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VEJA Rio recomenda

O espetáculo infantil A Cozinheira, o Bebê e a Dona do Restaurante, o show de Siba, a Semana Internacional de Música de Câmara e a exposição de Daniel Lannes

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CRIANÇAS

Bruno Fochi / divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

A Cozinheira, o Bebê e a Dona do Restaurante. Com sessões no Oi Futuro Flamengo, a peça da Companhia do Gesto, dirigida por Luís Igreja, conquista pela originalidade. Ademir de Souza assina o roteiro e, em cena, cuida da sonoplastia, fundamental para o desenrolar da trama. No palco, o cenário reproduz uma cozinha simples ? fogão e geladeira nem aparecem, são espertamente representados por luzes vindas das coxias. Ali, a Cozinheira (Tania Gollnick, em atuação irretocável) prepara os pratos servidos no salão da Dona do Restaurante (Isadora Medella, do grupo musical As Chicas, caricata e divertida). A rotina da dupla é abalada pela chegada repentina de um bebê. Esse fiapo de história é a deixa para uma animada montagem em ritmo de desenho animado. Sem diálogos, os personagens se comunicam através de uma fala atropelada, ininteligível e, mesmo assim, passam muito bem o seu recado. Saiba mais na coluna Crianças.

SHOW

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(Foto: Redação Veja rio)

Siba. Ele ouvia Motörhead antes de, nos anos 90, brilhar no primeiro time do mangue beat tocando rabeca e soltando a voz no grupo Mestre Ambrósio. Depois, mergulhou mais fundo na cultura regional: começou a década à frente da Fuloresta, banda de músicos da cidadezinha de Nazaré da Mata. A singular interpretação do conjunto para coco, ciranda e afins acabou indicada ao Grammy. Avante, o disco lançado neste ano, marca outra radical mudança de rumo. Sérgio Veloso, o pernambucano Siba, andava perdido, às voltas com um bloqueio criativo e pensando na vida após o nascimento do filho Vicente, cinco anos atrás. Isso tudo, mais o contato com Fernando Catatau, da banda de rock cearense Cidadão Instigado, e novas in­fluên­cias, como a da música africana, misturou-se no novo trabalho, que será apresentado ao vivo no Studio RJ, no sábado (22). Guitarra na mão, como nos tempos de metaleiro (as semelhanças acabam aí), ele transforma a crise em canção (Preparando o Salto), flerta com o brega (Ariana) e faz seu carnaval (A Bagaceira). A seu lado no palco estão Antônio Loureiro (teclado e vibrafone), Leo Gervázio (tuba), Thiago Babalu (bateria) e Mestre Nico (percussão). Saiba mais na coluna Shows.

CONCERTOS

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(Foto: Redação Veja rio)

Semana Internacional de Música de Câmara. A louvável iniciativa da pianista mineira Simone Leitão tem cunho social: busca levantar fundos para a Orquestra Sinfônica de Barra Mansa e leva parte da programação a áreas carentes da cidade. No Espaço Tom Jobim, a partir de terça (18), o que se vai ouvir é boa música. Já no dia de abertura, às 20h30, o Quarteto Osesp toca obras para a formação compostas por Prokofiev, Peteris Vasks e Beethoven. Na quarta (19), às 20h30, o Quinteto Villa-Lobos, com Aleyson Scopel ao piano, interpreta, entre outras peças, a Suíte para Quinteto de Sopros, dedicada ao grupo por Radamés Gnattali. Até o dia 25, estão previstas apresentações de, entre outros nomes, três violinistas: o norueguês Henning Kraggerud, o americano Daniel Andai e o brasileiro Daniel Guedes. Clique aqui e confira a programação completa

EXPOSIÇÃO

divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Daniel Lannes. Ao longo da vida, Leonardo da Vinci dedicou-se a escrever sobre os fundamentos da pintura, para ele a mais nobre das artes. Vários desses textos seriam compilados postumamente no famoso Tratado de Pintura. Um capítulo do livro, no qual o gênio renascentista explica com riqueza de detalhes como retratar um dilúvio, inspira a mostra do niteroiense de 31 anos na Luciana Caravello Arte Contemporânea. Nome em ascensão na cena artística brasileira, já com uma individual no MAM no currículo, Lannes exibe, em Dilúvio, sete pinturas que, de algum modo, evocam a ideia de temporal. Por vezes, ela se manifesta mais literalmente, na forma de enchentes. Ainda mais impactantes, no entanto, são aquelas obras em que o conceito se reflete na forma de pintar, transmitindo uma sensação de caos, com água transbordando da tela, como em Water Planet (2012). Saiba mais na coluna Exposições.

Fonte: VEJA RIO