CINEMA

Que Estranho Chamar-se Federico

Amigo de Federico Fellini, o diretor Ettore Scola presta bela homenagem ao mestre nesta cinebiografia

Por: Miguel Barbieri Jr.

AVALIAÇÃO ✪✪✪

divulgaçÃo
(Foto: Redação Veja rio)

Federico Fellini (1920-1993) foi um dos grandes cineastas da história e, até hoje, não há substituto nem discípulo à sua altura. Amigo dele, o diretor Ettore Scola, de 83 anos, presta bela homenagem ao mestre nesta cinebiografia. Embora siga uma narrativa linear (focada no início da vida profissional de Fellini), o roteiro também imagina como teriam surgido alguns personagens marcantes de sua filmografia, a exemplo da prostituta de Noites de Cabíria (1957). Vindo de Rimini, onde nasceu, o jovem Federico (Tommaso Lazotti) chega a Roma, em 1939, para fazer um teste de chargista no jornal Marc'Aurelio. Ganha o emprego e a amizade dos colegas mais velhos. Anos depois, já um realizador em início de carreira, conhece Scola (Giulio Forges Davanzati), prestes a ingressar no mesmo pasquim. Para quem é fã ou cinéfilo, a fita tem um irresistível sabor nostálgico. Além de mostrar registros reais (como as filmagens na Fontana di Trevi de A Doce Vida), seu desfecho se dá com trechos de obras marcantes - A Estrada, Amarcord, 8 1/2 e E la Nave Va -, embalados pela inebriante trilha sonora de Nino Rota. Direção: Ettore Scola (Che Strano Chiamarsi Federico, Itália, 2013, 90min). 16 anos. Estreou em 12/6/2014.

Fonte: VEJA RIO