cheiro de pipoca no ar

Estrelado por Charlize Theron, Mad Max entra em cartaz

Além da fita de ação de George Miller, outros dez filmes estreiam esta semana

Por: Redação Veja Rio - Atualizado em

mad max
(Foto: Divulgação)

Confira a programação completa:

  • Cinco países produziram um dos mais anêmicos trabalhos vindos da vizinha Argentina. Além de o mote (a luta de classes sociais) estar bem surrado, há vários personagens que entram e saem do drama sem explicações. Dá para indicar que o protagonista é Pola (Jonathan Da Rosa), um jovem de poucas palavras e expressão nula, que transita entre dois “mundos”: ele mora na periferia de Buenos Aires, mas trabalha num condomínio de classe média alta, também no subúrbio. Primo portenho do pernambucano O Som ao Redor, o longa-metragem tem a boa intenção de tentar fazer a radiografia de uma cidade dividida pela desigualdade econômica, mas afunda-se na pretensão e no tédio por causa de um roteiro inconsistente. Estreou em 26/2/2015.
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  • É evidente a influência de Woody Allen na comédia Cala a Boca, Philip. Além das pinçadas locações em Nova York, ambiente familiar na filmografia de Allen, o jovem diretor Alex Ross Perry traz um personagem verborrágico e utiliza uma coloração à moda dos anos 70 na fotografa. O protagonista é Philip (Jason Schwartzman), um escritor cujo ego se revela maior do que sua altura. Dono de um livro de sucesso, ele se recusa a promover sua segunda publicação e, em crise com a namorada (Elisabeth Moss), aceita o convite de um renomado autor (papel de Jonathan Pryce) para passar uma temporada em sua casa de campo. As experiências de vida do veterano colega são passadas para o novato e entojado Philip, que começa a refletir sobre a vida. Na base da autoanálise, a comédia dramática se apoia em diálogos consistentes, mas, assim como seu protagonista, resulta pedante e pretensiosa. Estreou em 7/5/2015.
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  • Em tempos bicudos de intolerância, chega em boa hora às telas um documentário que trata abertamente da diversidade sexual. A diretora e psicanalista Miriam Chnaiderman expõe, em De Gravata e Unha Vermelha, casos curiosos de transexuais (masculinos e femininos) e colhe confissões, muitas vezes emocionantes, de homossexuais. O estilista Dudu Bertholini, curador do projeto, surge em cena também como entrevistador. Há valor histórico nos registros, embora alguns relatos chovam no molhado, a exemplo daqueles feitos pelo cantor Ney Matogrosso e pelo(a) cartunista Laerte. Miriam dispersa um pouco o foco ao abordar um grupo de gaúchos héteros que se vestem de mulher no Carnaval. Faz falta, também, o depoimento de lésbicas, além de uma unidade cinematográfica para enriquecer o painel. Estreou em 7/5/2015.
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  • Romance

    Divã a 2
    Veja Rio
    Sem avaliação
    O diretor Paulo Fontenelle já assinou uma bomba chamada Se Puder, Dirija! e, agora, apresenta uma comédia romântica dura de engolir. Atenção: embora o título (quase) remeta ao sucesso Divã, com Lília Cabral, este longa-metragem oportunista só aproveita a terapia da história anterior. Em crise, o casal Eduarda (Vanessa Giácomo) e Marcos (Rafael Infante) faz análise para tentar salvar o casamento. Ele, um produtor de eventos, trabalha além da conta e ela, ortopedista, se queixa demais. O jeito, então, é a separação. Enquanto Marcos aproveita a solteirice, Eduarda conhece o viúvo Leo (Marcelo Serrado) e fica encantada com ele. Piadas manjadas, cenários precários, romantismo e azaração estereotipados sugerem que o cinema comercial nacional está buscando uma fórmula pior que as das mais banais novelas. Estreou em 14/5/2015.
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  • Ambientalistas, cientistas e agricultores comentam no documentário como as florestas são importantes para os recursos hídricos no Brasil. Estreou em 14/5/2015.
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  • Era a virada dos anos 70 para os 80 quando o diretor australiano George Miller criou um policial com sede de vingança para o filme Mad Max. Interpretado pelo então novato Mel Gibson, Max virou um símbolo da cultura pop e retornou em outros dois longas-metragens, Mad Max — A Caçada Continua (1981) e Mad Max — Além da Cúpula do Trovão (1985). Três décadas depois, o realizador estreia um quarto episódio da cinessérie. Mad Max — Estrada da Fúria não é uma sequência nem uma refilmagem. Miller aproveitou a ambiência pós-apocalíptica e o clima árido das fitas anteriores e substituiu Gibson, de 59 anos, pelo musculoso Tom Hardy, de 37, o vilão Bane de Batman — O Cavaleiro das Trevas Ressurge. No início da história, Max dá uma ideia da transformação do (fim) do mundo e de como grupos rivais disputam a água e o petróleo no deserto. Logo em seguida, o protagonista passa a ser caçado por uma gangue de carecas e é conduzido aos domínios do mascarado Immortan Joe, o todo- poderoso que controla um povo carente. Braço-direito do líder, a Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) o trai ao fugir com uma turma de belas parideiras. Para agradar a Joe, o jovem Nux (Nicholas Hoult) encara uma perseguição a Furiosa e leva junto o prisioneiro Max. Além da frenética abertura, Estrada da Fúria traz uma renovação à franquia com cenas alucinantes de ação — Velozes & Furiosos 7, por exemplo, já vai parecer “datado”. Miller não economiza em nada e não poupa ninguém. São duas horas agitadíssimas em um roteiro basicamente trivial, mas cuja violência extrema e insana combina perfeitamente com o caos explicitado na trama futurista. Estreou em 14/5/2015.
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  • Eduardo (Caíque Oliveira) mora no Jardim Ângela e, batalhador, vive à procura de trabalho. A mãe (Einat Falbel) também está desempregada. Ao conhecer o playboy Jeff (Caio Blat), Eduardo embarca numa trajetória errante pelo mundo das drogas. Começa fumando maconha, passa para o crack e, viciado, vira um sujeito arredio. O passo seguinte é frequentar a Cracolândia, na região central de São Paulo. O drama Metanoia, feito na raça, aborda um tema atual e oportuno, além de trazer uma mensagem cristã ao desfecho. As boas intenções, contudo, são quase ofuscadas pela precariedade da produção e pela realização esquemática de um roteiro didático. Estreou em 14/5/2015.
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  • É inconfundível o estilo cinematográfico do diretor sueco Roy Andersson. Sete anos depois do devagar quase parando Vocês, os Vivos, o cineasta retorna com Um Pombo Pousou num Galho Refletindo sobre a Existência, premiado com o Leão de Ouro no Festival de Veneza de 2014. Como no filme anterior, estão de volta o roteiro de tom cômico e a filmagem com uma única câmera estática. São vários personagens em cenas curtas, quase esquetes de vidas monótonas, muitas vezes ambientados em lugares fechados, numa Suécia tomada por cores mortas. Entre uma e outra sequência dispensável, sobressai a história de dois vendedores. Na meia-idade e morando em quartos públicos, Sam e Jonathan (interpretados por Nils Westblom e Holger Andersson) passam os dias tentando comercializar artigos como dentadura de vampiro e saco de risadas. Bares, lojas e cômodos decorados com mobílias datadas representam a decadência, implícita em tramas de humor nonsense, surreal e singular. Entenda-se: para poucos. Estreou em 14/5/2015.
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  • Durante a crise econômica asiática do fim da década de 90, a indonésia Teresa (Angeli Bayani) começa a trabalhar como doméstica para a família Lim, em Singapura. O marido (Tian Wen Chen) perdeu o emprego como vendedor, mas não teve coragem de contar à esposa (Yeo Yann Yann), que está grávida do segundo filho. Para aumentar as dores de cabeça do casal, o primogênito, Jialer (Jialer Koh), é um pestinha. Hiperativo, o menino de 10 anos comporta-se muito mal e revela-se uma criança indomável. Quando Meus Pais Não Estão em Casa aproveita os quatro personagens para, de um olhar microscópico, fazer uma ampla radiografa da situação dramática de uma classe média em risco. Ao se debruçar sobre sua infância, o jovem diretor Anthony Chen, de 30 anos, monta um painel realista costurado por relacionamentos conturbados e afetos reprimidos. Durante a crise econômica asiática do fim da década de 90, a indonésia Teresa (Angeli Bayani) começa a trabalhar como doméstica para a família Lim, em Singapura. O marido (Tian Wen Chen) perdeu o emprego como vendedor, mas não teve coragem de contar à esposa (Yeo Yann Yann), que está grávida do segundo filho. Para aumentar as dores de cabeça do casal, o primogênito, Jialer (Jialer Koh), é um pestinha. Hiperativo, o menino de 10 anos comporta-se muito mal e revela-se uma criança indomável. Quando Meus Pais Não Estão em Casa aproveita os quatro personagens para, de um olhar microscópico, fazer uma ampla radiografa da situação dramática de uma classe média em risco. Ao se debruçar sobre sua infância, o jovem diretor Anthony Chen, de 30 anos, monta um painel realista costurado por relacionamentos conturbados e afetos reprimidos. Estreou em 30/4/2015.
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Fonte: VEJA RIO