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O show do quinteto Alabama Shakes, a peça À Beira do Abismo Me Cresceram Asas, a mostra cinematográfica É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários e a exposição Cantos Cuentos Colombianos

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SHOW

Pieter M. van Hattem/Contour by Getty Images
(Foto: Redação Veja rio)

Alabama Shakes. Com pouco mais de três anos de existência, o quinteto americano conquistou espaço traduzindo para os dias de hoje o rock, o blues e o soul de expoentes das gerações anteriores. Seus concorridos shows atraíram a curiosidade de colegas famosos, a exemplo de Jack White, Robert Plant e David Byrne. O primeiro disco, Boys & Girls, lançado no ano passado, abastece a apresentação que acontece na segunda (1º), no Circo Voador. No palco, Zac Cockrell (baixo), Steve Johnson (bateria), Heath Fogg (guitarra) e Ben Tanner (teclado) acompanham a estrela da banda: Brittany Howard (voz e guitarra), que até 2011 trabalhava no correio da cidade de Athens, no estado do Alabama, rouba a cena com seu timbre grave e poderoso. Ao vivo, ela oferece interpretações contagiantes para canções como Hold On, I Ain?t the Same e On Your Way. Saiba mais na coluna Shows.

TEATRO

Paula Kossatz/divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

À Beira do Abismo Me Cresceram Asas. Atriz de carreira consagrada, Maitê Proença vem repetindo o êxito como autora teatral. Depois da estreia, Achadas e Perdidas (2005), conquistou o Prêmio Shell pelo texto de As Meninas (2009), que assinou com Luiz Carlos Góes. Na terceira investida, em cartaz no Teatro do Leblon, partiu de depoimentos colhidos pelo produtor e autor Fernando Duarte em asilos do Brasil. Através deles, construiu a singela trama sobre duas octogenárias que moram em uma casa para idosos ? vividas pela própria Maitê e por Clarisse Derzié Luz. Com habilidade, ela dosa dilemas e amarguras típicos da velhice, além de diálogos espirituosos e cheios de humor, estes mais a cargo da personagem de Clarisse, atormentada por uma tristeza do passado. À distância prudente da caricatura, as duas senhoras cativam a plateia sem fazer muito mais do que contar suas histórias. A propósito: a direção também é de Maitê, ao lado de Clarice Niskier. Clique aqui para saber mais.

CINEMA

Acervo pessoal/divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

É Tudo Verdade ? Festival Internacional de Documentários. Na 18ª edição, a mostra ocupa cinco endereços da cidade com sessões gratuitas abertas ao público a partir de sábado (6). Até o dia 14, serão exibidos 82 filmes escolhidos entre cerca de 1?300 candidatos de 26 países. Na longa e variada lista, The Gatekeepers, do diretor Dror Moreh, foi indicado ao Oscar deste ano. A obra sobre ex-líderes da agência israelense de segurança secreta Shin Bet passa no sábado (6), no Cinépolis Lagoon 6, às 13 horas. Na mesma sala, a atração de domingo (7), às 19 horas, é Paulo Moura ? Alma Brasileira. No seu tocante tributo ao saxofonista e clarinetista morto em 2010, Eduardo Escorel costura quatro décadas de carreira com 25 composições do homenageado. A programação inclui uma retrospectiva com sete títulos, entre eles o clássico O Homem da Câmera de Filmar, dedicada ao pioneiro Dziga Vertov (1896-1954) no CCBB. Clique aqui para saber mais.

EXPOSIÇÃO

Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Cantos Cuentos Colombianos. O mais recente entre os novos e bem-vindos centros culturais que o Rio ganhou, a Casa Daros tem a seu favor o rico acervo próprio. A construção neoclássica de 1866, em Botafogo, foi reformada para abrigar mostras dedicadas à coleção de mais de 1?000 obras de 120 artistas pertencente à Daros Latinoamerica, na Suíça. Na exposição inaugural estão reunidos dez importantes nomes da arte contemporânea colombiana. As 75 criações escolhidas pelo alemão Hans-Michael Herzog apontam para várias direções, e essa é a graça. Assim, o caixão de peças de Lego de Fernando Arias evoca violência. Provoca angústia o armário cheio de concreto de Doris Salcedo. A memória é lembrada, e apagada, no vídeo de Oscar Muñoz, registro da vã tentativa de fixar o retrato de um homem pintado com água sobre o chão quente. Escape bem-humorado, esculturas de Nadín Ospina misturam arte pré-colombiana e ícones pop em trabalhos como Crítico Extático, um monumento a Bart Simpson. Saiba mais na coluna Exposições.

Fonte: VEJA RIO