EDIÇÃO DA SEMANA

VEJA Rio Recomenda

A peça infantil O Rouxinol e o Imperador, o espetáculo de dança Nederlands Dance Theater, a exposição de Miguel Rio Branco e o show de Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz

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Crianças

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(Foto: Redação Veja rio)

O Rouxinol e o Imperador. Clássico menos badalado do dinamarquês Hans Christian Andersen (1805-1875) ? autor de O Soldadinho de Chumbo, O Patinho Feio e A Pequena Sereia ?, a história da relação entre um pássaro e um nobre ganhou uma emocionante adaptação de Denise Crispun, em cartaz no Oi Futuro Ipanema. Com direção de Beto Brown, parceiro habitual da autora, a montagem valoriza a força do conto original, sem desrespeitá-lo com modernizações desnecessárias. O cenário e os belos figurinos de Ronald Teixeira, além da luz de Djalma Amaral, contribuem de forma eficiente para a narrativa. O elenco interpreta ao vivo a trilha sonora. Anna Bello encarna a ave de voz magnífica que encanta o governante da China (personagem de Heitor Martinez, responsável por momentos divertidos da sessão). Escoltados por Eduardo Andrade e Olivia Torres, criados do imperador, os protagonistas conduzem com delicadeza a trama sobre o verdadeiro significado de ter um amigo.

Dança

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(Foto: Redação Veja rio)

Nederlands Dance Theater I. Há onze anos longe do Brasil, a célebre companhia holandesa exibe no Rio três peças de seu repertório. A crise europeia abriu uma lacuna na agenda do primeiro time da trupe ? cinquenta bailarinos de 22 nacionalidades, entre 23 e 42 anos de idade, integram os três conjuntos existentes ? e o diretor executivo da produtora Dell?Arte, Steffen Dauelsberg, viabilizou as apresentações de quarta (27) e quinta (28) no Theatro Municipal. Criação que, em 2009, marcou a despedida do genial Jiri Kylián, diretor do grupo por mais de três décadas, Mémoires d?Oubliettes abre o programa. Humor nos movimentos e poemas de Samuel Beckett compõem a coreografia. Na sequência, Solo Echo, da canadense Crystal Pite, é um número coletivo, apesar do nome, embalado por duas sonatas de Brahms. O inglês Paul Lightfoot é o sucessor de Kylián, atual diretor do NDT, e autor de Speak for Yourself, que encerra o espetáculo. Animados por Arte da Fuga, de Bach, os artistas evoluem sob um aguaceiro, efeito especial que demanda o trabalho de trinta técnicos nas coxias.

Exposição

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(Foto: Redação Veja rio)

Miguel Rio Branco. A obra do fotógrafo de 66 anos ocupa um pavilhão em Inhotim, Minas Gerais, um dos centros de arte contemporânea mais importantes do mundo. No Rio, a Galeria Silvia Cintra + Box 4 faz até sábado (30) um conciso mas consistente apanhado de sua carreira. De diversas fases, desde os anos 70, treze trabalhos compõem La Mécanique des Femmes. Em comum, revelam uma poética visão sobre o universo feminino. Impactante, a obra que dá nome à exposição ocupa uma parede inteira, enfileirando nove evocativas imagens ? a exemplo de uma árvore, uma flor, um peixe e uma máscara. Nas fotos de mulheres, o clima é quase sempre de mistério, com rostos desfocados, sombreados ou cortados, como em Abraçando Tóquio (2007). Presente em boa parte das criações, a nudez não carrega vulgaridade. Prova disso é Maria (2011), que teve a atriz Mariana Ximenes como modelo.

Show

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(Foto: Redação Veja rio)

Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz. Criada em 2006 pelo músico baiano, a orquestra reúne no palco, além do seu líder, catorze instrumentistas no naipe de sopros e cinco percussionistas. No repertório, o toque dos orixás, batidas do Olodum, o samba do Recôncavo e outros elementos da cultura afro-brasileira colorem empolgantes composições com arranjos e improvisos de jazz. O resultado dessa fusão rendeu à big band, em 2010, o Prêmio Bravo! de melhor álbum popular e o Prêmio da Música Brasileira, nas categorias artista revelação e melhor grupo instrumental. Na quinta (28) e na sexta (29), no Teatro Rival, o conjunto mostra as faixas do novo disco, Feira de 7 Portas. Estão previstas duas inéditas, além das belas Anunciação e Floresta Azul. Curiosidade: o nome Rumpilezz é inspirado nos três atabaques do candomblé (Ru, Rumpi e Le) e o z duplo representa o jazz.

Fonte: VEJA RIO