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VEJA Rio Recomenda

Não perca a peça Sem Pensar, o espetáculo infantil Maroquinhas Fru-Fru, a exposição do americano Bill Lundberg e o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival

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TEATRO

Joa?o Caldas / Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Sem Pensar. Talento precoce, a inglesa Anya Reiss, hoje com 21 anos, escreveu o texto aos 17. Ao abordar, com boa dose de gaiatice, dificuldades de relacionamento em família e arroubos de adolescência, criou um sucesso de humor universal. Na montagem em cartaz no Teatro Ginástico, Denise Fraga interpreta Vicky, típica dona encrenca, sempre pronta a implicar com o marido, Nick (Kiko Marques). Não faltam motivos: em casa, demitido depois de dar em cima da secretária no escritório, ele é um alvo fácil. A tensão doméstica aumenta ainda mais quando a filha do casal, Delilah (Júlia Novaes), prestes a completar 13 anos, se apaixona por Daniel (Kauê Telloli), estudante de 21 anos que mora num quarto alugado da casa. As investidas da adolescente criam embaraço para os pais ? e garantem a diversão do espectador, que bisbilhota os desencontros domésticos em todos os cômodos, abertos para a plateia no inventivo cenário de Valdy Lopes. Clique aqui para saber mais.

CRIANÇAS

Guga Melgar / Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Maroquinhas Fru-Fru. Pouco mais de meio século após a estreia, o texto de Maria Clara Machado (1921-2001) tem sua graça singela preservada em produção no Teatro dos Quatro. Na trama, Maroquinhas (Diana Herzog, encantadora) vence um concurso de bolos e ganha um colar de prêmio. Furiosas, as demais concorrentes ? Dona Bolandina (Catarina Abdalla, hilariante) e as irmãs Flores (Patrícia Batitucci, Juliana Guimarães e Mariana Bassoul) ? planejam roubar a receita, mas é a joia que acaba surrupiada. Cria do Tablado, escola fundada por Maria Clara, o diretor José Lavigne extrai bons desempenhos do elenco. Responsável pela trilha sonora, seu filho, Tomé Lavigne, veste as letras originais de 1961 com melodias próprias, que atualizam as canções. Saiba mais na coluna Crianças.

EXPOSIÇÃO

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(Foto: Redação Veja rio)

Bill Lundberg. A respeitada revista francesa Cahiers du Cinéma definiu o artista americano como "mago do cinema". Geralmente aplicado a grandes diretores, o epíteto serve realmente a Lundberg, pioneiro da técnica conhecida como filme-escultura. Em cartaz no Oi Futuro Flamengo, a retrospectiva batizada com seu nome reúne onze trabalhos. Em todos, ele se vale da imagem em movimento para criar um efeito instigante. Em Stolen Kisses, de 2008, as mãos de uma mulher, mexendo-se, são projetadas sobre as costas de uma camisa masculina, evocando a ideia de um casal se beijando. Do ano seguinte, Guest atrai olhares com a repetição de uma cena simples: uma porta, aberta de tempo em tempo para receber convidados. Ainda mais curiosa, Charades, de 1977, mostra quatro pessoas fazendo mímica. Filmados em super-8, seus movimentos incidem sobre um copo d?água. Saiba mais na coluna Exposições.

SHOW

Dimitrios Kambouris / Getty Images
(Foto: Redação Veja rio)

Rio das Ostras Jazz & Blues Festival. Destino turístico bem menos cotado do que a vizinha Búzios, Rio das Ostras reinventou-se como um atraente palco para amantes do jazz e seus sucedâneos. Na décima edição, o festival que agita a cidade é um bom programa para quem pretende viajar no feriado de Corpus Christi. De quarta (6) a domingo (10), 27 apresentações vão ocupar quatro espaços ao ar livre. Entre as atrações internacionais estão o premiado saxofonista americano David Sanborn, vencedor de seis Grammy com seu estilo sem amarras, e o guitarrista Duke Robillard, que já acompanhou Tom Waits e Bob Dylan. Outro nome aguardado é Billy Cobham, baterista aclamado nos anos 70 por seu desempenho no disco Bitches Brew, de Miles Davis. A escalação da ala nacional não fica atrás, com virtuoses como o guitarrista Hélio Delmiro e o gaitista Mauricio Einhorn. Saiba mais na coluna Shows.

Fonte: VEJA RIO