CINEMA

Perdidos na Europa

Inspirado em caso real, Caçadores de Obras-Primas titubeia entre a comédia e o drama

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

Claudette Barius
(Foto: Redação Veja rio)

Lançado no Brasil pela editora Rocco, o livr­o-reportagem Caçadores de Obras-Primas, de Robert M. Edsel, traz uma história eletrizante. Em 1945, ao fim da II Guerra, um grupo se reuniu na Europa para reencontrar quadros e outras relíquias que, a mando de Hitler, haviam sido surrupiadas dos museus. O filme homônimo tinha tudo para dar certo, sobretudo com George Clooney como roteirista, produtor, protagonista e diretor ? este é seu quinto lo­nga-metragem atrás das câmeras. Embora tenha momentos de graça, a aventura patina entre o humor e o drama. Clooney assume o posto de líder na pele do historiador americano Frank Stokes. Ele junta outros seis companheiros para segui-lo na jornada. Entre eles, James Granger (Matt Damon), um especialista em arte do Metropolitan, de Nova York. Embora a recriação de época encha os olhos, a fita não acerta a mira e, muitas vezes, transparece a flacidez numa história à deriva. De encantadora há a delicada relação entre Granger e Claire Simone (Cate Blanchett), uma francesa solitária que fingia colaborar com os nazistas. Apaixonada pelo americano casado, a travada personagem desabrocha em uma cena comovente.

✪✪ Caçadores de Obras-Primas, de George Clooney (The Monuments Men, EUA/Alemanha, 2014, 118min). 12 anos. Estreou em 14/2/2014.

Fonte: VEJA RIO