Lixo e meio ambiente

Quer salvar uma praia?

Mais de 10 mil de voluntários já limparam praias no Rio. Participe!

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Foto: Divulgação/Instituto Ecológico Aqualung
(Foto: Redação Veja rio)

Cansados de tropeçar em sujeira quando iam fazer sua caminhada na praia, o radialista Hildon Carrapito, 54, e a esposa, Anna Turano, jornalista, 35, decidiram começar a recolher o lixo deixado por outras pessoas em Ipanema. A ideia pegou, outras pessoas se juntaram a eles e, uma década depois, mais de 10 mil voluntários espalhados pelo Brasil fazem parte do Projeto Limpeza Na Praia, do Instituto Ecológico Aqualung.

É fácil entender a preocupação do casal - e de outros milhares de cariocas, que buscam evitar que garrafas de água, latas de cerveja e refrigerante, cocos, canudos e guimbas de cigarro enterradas na areia passem a fazer parte da linda paisagem da cidade permanentemente. ?Em dias de sol, as areias são invadidas por pessoas que produzem, individualmente, uma média de 400 g de lixo, e a maior parte dos resíduos vai parar nas águas, matando animais ou poluindo as praias?, explica Carrapito.

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(Foto: Redação Veja rio)

A boa notícia é que pequenas mudanças de comportamento são suficientes para manter praias ? e o resto da cidade ? limpas. Descartar o lixo de forma correta é um ótimo começo. Servir de exemplo e inspiração para que outras pessoas façam o mesmo é melhor ainda. Ensinar as crianças desde pequenas é olhar para o futuro. O Rio já tem amor de sobra. Só falta demonstrar esse sentimento em forma de gestos.

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(Foto: Redação Veja rio)

É seu? Então cuide!

Usando a plataforma Rio+, que reúne soluções criativas para transformar o Rio para melhor, André Herzog sugere a instalação de ?lixuveiros? nas praias cariocas. A engenhoca permitiria ao frequentador das praias lavar os pés e tirar a areia. Mas, com um diferencial: seria acionada, liberando água doce, toda vez que fosse depositado um saco de lixo. O projeto de Herzog está em busca de investimento e é possível saber mais no site: www.riomais.benfeitoria.com/ideia/lixuveiro-0.

Outro exemplo efetivo é o movimento do Rio Eu Amo Eu Cuido que, em parceria com empresas, instalou bobinas de plástico ecológico nas praias da cidade e, assim, conscientiza os cariocas e quem frequenta a cidade a coletar seus lixos produzidos nos dias de sol.

Organizado pela Fundação Malibu para Educação Ambiental, nos Estados Unidos, o projeto?Ocean Day? é uma celebração anual que atrai estudantes, professores e voluntários em várias cidades litorâneas do país. Grupos de mais de seis mil crianças e adolescentes formam mensagens nas areias, promovendo a conscientização e aprendendo desde pequeno. www.oceanday.net/2013.html

Foto: Getty Images
(Foto: Redação Veja rio)

Quer fazer a sua parte?

Basta escolher uma das organizações já existentes para se tornar um voluntário. Algumas sugestões:

SOS Praias Brasil

www.sospraiasbrasil.org.br

Realiza um trabalho itinerante pelo litoral brasileiro, a bordo de um motorhome, e atua com voluntários para limpar as praias.

Projeto Limpeza Na Praia - Instituto Aqualung

www.institutoaqualung.com.br/site/

Conteudo/Praia.aspx

10 mil voluntários se reúnem anualmente para limpar as praias em diversas regiões da cidade. Associada à ONU, Unep e Clean Up World, realiza quatro grandes ações durante o ano.

Rio Voluntário www.riovoluntario.org.br

É uma Central de Voluntariado, que busca inspirar e captar novos voluntários para participar de programas desenvolvidos com instituições parceiras.

Com o Rio de Braços Abertos

É um movimento que inspira as pessoas a fazer a sua parte pelo bem do Rio de Janeiro, para turistas e, acima de tudo, para o próprio carioca. Ao lançar o projeto, Veja Rio destaca boas práticas e iniciativas de quem já está fazendo a sua parte para que as mudanças realmente aconteçam, aumentando o coro e multiplicando atitudes, iniciativas e ideias. Siga Veja Rio no Facebook e Instagram, acompanhe o que acontece pelo site www.bracosabertos.com.br e compartilhe o que você também tem feito pela sua cidade, usando a hashtag #bracosabertos.

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(Foto: Redação Veja rio)

Fonte: VEJA RIO