luz, câmera, ação

Confira os 34 filmes no circuito carioca

Dirigido por François Ozon, francês Uma Nova Amiga traz para às telonas a discussão sobre cross-drassing

Por: Jana Sampaio - Atualizado em

uma nova amiga
(Foto: Divulgação)

Alguns dos filmes que valem o ingresso são Enquanto Somos Jovens, Homem-Formiga, O Conto da Princesa Kaguya e Meu Verão na Provença.

+ Gemma Bovery e Party Girl entram em cartaz

+ Documentários que usam o Rio e seus personagens como tema

+ Festival Assim Vivemos promove inclusão cultural de deficientes

Fique de olho na programação completa:

  • Aos 84 anos, o veterano diretor francês Jean- Luc Godard, expoente da nouvelle vague na década de 60, faz uso do 3D em seu novo trabalho. Trata-se de um drama envolvendo um homem (Kamel Abdeli) e uma mulher casada (Héloïse Godet) discutindo filosofia. sob o olhar atento de um cão. Estreia prometida para 30/7/2015.
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  • Documentário

    Campo de Jogo
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    Filmado em 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil, o documentário do filho de Glauber Rocha (1939-1981) registra uma partida de ato futebol entre dois times de favelas do Rio de Janeiro. O olhar do diretor foge, claro, do convencional, para honrar a origem paterna. Assim, o filme se arrasta mostrando lances em ângulos inusitados e faz uso de câmera lenta para parecer “artístico”. No fim das contas, é um trabalho pretensioso e de interesse muito, muito restrito. Estreou em 23/7/2015.
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  • A novela infantil, que foi ao ar pelo SBT entre maio de 2012 e julho de 2013, ganha seu primeiro longa-metragem, em pré-estreia e lançamento marcados para quinta (23/7). Deve fazer sucesso porque fã que é fã deve aprovar. Os personagens de Carrossel — O Filme são os mesmos, assim como os atores, mas a sala de aula foi trocada por um acampamento de férias. Para lá rumam a diretora Olívia (Noemi Gerbelli), a faxineira Graça (Márcia de Oliveira) e dezesseis alunos. O dono, Sr. Campos (Orival Pessini), e o assistente dele, Alan (Gabriel Calamari), o “colírio” das meninas, os recebem. Começa aí a aventura? Não! Pelo roteiro raquítico, cenas de pastelão são enxertadas numa história nada empolgante, cujos conflitos se resolvem de modo óbvio e rasteiro. Entre eles está o romance de David (Guilherme Seta) e Valéria (Maisa da Silva), ameaçado pela divisão do grupo para participar de gincanas. O maior problema, porém, leva o nome de Gonzáles (Paulo Miklos). Acompanhado de seu fiel escudeiro (Oscar Filho), esse sujeito asqueroso quer comprar o sítio e, sem sucesso, passa a sabotar a propriedade. O cinema nacional perde, outra vez, a oportunidade de entregar um produto criativo para crianças e pré-adolescentes. A fórmula deu certo na TV e segue aqui pelo mesmo caminho: o filme se vale de piadinhas manjadas, situações românticas extremamente ingênuas e, além de vilões estereotipados, as armadilhas para pegá-los lembram as peripécias de Macaulay Culkin em Esqueceram de Mim, uma fita com mais de duas décadas (!!). A trilha sonora e os números musicais garantem, ao menos, sopros de harmonia. Último alerta: Cirilo (papel de Jean Paulo Campos) e Maria Joaquina (Larissa Manoela), estrelas do folhetim da TV, têm aqui participação igual à dos outros colegas, fato que pode causar certa decepção nos pequenos. Estreia prometida para 23/7/2015.
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  • Banhos, de 1999, era um eficiente retrato da China, dividida entre gerações. Diretor daquele filme, Zhang Yang tenta algo semelhante em seu novo trabalho, O Ciclo da Vida. A história cobre a trajetória de idosos numa casa de repouso, mas concentra-se, sobretudo, no senhor Ge (Xu Huanshan), que perdeu a segunda esposa, foi despejado por seu enteado em troca de dinheiro e tem rusgas permanentes com o filho. Ele vai, então, à procura do velho amigo Zhou (Wu Tian- Ming). Lá, ambos ficam às voltas com as durezas da idade e, para descontrair, ensaiam uma divertida apresentação para um concurso de TV. Apesar de muitas vezes ser um registro duro e realista da velhice, o longa-metragem escorrega em concessões sentimentais. A melosa trilha sonora instrumental, por exemplo, pontua cada momento de emoção. Também são dispensáveis as forçosas sequências para arrancar lágrimas do espectador à custa de uma morte anunciada. Estreou em 16/7/2015.
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  • Com mais de 6 milhões de espectadores, A Culpa É das Estrelas foi recordista de público no Brasil em 2014. Seu escritor, John Green, bancou o espertinho ao ser um dos produtores executivos de Cidades de Papel, longa-metragem também inspirado em livro de sua autoria. Embora se espere que a renda nas bilheterias seja gorda, a adaptação é uma furada. Tão bem explorado no filme anterior, o cotidiano dos adolescentes atinge aqui um grau insípido (e muitas vezes sonolento). Dá saudade, por exemplo, dos trabalhos assinados por John Hughes na década de 80, como Clube dos Cinco e Curtindo a Vida Adoidado. Em Cidades de Papel, o protagonista, Quentin (interpretado de forma insossa por Nat Wolff), é um jovem de 18 anos que, desde criança, tem uma queda por sua vizinha, Margo (Cara Delevingne). O tempo tratou de afastá-los. Enquanto ele se entregou à vidinha careta, ela mostrou ser uma garota disposta a conquistar a liberdade muito cedo. Os dois se reencontram quando ela pede a Quentin que a ajude a se vingar do namorado e da melhor amiga. No dia seguinte, Margo desaparece. A história se desenrola, até aqui, numa simpática mistura de ação, humor e romance platônico. Não demora para a trama ganhar características de um road movie e ser acrescida de dois personagens insuportáveis, Radar e Ben, amigos do protagonista e interpretados pelos péssimos atores Justice Smith e Austin Abrams. Os poucos conflitos evaporam e manjadas frases de efeito (tipo “precisei me perder para me encontrar”) dominam um curtíssimo repertório sobre o universo teen. Estreou em 9/7/2015.
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  • Héctor (Lucio Giménez Cacho) tem 15 anos e, no fim da temporada de verão, vai passar uns dias num hotel do litoral, praticamente às moscas. A companhia de sua mãe, Paloma (María Renée Prudencio), parece ser ideal. Em sintonia, eles matam o tempo esticando-se ao sol e jogando cartas. A entrada da garota Jazmín (Danae Reynaud) na trama de Club Sandwich traz certa desarmonia à relação. Embora com uma premissa atraente sobre a intensidade do amor materno na adolescência, a comédia dramática mexicana fica na superfície da abordagem e, com uma narrativa contemplativa, despreza as palavras mais duras em nome de silêncios descartáveis. Estreou em 9/4/2015.
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  • Finalista do Oscar 2015 de melhor animação, O Conto da Princesa Kaguya perdeu o prêmio para Operação Big Hero. Dá para compreender a decisão. Ao contrário do desenho animado vencedor, da Disney, com apelo muito mais popular, a pequena obra-prima japonesa segue a “antiga” técnica dos traços manuais e traz à tona uma fábula, por vezes complexa, do século X. Embora seja um (longo) filme para a admiração dos adultos, os mais crescidinhos podem se entreter com a magia da trama. Nela, um cortador de bambu encontra um minúsculo bebê dentro de um caule e o leva para casa. Como não têm filhos, ele e a esposa decidem criar a menina, cuja velocidade de crescimento se revela espantosa. O pai deseja o melhor para a filha e, ao receber uma fortuna, deixa o campo em direção à cidade, constrói um casarão e espera a visita de pretendentes para sua princesa Kaguya. Rebelde, a jovem despreza as tradições e quer ter opinião e escolhas próprias. Em cores esmaecidas e estilo impressionista, o desenho arrebata pelo esplêndido visual, um precioso trabalho do veterano cineasta Isao Takahata, de 79 anos, um dos fundadores do já lendário estúdio Ghibli. Estreou em 16/7/2015.
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  • Na nova animação da Pixar, Riley tem 11 anos e acabou de mudar-se com seus pais para São Francisco. Sua mente é controlada pelos personagens Alegria, Medo, Raiva, Nojinho e Tristeza, que tentam deixar a menina sempre em  alto astral. Infeliz na nova cidade, Riley vai ficar temperamental enquanto suas emoções tentam deixá-la mais controlada. Estreia prometida para 18/6/2015.
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  • Em seu longa-metragem de estreia, o Gilson Vargas mostra inegável para captar a atmosfera de um road movie. Seus enquadramentos são detalhistas e, por muitas vezes, tem-se a sensação de que o cineasta quer “aparecer” mais do que a história. Isso fica claro porque sua trama não tem muito fôlego. Trata-se aqui do drama de Pedro (Marcos Contreras), gaúcho de Porto Alegre, à procura do pai. Na rota até o Uruguai, o rapaz hospeda-se em pousadas e hotéis baratos, além de fazer amizades entre alguns contratempos. Estreou em 30/7/2015.
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  • Comédia dramática

    Enquanto Somos Jovens
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    Cornelia (Naomi Watts) e Josh Srebnick (Ben Stiller) são casados há anos. Incomodados com o envelhecimento, estão cansados da maneira conservadora como vivem. Jamie (Adam Driver) e Darby (Amanda Seyfried) se aproximam dos dois e Josh, encantado com o estilo de vida e o ânimo da dupla, sonha voltar a ser jovem. Estreia prometida para 4/6/2015.
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  • O novo filme da franquia de ficção científica volta às origens para mostrar os fatos ocorridos antes do episódio original. John Connor (Jason Clarke) envia Kyle Reese (Jai Courtney) ao passado para proteger Sarah Connor (Emilia Clarke) e, ao chegar em 1984, o futuro não é o que ele esperava. Arnold Schwarzenegger retoma o papel de protagonista. Estreia prometida para 2/7/2015.
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  • Os Bélier moram na área rural de uma pequena cidade da França e, fazendeiros, vendem queijos na feirinha do centro. Como a mãe (Karin Viard), o pai (François Damiens) e o irmão (Luca Gelberg) da adolescente Paula (Louane Emera) são surdos-mudos, ela fica responsável pela comunicação com os clientes. A garota também carrega o peso de falar, literalmente, em nome da família. Vivendo as mudanças hormonais típicas da idade, Paula tem um temperamento instável. Nas aulas de canto, porém, seu talento é descoberto pelo professor (Eric Elmosnino), que a incentiva a participar de um concurso em Paris. O que o destino reserva para uma moça cheia de sonhos, mas presa aos vínculos familiares? Um conflito dramático ganha tratamento bem-humorado, culminando numa sequência musical capaz de aflorar emoção. Em sua estreia no cinema, Louane Emera, descoberta aos 16 anos no programa The Voice, consegue arrebatar soltando a voz em Je Vole (Eu Voo). Estreia prometida para 25/12/2014.
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  • Terror

    A Forca
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    Na linha “uma câmera na mão e nenhuma ideia na cabeça”, o terror retoma o “estilo” de filmagem consagrado em A Bruxa de Blair (1999) e, desde então, repetido já à exaustão. A trama tem início em 1993 quando, na apresentação estudantil da peça A Forca, um aluno morreu... enforcado (!) no palco. No mesmo colégio, outros estudantes vão reencenar o espetáculo nos dias de hoje. Reese (papel de Reese Mishler) e Pfeifer (Pfeifer Brown) serão os protagonistas. Quem filma tudo, como se fosse um registro real, é Ryan (Ryan Shoos), um chatonildo difícil de suportar por mais de dez minutos. Mesmo enxuto na duração, o filme se esforça para ter clima sinistro, mas afunda-se na mesmice. Estreou em 23/7/2015.
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  • Primeiro longa da diretora Bárbara Tavares, o documentário aborda a vida e a obra de um dos precursores da ioga no Brasil. Com depoimentos de personalidades como Chico Xavier, Marcelo Yuka e Jackson Antunes, o filme traz imagens inéditas e a última entrevista do militar José Hermógenes de Andrade Filho (1921-2015), que dedicou mais de cinquenta anos à técnica indiana.
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  • Mais um personagem da Marvel chega aos cinemas, agora tendo Paul Rudd (Eu Te Amo, Cara) na pele do ladrão Scott Lang. Ele sabe de suas habilidades para encolher de tamanho e precisa aceitar que é um herói e ajudar a salvar o mundo de novas ameaças. A primeira aventura do Homem-Formiga ganha a direção de Peyton Reed, o mesmo da comédia Sim, Senhor. Estreia prometida para 16/7/2015.
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  • Em 1983, o bilionário Freddy Heineken (papel de Anthony Hopkins), dono da cervejaria holandesa, foi sequestrado em Amsterdã. Cor van Hout (Jim Sturgess), cabeça do grupo de criminosos de primeira viagem, tinha como parceiro o cunhado, Willem (Sam Worthington), além de um amigo (Ryan Kwanten) e mais dois sujeitos inexperientes. No cativeiro, acompanhado de seu motorista, Heineken esperou dias para ser libertado enquanto a gangue enfiava os pés pelas mãos. A história de Jogada de Mestre, inspirada em episódio real, ganha ares de thriller nas mãos do diretor sueco Daniel Alfredson. Além de um drama familiar (o pai de Willem havia sido demitido da Heineken), o roteiro é pontilhado de tensão e valorizado na empenhada atuação de Sturgess (Across the Universe) e Worthington (Avatar). Estreou em 30/7/2015.
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  • Depois de Kiriku e a Feiticeira (1998) e Kiriku — Os Animais Selvagens (2005), o diretor francês Michel Ocelot encerra uma trilogia com Kiriku — Os Homens e as Mulheres. O trabalho segue a técnica da tradicional animação em 2D para contar curtas histórias do valente e serelepe Kiriku. Garotinho de uma aldeia africana, ele está sempre pronto para resolver os problemas dos adultos. Dois contos se destacam no longa-metragem: a jornada de Kiriku para encontrar um velho desaparecido na floresta e a insistência do protagonista em acolher um menino tuaregue que se perdeu dos pais numa tempestade de areia. Ao contrário dos concorrentes americanos em cartaz, como Divertida Mente e Minions, o desenho animado tem um ritmo calmo e, sempre no desfecho das tramas, a cantoria marca discreta presença. Embora as fábulas sejam bonitinhas, o esplêndido visual, feito em uma palheta de cores fortes e vibrantes, fascina mais. Estreou em 2/7/2015.
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  • Comédia dramática

    Magic Mike XXL
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    Na sequência do drama de 2012, Mike (Channing Tatum) abandonou a vida de stripper, casou e faz trabalhos de marcenaria. Contudo, é tentado pelos ex-colegas a embarcar numa aventura e fazer uma apresentação sensual para uma competição na Flórida. Estreia prometida para 30/7/2015.
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  • O sucesso da série no canal Multishow gerou um bem-sucedido longa-metragem em 2013 e também uma peça em cartaz no Teatro Shopping Frei Caneca. Era esperada, portanto, uma continuação da trajetória conjugal de Fábio e Miá, sempre interpretados pelos atores Fábio Porchat e Miá Mello. A trama de Meu Passado Me Condena 2 se passa três anos após o casamento deles. Uma crise abateu-se sobre o relacionamento e, de Portugal, vem a oportunidade de reaquecer a paixão. A avó de Fábio morreu e o avô (Antônio Pedro) pede a presença do neto no enterro. Em uma bela quinta no interior, desenrolam-se as confusões amorosas. Fábio reencontra uma namoradinha de infância (Mafalda Rodiles), que está noiva de Álvaro (Ricardo Pereira), antigo desafeto do protagonista. Entre briguinhas e reconciliações, o roteiro expõe seu humor em piadas ora espertas, ora manjadas, e se dá melhor no quesito romântico — a idílica paisagem portuguesa contribui para isso. Porchat e Miá, parceiros de três anos na vida profissional, resistem aos altos e baixos da história com uma química invejável. Estreou em 2/7/2015.
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  • Comédia dramática

    Meu Verão na Provença
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    Contrariados por sair de Paris durante as férias de verão, os irmãos adolescentes Lea (Chloe Jouannet) e Adrien (Hugo Dessioux), mais o caçula surdo-mudo Theo (Lukas Pelissier), são obrigados pela avó (Anna Galiena) a passar dois meses na companhia de Paul (Jean Reno), o avô que eles não conhecem. A chegada a uma remota fazenda na Provença é cheia de tumultos. Plugados na tecnologia e sem deixar de lado o celular e o laptop, os jovens não conseguem embarcar no modo de vida rústico do ermitão Paul, um cultivador de oliveiras. Aos poucos, o humor desponta nos contrastes entre os caipiras do interior e os protagonistas da capital e ainda na visita-surpresa dos amigos hippies ao casal de idosos. O sol e as cores ardentes da estação também aquecem os sentimentos. A trama, antes com um acento de drama familiar, ganha contornos suaves em romances idílicos e reconciliações comoventes. Embora o longa-metragem seja francês, a história tem alcance e apelos para o espectador de qualquer nacionalidade e geração. Estreou em 2/7/2015.
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  • Comédia dramática

    Minha Querida Dama
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    Comédia dramática. Mathias Gold (Kevin Kline), rico e solitário, herda um grande imóvel em Paris. Ao chegar à capital francesa, descobre que na propriedade mora Mathilde (Maggie Smith), uma senhora de 90 anos, nem um pouco disposta a mudar de endereço. É o começo de uma bela amizade. Com Kristin Scott Thomas.
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  • Animação

    Minions
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    Assim como os pinguins de Madagascar ganharam um desenho animado próprio neste ano, os personagens amarelinhos de Meu Malvado Favorito chegam às telas com a intenção de arrebentar nas bilheterias em um 2015 repleto de sucessos gigantescos, a exemplo de Velozes & Furiosos 7, Vingadores — Era de Ultron e Jurassic World. Minions, embora tenha um roteiro pouco criativo, vai agradar. Contam pontos o carisma e a graça dos baixinhos, além de piadas espirituosas pipocando na trama principal. Um narrador relembra quem são os minions, seres pequenos que apareceram na Terra antes do homem. Como vivem em grupo, sentem a necessidade de ter um líder. Buscam, então, um vilão para chamar de seu — e vale tudo, de Drácula a Napoleão Bonaparte. A procura é em vão. Por causa da depressão de seus amiguinhos, três deles decidem sair de onde moram para buscar ajuda. Stuart, Kevin e Bob chegam, então, à Nova York de 1968. Eles descobrem uma convenção de vilões em Orlando e se mandam para a Flórida a fm de conhecer a malvada número 1 do planeta, Scarlett Overkill (dublada por Adriana Esteves). Uma deliciosa trilha sonora, com Beatles, The Doors e Rolling Stones, embala a saga do trio, ambientada em Londres. A partir daí, Minions sobrevive das gags com os fofos protagonistas, que, mesmo falando uma língua incompreensível, divertem crianças e adultos. Estreou em 25/6/2015.
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  • Drama

    Neruda
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    O drama biográfico tem início em 1971 quando o poeta Pablo Neruda recebeu o Prêmio Nobel de Literatura, em 1971. Logo a ação se desloca para 1948. Neruda (interpretado por José Secall), então senador oposicionista, passou a ser perseguido pelo governo do presidente González Videla e precisou de ajuda para fugir do Chile. Em produção com cara de telefilme barato, o roteiro não faz jus à importância cultural de seu protagonista e foca um trecho restrito (e de pouca relevância) da vida de Neruda (1904-1973). Estreou em 9/7/2015.
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  • François Ozon tem uma das filmografas mais instigantes do novo cinema francês em trabalhos como Sob a Areia, O Tempo que Resta, Ricky e Dentro da Casa. Soma-se à sua carreira Uma Nova Amiga, mais um ótimo longa-metragem disposto a fazer refletir sobre um tema atual, o cross-dressing. O drama começa com a morte de Laura (Isild Le Besco), amiga de Claire (Anaïs Demoustier) desde a infância. Ainda emocionalmente arrasada, ela se aproxima de David (Romain Duris), o viúvo que, sozinho, precisa cuidar de um bebê. O reencontro é regado a uma grande surpresa: dentro de casa, ele gosta de se vestir de mulher. A princípio, Claire acha tudo muito estranho, mas, aos poucos, entende a vontade do novo amigo e, casada com Gilles (Raphaël Personnaz), passa a questionar seu estreito modo de vida. Inspirado num conto da inglesa Ruth Rendell, que morreu em maio, aos 85 anos, o filme põe na roda um assunto tabu por meio de situações que flertam com a seriedade e o humor. O amplo painel dos desejos (secretos ou não) e das relações sexuais ganha ainda mais credibilidade pela excepcional atuação de seu protagonista, que foge da caricatura e manda muito bem no salto alto. Estreou em 16/7/2015.
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  • Drama

    Phoenix
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    O diretor e roteirista Christian Petzold já havia sido superestimado por seu trabalho anterior, Barbara, indicação da Alemanha ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2013. A volta ao cinema se dá com Phoenix, longa-metragem cuja credibilidade da trama se esvai em meia hora. Logo após o término da II Guerra, a cantora judia Nelly Lenz (Nina Hoss) volta a Berlim. Ela saiu de um campo de concentração com o rosto desfigurado e, assim como a fênix, o pássaro mitológico renascido das cinzas, pretende refazer a vida. Embora tenha indícios de que o marido a entregou aos nazistas, Nelly sai à sua procura depois de passar por uma plástica e ganhar outra face. No reencontro com Johnny (Ronald Zehrfeld), ele não a reconhece. Além do argumento absurdo, o filme falha na continuidade de cenas e apresenta uma heroína de comportamento irritante. Assim, fica difícil compartilhar da dor da personagem. Estreou em 9/7/2015.
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  • Comédia

    Pixels
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    A inspiração de Pixels veio de um curta-metragem homônimo, dirigido por Patrick Jean, em 2010. No filminho de dois minutos, personagens de jogos eletrônicos saem de uma televisão para destruir Nova York. O mesmo argumento existe na nova comédia de Adam Sandler, só que com muitos acréscimos para a trama ter fôlego e estofo a fim de completar a duração de um longa. A história começa em 1982 enfocando a amizade de Brenner e Cooper, adolescentes fanáticos por fliperama. Nos dias de hoje, Cooper (Kevin James) virou presidente dos Estados Unidos enquanto Brenner (Sandler) faz instalação de televisores e afins. Os amigos ainda se dão bem, mas, por causa das profissões, se separaram. Algo, porém, voltará a reuni-los. A Terra está sendo invadida por personagens dos games da década de 80, como Pac-Man e Centopeia, e Brenner, um nerd desde criança, pode ser capaz de liderar uma batalha. Pixels vem da produtora de Sandler, e um dos roteiristas, Tim Herlihy, assinou vários trabalhos do ator, a exemplo de O Paizão e Gente Grande 2. Ou seja: o terreno pisado é conhecido. Como de hábito, o personagem de Sandler tem a fala mansa, o olhar carente, a malícia com as mulheres e, menino em corpo de adulto, consegue conquistar a fdelidade da molecada. Mas Pixels revela algo bem melhor na brincadeira espirituosa e esperta com ícones dos anos 80, representados por uma cantora pop ou um seriado de TV. Além de repleta de referências (algumas delas seletivas), a fita se segura em efeitos visuais propositalmente ingênuos, na intenção de entrar no espírito da coisa. Por mais que a mistura “comédia de Adam Sandler” e “filme de invasão extraterrestre” não dê liga, Pixels garante uma porção de risadas em clima de deliciosa nostalgia. Estreou em 23/7/2015.
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  • A diretora francesa Lisa Azuelos foi revelada na comédia dramática Rindo à Toa (2008), que ganhou até uma refilmagem americana (Lola), feita por ela mesma. Em registro leve, curto e simpático, a cineasta volta às relações amorosas. A trama de Um Reencontro traz o dilema de Elsa (Sophie Marceau) e Pierre (François Cluzet, de Intocáveis). Escritora, divorciada e mãe de uma adolescente, a quarentona evita qualquer tipo de envolvimento com homens casados — e gosta de deixar isso bem claro. O peixe, contudo, morre pela boca quando Elsa se encanta com o advogado Pierre — e vice-versa. Rolam um clima, troca de olhares, identificações e química. Embora tenha um casamento estável, ele não resiste a passar infalíveis cantadas em sua nova paixão. Realizadora e roteirista, Lisa mantém-se antenada com as conexões tecnológicas do mundo moderno rendendo-se, porém, a um romance à moda antiga. Estreou em 23/7/2015.
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  • Documentário

    O Sal da Terra
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    Indicado ao Oscar 2015 de melhor documentário, O Sal da Terra segue a linha cronológica para apresentar o fabuloso trabalho do mineiro Sebastião Salgado, radicado em Paris. É o diretor Wim Wenders quem narra a trajetória do economista que se exilou na capital francesa em 1973 e, lá, deu início a uma nova profissão. Das emblemáticas fotos de Serra Pelada, passando pelos refugiados africanos, Salgado relembra os momentos enfrentados em suas aventuras pelo mundo. Voltado à recuperação da Mata Atlântica, também se dedica ao Instituto Terra, organização sem fins lucrativos criada por ele e por sua esposa em 1998. Bem resolvido para mostrar a carreira do biografado, o filme, no entanto, passa de raspão por questões afetivas e pessoais. Estreou em 26/3/2015.
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  • Comédia dramática

    Samba - Filme
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    Olivier Nakache e Eric Toledano foram responsáveis por Intocáveis (2011), um dos maiores sucessos do cinema francês dos últimos anos. Revelação do filme anterior, o ator Omar Sy volta no recente trabalho dos diretores na pele do protagonista Samba, um senegalês que mora ilegalmente em Paris há dez anos. Ele faz bicos em restaurantes e é preso por agentes do departamento de imigração. Na outra ponta da história está Alice (Charlotte Gainsbourg), executiva em licença médica cujo novo trabalho é colaborar com uma ONG que tenta regularizar a situação dos clandestinos no país. O destino se encarrega de fazer o encontro de Samba e Alice. Enquanto ele tem energia contagiante (muito semelhante à de seu personagem em Intocáveis), a moça se encaixa num quadro depressivo. Não à toa, os realizadores usam a mesma fórmula de antes: uma combinação de drama e humor com uma pegada mais alto-astral. A graça da trama, contudo, vem da presença do francês Tahar Rahim. Quase sempre visto em papéis sisudos, o ator de origem argelina interpreta um brasileiro e rouba a cena ao ensaiar um strip-tease ao som de Palco, de Gilberto Gil. Estreou em 9/7/2015.
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  • Comédia dramática

    Sentimentos que Curam
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    Diagnosticado como maníaco-depressivo, Cameron (Mark Ruffalo) não consegue arranjar um emprego, recusa ajuda da família e, casado com Maggie (Zoe Saldana), tem duas filhas para criar. A esposa toma uma decisão radical ao decidir estudar em outra cidade e deixar o marido cuidando das duas meninas (papéis de Imogene Wolodarsky e Ashley Aufderheide). Ambientado em 1978, o drama não se aprofunda na relação conjugal conturbada nem na doença do protagonista e tampouco em seu comportamento bipolar. Em uma hora e meia, há desperdício do empenho de Rufallo (o Hulk) e um tema sério tratado de forma vazia e sentimentóide. Estreou em 16/7/2015.
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  • Não é preciso ter visto os dois episódios anteriores, de 2010 e 2013, para comprovar que o terror é um caça-níquel. A trama apresenta o drama da jovem Quinn Brenner (Stefanie Scott). Após a morte da mãe, a moça tenta manter contato espiritual com ela. Um acidente, porém, a coloca de cama em casa e, lá, passa a ouvir barulhos estranhos e ver aparições sinistras. O pai dela (papel de Dermot Mulroney) vai, então, atrás de uma sensitiva que se comunica com os mortos. Dos clichês mais banais do gênero ao humor voluntário provocado por uma dupla de caça-fantasmas, o filme ainda tem a pretensão de sugerir uma sequência ao desfecho. Poupe-nos!
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  • Cosme Alves Netto (1937-1966) é um anônimo para a maioria dos espectadores. No documentário Tudo por Amor ao Cinema, esse amazonense radicado no Rio de Janeiro desde a década de 50 vira a figura mais importante diante de grandes personalidades como os cineastas Eduardo Coutinho, Cacá Diegues e Nelson Pereira dos Santos. Por meio de 34 entrevistas e imagens de setenta filmes (a exemplo de Deus e o Diabo na Terra do Sol e Encouraçado Potemkin), o filme consegue transmitir a importância histórica de Cosme. Ele foi curador da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro a partir de 1964 e, durante o regime militar, escondeu películas proibidas, como os trechos da primeira fase de Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho. O rico material de arquivo faz um bom suporte para os depoimentos de uma realização que durou quatro anos. Estreou em 30/7/2015.
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  • Em 1979, a Revolução Islâmica iraniana tirou o xá Reza Pahlevi do poder e prendeu artistas como o poeta Sahel (Caner Cindoruk). Sua mulher, Mina (Monica Bellucci), também foi encarcerada. Ele sofreu torturas na cadeia e ganhou a liberdade três décadas depois. Na procura pela esposa, o velho Sahel (agora interpretado por Behrouz Vossoughi) descobre que ela se mudou para a Turquia acompanhada de outro homem, Akbar (Yilmaz Erdogan), motorista da família e apaixonado por Mina desde a juventude. Diretor de Tartarugas Podem Voar (2004), Bahman Ghobadi fugiu do Irã em 2008 e foi buscar na história real do poeta curdo de pseudônimo Sadegh Kamangar o roteiro de O Último Poema do Rinoceronte. Entre momentos oníricos, o realizador expõe as feridas de seu país de origem relacionadas a um triângulo amoroso de alta combustão. Estreou em 25/6/2015.
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  • Atores como Antonio Banderas, Josh Brolin, Penélope Cruz e Scarlett Johansson são alguns dos entrevistados do documentário sobre o grande diretor americano. Estreia prometida para 2/7/2015.
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Fonte: VEJA RIO