no escurinho do cinema

Ação Terremoto é uma das estreias da semana

Além do filme estrelado por Dwayne Johnson, outros onze longas entram no circuito carioca

Por: Redação VEJA RIO

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O piloto Caines (Dwayne Johnson) e sua ex-esposa Emma (Carla Gugino) busca pela filha (Foto: Divulgação)

A semana promete para quem quer curtir um cineminha. Doze filmes chegam aos cinemas, entre eles o longa Terremoto - A Fala em San Andreas. Dirigido por Brad Peyton, a obra é um programa para encher os olhos, mas, frio como as emoções de um computador, não consegue empolgar.  O documentário Cauby - Começaria Tudo Outra Vez conta a história de um dos maiores cantores da música popular brasileira. Do mesmo diretor de Caro Francis (sobre o jornalista Paulo Francis) e Alô, Alô Terezinha (sobre Chacrinha), Nelson Hoineff resgata a figura emblemática na fita.

Fique de olho na programação completa:

 

  • Terror / Drama

    O Amuleto
    Veja Rio
    Sem avaliação
    Elogiado no superestimado Bróder, sua estreia em longa-metragem, o diretor Jeferson De troca o drama social por um vergonhoso terror juvenil. A mudança tão radical de gênero só reforça sua falta de experiência na área. Na trama, a jovem Diana (Bruna Linzmeyer) vai passar uns dia com sua mãe (Maria Fernanda Cândido) numa ilha do sul do Brasil e, ao reencontrar Paulinho (Gustavo Saulle), seu namorado, aceita o convite para ir a uma festa na cabana da foresta. O roteiro, então, alterna o antes e o depois. Diana foi encontrada com vida, um casal amigo está morto e Paulinho desapareceu. Além da produção precária, das atuações medíocres e da ambiência que copia, descaradamente, várias fitas americanas, o filme não acerta o foco — em vez de provocar medo, faz rir. Estreou em 28/5/2015.
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  • Diretor de Caro Francis (sobre o jornalista Paulo Francis) e Alô, Alô Terezinha (sobre Chacrinha), Nelson Hoineff resgata outra figura emblemática no documentário. Aos 84 anos, o grande cantor ainda mantém a voz firme e dá detalhes, até então inéditos, sobre sua homossexualidade. Há fatos curiosos, como a incursão pelos Estados Unidos, na década de 50, sob o codinome Ron Coby e a participação no filme Jamboree, de 1957. Também é bacana o foco sobre um fã de 15 anos obcecado pelo trabalho de Cauby. Hoineff foi atrás de imagens de shows e programas de TV para fazer compilações mixadas de canções como Bastidores e Conceição. Se há música até em excesso, faz falta um perfil mais afiado do biografado, seja por meio de depoimentos do próprio Cauby, seja através das palavras de quem convive(u) com ele. Estreou em 28/5/2015.
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  • Em 1976, Agnes Le Roux (Adèle Haenel) namora um advogado dez anos mais velho (papel de Guillaume Canet). A situação do drama se complica quando ela trai a própria mãe (Catherine Deneuve) ao aceitar a quantia de 3 milhões de francos para assumir o controle de um cassino concorrente ao da família. Estreia prometida para 28/5/2015.
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  • Primeiro longa do cineasta Stanislav Güntner, o drama traz os conflitos do jovem Dima (Mark Filatov), dividido entre as origens russa e alemã e assombrado pelo passado criminoso. Em Berlim, ele se apaixona por Nadja. Com medo de ser abandonado pela amada, vai precisar tomar decisões que vão influenciar sua vida adulta. 
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  • Qiu (Yang Yingqiu) tem 12 anos e mora com o pequeno irmão e os avós nas montanhas de um vilarejo no sul da China. Quando sua avó morre, os pais de Qiu, que trabalham na construção civil de uma metrópole, regressam à terra natal. Agora, sem muito dinheiro para sustentar a família, o casal precisa contar com o bom tempo para obter uma farta colheita de arroz. Elenco de não profissionais e enquadramentos quadradões (com cara de telenovela antiga) enfraquecem o drama A Menina dos Campos de Arroz. O registro naturalista, contudo, capta as deslumbrantes paisagens do campo chinês, além de sua jovem protagonista combinar doçura e inocência genuínas. Estreou em 28/5/2015.
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  • No décimo filme inspirado na série de animação homônima, o personagem que dá nome ao longa precisa salvar o mundo. Com a ajuda dos amigos Shikamaru, Hinata, Sakura e Sai, Naruto tenta evitar que um meteoro se choque contra a Terra.
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  • O fotógrafo pernambucano Ivo (Irandhir Santos) chega a São Paulo para fazer sua primeira exposição na cidade. Hospeda-se na casa de Rita (Rita Carelli), sua ex-mulher, agora casada com o arquiteto Mauro (Silvio Restiffe). Papo vai, papo vem, há um aperto no coração e o desejo bate à porta de Ivo e Rita. Vencedor de quatro prêmios no recente Cine PE, Permanência tem um consistente trio de atores (a começar pelo sempre habilidoso Irandhir Santos) e uma exploração da capital paulista que foge dos estereótipos. Estão nos pequenos gestos e nas palavras ausentes a beleza de um amor inacabado. Também roteirista, Leonardo Lacca acerta no registro intimista, mas, com um pouco mais de tempo na duração, os conflitos seriam mais bem resolvidos. Estreou em 28/5/2015.
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  • Durante a I Guerra, soldados britânicos, franceses, australianos e neozelandeses desembarcaram em Galípoli para conquistar o estreito de Dardanelos. Os turcos venceram a batalha e, portanto, a missão fracassou para os aliados. Em sua estreia na direção de um longa-metragem, o astro Russell Crowe quis rememorar um importante fato histórico mas, para isso, não economizou nos lances novelescos. A trama de Promessas de Guerra envolve Connor (papel do próprio diretor). Esse viúvo sai da Austrália em busca de seus três filhos, que se alistaram para o combate na Turquia. Em Istambul, o forasteiro encontra hospitalidade na pensão da bela Ayshe (Olga Kurylenko) cujo marido está desaparecido. Embora Crowe tenha faro para compor um painel estético à altura do registro de época, o roteiro não colabora. São muitos acontecimentos, dramas e aventuras comprimidas em quase duas horas em resultado pouco convincente ou verdadeiro. Estreou em 28/5/2015.
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  • Roland Emmerich é hoje o maior especialista em filme-catástrofe, um gênero que teve seu auge na década de 70 com os já “clássicos” Terremoto, Aeroporto 75 e Inferno na Torre. Da mente de Emmerich, saíram de Independence Day a Godzilla, de O Dia Depois de Amanhã a 2012. Um diretor tão afiado no assunto faz falta em Terremoto — A Falha de San Andreas, comandado por Brad Peyton, responsável pelas fitas infantis Como Cães e Gatos 2 e Viagem 2: a Ilha Misteriosa. O roteiro segue o protocolo para apresentar personagens esquemáticos. Chefe do Corpo de Bombeiros de Los Angeles, Ray (Dwayne Johnson) está se divorciando da mulher (Carla Gugino), que vai se casar com um arquiteto milionário (Ioan Gruffudd). O casal perdeu uma filha e, por isso, zela por cada segundo da vida da outra, a adolescente Blake (Alexandra Daddario). Um terremoto vai reaproximar Ray de sua ex quando, após os tremores, a garota fica sob os escombros de um prédio em São Francisco. Além dessa família, há, entre os tipos importantes, dois irmãos ingleses, um sismólogo e uma repórter. São poucas pessoas para muitos desastres movidos a efeitos visuais, alguns deles arrebatadores. O cinema digital domina o espetáculo e raras cenas são feitas na raça. Se o tsunami engolindo a Golden Gate impressiona, pouco se vê a população em desespero. Trata-se, enfim, de um programa para encher os olhos, mas, frio como as emoções de um computador, não consegue empolgar. Estreou em 28/5/2015.
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  • Ao longo de 21 meses, o documentário faz um registro da atividade de brincar de várias crianças, em diversas regiões do Brasil. Estreou em 28/5/2015.
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  • Adam Sandler tenta fazer uma mudança radical em seus personagens, como no recente Homens, Mulheres & Filhos, mas as histórias de seus filmes quase sempre se repetem. Humor e magia se misturam em Trocando os Pés, uma trama de boa arrancada, que perde o fôlego ao ser atropelada por situações sentimentais. Na pele de Max, Sandler faz de novo o tipo solitário, zeloso com a mãe judia e à procura da cara- metade aos 40 e lá vai fumaça. Herdeiro de uma velha sapataria em Nova York, o cara descobre um poder até então desconhecido. Ao calçar o par de sapatos de um cliente, ele se transforma no próprio. Isso traz diversão à primeira vista. Porém, ao usar os de um bandido (Cliff Smith), Max decide se meter numa investigação. Embora escorregadio na graça, o filme tem alguns risos garantidos e a bem-vinda participação de Dustin Hoffman. Estreou em 28/5/2015.
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  • Em 1936, Durvinha e Moreno se juntaram ao bando de Lampião. Dois anos depois, com a morte do líder e dos principais integrantes, o casal fugiu, a pé, de Pernambuco até Minas Gerais. Antonio Ignácio da Silva e Durvalina Gomes de Sá constituíram família e mantiveram o segredo por décadas. A história deles veio à tona na imprensa em 2006. No mesmo período, o diretor Wolney Oliveira começou a fazer as entrevistas e a registrar o passado da dupla para o documentário Os Últimos Cangaceiros. Além d voltar às origens e reencontrar velhos amigos, eles rememoram os crimes cometidos e a intensa perseguição policial. O realizador, sustentado em boa pesquisa e farto material de época, compõe um painel do cangaço por meio das palavras e dos olhos lacrimejantes de quem estava lá. Estreou em 28/5/2015.
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Fonte: VEJA RIO