CINEMA

História de vida e morte

O documentário Eu Respiro registra a finitude de um arquiteto

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

AVALIAÇÃO ✪✪✪

divulgaçÃo
(Foto: Redação Veja rio)

O escocês Neil Platt tinha uma vida perfeita ao lado da mulher, Louise, com quem se casou em 2004. Três anos depois, nasceu Oscar e a felicidade ficou completa em família. Não demorou muito para o sonho virar um pesadelo. No fim de 2007, Platt foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica, uma doença que, aos poucos, vai paralisando o corpo da cabeça para baixo. Começava, assim, a finitude de um rapaz de 33 anos cujo pai e avô morreram da mesma causa. Com poucos meses de vida, Platt decidiu deixar registrado em um blog seus últimos suspiros. Ao mesmo tempo, permitiu ao amigo, o diretor Morag McKinnon, acompanhar seu angustiante cotidiano. O documentário Eu Respiro, é claro, não se traduz num programa leve e alto-astral. Embora Platt tenha um certo humor em suas escritas, seu ressentimento e sua dor são inegáveis. A coragem dele em se deixar expor em momentos íntimos possui um propósito: fazer o espectador refletir sobre a importância do tempo, algo precioso e desperdiçado sem nos darmos conta. Direção: Morag McKinnon e Emma Davie (I Am Breathing, Dinamarca/Inglaterra, 2013, 72min). Livre. Estreou em 22/11/2013. Espaço Itaú de Cinema 3.

Fonte: VEJA RIO