Eles voltaram!

Animação Minions é a estreia da semana

Os personagens queridinhos de adultos e crianças retorna às telonas. Confira os outros seis filmes

Por: Redação Veja Rio - Atualizado em

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(Foto: Divulgação)

Os amarelinhos de Meu Malvado Favorito continuam agradando. A maior estreia da semana é um programão para pais e filhos. Fofos e carismáticos, os minions conquistam com sua graça e valem o ingresso. O suspense dramático brasileiro O Gorila se dá bem, assim como a continuação Rainha & País. Em Virando a Página, Hugh Grant interpreta papel que transita entre a ironia e a comédia.

Fique de olho na lista completa:

 

  • O vilarejo onde mora Nils Dickman (Stellan Skarsgard), na Noruega, é extremamente gelado no inverno. Não à toa, ele foi condecorado com a honraria do título do filme, O Cidadão do Ano, por dirigir um caminhão que retira toneladas de neve da estrada em direção a Oslo. Homem acima de qualquer suspeita, Dickman vai virar um Charles Bronson com desejo de matar após o assassinato de seu filho. O rapaz roubou drogas e foi morto por ordem de um poderoso traficante. Até chegar ao mandachuva, o protagonista vai, sedento por justiça, eliminando os subordinados do bandido. Por mais que a situação seja pesada e dramática, o diretor Hans Petter Moland leva a trama na base do humor... nórdico(!). Isso se traduz na quantidade de homicídios e na forma como eles são praticados, uma referência ao cinema de Quentin Tarantino. A ironia também se dá bem no roteiro elegendo como tipo exemplar um matador sanguinário. Estreou em 18/6/2015.
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  • Drama

    O Gorila
    Veja Rio
    Sem avaliação
    Entre dois trabalhos comerciais (Billi Pig e Alemão), o brasiliense José Eduardo Belmonte dirigiu o drama autoral O Gorila. Inspirada em novela publicada no livro O Voo da Madrugada, de Sérgio Sant’Anna, a história passeia pelo suspense psicológico e é uma atraente surpresa da recente filmografia nacional. Impecável no papel, Otávio Müller interpreta Afrânio. Aposentado precocemente do trabalho de dublador por causa de um problema dentário, ele acredita ainda carregar uma maldição: o ator a quem emprestava sua voz morreu de câncer. Solitário em seu apartamento em São Paulo, Afrânio tem o pervertido hábito de passar trotes eróticos pelo telefone. Entre suas vítimas está uma vizinha (Alessandra Negrini), a quem importuna insistentemente. Como num pesadelo kafkiano, o protagonista embarca numa jornada para impedir o suicídio de uma mulher. Estreou em 25/6/2015.
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  • Animação

    Minions
    Veja Rio
    Sem avaliação
    Assim como os pinguins de Madagascar ganharam um desenho animado próprio neste ano, os personagens amarelinhos de Meu Malvado Favorito chegam às telas com a intenção de arrebentar nas bilheterias em um 2015 repleto de sucessos gigantescos, a exemplo de Velozes & Furiosos 7, Vingadores — Era de Ultron e Jurassic World. Minions, embora tenha um roteiro pouco criativo, vai agradar. Contam pontos o carisma e a graça dos baixinhos, além de piadas espirituosas pipocando na trama principal. Um narrador relembra quem são os minions, seres pequenos que apareceram na Terra antes do homem. Como vivem em grupo, sentem a necessidade de ter um líder. Buscam, então, um vilão para chamar de seu — e vale tudo, de Drácula a Napoleão Bonaparte. A procura é em vão. Por causa da depressão de seus amiguinhos, três deles decidem sair de onde moram para buscar ajuda. Stuart, Kevin e Bob chegam, então, à Nova York de 1968. Eles descobrem uma convenção de vilões em Orlando e se mandam para a Flórida a fm de conhecer a malvada número 1 do planeta, Scarlett Overkill (dublada por Adriana Esteves). Uma deliciosa trilha sonora, com Beatles, The Doors e Rolling Stones, embala a saga do trio, ambientada em Londres. A partir daí, Minions sobrevive das gags com os fofos protagonistas, que, mesmo falando uma língua incompreensível, divertem crianças e adultos. Estreou em 25/6/2015.
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  • No início do século XX, o charmoso Dr. Antônio (Vladimir Brichta) perambula por hotéis e, sob falsa identidade, entra nos quartos dos hóspedes para roubá-los. Ao instalar-se num confortável estabelecimento no Rio de Janeiro para praticar um furto, ele fica encantado com Eva (Alice Braga), uma mulher casada porém insatisfeita no relacionamento com Jorge (Pedro Brício). A história verídica foi contada pelo cronista João do Rio em Memórias de um Rato de Hotel. Impressiona em Muitos Homens num Só, o primeiro longa-metragem de ficção de Mini Kerti, a excelente recriação de época, além da desenvoltura de Brichta, ótima escolha para viver o vigarista sedutor. O filme apresenta uma trajetória bastante curiosa do ponto de vista policial, mas tem um desacerto no quesito romance. A química rala entre os protagonistas e o desenrolar novelesco acabam comprometendo o resultado da trama. Estreou em 25/6/2015.
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  • A Audiência rompe o presente contrato de silêncio e cria uma série de reuniões importantes entre os primeiros-ministros (Downing Street) e sua rainha. A partir de Churchill até Cameron, cada primeiro-ministro usou na época estas reuniões privadas para discutir, partilhar e alardear ideias, algumas vezes intimidadoras, outras vezes explosivas. Desde jovem mãe a avó, nestas audiências fechadas traçavam o caminho político de Elizabeth 2. Os políticos iam e vinham através da porta giratória do sistema político eleitoral, enquanto ela permanecia constante, esperando para ser a próxima primeiro-ministro.
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  • John Boorman demorou muito para fazer a sequência de Esperança e Glória, indicado a cinco prêmios no Oscar de 1988. O menino do filme anterior, ambientado na II Guerra, agora é um jovem que ingressa no Exército inglês. Bill (Callum Turner) recebe os treinamentos de combate para lutar na Coreia, mas seus problemas começam e terminam no quartel. Ao lado do inseparável amigo Percy (Caleb Landry Jones), o rapaz apronta confusões e tem os sintomas típicos da primeira paixão. Poucos devem lembrar-se do personagem original, criado há quase três décadas, e, por isso, Rainha & País tem uma simpática trama independente, inspirada na trajetória do realizador (o desfecho não deixa dúvida de que se trata do próprio John Boorman). Na boa recriação dos anos 50, humor e romance se entrelaçam num longa-metragem bonitinho e agrádavel de ver, porém fácil de esquecer. Estreou em 25/6/2015.
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  • Aparecendo pouco nas telas, Hugh Grant mostra, em Virando a Página, que ainda rende bem em papéis cômicos. O ator inglês interpreta Keith Michaels, um roteirista premiado no passado, mas amargando uma crise de desemprego. Por sugestão de sua agente, aceita dar aulas de roteiro na Universidade de Binghamton, no Estado de Nova York. Logo na chegada, Michaels vai para a cama com uma estudante. No primeiro dia de trabalho, sem aptidão alguma para ser professor, dispensa os alunos. Aos poucos, com a ajuda da veterana Holly (Marisa Tomei), vai tomando gosto pela coisa. Escrita e dirigida por Marc Lawrence (de Miss Simpatia e Letra e Música), a comédia destaca-se pelo humor ácido e irônico de seu protagonista. Há várias citações de filmes e artistas, e quem for ligado em cinema vai tirar melhor proveito da história, que, embora siga uma receita, tem lá seus momentos de diversão. Estreou em 25/6/2015.
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Fonte: VEJA RIO