CINEMA

Bonito, mas exagerado

O diretor Michel Gondry perde a mão na excentricidade em A Espuma dos Dias

Por: Miguel Barbieri Jr - Atualizado em

divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Michel Gondry não é um diretor convencional nem burocrático. Do espetacular Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças ao fiasco O Besouro Verde, o realizador francês sempre foi plugado nas esquisitices. O auge encontra-se nesta adaptação do livro homônimo de Boris Vian, na qual a excentricidade vai além do suportável. Numa Paris atemporal, objetos ganham vida, um ratinho tem cara de gente e Colin (Romain Duris, de A Datilógrafa) ainda não encontrou sua cara-metade. Instigado pelos amigos, incluindo o empregado faz-tudo (papel de Omar Sy, de Intocáveis), a arranjar uma namorada, o protagonista encontra na doce Chloé (Audrey Tautou) a parceira ideal. Não tarda, porém, para surgir uma doença nos pulmões da namorada. Gondry abusa da duração e floreia uma trama vazia com uma direção de arte retrô de encher os olhos. São truques que se espalham pelos cenários para enxergar beleza onde há tristeza.

✪✪ A Espuma dos Dias, de Michel Gondry (L´écume des Jours, França/Bélgica, 2013, 125min). 14 anos. Estreou em 28/6/2013. Estação Botafogo 1, Estação Vivo Gávea 3, Kinoplex Fashion Mall 3.

Fonte: VEJA RIO