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VEJA Rio Recomenda

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SHOW

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(Foto: Redação Veja rio)

CHROMEO. Dedicada a recriar o clima de festa dos anos 80, atualizando a sonoridade de sintetizadores e batidas eletrônicas daquela época, a dupla canadense faz apresentações abertas no Brasil pela primeira vez ? em visita anterior, há dois anos, Patrick Gemayel e David Macklovitch, mais conhecidos como P-Thugg e Dave 1, estrelaram um show para convidados de uma empresa. Depois de passar pelo Sónar Festival, em São Paulo, eles sobem ao palco do Circo Voador no sábado (12). Ao vivo, tocam teclados, talk box (dispositivo que aproxima a voz do som de um instrumento) e guitarra, enquanto soltam a voz em hits dançantes. Amigos de adolescência, os dois estouraram em 2004 com a música Needy Girl. Já no primeiro disco, She?s In Control, deixaram claras suas intenções: seguir um estilo apoiado no electro-funk, atento a novas tendências das pistas, mas temperado por arranjos retrôs. P-Thugg e Dave 1 já passaram pelos principais festivais do planeta ? entre outros, Coachella e Lollapalooza, nos Estados Unidos, e Glastonbury, na Inglaterra. Por aqui, além do hit de estreia, devem mostrar Hot Mess, Night By Night e Don?t Turn The Lights On.

CINEMA

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(Foto: Redação Veja rio)

INGMAR BERGMAN. Um dos maiores nomes do cinema, influência assumida de cineastas do porte de Woody Allen, Stanley Kubrick e David Lynch, o diretor sueco terá 46 de seus 64 longas reunidos na mostra que leva seu nome. A programação ocupa o CCBB de terça (8) a 10 de junho. Estão na lista seu primeiro filme, Crise (1946), com sessão no sábado (12), às 16h, e o último, Saraband (2003), produzido para a TV ? atração de domingo (13), às 19h. Na tela grande, e em cópia de 35 milímetros, dois dos maiores clássicos de Bergman (1918-2007) têm exibição marcada para a primeira semana: Morangos Silvestres (1957), ganhador do Urso de Ouro em Berlim, na sexta (11), às 20h, e Gritos e Sussurros (1972), indicado ao Oscar de melhor filme, no sábado (12), às 20h. Cinco documentários sobre ele, além de uma série de comerciais de sabonete que também dirigiu, estão entre as curiosidades previstas.

EXPOSIÇÃO

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(Foto: Redação Veja rio)

ELISEU VISCONTI. O pintor nascido na Itália teve papel fundamental em momentos distintos da arte brasileira ? é o que demonstra a rica mostra Eliseu Visconti ? A Modernidade Antecipada, no Museu Nacional de Belas Artes. Como sugere o nome da exposição, Visconti (1866-1944) exerceu com talento a transição entre a escola acadêmica e o modernismo no país. No acervo reunido, de 250 peças, entre óleos, desenhos, cerâmicas, fotos e objetos pessoais, também é ressaltado seu pioneirismo no design, na qualidade de criador de cartazes de propaganda e selos. Outra parte da coleção traz ainda estudos feitos para o Theatro Municipal. No histórico prédio da Cinelândia, são dele as pinturas que enfeitam o arco do proscênio, o teto da plateia e do foyer e o pano de boca do palco. O gênio do artista que ostentou prestígio até o início do século XX, antes de ser ofuscado pela Semana de Arte Moderna de 1922, manifesta-se ainda em quadros como Sonho Místico (1897), que não era exibido no Brasil fazia mais de um século.

TEATRO

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(Foto: Redação Veja rio)

LAR LONGE LAR. É difícil não se emocionar com a comédia dramática em cartaz no Teatro Sesi. Escrita por Miriam Halfim, a peça retrata as idas e vindas de uma família de judeus poloneses em seu processo de migração para o Brasil. Nos anos 30, entre a pobreza de Varsóvia e a ameaça nazista, José (José de Ipanema) atravessa o Atlântico e vai pedir emprego ao primo Efraim (Rafael Ferrão), em Buenos Aires. As coisas não ocorrem como o previsto e o humilde alfaiate toma o navio de volta para a Europa. Durante uma escala no Rio, encanta-se com a cidade e convence a mulher, Helena (Raquel Tamaio), e os três filhos a se mudarem. Um breve período na Praça Onze, a volta para a Polônia motivada pela saudade que o primogênito Simão (Diego Araújo) sentia da noiva e uma nova viagem para o Brasil enriquecem a trama ? em um dos detalhes dramáticos, os filhos menores Berta (Nina Reis) e Manuel (Nelson Yabeta) demoram a deixar definitivamente a Europa por falta de dinheiro para todas as passagens. Na montagem, a trilha sonora de Warley Goulart surpreende com pérolas como uma gravação de Asa Branca em hebraico. Sob sóbria direção de Gilberto Gawronski, o espetáculo comove até o fim, quando há uma surpreendente revelação.

Fonte: VEJA RIO