cheiro de pipoca no ar

Confira os 24 filmes em cartaz

Animações Divertida Mente e Minions são alguns dos longas no circuito carioca

Por: Redação VEJA RIO - Atualizado em

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(Foto: Divulgação)

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Fique de olho na programação completa:

  • O documentário levanta uma questão atual e pertinente sobre o uso do carro e da bicicleta em cidades como Los Angeles, São Paulo e Toronto. Estreou em 18/6/2015.
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  • Diretor de Caro Francis (sobre o jornalista Paulo Francis) e Alô, Alô Terezinha (sobre Chacrinha), Nelson Hoineff resgata outra figura emblemática no documentário. Aos 84 anos, o grande cantor ainda mantém a voz firme e dá detalhes, até então inéditos, sobre sua homossexualidade. Há fatos curiosos, como a incursão pelos Estados Unidos, na década de 50, sob o codinome Ron Coby e a participação no filme Jamboree, de 1957. Também é bacana o foco sobre um fã de 15 anos obcecado pelo trabalho de Cauby. Hoineff foi atrás de imagens de shows e programas de TV para fazer compilações mixadas de canções como Bastidores e Conceição. Se há música até em excesso, faz falta um perfil mais afiado do biografado, seja por meio de depoimentos do próprio Cauby, seja através das palavras de quem convive(u) com ele. Estreou em 28/5/2015.
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  • O vilarejo onde mora Nils Dickman (Stellan Skarsgard), na Noruega, é extremamente gelado no inverno. Não à toa, ele foi condecorado com a honraria do título do filme, O Cidadão do Ano, por dirigir um caminhão que retira toneladas de neve da estrada em direção a Oslo. Homem acima de qualquer suspeita, Dickman vai virar um Charles Bronson com desejo de matar após o assassinato de seu filho. O rapaz roubou drogas e foi morto por ordem de um poderoso traficante. Até chegar ao mandachuva, o protagonista vai, sedento por justiça, eliminando os subordinados do bandido. Por mais que a situação seja pesada e dramática, o diretor Hans Petter Moland leva a trama na base do humor... nórdico(!). Isso se traduz na quantidade de homicídios e na forma como eles são praticados, uma referência ao cinema de Quentin Tarantino. A ironia também se dá bem no roteiro elegendo como tipo exemplar um matador sanguinário. Estreou em 18/6/2015.
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  • Héctor (Lucio Giménez Cacho) tem 15 anos e, no fim da temporada de verão, vai passar uns dias num hotel do litoral, praticamente às moscas. A companhia de sua mãe, Paloma (María Renée Prudencio), parece ser ideal. Em sintonia, eles matam o tempo esticando-se ao sol e jogando cartas. A entrada da garota Jazmín (Danae Reynaud) na trama de Club Sandwich traz certa desarmonia à relação. Embora com uma premissa atraente sobre a intensidade do amor materno na adolescência, a comédia dramática mexicana fica na superfície da abordagem e, com uma narrativa contemplativa, despreza as palavras mais duras em nome de silêncios descartáveis. Estreou em 9/4/2015.
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  • Na nova animação da Pixar, Riley tem 11 anos e acabou de mudar-se com seus pais para São Francisco. Sua mente é controlada pelos personagens Alegria, Medo, Raiva, Nojinho e Tristeza, que tentam deixar a menina sempre em  alto astral. Infeliz na nova cidade, Riley vai ficar temperamental enquanto suas emoções tentam deixá-la mais controlada. Estreia prometida para 18/6/2015.
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  • O início lento do média-metragem sugere ao espectador o que está por vir. Nas cenas do filme experimental do cineasta malaio Tsai Ming-liang, um monge budista com indumentárias vermelhas caminha vagarosamente pelas ruas de Marselha, na França, enquanto as pessoas ao seu redor mantêm o ritmo acelerado da cidade. A câmera revela pequenos fragmentos da influência que esse andarilho incomum provoca nos habitantes da cidade.
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  • Assim como Mad Max — Estrada da Fúria, Jurassic World — O Mundo dos Dinossauros é uma espécie de recriação da cinessérie. Embora tenha elementos em cena do primeiro filme (uma camiseta e um crachá, por exemplo), não se trata de uma continuação do longa-metragem dirigido por Steven Spielberg em 1993. Com produção executiva e o aval do grande mestre, o novo trabalho dá o que o espectador espera: entretenimento com sabor de matinê, recheado de efeitos visuais de ponta em uma história de aventura, tensão e terror — tudo muito bem calculado e dosado para deixar a molecada grudada na poltrona. Jurassic World é um parque temático localizado numa ilha da América Central. Para lá, partem o adolescente Zach (Nick Robinson) e seu irmão caçula (Ty Simpkins). Eles devem ficar aos cuidados da tia Claire (Bryce Dallas How ard), poderosa coordenadora do megaempreendimento de um indiano (Irrfan Khan). A principal atração do local, um híbrido maior e muito mais feroz do que o T-Rex, ainda está em cativeiro. Segue-se, então, a trama de praxe: o bichão consegue escapar, os garotos se perdem e Claire pede ajuda a um valente tratador de animais (papel de Chris Pratt) para encontrá-los. Como se nota, o roteiro se vale de uma cartilha pouco original com personagens esquemáticos. Contudo, Jurassic World apresenta à nova geração um universo de fantasia com fascinantes dinossauros digitais. Conclusão: programa-pipoca sem medo de divertir. Estreou em 11/6/2015.
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  • Os Bélier moram na área rural de uma pequena cidade da França e, fazendeiros, vendem queijos na feirinha do centro. Como a mãe (Karin Viard), o pai (François Damiens) e o irmão (Luca Gelberg) da adolescente Paula (Louane Emera) são surdos-mudos, ela fica responsável pela comunicação com os clientes. A garota também carrega o peso de falar, literalmente, em nome da família. Vivendo as mudanças hormonais típicas da idade, Paula tem um temperamento instável. Nas aulas de canto, porém, seu talento é descoberto pelo professor (Eric Elmosnino), que a incentiva a participar de um concurso em Paris. O que o destino reserva para uma moça cheia de sonhos, mas presa aos vínculos familiares? Um conflito dramático ganha tratamento bem-humorado, culminando numa sequência musical capaz de aflorar emoção. Em sua estreia no cinema, Louane Emera, descoberta aos 16 anos no programa The Voice, consegue arrebatar soltando a voz em Je Vole (Eu Voo). Estreia prometida para 25/12/2014.
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  • Nadezhda (Margita Gosheva) é professora de inglês numa escola de uma cidade da Bulgária. Mora longe de onde trabalha e vive com o marido e a pequena filha. A Lição começa de forma contundente e se mantém firme e forte até o desfecho. Após uma aluna ter o dinheiro de sua carteira roubado, a protagonista quer, persistentemente, que o ladrão confesse o furto. Surge, então, mais um impasse em sua vida. Como seu companheiro não pagou a prestação de um empréstimo bancário, a casa deles vai a leilão. Tem início aí uma aflitiva corrida contra o tempo para saldar a dívida. O foco nos dilemas morais de Nadezhda provoca uma incômoda reflexão na plateia, e, mesmo tendo passagens previsíveis, o drama tira o fôlego com sua tensão constante. Estreou em 11/6/2015.
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  • Na comédia Simplesmente Feliz, de 2008, o diretor inglês Mike Leigh retratou uma personagem que, de tão otimista e radiante, chegava a irritar os mais sisudos de plantão. Neste longa-metragem, indicado ao Oscar de roteiro original em 2011, ele volta a revelar o desconforto provocado pela alegria alheia. O tom e o ponto de vista da narrativa, contudo, mudam por completo. No centro do drama está a frustradíssima Mary (Lesley Manville, perfeita no papel), uma secretária divorciada cujo maior desejo é ter uma vida parecida com a da amiga Gerri (Ruth Sheen), uma psicóloga sexagenária muito bem casada com o engenheiro Tom (Jim Broadbent). Flertar com o filho deles, o tranquilão Joe (Oliver Maltman), torna-se quase uma obsessão — não correspondida pelo rapaz. Desses encontros corriqueiros emergem, muito sutilmente, à moda inglesa, as diferenças entre os privilegiados (a família de Gerri) e os excluídos da plenitude. Leigh abre mão das explosões sentimentais do inesquecível Segredos e Mentiras (1996) para investir num registro mais sereno e contido. Quando o desespero de Mary vem definitivamente à tona, entretanto, resulta num desfecho de partir o coração. Estreou em 28/8/2014.
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  • Qiu (Yang Yingqiu) tem 12 anos e mora com o pequeno irmão e os avós nas montanhas de um vilarejo no sul da China. Quando sua avó morre, os pais de Qiu, que trabalham na construção civil de uma metrópole, regressam à terra natal. Agora, sem muito dinheiro para sustentar a família, o casal precisa contar com o bom tempo para obter uma farta colheita de arroz. Elenco de não profissionais e enquadramentos quadradões (com cara de telenovela antiga) enfraquecem o drama A Menina dos Campos de Arroz. O registro naturalista, contudo, capta as deslumbrantes paisagens do campo chinês, além de sua jovem protagonista combinar doçura e inocência genuínas. Estreou em 28/5/2015.
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  • Comédia dramática

    Minha Querida Dama
    Veja Rio
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    Comédia dramática. Mathias Gold (Kevin Kline), rico e solitário, herda um grande imóvel em Paris. Ao chegar à capital francesa, descobre que na propriedade mora Mathilde (Maggie Smith), uma senhora de 90 anos, nem um pouco disposta a mudar de endereço. É o começo de uma bela amizade. Com Kristin Scott Thomas.
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  • Animação

    Minions
    Veja Rio
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    Assim como os pinguins de Madagascar ganharam um desenho animado próprio neste ano, os personagens amarelinhos de Meu Malvado Favorito chegam às telas com a intenção de arrebentar nas bilheterias em um 2015 repleto de sucessos gigantescos, a exemplo de Velozes & Furiosos 7, Vingadores — Era de Ultron e Jurassic World. Minions, embora tenha um roteiro pouco criativo, vai agradar. Contam pontos o carisma e a graça dos baixinhos, além de piadas espirituosas pipocando na trama principal. Um narrador relembra quem são os minions, seres pequenos que apareceram na Terra antes do homem. Como vivem em grupo, sentem a necessidade de ter um líder. Buscam, então, um vilão para chamar de seu — e vale tudo, de Drácula a Napoleão Bonaparte. A procura é em vão. Por causa da depressão de seus amiguinhos, três deles decidem sair de onde moram para buscar ajuda. Stuart, Kevin e Bob chegam, então, à Nova York de 1968. Eles descobrem uma convenção de vilões em Orlando e se mandam para a Flórida a fm de conhecer a malvada número 1 do planeta, Scarlett Overkill (dublada por Adriana Esteves). Uma deliciosa trilha sonora, com Beatles, The Doors e Rolling Stones, embala a saga do trio, ambientada em Londres. A partir daí, Minions sobrevive das gags com os fofos protagonistas, que, mesmo falando uma língua incompreensível, divertem crianças e adultos. Estreou em 25/6/2015.
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  • No início do século XX, o charmoso Dr. Antônio (Vladimir Brichta) perambula por hotéis e, sob falsa identidade, entra nos quartos dos hóspedes para roubá-los. Ao instalar-se num confortável estabelecimento no Rio de Janeiro para praticar um furto, ele fica encantado com Eva (Alice Braga), uma mulher casada porém insatisfeita no relacionamento com Jorge (Pedro Brício). A história verídica foi contada pelo cronista João do Rio em Memórias de um Rato de Hotel. Impressiona em Muitos Homens num Só, o primeiro longa-metragem de ficção de Mini Kerti, a excelente recriação de época, além da desenvoltura de Brichta, ótima escolha para viver o vigarista sedutor. O filme apresenta uma trajetória bastante curiosa do ponto de vista policial, mas tem um desacerto no quesito romance. A química rala entre os protagonistas e o desenrolar novelesco acabam comprometendo o resultado da trama. Estreou em 25/6/2015.
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  • É inconfundível o estilo cinematográfico do diretor sueco Roy Andersson. Sete anos depois do devagar quase parando Vocês, os Vivos, o cineasta retorna com Um Pombo Pousou num Galho Refletindo sobre a Existência, premiado com o Leão de Ouro no Festival de Veneza de 2014. Como no filme anterior, estão de volta o roteiro de tom cômico e a filmagem com uma única câmera estática. São vários personagens em cenas curtas, quase esquetes de vidas monótonas, muitas vezes ambientados em lugares fechados, numa Suécia tomada por cores mortas. Entre uma e outra sequência dispensável, sobressai a história de dois vendedores. Na meia-idade e morando em quartos públicos, Sam e Jonathan (interpretados por Nils Westblom e Holger Andersson) passam os dias tentando comercializar artigos como dentadura de vampiro e saco de risadas. Bares, lojas e cômodos decorados com mobílias datadas representam a decadência, implícita em tramas de humor nonsense, surreal e singular. Entenda-se: para poucos. Estreou em 14/5/2015.
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  • Tati (Cléo Pires) e Conrado (Malvino Salvador) viajam a Cancún, onde ele participa de uma conferência para o lançamento de seu livro. Pronta para dar o próximo passo, ela aproveita a ocasião para pedi-lo em casamento. Estreia prometida para 4/6/2015.
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  • Durante a crise econômica asiática do fim da década de 90, a indonésia Teresa (Angeli Bayani) começa a trabalhar como doméstica para a família Lim, em Singapura. O marido (Tian Wen Chen) perdeu o emprego como vendedor, mas não teve coragem de contar à esposa (Yeo Yann Yann), que está grávida do segundo filho. Para aumentar as dores de cabeça do casal, o primogênito, Jialer (Jialer Koh), é um pestinha. Hiperativo, o menino de 10 anos comporta-se muito mal e revela-se uma criança indomável. Quando Meus Pais Não Estão em Casa aproveita os quatro personagens para, de um olhar microscópico, fazer uma ampla radiografa da situação dramática de uma classe média em risco. Ao se debruçar sobre sua infância, o jovem diretor Anthony Chen, de 30 anos, monta um painel realista costurado por relacionamentos conturbados e afetos reprimidos. Durante a crise econômica asiática do fim da década de 90, a indonésia Teresa (Angeli Bayani) começa a trabalhar como doméstica para a família Lim, em Singapura. O marido (Tian Wen Chen) perdeu o emprego como vendedor, mas não teve coragem de contar à esposa (Yeo Yann Yann), que está grávida do segundo filho. Para aumentar as dores de cabeça do casal, o primogênito, Jialer (Jialer Koh), é um pestinha. Hiperativo, o menino de 10 anos comporta-se muito mal e revela-se uma criança indomável. Quando Meus Pais Não Estão em Casa aproveita os quatro personagens para, de um olhar microscópico, fazer uma ampla radiografa da situação dramática de uma classe média em risco. Ao se debruçar sobre sua infância, o jovem diretor Anthony Chen, de 30 anos, monta um painel realista costurado por relacionamentos conturbados e afetos reprimidos. Estreou em 30/4/2015.
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  • John Boorman demorou muito para fazer a sequência de Esperança e Glória, indicado a cinco prêmios no Oscar de 1988. O menino do filme anterior, ambientado na II Guerra, agora é um jovem que ingressa no Exército inglês. Bill (Callum Turner) recebe os treinamentos de combate para lutar na Coreia, mas seus problemas começam e terminam no quartel. Ao lado do inseparável amigo Percy (Caleb Landry Jones), o rapaz apronta confusões e tem os sintomas típicos da primeira paixão. Poucos devem lembrar-se do personagem original, criado há quase três décadas, e, por isso, Rainha & País tem uma simpática trama independente, inspirada na trajetória do realizador (o desfecho não deixa dúvida de que se trata do próprio John Boorman). Na boa recriação dos anos 50, humor e romance se entrelaçam num longa-metragem bonitinho e agrádavel de ver, porém fácil de esquecer. Estreou em 25/6/2015.
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  • Documentário

    O Sal da Terra
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    Indicado ao Oscar 2015 de melhor documentário, O Sal da Terra segue a linha cronológica para apresentar o fabuloso trabalho do mineiro Sebastião Salgado, radicado em Paris. É o diretor Wim Wenders quem narra a trajetória do economista que se exilou na capital francesa em 1973 e, lá, deu início a uma nova profissão. Das emblemáticas fotos de Serra Pelada, passando pelos refugiados africanos, Salgado relembra os momentos enfrentados em suas aventuras pelo mundo. Voltado à recuperação da Mata Atlântica, também se dedica ao Instituto Terra, organização sem fins lucrativos criada por ele e por sua esposa em 1998. Bem resolvido para mostrar a carreira do biografado, o filme, no entanto, passa de raspão por questões afetivas e pessoais. Estreou em 26/3/2015.
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  • Comédia romântica

    Sob o Mesmo Céu
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    Promessa como diretor na década de 90 em trabalhos como Vida de Solteiro e Quase Famosos, Cameron Crowe foi caindo no ostracismo e, em Sob o Mesmo Céu, assina seu pior e mais entediante longa-metragem. O elenco estelar pouco ajuda a levantar os ânimos de uma trama confusa, conduzida entre o drama, a comédia e o romance — e sem conseguir satisfazer em nenhum dos gêneros. Bradley Cooper interpreta Brian Gilcrest, empreiteiro que trabalha de consultor de um bilionário (papel de Bill Murray) e regressa ao Havaí para participar do lançamento de um satélite no espaço. Sem revelar sua verdadeira atividade, o cara engana a militar Ng (Emma Stone) e também sua ex-namorada (Rachel McAdams), agora casada com um piloto aéreo (John Krasinski). Como se trata, igualmente, de uma trama romântica, Gilcrest envolve-se com as duas mulheres da história. Estreou em 11/6/2015.
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  • Roland Emmerich é hoje o maior especialista em filme-catástrofe, um gênero que teve seu auge na década de 70 com os já “clássicos” Terremoto, Aeroporto 75 e Inferno na Torre. Da mente de Emmerich, saíram de Independence Day a Godzilla, de O Dia Depois de Amanhã a 2012. Um diretor tão afiado no assunto faz falta em Terremoto — A Falha de San Andreas, comandado por Brad Peyton, responsável pelas fitas infantis Como Cães e Gatos 2 e Viagem 2: a Ilha Misteriosa. O roteiro segue o protocolo para apresentar personagens esquemáticos. Chefe do Corpo de Bombeiros de Los Angeles, Ray (Dwayne Johnson) está se divorciando da mulher (Carla Gugino), que vai se casar com um arquiteto milionário (Ioan Gruffudd). O casal perdeu uma filha e, por isso, zela por cada segundo da vida da outra, a adolescente Blake (Alexandra Daddario). Um terremoto vai reaproximar Ray de sua ex quando, após os tremores, a garota fica sob os escombros de um prédio em São Francisco. Além dessa família, há, entre os tipos importantes, dois irmãos ingleses, um sismólogo e uma repórter. São poucas pessoas para muitos desastres movidos a efeitos visuais, alguns deles arrebatadores. O cinema digital domina o espetáculo e raras cenas são feitas na raça. Se o tsunami engolindo a Golden Gate impressiona, pouco se vê a população em desespero. Trata-se, enfim, de um programa para encher os olhos, mas, frio como as emoções de um computador, não consegue empolgar. Estreou em 28/5/2015.
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  • Documentário

    Últimas Conversas
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    O mais importante documentarista brasileiro, Eduardo Coutinho foi assassinado pelo próprio filho em 2 de fevereiro de 2014. Poucos meses antes, o diretor havia terminado as entrevistas de seu derradeiro trabalho. Últimas Conversas é apresentado como tendo a montagem de Jordana Berg, antiga colaboradora, e finalização do produtor João Moreira Salles. Coutinho, como revela na cena de abertura, não estava contente com o resultado dos depoimentos no quarto dia das filmagens. Resmungão e contrariado, o grande mestre, diante da câmera, questiona até mesmo o próprio futuro. A partir daí, entram em cena adolescentes do 3º ano do ensino médio para contar casos da vida privada. Especialista na abordagem íntima, Coutinho extrai confissões de deixar os depoentes com lágrimas nos olhos — seja para falar de preconceitos, bullying, cota racial ou perspectivas profissionais. O cineasta não deu o ponto-final em seu canto do cisne, mas a fita faz jus à sua filmografia, equiparando- se a obras do nível de Edifício Master e O Fim e o Princípio. Estreou em 7/5/2015.
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  • Aparecendo pouco nas telas, Hugh Grant mostra, em Virando a Página, que ainda rende bem em papéis cômicos. O ator inglês interpreta Keith Michaels, um roteirista premiado no passado, mas amargando uma crise de desemprego. Por sugestão de sua agente, aceita dar aulas de roteiro na Universidade de Binghamton, no Estado de Nova York. Logo na chegada, Michaels vai para a cama com uma estudante. No primeiro dia de trabalho, sem aptidão alguma para ser professor, dispensa os alunos. Aos poucos, com a ajuda da veterana Holly (Marisa Tomei), vai tomando gosto pela coisa. Escrita e dirigida por Marc Lawrence (de Miss Simpatia e Letra e Música), a comédia destaca-se pelo humor ácido e irônico de seu protagonista. Há várias citações de filmes e artistas, e quem for ligado em cinema vai tirar melhor proveito da história, que, embora siga uma receita, tem lá seus momentos de diversão. Estreou em 25/6/2015.
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  • Nuri Bilge Ceylan, de 56 anos, é o mais importante cineasta turco da atualidade e um cronista afiado de seu país — vide seus trabalhos em Climas (2006) e 3 Macacos (2008). Winter Sleep, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes no ano passado, tem mais de três horas de duração, recompensáveis ao fi m da sessão. Ambientada na Capadócia, a trama está centrada em Aydin (Haluk Bilginer). Esse ator aposentado e prestes a escrever um livro possui um gracioso hotel, além de ter herdado outras propriedades na região. Aydin leva um cotidiano a passos lentos, ao contrário da esposa (Melisa Sözen), ligada em causas sociais, e da irmã (Demet Akbag), que sente falta da agitação de Istambul. Um fato, porém, vai mexer com a rotina do protagonista. Ex-presidiário, Ismail (Nejat Isler) aluga uma casa dele e está com as prestações atrasadas. Por ver o pai em situação humilhante, seu pequeno filho atira uma pedra no carro de Aydin, detonando conflitos familiares e sociais. O roteiro, inspirado em contos de Tchecov, não rotula os personagens de bons ou maus nem de vilões ou mocinhos. Cada um, à sua maneira, se acha dono da razão diante das contradições da vida. Estreou em 7/5/2015.
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Fonte: VEJA RIO