, de 79 anos, um dos fundadores do já lendário estúdio Ghibli. Estreou em 16/7/2015.
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  • Maria Altmann (na fase madura interpretada por Helen Mirren) nasceu na Áustria e, acompanhada do marido, deixou a família em seu país, já dominado por Hitler, em 1938. Radicada em Los Angeles desde então, Maria é dona de uma butique feminina e possui um padrão econômico de classe média. Sua vida sofre uma guinada quando, em 1998, ela decide reaver cinco telas do pintor Gustav Klimt, entre elas o famoso Retrato de Adele Bloch-Bauer (conhecido como A Dama Dourada), que foram roubadas de sua família pelos nazistas — Maria era sobrinha de Adele. A batalha será árdua e complicada. Símbolo da arte austríaca, o quadro integra o acervo da Galeria Nacional, e o governo não tem intenção de repatriar a obra. Para ajudá-la no caso, entra na parada o perseverante advogado Randy Schoenberg (Ryan Reynolds). Com roteiro inspirado livremente no livro-reportagem de Anne-Marie O’Connor, o filme faz um bom equilíbrio de drama de tribunal e suspense e registra, com forte carga emocional, a agonia dos judeus na iminência da II Guerra. Simon Curtis, diretor de Sete Dias com Marilyn, dá ritmo e tensão à história. Embora de gerações e filmografias muito distintas, a dupla de protagonistas consegue ótima química em cena. Estreou em 13/8/2015.
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  • Na nova animação da Pixar, Riley tem 11 anos e acabou de mudar-se com seus pais para São Francisco. Sua mente é controlada pelos personagens Alegria, Medo, Raiva, Nojinho e Tristeza, que tentam deixar a menina sempre em  alto astral. Infeliz na nova cidade, Riley vai ficar temperamental enquanto suas emoções tentam deixá-la mais controlada. Estreia prometida para 18/6/2015.
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  • O cineasta Luiz Rosemberg Filho estreia como diretor teatral com este drama de sua autoria, uma transposição para os palcos do filme homônimo também dirigido por ele. Em cena, duas noivas, vividas por Patricia Niedermeier e Ana Abbott, conversam enquanto aguardam para subir ao altar.
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  • Comédia dramática

    Enquanto Somos Jovens
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    Cornelia (Naomi Watts) e Josh Srebnick (Ben Stiller) são casados há anos. Incomodados com o envelhecimento, estão cansados da maneira conservadora como vivem. Jamie (Adam Driver) e Darby (Amanda Seyfried) se aproximam dos dois e Josh, encantado com o estilo de vida e o ânimo da dupla, sonha voltar a ser jovem. Estreia prometida para 4/6/2015.
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  • Alguém disse que a gorducha Rebel Wilson era engraçada e outro falou que a atriz Elizabeth Banks poderia dirigir um longa-metragem. Assim nasceu A Escolha Perfeita 2, continuação da já banal comédia musical, lançada em dezembro de 2012. O roteiro reprisa quase a mesma história. Embora humilhado numa exibição no aniversário do presidente Barack Obama (no único momento divertido da trama), o grupo de universitárias As Belas deseja representar os Estados Unidos em uma competição internacional de cantoria a capela em Copenhague, na Dinamarca. O conjunto, liderado por Beca (Anna Kendrick), Amy (Rebel Wilson) e Chloe (Brittany Snow), terá, contudo, de enfrentar a concorrência. Até chegar à apresentação final (com um pinguinho de emoção), o filme se divide em números musicais esticados, piadas sem graça e romances aguados. Nem mesmo a presença da talentosa Hailee Steinfeld (indicada ao Oscar por Bravura Indômita), nova integrante da turma, consegue dar algum ânimo à sequência mais dispensável do ano. Estreou em 13/8/2015.
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  • Madame Bovary, clássico de 1857, escrito por Gustave Flaubert, ganhou uma releitura em Gemma Bovery — A Vida Imita a Arte, comédia dramática da diretora Anne Fontaine (de Coco Antes de Chanel). O terreno aqui não é o da adaptação (nem livre nem contemporânea). Roteirista e realizadora, Anne leva Emma Bovary, a protagonista do livro, para a Normandia e a ela dá um nome quase igual. Inglesa, Gemma Bovery (papel de Gemma Arterton) muda-se com o marido (Jason Flemyng) para o vilarejo francês e lá, com o passar do tempo, nota ser uma estranha no ninho, embora consiga enxergar qualidades na vida campestre. O tédio bate à porta e, assediada por um jovem herdeiro (Niels Schneider), Gemma, tal qual a personagem de Flaubert, não resiste à tentação. O conturbado cotidiano dela passa a ser observado pelo vizinho: Martin Joubert (Fabrice Luchini), um padeiro que trocou Paris pela tranquilidade rural, consegue, assim, animar seu dia a dia. O casamento entre literatura e cinema, tão lugar-comum desde os primórdios, ganha aqui uma variante criativa. Além da narrativa fluente, elegante e pontilhada de humor e tensão, o longa-metragem presta uma homenagem a Flaubert sem que o espectador precise ter lido nem mesmo a orelha de Madame Bovary. Estreou em 6/8/2015.
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  • Mais um personagem da Marvel chega aos cinemas, agora tendo Paul Rudd (Eu Te Amo, Cara) na pele do ladrão Scott Lang. Ele sabe de suas habilidades para encolher de tamanho e precisa aceitar que é um herói e ajudar a salvar o mundo de novas ameaças. A primeira aventura do Homem-Formiga ganha a direção de Peyton Reed, o mesmo da comédia Sim, Senhor. Estreia prometida para 16/7/2015.
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  • Diretor inglês politizado, Ken Loach deu uma relaxada em seus últimos trabalhos, as comédias À Procura de Eric (2009) e A Parte dos Anjos (2012). Jimmy’s Hall faz o cineasta retomar a veia política, contestatória e rebelde de sua filmografia. No enredo do drama, inspirado em personagem real, James Gralton (Barry Ward) retorna à sua cidade natal, no interior da Irlanda, após viver dez anos nos Estados Unidos. Lá, encontra um grupo de jovens sedentos de novidades, carentes de diversão e cultura. Embora marcado por seu passado libertário, Jimmy (seu apelido) decide reabrir um salão (o hall do título) para abrigar aulas de dança, literatura e artes. Um padre católico, porém, não vê a iniciativa com bons olhos e força os conservadores a boicotar o local. A persistência do protagonista em manter-se fel à causa traz à tona outras discussões, como a luta de classes e a liberdade de expressão. Estreou em 6/8/2015.
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  • Em 1983, o bilionário Freddy Heineken (papel de Anthony Hopkins), dono da cervejaria holandesa, foi sequestrado em Amsterdã. Cor van Hout (Jim Sturgess), cabeça do grupo de criminosos de primeira viagem, tinha como parceiro o cunhado, Willem (Sam Worthington), além de um amigo (Ryan Kwanten) e mais dois sujeitos inexperientes. No cativeiro, acompanhado de seu motorista, Heineken esperou dias para ser libertado enquanto a gangue enfiava os pés pelas mãos. A história de Jogada de Mestre, inspirada em episódio real, ganha ares de thriller nas mãos do diretor sueco Daniel Alfredson. Além de um drama familiar (o pai de Willem havia sido demitido da Heineken), o roteiro é pontilhado de tensão e valorizado na empenhada atuação de Sturgess (Across the Universe) e Worthington (Avatar). Estreou em 30/7/2015.
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  • Comédia dramática

    Magic Mike XXL
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    Na sequência do drama de 2012, Mike (Channing Tatum) abandonou a vida de stripper, casou e faz trabalhos de marcenaria. Contudo, é tentado pelos ex-colegas a embarcar numa aventura e fazer uma apresentação sensual para uma competição na Flórida. Estreia prometida para 30/7/2015.
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  • “Chorão troca Charlie Brown por Sepultura”. Essa foi a manchete que o jornal carioca Meia Hora estampou sobre a morte do cantor santista. Espirituoso ou espírito de porco? Eis a questão. Com uma linguagem bastante popular, mulheres anônimas seminuas e a trinca futebol-celebridades-crimes, o tabloide é um sucesso comercial da imprensa. O documentário analisa o fenômeno por meio de profissionais como Alexandre Freeland, diretor de redação de 2007 a 2012, e Gigi de Carvalho, ex-proprietária do Grupo O Dia, responsável pela publicação. Em linguagem moderninha (com ilustrações animadas) e ágil edição, a fita perde pontos por não trazer depoimentos de leitores e tem praticamente nos jornalistas e estudantes seu público-alvo.
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  • O sucesso da série no canal Multishow gerou um bem-sucedido longa-metragem em 2013 e também uma peça em cartaz no Teatro Shopping Frei Caneca. Era esperada, portanto, uma continuação da trajetória conjugal de Fábio e Miá, sempre interpretados pelos atores Fábio Porchat e Miá Mello. A trama de Meu Passado Me Condena 2 se passa três anos após o casamento deles. Uma crise abateu-se sobre o relacionamento e, de Portugal, vem a oportunidade de reaquecer a paixão. A avó de Fábio morreu e o avô (Antônio Pedro) pede a presença do neto no enterro. Em uma bela quinta no interior, desenrolam-se as confusões amorosas. Fábio reencontra uma namoradinha de infância (Mafalda Rodiles), que está noiva de Álvaro (Ricardo Pereira), antigo desafeto do protagonista. Entre briguinhas e reconciliações, o roteiro expõe seu humor em piadas ora espertas, ora manjadas, e se dá melhor no quesito romântico — a idílica paisagem portuguesa contribui para isso. Porchat e Miá, parceiros de três anos na vida profissional, resistem aos altos e baixos da história com uma química invejável. Estreou em 2/7/2015.
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  • Comédia dramática

    Meu Verão na Provença
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    Contrariados por sair de Paris durante as férias de verão, os irmãos adolescentes Lea (Chloe Jouannet) e Adrien (Hugo Dessioux), mais o caçula surdo-mudo Theo (Lukas Pelissier), são obrigados pela avó (Anna Galiena) a passar dois meses na companhia de Paul (Jean Reno), o avô que eles não conhecem. A chegada a uma remota fazenda na Provença é cheia de tumultos. Plugados na tecnologia e sem deixar de lado o celular e o laptop, os jovens não conseguem embarcar no modo de vida rústico do ermitão Paul, um cultivador de oliveiras. Aos poucos, o humor desponta nos contrastes entre os caipiras do interior e os protagonistas da capital e ainda na visita-surpresa dos amigos hippies ao casal de idosos. O sol e as cores ardentes da estação também aquecem os sentimentos. A trama, antes com um acento de drama familiar, ganha contornos suaves em romances idílicos e reconciliações comoventes. Embora o longa-metragem seja francês, a história tem alcance e apelos para o espectador de qualquer nacionalidade e geração. Estreou em 2/7/2015.
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  • Comédia dramática

    Minha Querida Dama
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    Comédia dramática. Mathias Gold (Kevin Kline), rico e solitário, herda um grande imóvel em Paris. Ao chegar à capital francesa, descobre que na propriedade mora Mathilde (Maggie Smith), uma senhora de 90 anos, nem um pouco disposta a mudar de endereço. É o começo de uma bela amizade. Com Kristin Scott Thomas.
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  • Animação

    Minions
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    Assim como os pinguins de Madagascar ganharam um desenho animado próprio neste ano, os personagens amarelinhos de Meu Malvado Favorito chegam às telas com a intenção de arrebentar nas bilheterias em um 2015 repleto de sucessos gigantescos, a exemplo de Velozes & Furiosos 7, Vingadores — Era de Ultron e Jurassic World. Minions, embora tenha um roteiro pouco criativo, vai agradar. Contam pontos o carisma e a graça dos baixinhos, além de piadas espirituosas pipocando na trama principal. Um narrador relembra quem são os minions, seres pequenos que apareceram na Terra antes do homem. Como vivem em grupo, sentem a necessidade de ter um líder. Buscam, então, um vilão para chamar de seu — e vale tudo, de Drácula a Napoleão Bonaparte. A procura é em vão. Por causa da depressão de seus amiguinhos, três deles decidem sair de onde moram para buscar ajuda. Stuart, Kevin e Bob chegam, então, à Nova York de 1968. Eles descobrem uma convenção de vilões em Orlando e se mandam para a Flórida a fm de conhecer a malvada número 1 do planeta, Scarlett Overkill (dublada por Adriana Esteves). Uma deliciosa trilha sonora, com Beatles, The Doors e Rolling Stones, embala a saga do trio, ambientada em Londres. A partir daí, Minions sobrevive das gags com os fofos protagonistas, que, mesmo falando uma língua incompreensível, divertem crianças e adultos. Estreou em 25/6/2015.
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  • Com J.J. Abrams e Brad Bird no comando, respectivamente, do terceiro e quarto episódios, a cinessérie poderia correr um grande risco com a troca de diretor. Mas Missão: Impossível — Nação Secreta passa muito bem pelo padrão de qualidade e, sem arranhões, consegue respeitar o eletrizante pique dos filmes anteriores. É uma surpresa, sobretudo, porque o novo cineasta (e roteirista), Christopher McQuarrie, dirigiu Tom Cruise no insosso e pouco notado Jack Reacher (2012). Ele se redime aqui com uma trama de fôlego intenso, vibrantes cenas de ação e um tempero de humor provocado pelo ator inglês Simon Pegg. Nada estaria tão azeitado, contudo, se Tom Cruise não estivesse na linha de frente — além de protagonista, ele é produtor. Quanto mais absurdo, melhor. A frase, que também vale para a franquia Velozes & Furiosos, aplica-se nesta fita em diversos momentos, e, por isso, convém pôr o realismo de lado para embarcar na fantasia. A história começa com a já famosa sequência em que Ethan Hunt (Cruise) se agarra à porta de um avião em decolagem. Após a missão, ele e sua equipe caem em desgraça diante de um chefão da CIA (papel de Alec Baldwin). Fica decidido, então, que o IMF, órgão supersecreto para o qual eles atuam, chegou ao fim. Entretanto, Hunt decide manter-se, secretamente, na função para encontrar o líder do Sindicato, organização terrorista responsável por atentados no mundo. Há locações em Londres, Marrocos e Viena, uma boa espiã dissimulada (Rebecca Ferguson) e um senso de ritmo para não deixar a peteca cair. Quer programa pipoca melhor? Estreou em 13/8/2015.
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  • François Ozon tem uma das filmografas mais instigantes do novo cinema francês em trabalhos como Sob a Areia, O Tempo que Resta, Ricky e Dentro da Casa. Soma-se à sua carreira Uma Nova Amiga, mais um ótimo longa-metragem disposto a fazer refletir sobre um tema atual, o cross-dressing. O drama começa com a morte de Laura (Isild Le Besco), amiga de Claire (Anaïs Demoustier) desde a infância. Ainda emocionalmente arrasada, ela se aproxima de David (Romain Duris), o viúvo que, sozinho, precisa cuidar de um bebê. O reencontro é regado a uma grande surpresa: dentro de casa, ele gosta de se vestir de mulher. A princípio, Claire acha tudo muito estranho, mas, aos poucos, entende a vontade do novo amigo e, casada com Gilles (Raphaël Personnaz), passa a questionar seu estreito modo de vida. Inspirado num conto da inglesa Ruth Rendell, que morreu em maio, aos 85 anos, o filme põe na roda um assunto tabu por meio de situações que flertam com a seriedade e o humor. O amplo painel dos desejos (secretos ou não) e das relações sexuais ganha ainda mais credibilidade pela excepcional atuação de seu protagonista, que foge da caricatura e manda muito bem no salto alto. Estreou em 16/7/2015.
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  • Pontos de São Paulo bem escolhidos, fotografa em preto e branco deslumbrante e a diferenciada filmagem em formato scope não fazem um bom filme. Embora o olhar do diretor sobre a capital paulista seja incisivo e a premissa instigue, o drama rasteja em sequências muito lentas, deixando o suspense frouxo. Na trama, o arquiteto João Carlos (Irandhir Santos) toca uma obra em um terreno que pertenceu ao seu avô. Para complicar o trabalho, ossos humanos são descobertos por lá. Mesmo alertado pelo mestre de obras (papel de Júlio Andrade), o protagonista, prestes a ser pai, fica em dúvida sobre qual decisão tomar. Estreou em 13/8/2015.
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  • Saem os registros sobre times de futebol e entra um documentário sobre a vitoriosa trajetória do vôlei. Além de cronologicamente confuso, o filme chega muito atrasado aos cinemas. A fita começa, praticamente, três anos antes da Olimpíada de Londres, que ocorreu em 2012. Além dos técnicos Bernardinho (da seleção masculina) e José Roberto Guimarães (da feminina), jogadores como Giba e Ricardinho dão depoimentos, quase sempre protocolares. Faz falta uma incursão mais profunda nos bastidores, além de emoção para justificar o tão arrebatador título do longa-metragem. Estreou em 6/8/2015.
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  • Difícil o trabalho de Samuel Theis. Em Party Girl, o jovem teve a tarefa de escrever um roteiro sobre sua mãe, além de dirigir o filme e convidá-la para atuar nele. Não se trata, contudo, de um documentário, e sim de um drama interpretado pelos parentes do realizador, que têm o mesmo nome de seus personagens. O tema, igualmente, é árduo. Angélique Litzenburger, de 60 anos, trabalha como acompanhante num cabaré de uma cidade na fronteira entre a França e a Alemanha. Ela compete com mulheres jovens e tem noção de estar perdendo a clientela. Surpresa, Angélique recebe o pedido de casamento de Michael (Joseph Bour), um mineiro aposentado e disposto a recomeçar a vida a dois. A protagonista, então, larga o emprego e reúne os filhos para fazer o comunicado. Sobretudo por tocar em assunto familiar, Samuel Theis jamais tende aos julgamentos morais e, em registro transparente, aborda delicadamente as decisões de sua mãe, uma mulher de espírito livre e coração em chamas. Estreou em 6/8/2015.
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  • Drama

    Phoenix
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    O diretor e roteirista Christian Petzold já havia sido superestimado por seu trabalho anterior, Barbara, indicação da Alemanha ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2013. A volta ao cinema se dá com Phoenix, longa-metragem cuja credibilidade da trama se esvai em meia hora. Logo após o término da II Guerra, a cantora judia Nelly Lenz (Nina Hoss) volta a Berlim. Ela saiu de um campo de concentração com o rosto desfigurado e, assim como a fênix, o pássaro mitológico renascido das cinzas, pretende refazer a vida. Embora tenha indícios de que o marido a entregou aos nazistas, Nelly sai à sua procura depois de passar por uma plástica e ganhar outra face. No reencontro com Johnny (Ronald Zehrfeld), ele não a reconhece. Além do argumento absurdo, o filme falha na continuidade de cenas e apresenta uma heroína de comportamento irritante. Assim, fica difícil compartilhar da dor da personagem. Estreou em 9/7/2015.
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  • Comédia

    Pixels
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    A inspiração de Pixels veio de um curta-metragem homônimo, dirigido por Patrick Jean, em 2010. No filminho de dois minutos, personagens de jogos eletrônicos saem de uma televisão para destruir Nova York. O mesmo argumento existe na nova comédia de Adam Sandler, só que com muitos acréscimos para a trama ter fôlego e estofo a fim de completar a duração de um longa. A história começa em 1982 enfocando a amizade de Brenner e Cooper, adolescentes fanáticos por fliperama. Nos dias de hoje, Cooper (Kevin James) virou presidente dos Estados Unidos enquanto Brenner (Sandler) faz instalação de televisores e afins. Os amigos ainda se dão bem, mas, por causa das profissões, se separaram. Algo, porém, voltará a reuni-los. A Terra está sendo invadida por personagens dos games da década de 80, como Pac-Man e Centopeia, e Brenner, um nerd desde criança, pode ser capaz de liderar uma batalha. Pixels vem da produtora de Sandler, e um dos roteiristas, Tim Herlihy, assinou vários trabalhos do ator, a exemplo de O Paizão e Gente Grande 2. Ou seja: o terreno pisado é conhecido. Como de hábito, o personagem de Sandler tem a fala mansa, o olhar carente, a malícia com as mulheres e, menino em corpo de adulto, consegue conquistar a fdelidade da molecada. Mas Pixels revela algo bem melhor na brincadeira espirituosa e esperta com ícones dos anos 80, representados por uma cantora pop ou um seriado de TV. Além de repleta de referências (algumas delas seletivas), a fita se segura em efeitos visuais propositalmente ingênuos, na intenção de entrar no espírito da coisa. Por mais que a mistura “comédia de Adam Sandler” e “filme de invasão extraterrestre” não dê liga, Pixels garante uma porção de risadas em clima de deliciosa nostalgia. Estreou em 23/7/2015.
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  • Inspirado em um episódio verídico, o drama Na Próxima, Acerto no Coração traz à tona um personagem singular. Alain Lamare, no filme chamado Franck Neuhart, apavorou os habitantes da região de Oise, na França, no fim da década de 70. Policial acima de qualquer suspeita, esse sujeito taciturno (e muito bem interpretado por Guillaume Canet) tinha um lado perverso. Durante as folgas, Franck dava carona a moças e as matava à quei maroupa. Era ele também um dos investigadores dos próprios crimes. Solitário e sem namorada, o serial killer conseguiu conquistar a atenção da faxineira de sua casa (papel de Ana Girardot). Assim como o protagonista, o longa-metragem adota uma narrativa sóbria, cinzenta e discreta. Despreza os julgamentos morais para investir no registro frio de uma alma atormentada. Estreou em 13/8/2015.
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  • Dez anos separam o Quarteto Fantástico “original” deste lançamento homônimo. De lá para cá, muita coisa mudou nas adaptações dos heróis dos quadrinhos, sobretudo com a entrada do gigante Marvel no reino cinematográfico — vide, por exemplo, o estrondoso sucesso dos dois filmes de Vingadores. Eis a pergunta que não quer calar: embora o gênero seja, na maioria das vezes, uma promessa de êxito nas bilheterias, por que recontar a mesma história menos de uma década depois? Em princípio, a escolha do diretor foi acertada. Josh Trank comandou, em 2012, o curioso Poder sem Limites, uma produção menor, porém muito criativa. Ao migrar para o universo dos blockbusters, o cineasta, cercado de produtores, se embolou numa narrativa sonolenta e recheada de efeitos visuais genéricos. A primeira meia hora chega a empolgar ao enfocar a infância e a juventude estudantil de Reed Richards (o bom Miles Teller, de Whiplash). Pequeno gênio, o garoto inventou o teletransporte por meio da eletricidade. É, por isso, convidado pelo Dr. Franklin Storm (Reg E. Cathey) a trabalhar em seu instituto e pôr o projeto em prática. Para resumir a ladainha, Reed mais seu inseparável amigo Ben Grimm (Jamie Bell), Johnny Storm (Michael B. Jordan) e o invejoso Victor von Doom (Toby Kebbell) entram na máquina e vão parar em outra dimensão. Uma fonte de energia por lá os torna seres especiais. Os braços e pernas de Reed ficam elásticos, Ben virou um brutamontes de pedras (chamado Coisa) e Johnny tem o poder do fogo em seu corpo. Sue Storm (Kate Mara), que estava na Terra mas também foi atingida, ganhou o dom da invisibilidade. Para chegar ao momento “transformação”, o roteiro enrola a plateia durante uma hora. O restante resume-se ao chocho enfrentamento dos personagens com o vilão (convém não revelar sua identidade). Na comparação com o primeiro Quarteto Fantástico, o atual só ganha no quesito elenco e atuações. Querendo ser mais “cinzento” e dramático (na cola dos “colegas” de X-Men), o longa-metragem perdeu a cor, a graça e o sentido. Estreou em 6/8/2015.
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  • A comédia francesa capta a reação de um casal de católicos conservadores ao saber que suas quatro filhas decidem casar com homens de religiões diferentes. Estreia prometida para 6/8/2015.
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  • Entre a TV e o cinema, Jorge Furtado ficou marcado por ótimos trabalhos de humor, a exemplo dos longas O Homem que Copiava (2003) e Saneamento Básico (2007) e do premiado seriado Doce de Mãe (2012). No ano passado, o gaúcho deu uma escorregada no documentário O Mercado de Notícias e, explorando o drama romântico em sua carreira, bate na trave com Real Beleza. A trama reúne apenas quatro personagens e, em seu decorrer, guarda semelhanças com o romance As Pontes de Madison (1995). Vladimir Brichta interpreta João, um fotógrafo que roda o interior do Rio Grande do Sul à procura de futuras modelos. Ao conhecer Maria (a estreante Vitória Strada), acredita ter encontrado a mulher ideal. A dor de cabeça vem a seguir: Maria é menor de idade e seus pais precisam autorizar a viagem dela. João, então, ruma à casa da menina e, lá, só encontra Anita (Adriana Esteves), a mãe da garota. Rola um clima entre eles e, longe do marido, a quarentona se encanta com o forasteiro. Locações esplêndidas, fotografa de encher os olhos e direção de arte sem afetações embalam uma história cujos conflitos são mal explorados. Problema extra está na escolha do par central. Bons atores e casados na vida real, Adriana e Brichta não conseguem transmitir a atração que os protagonistas sentem um pelo outro. Estreou em 6/8/2015.
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  • Comédia dramática

    Samba - Filme
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    Olivier Nakache e Eric Toledano foram responsáveis por Intocáveis (2011), um dos maiores sucessos do cinema francês dos últimos anos. Revelação do filme anterior, o ator Omar Sy volta no recente trabalho dos diretores na pele do protagonista Samba, um senegalês que mora ilegalmente em Paris há dez anos. Ele faz bicos em restaurantes e é preso por agentes do departamento de imigração. Na outra ponta da história está Alice (Charlotte Gainsbourg), executiva em licença médica cujo novo trabalho é colaborar com uma ONG que tenta regularizar a situação dos clandestinos no país. O destino se encarrega de fazer o encontro de Samba e Alice. Enquanto ele tem energia contagiante (muito semelhante à de seu personagem em Intocáveis), a moça se encaixa num quadro depressivo. Não à toa, os realizadores usam a mesma fórmula de antes: uma combinação de drama e humor com uma pegada mais alto-astral. A graça da trama, contudo, vem da presença do francês Tahar Rahim. Quase sempre visto em papéis sisudos, o ator de origem argelina interpreta um brasileiro e rouba a cena ao ensaiar um strip-tease ao som de Palco, de Gilberto Gil. Estreou em 9/7/2015.
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  • Após sofrer um ataque cardíaco, o cinquentão Antoine Chevalier (Lambert Wilson) decide repensar seu modo de vida. A comédia, então, enfoca seu novo cotidiano. Estreia prometida para 6/8/2015.
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  • Em 1979, a Revolução Islâmica iraniana tirou o xá Reza Pahlevi do poder e prendeu artistas como o poeta Sahel (Caner Cindoruk). Sua mulher, Mina (Monica Bellucci), também foi encarcerada. Ele sofreu torturas na cadeia e ganhou a liberdade três décadas depois. Na procura pela esposa, o velho Sahel (agora interpretado por Behrouz Vossoughi) descobre que ela se mudou para a Turquia acompanhada de outro homem, Akbar (Yilmaz Erdogan), motorista da família e apaixonado por Mina desde a juventude. Diretor de Tartarugas Podem Voar (2004), Bahman Ghobadi fugiu do Irã em 2008 e foi buscar na história real do poeta curdo de pseudônimo Sadegh Kamangar o roteiro de O Último Poema do Rinoceronte. Entre momentos oníricos, o realizador expõe as feridas de seu país de origem relacionadas a um triângulo amoroso de alta combustão. Estreou em 25/6/2015.
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  • Ação

    Voo 7500
    Veja Rio
    Sem avaliação
    Takashi Shimizu ganhou certa notoriedade ao dirigir O Grito, sua refilmagem americana e as continuações. De volta ao terreno do terror, bem explorado anteriormente, o cineasta japonês tem um único cenário e orçamento baixo para o registro do medo em Voo 7500. Na primeira hora, o roteiro apresenta os passageiros do avião que sai de Los Angeles rumo a Tóquio. Entre eles está um casal em vias de separação (Ryan Kwanten e Amy Smart). Tudo segue o curso normal até um executivo sofrer um colapso e morrer a bordo. As duas aeromoças, então, se encarregam de levar o corpo para o andar superior da aeronave. A partir daí, o suspense ronda a trama numa mistura quase sempre tensa — seja pelo lugar claustrofóbico, seja por fatos estranhos que ocorrem durante a viagem. Contudo, a explicação para o mistério esbarra no previsível, sobretudo para calejados fãs do gênero. Estreou em 6/8/2015.
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  • Atores como Antonio Banderas, Josh Brolin, Penélope Cruz e Scarlett Johansson são alguns dos entrevistados do documentário sobre o grande diretor americano. Estreia prometida para 2/7/2015.
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Fonte: VEJA RIO