Luz, Câmera, Ação

Cinderela está entre os destaques da semana

Filme segue a risca o clássico da Disney  e Lily James agrada no papel principal

Por: Veja Rio - Atualizado em

Cinderella
No papel-título, a graciosa Lily James (do seriado Downton Abbey) interpreta Ella (Foto: Divulgação)

O diretor Kenneth Branagh acertou em cheio a escolha da atriz Lily James para interpretar Ella, no clássico da Disney. No longa, encabeçado pelo diretor de arte italiano Dante Ferretti e pela figurinista inglesa Sandy Powell, a dupla por trás de A Invenção de Hugo Cabret, Cinderela conquista mais uma vez o público com o esplendor visual. Além do infantil, entraram em cartaz os documentários O Sal da Terra e Marcas da Água, que usam imagens de forte impacto para mostrar como caminha a humanidade.

 

  • alvez o maior erro das adaptações dos contos infantis com atores seja “trair” as histórias originais, a exemplo de Malévola e Espelho, Espelho Meu. Cinderela segue à risca o desenho animado da Disney e, por isso, não tem como desagradar. No papel-título, a graciosa Lily James (do seriado Downton Abbey) interpreta Ella, que, após a morte do pai, é obrigada a morar com a segunda esposa dele. A madrasta (papel de Cate Blanchett) mostra-se amigável a princípio, mas, aos poucos, comporta-se como uma víbora, transformando a enteada em sua serviçal. As filhas da megera (Holliday Grainger e Sophie McShera) são igualmente venenosas. O destino da moça, contudo, tende a mudar quando o príncipe (Richard Madden) convoca as mulheres do reino para um baile. O filme tem encanto e magia em porções ideais para fazer brilhar os olhos da criançada. Contribui para o esplêndido visual um time de profissionais de primeira linha, encabeçado pelo diretor de arte italiano Dante Ferretti e pela figurinista inglesa Sandy Powell, a dupla por trás de A Invenção de Hugo Cabret. Estreou em 26/3/2015.
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  • Antoine (Gustave Kervern) está separado da mulher e perdeu o emprego. A única saída para unir o útil ao agradável é trabalhar como zelador de um prédio. Sem experiência na profissão, mas simpático e esforçado, ele conquista a vaga. Aos poucos, aproxima-se de Mathilde (Catherine Deneuve), esposa do síndico, que atravessa um período de ansiedade e depressão. Antoine também não anda em seus melhores dias e faz uma combinação de álcool e drogas nada recomendável. Se boa parte de Em um Pátio de Paris sinaliza para a comédia, seu desenrolar toma o rumo do drama e surpreende a plateia com uma guinada muito baixo-astral. O diretor e roteirista Pierre Salvadori se deu melhor em Uma Doce Mentira (2010) e, aqui, tenta resgatar o clima mais leve da premissa acenando com uma conclusão piegas. Estreou em 26/3/2015.
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  • Parceria entre o fotógrafo Edward Burtynsky e a cineasta Jennifer Baichwal, Marcas da Água é um fenômeno tecnológico. Com drones, helicópteros e aviões, a dupla captou imagens aéreas impressionantes em países como Índia e Estados Unidos para dar um panorama de como as pessoas tratam e/ou se beneficiam da água. Os registros passam da beleza do Rio Stikine, no Canadá, à sujeira dos curtumes à margem de um rio em Bangladesh. São instantâneos muitas vezes silenciosos em que as palavras se tornam dispensáveis — e o documentário pouco explicita suas intenções. Vale, contudo, deixar-se levar pelas câmeras leves e contemplativas dos realizadores e surpreender-se com construções como a barragem de Xiaolangdi, com 150 metros de altura, no Rio Amarelo, na China. Estreou em 26/3/2015.
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  • Documentário

    O Sal da Terra
    Veja Rio
    Sem avaliação
    Indicado ao Oscar 2015 de melhor documentário, O Sal da Terra segue a linha cronológica para apresentar o fabuloso trabalho do mineiro Sebastião Salgado, radicado em Paris. É o diretor Wim Wenders quem narra a trajetória do economista que se exilou na capital francesa em 1973 e, lá, deu início a uma nova profissão. Das emblemáticas fotos de Serra Pelada, passando pelos refugiados africanos, Salgado relembra os momentos enfrentados em suas aventuras pelo mundo. Voltado à recuperação da Mata Atlântica, também se dedica ao Instituto Terra, organização sem fins lucrativos criada por ele e por sua esposa em 1998. Bem resolvido para mostrar a carreira do biografado, o filme, no entanto, passa de raspão por questões afetivas e pessoais. Estreou em 26/3/2015.
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  • Amanda (Letícia Colin) é diretora de criação de uma agência de publicidade em São Paulo. Promissor artista plástico, o carioca Bruno (Caio Blat) ainda não se encontrou na vida. O destino deles se cruza quando são obrigados a dormir uma noite em Belo Horizonte após um contratempo no aeroporto da capital paulista. Rola um clima, uma transa e, após um reencontro provocado por ele, a relação se torna mais firme. O romance, contudo, vai caminhar aos trancos e barrancos. Ponte Aérea se aproveita dos estereótipos de São Paulo e Rio de Janeiro — ela é a publicitária ocupadérrima, ele se comporta como um malandro desencanado e imaturo (e, convenhamos, embora um bom ator, fica difícil para o paulistano Caio Blat convencer como um carioca da gema). Diretora e roteirista, Julia Rezende (de Meu Passado Me Condena) acerta, contudo, na embalagem. Capta a beleza (e só a beleza) das metrópoles em um romance de cartão-postal, entulhado de agressivo merchandising. 12 anos. Estreou em 26/3/2015.
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Fonte: VEJA RIO