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A mostra Movie-se: no Tempo da Animação, o show de Marcos Sacramento e Zé Paulo Becker, a peça Edukators e o espetáculo de dança do Royal Opera House

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(Foto: Redação Veja rio)

Movie-se: no Tempo da Animação. Das dez maiores bilheterias do mundo em 2012, três ? A Era do Gelo 4, Madagascar 3 e Valente ? são animações, e todas as outras na lista se valem de técnicas desse tipo de produção. A história até a consagração do gênero foi longa, como revela a exposição em cartaz no CCBB. Idealizada pelo Barbican Centre, prestigiada instituição londrina, a mostra reúne mais de 100 filmes de vários estilos, épocas e nacionalidades. Há produções históricas, como A Música (1903), de Georges Méliès, na qual a cabeça do pioneiro realizador é magicamente arremessada para uma partitura. Betty Boop, Zé Colmeia, Pernalonga e Branca de Neve dividem espaço com animações japonesas, a exemplo de Akira, de Katsushiro Otomo, e filmes que só existem graças a animadores, como Jurassic Park. Entre as surpresas, Vincent (1982), curta de Tim Burton, expõe o estilo soturno que viria a se tornar marca registrada do diretor do recente Fran­ken­weenie. Saiba mais na coluna Exposições.

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(Foto: Redação Veja rio)

Marcos Sacramento e Zé Paulo Becker. Na estrada desde 1984, o cantor Marcos Sacramento chegou a flertar com o rock de vanguarda, no grupo Cão sem Dono, mas não demorou a aderir à MPB. Exímio violonista, Zé Paulo Becker trocou, por sugestão do colega de instrumento Marco Pereira, a vocação erudita pelo universo do samba e do choro. Aproximados pela música popular, os dois acabaram se encontrando no disco Todo Mundo Quer Amar, lançado em 2012. Base para a apresentação da dupla no Solar de Botafogo, na quarta (27), o álbum traz parcerias de Becker com Paulo César Pinheiro, letrista prestigiado que tem composições com Baden Powell, Elton Medeiros e Tom Jobim, entre muitos outros. O talento dos três resultou na gravação de belezuras, como o samba com bossa Coisa de Amador e a valsa Sem Rumo, que serão defendidas ao vivo com o acompanhamento de Humberto Araújo (sopros) e Bernardo Aguiar (percussão). Saiba mais na coluna Shows.

Paula Kossatz/divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Edukators. Lançado em 2004, o filme cult do austríaco Hans Weingartner inspira esta adaptação homônima, em cartaz no Oi Futuro Flamengo. Na trama, Peter (Pablo Sanábio) e Jan (Fabrício Belsoff) são dois jovens indignados com o atual estado da sociedade. Eles, então, desenvolvem uma curiosa forma de protesto: invadem mansões, mas não roubam nada. Apenas mudam os móveis de lugar e deixam mensagens para o morador. Durante uma viagem de Peter, Jan decide entrar com a namorada do amigo, Jule (Natália Lage), na casa de um milionário, mas o sujeito (interpretado por Edmilson Barros) aparece de surpresa. A montagem inovadora ecoa o espírito revolucionário dos protagonistas, a começar pela primeira cena, passada no café em frente ao teatro, de onde a plateia se encaminha para a sala. Lá dentro, os personagens transitam pelos corredores laterais e até pela área superior destinada à equipe técnica. No entrosado elenco, o jovem trio se destaca com vigor e carisma. Clique aqui para saber mais.

Johan Persson/divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Royal Opera House. Patrimônio cultural da Inglaterra, o centenário teatro abriga, desde 1946, o Royal Ballet, a principal companhia de dança daquele país. Atração de abertura da temporada do Theatro Municipal, com apresentações de sexta (1º) a domingo (3), o grupo também é motivo de orgulho para os brasileiros: tem dois cariocas, Roberta Marquez e Thia­go Soares, entre os sete primeiros-bailarinos que vêm ao Rio. O espetáculo é um pot-pourri de clássicos, a exemplo dos pas de deux de Romeu e Julieta, A Bela Adormecida e O Lago dos Cisnes. Sob a regência do maestro londrino Dominic Grier, as coreografias serão embaladas pela Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal ? nas partes cantadas, entram em cena Justina Gryngyte (meio-soprano), Dusica Bijelic (soprano) e Pablo Bemsch (tenor), revelações de um programa de jovens talentos da Royal Opera House. Trata-se de um grande começo de ano: o corpo de baile inglês não visita o Brasil desde 1973. Saiba mais na coluna Dança.

Fonte: VEJA RIO