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A peça infantil O Reino da Gataria, o show do Café Tacvba, a peça Hamlet, com Thiago Lacerda, e a mostra de Eduardo Sued

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CRIANÇAS

Bruno Pacheco/divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

O Reino da Gataria. No teatro infantil, em geral por economia de meios e ideias, muitas produções recorrem a adaptações da Disney. O musical em cartaz no Teatro Miguel Falabella segue esse caminho, mas figura na pequena lista dos acertos: toma emprestada a história de Aristogatas (1970), vigésimo longa de animação dos estúdios Disney, e entrega uma encenação esmerada. Na trama, a excêntrica madame francesa Adelaide (Heide Caren, dona de divertido falsete) elege seus gatos como herdeiros, para desespero do mordomo (Paulo Ferreira, impagável, alterna-se no papel com Sergio Menezes). Ele, então, decide sequestrar Duquesa (Nathalia Colón), junto com os filhotes Marie (Debora Ozório) e Toulouse (Gabriel de Lucca) ? por alguma razão, o terceiro da prole, Berlioz, ficou de fora da montagem. Com banda ao vivo embalando o animado repertório composto para a peça, e sob a direção de Marco dos Anjos, vinte integrantes da Companhia Atores In Cena dão vida à aventura felina da volta para casa. O sedutor Thomas (Rafael Andrade) completa o elenco dos bichanos. Saiba mais na coluna Crianças.

TEATRO

João Caldas /divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Hamlet. Clássico eterno, a tragédia de William Shakespeare (1564-1616) protagonizada pelo atormentado príncipe da Dinamarca inspira reverência. Em cartaz no Teatro Tom Jobim, a montagem estrelada por Thiago Lacerda honra a tradição do texto, mas se distingue pela ousadia. Os puristas podem até torcer o nariz para aquele que é um ponto alto do espetáculo: o abandono da métrica usada pelo autor em favor de tradução mais acessível, feita por Ron Daniels e Marcos Daud. Conduzido pelo brasileiro Daniels, diretor associado da inglesa Royal Shakespeare Company, o elenco de quinze atores mostra segurança. Sobressaem, porém, os desempenhos de Selma Egrei (Gertrudes, mãe de Hamlet), Roney Facchini (o alívio cômico, como Polônio) e, especialmente, Lacerda, dono de surpreendente presença cênica. Clique aqui para saber mais.

SHOW

Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Café Tacvba. Batizada com o nome de um conhecido café da Cidade do México (o ?u? depois foi trocado por um ?v?), a banda conquistou prestígio internacional ao misturar com originalidade rock, batidas eletrônicas e um tempero regional. Embora estejam há duas décadas na estrada, Rubén Albarrán (voz e guitarra), Emmanuel Del Real (teclado, programação, guitarra e voz) e os irmãos Joselo (guitarra e voz) e Enrique Rangel (baixo e voz) se apresentam no Rio pela primeira vez. No Circo Voador, na quinta (7), o grupo mexicano mostra as faixas de El Objeto Antes Llamado Disco, lançado em outubro de 2012, encerrando cinco anos de jejum fonográfico. O repertório se completa com sucessos de outras épocas, a exemplo de El Baile y el Salón, La Locomotora e La Chica Banda. Abrem a noite os brasilienses do grupo Móveis Coloniais de Acaju. Saiba mais na coluna Shows.

EXPOSIÇÃO

Gabi Carrera/divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Eduardo Sued. Filho de imigrantes sírios, o carioca chegou a ingressar na Escola Nacional de Engenharia, mas desistiu do curso no fim dos anos 40 para se dedicar à arte. Aos 87 anos, com participações nas prestigiadas bienais de Veneza e São Paulo no currículo, ele é homenageado com uma individual na galeria Mul.ti.plo Espaço de Arte, no Leblon. O acervo inclui doze belas colagens sem título, onze delas inéditas, e seis peças de madeira, produzidas em 2010 e 2011. Na maioria dos trabalhos, são reveladas duas características marcantes da obra de Sued: a herança da arte construtivista, percebida na forma como ele se vale da abstração geométrica, e a profusão de cores. Nas colagens, vale prestar atenção no modo como os papéis estão presos. As bordas ligeiramente destacadas do fundo emprestam intrigante tridimensionalidade às obras. Saiba mais na coluna Exposições.

Fonte: VEJA RIO