CINEMA

Admirável mundo novo

Jovem argentina fascinada pelos costumes muçulmanos é a protagonista de Habi, a Estrangeira

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

A argentina Analía (Martina Juncadella) tem 20 anos e um olhar disperso no tempo. Seu trabalho consiste em fazer entregas de artesanato para sua mãe. Ao chegar a Buenos Aires, ela perde literalmente o rumo e vai parar num bairro de muçulmanos. Encantada com o que vê e ouve, a garota resolve se hospedar numa decadente e barulhenta pensão familiar e permanecer mais um dia por lá. Procura, a seguir, um centro comunitário para se informar sobre o islamismo. A partir daí, Analía decide, entre a ingênua brincadeira e o interesse real, se passar por Habi, uma descendente de árabes. Arranja um bico num mercadinho e fica fascinada pela gentileza de um garçom (Martin Slipak). Analía/Habi começa a se sentir parte desse mundo novo. Cobre os cabelos, usa túnicas longas e tenta se adaptar aos reservados costumes. A diretora e roteirista María Florencia Álvarez, em seu primeiro longa-metragem, traz uma história de olhares curiosos de alguém querendo se enquadrar na sociedade. Muitas vezes sozinha em cena, Martina Juncadella mostra uma espantosa facilidade para seduzir o espectador pela fragilidade não apenas física, mas também emocional.

✪✪✪ Habi, a Estrangeira, de María Florencia Álvarez (Habi, la Extranjera, Argentina/Brasil, 2013, 92min). 10 anos. Estreou em 15/11/2013. Espaço Itaú de Cinema 4.

Fonte: VEJA RIO