CINEMA

Relação de altos e baixos

No drama belga Alabama Monroe, indicado ao Oscar, um casal enfrenta uma crise por causa da filha doente

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

AVALIAÇÃO ✪✪✪

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(Foto: Redação Veja rio)

Elise (Veerle Baetens) tem um estúdio de tatuagem em Ghent, na Bélgica. Descolada e solteira, a moça frequenta o bar onde Didier (Johan Heldenbergh), um cantor de folk, se apresenta com sua banda. Não tarda a irem para a cama, descobrirem afinidades e consolidar-se o amor. Contudo, Alabama Monroe, indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, foge dos aguados romances dos folhetins. O diretor Felix van Groeningen, um dos adaptadores da peça teatral para o cinema, explicita em passagens dramáticas como a delicada relação se transformou num inferno. Motivo: aos 6 anos de idade, a filha deles, Maybelle (Nell Cattrysse), adoeceu por causa de um câncer. A estrutura narrativa do longa-metragem assemelha-se à de Blue Jasmine, de Woody Allen. O roteiro alterna passado e presente para mostrar como infortúnios cada vez mais angustiantes atingiram o casamento de Elise e Didier ? personagens muito bem defendidos pelos atores. Fica impossível não se envolver com essa relação tão bela a princípio e tristíssima em seu desfecho. Direção: Felix van Groeningen (The Broken Circle Breakdown, Bélgica/Holanda, 2012, 111min). 16 anos. Estreou em 17/1/2014.

Fonte: VEJA RIO